terça-feira, 6 de agosto de 2024

6/8/24 T.S. Atualizada no mediafire, seção nova sobre "Casamento". O ebook "O Casamento Cristão" está sendo atualizado em poucas horas para a 4ª edição.


O que foi acrescentado?

Bom, eu tinha uma pulguinha na minha orelha na área do casamento, do amor ao próximo e respeito mútuos que me incomodava, e escrevi a seção abaixo.


8.4.5 Refutando Duas Críticas Comuns à Bíblia: Explicando o Amor Mútuo entre o Marido, a Mulher e os Filhos; 1Timóteo 2:15: A Mulher é Salva Dando à Luz?

 

A Mulher também deve amar o marido como Cristo amou a Igreja?

Tive o desprazer de descobrir que algumas pessoas, fazendo um desfavor para o evangelho de Cristo, creem e ensinam que apenas o homem deve amar a mulher (como Cristo amou a Igreja), e que creem que não há mandamento bíblico para a mulher amar o homem (retribuir o amor, portanto, ter amor mútuo e submissão mútua no casamento), e que não é natural a mulher amar o homem, pois Paulo não falou isso na letra da Bíblia nas passagens mais explícitas que falam sobre família e casamento. Mas o bom conhecedor da Bíblia sabe onde ficam os versículos:

 

Efésios 5.25 (esse versículo eles conhecem): Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela;

Vejamos mais alguns versículos:

Fazer bem um ao outro: 1 Co 7.3 O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido.

Sujeitai-vos uns aos outros, não só a esposa ao marido: Efésios 5.21 Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus. 1Pe 5.5b ...e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

Jo 15.12 (amor para ambos os cônjuges) O meu [Jesus dizendo] mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu [Jesus] vos amei.

Nesse versículo acima pode-se ver com clareza que até a mulher deve amar o marido como Cristo amou a Igreja.

 

Mas esse versículo abaixo os meninos na fé e no conhecimento não conhecem, de que às mulheres também há mandamento explícito para amar os maridos e os filhos:

Tito 2.4 Para que [as mulheres idosas] ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,

 

Falando disso, dizem que é o marido que tem que governar a casa, não?

1Timóteo 3.2,4 É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; [...] que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia.

Porém, as mulheres também governam a casa: 1 Timóteo 5.14 Quero, pois, que as que são moças se casem, gerem filhos, governem a casa, e não deem ocasião ao adversário de maldizer;

Portanto, a Escritura defende o respeito, amor, submissão, igualdade e comunhão mútuos no casamento e na família.

Glória a Deus.

 

Explicando 1 Timóteo 2:15. A mulher é salva dando à luz filhos?

Vejamos o contexto:

1 Tm 2.13-15 Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada [por Satanás], caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecerem com modéstia na fé, no amor e na santificação.

A mulher é salva pelas boas obras agora, e não pela fé? Claro que não. A salvação é sempre pela fé. As Escrituras não se contradizem. Quando elas se contradizem, nós é que estamos errados.

Assim, a explicação clara, óbvia e correta desse texto é que salvação na Bíblia nem sempre significa salvação eterna, espiritual em Cristo, mas livramento de dano futuro. A salvação da mulher do versículo 15 fala do seu contexto (versículo 14), ou seja, será salva da transgressão e do engano de Satanás. E como isso? Para a mulher ser livre do engano de Satanás, deve cumprir o seu papel e chamado na família, não abandonar a família, ter um ou outro filho (agora que temos métodos anticoncepcionais há décadas fica mais fácil para a mulher não “povoar o mundo” e consequentemente ser obrigada a ficar em casa o dia todo – e consequentemente não poder trabalhar fora se fosse necessário) e, além disso, para a mulher ser livre do pecado, da tentação e do engano de Satanás (v. 14), seus filhos devem também permanecer (assim como ela e também o seu marido devem permanecer) com modéstia na fé, no amor e na santificação. Esse versículo foi escrito justamente porque uma mulher santa com filhos infiéis é simplesmente bombardeada por ataques de Satanás, e é disso que o apóstolo fala que se os filhos forem fiéis, será livre (salvar-se-á) da tribulação e do pecado. Veja que a Escritura diz que Deus se agrada que as famílias, se os cônjuges não forem estéreis (se forem, clamem a Deus como Ana, mãe de Samuel, e Deus é poderoso para agir segundo Sua vontade), tenham filhos, pelo menos um – filhos são herança do Senhor, e não nossa. O pastor Renato Vargens, homem de Deus, ainda disse que é pecado para um casal optar por não ter filhos – nisso não opinarei, mas racionalmente me faz sentido.

Concluindo, sendo fiéis não daremos brechas para o inimigo entrar na nossa casa, nos nossos filhos e no nosso casamento para fazer confusão, mas estaremos assim fazendo firme nossa eleição e vocação no Senhor, e de modo nenhum tropeçaremos:

2Pe 1.10-11 Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Amém.


sábado, 3 de agosto de 2024

(8h30 4/8/24) Teol. Sist. Atualizada: Crescendo em conhecimento: Destino final de Salomão; Transmissão do pecado.

Paz

Atualizado 8h30 4/8/24


Eu escrevi em alguns lugares, inclusive na T.S., que achava que provavelmente Salomão tinha sido condenado eternamente por causa da idolatria. Pesquisando isso e amadurecendo o raciocínio vi que eu estava errado visto que multipliquei a gravidade e impacto do pecado de Salomão frente ao poder da graça de Deus.


ATUALIZADO 8h30 4/8/24

Página 160-161 atualizadas:

"O próprio Salomão foi idólatra em sua vida porque muitas de suas mulheres não eram judias nem fiéis, mas idólatras. E elas o perverteram, mas, fazendo um parêntesis aqui, digo que Deus, na velhice de Salomão, teve misericórdia dele, pois ele mostrou fruto de arrependimento: baseado em Versebyverseministry.org (2019 e 2021), com minhas palavras: 1. Salomão era da genealogia de Jesus, e sabe-se que nenhum deles era descrente; 2. Salomão se arrependeu do seu pecado em sua velhice pois escreveu Eclesiastes e o lindo final daquele livro que resume a sua vida (Ec 12.13-14 De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau); 3. Salomão escreveu Provérbios, Eclesiastes (a tradição rabínica disse que Salomão escreveu Eclesiastes em sua velhice) e Cantares, e 2Pedro 1.21 diz que todos os autores dos 66 livros da Bíblia eram santos (Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram, inspirados pelo Espírito Santo); 4. Salomão amava a Deus (1Rs 3.3); 5. A salvação sempre foi pela fé, e Salomão escreveu sobre Jesus, com fé Nele (Pv 8:22-36 e 9:9-10) – quando eu, Roberto, achei que ele havia sido condenado, aumentei em minha consciência a gravidade do pecado (idolatria) dele frente ao poder da graça de Deus – todavia todos somos pecadores e a salvação sempre foi pela fé, como com Abraão, e não por obras. Então, como a fonte acima diz, “uma vez que a condição para a salvação sempre foi a mesma – pela fé nas promessas de Deus – essa condição não foi retirada com o ato de pecado de Salomão”. Amém."

...

pág 216, seção 9.4, a culpa e corrupção herdados pela queda:

Juntando algumas seções, a alma vem diretamente por uma criação de Deus na concepção (seção Origem da Alma), todavia, como diz G. Voetius, F. Turretin e B. de Moor apud Bavinck, Herman (2012, vol. 2, pág. 595), “a alma, embora chamada à existência como uma entidade racional espiritual por uma atividade criativa de Deus [...] recebe seu ser não de cima ou de fora, mas sob as condições e no meio dos vínculos do pecado que oprime a raça humana”. Já o nosso corpo em sua plenitude (tudo, menos a alma ou espírito) certamente vem transmitido por geração de nossos pais, formado de modo único pelo nosso DNA, assim como corretamente a ciência mostra, e Jesus em João 3.6 fala que o que é nascido de carne é carne.

Como descrito na citação de Grudem acima e na seção “4.2 Cristo Nasceu sem Pecado”, herdamos de Adão, o primeiro cabeça ou representante federal da humanidade, a culpa imputada espiritualmente e a corrupção do pecado herdada por geração natural (Gn 5.3; Sl 51.5; Rm 5.12). A respeito da culpa, como Cristo é o segundo e novo cabeça da humanidade, depois da sua ressurreição, ele removeu tal culpa imputada por Adão, ou seja, tirou todos os impedimentos legais à salvação a todo aquele que crê, pela Graça, chamada preveniente ou anterior. Porém, nós, nascidos de novo, sem a culpa que foi imputada por Adão, ainda herdamos a natureza corrompida pelo pecado, pois não somos perfeitos, mesmo nascidos de novo, mas somos ao mesmo tempo santos e pecadores, como Lutero disse.




sexta-feira, 26 de julho de 2024

Teologia Sistemática Atualizada em 26/7/24


O que foi aprimorado está abaixo.

9.3 Consequências da Queda e Depravação Total

Nestas seções abordaremos as consequências da Queda, além da morte. Schaff apud Sproul, R. C. (2024) comenta:

A queda de Adão apresenta-se como a maior e a mais digna de castigo se considerarmos, primeiramente, a altura que ele ocupava, a imagem divina na qual foi criado; então, a simplicidade do mandamento, e tranquilidade de obedecê-lo, na abundância de todos os tipos de frutos no paraíso; e, finalmente, a sanção do mais terrível castigo do seu Criador e mais formidável Benfeitor. Philip Schaff. History of the Christian Church, 8 vols. (1907-10; Grand Rapids: Eerdmans, 1952-53, 3:825 apud Sproul, R. C., 2024).

O homem perdeu na queda sua liberdade original, seu livre-arbítrio, tendo passado a ser escravo do mal. A vontade caída tornou-se uma fonte de mal no lugar de uma fonte do bem. Só pode ser renovado internamente (e ter a liberdade restaurada) em questão de desejos, vontade e emoções pelo contato com a Palavra pregada. O homem perdeu a sua capacidade intelectual e mental, que era muito maior no estado original do que no pós-queda. Por isso sabe-se que na eternidade nossa mente se abrirá com nosso novo corpo (e mente glorificados), tanto quanto a mente de Adão no Paraíso. Recebeu uma maldição da queda em Gênesis 3: perda do paraíso e da comunhão com Deus, dor à mulher ao dar à luz, trabalho árduo do homem, morte no universo e na natureza, dentre outros; Recebimento da natureza humana pecaminosa (carne), nascendo com uma predisposição ao pecado; morte física (incluindo doenças), espiritual (e eterna se não houver reconciliação com Deus pela graça); culpa adâmica do pecado de Adão (nascemos culpados pois pecamos em Adão).

Embora a queda tenha trazido originalmente todo o mal do mundo e da humanidade, Cristo desfez (e está desfazendo) pela Sua morte e Sua graça os efeitos dela: Quando nascemos de novo, somos libertos da culpa e escravidão do pecado; a vontade torna-se, progressivamente, pelo Espírito, fonte de seguir a Deus. Desejamos o bem, mesmo sendo ainda pecadores. Recebemos direito de entrar novamente no paraíso, desta vez, celeste, pelo Sangue de Jesus. Deus tem dado capacidade pela Sua graça aos homens para a mulher ter menos dores e o homem trabalho menos árduo, de modo que ao nascido de novo filhos são herança do Senhor, o desejo da mulher não é ao homem, mas a Deus, e o trabalho deve ser dedicado ao Senhor. O nascido de novo crucifica a carne com Cristo, tendo uma predisposição ao bem (transformação, santificação e perseverança), tendo passado da morte espiritual para a vida espiritual e eterna, vida que é Cristo mesmo em nós. Jesus aboliu a morte, por isso, diferente dos ímpios, ao nascido de novo a morte é só uma passagem à eternidade. Na eternidade não haverá doenças nem morte física e, além disso, nossa mente se abrirá em conhecimento, inteligência e virtude, onde louvaremos a Deus em comunhão e adoração eternas, que se inicia já nessa vida. Não bastasse isso, quando Jesus voltar inaugurará novos céus e terra onde habita a justiça: não haverá mais morte, pranto, clamor, tristeza ou dor. Não haverá mal, pecado ou morte em lugar ou ser algum da nova criação (que está separada do lago de fogo, claro), de modo que Jesus reconciliou pela cruz todas as coisas que estavam separadas com Deus (não só homens e mulheres, mas incluindo até os cosmos, a natureza e os animais). Aleluia!

 ....

....

pág 213 (nova versão - estava escrito "s"obrará, mas é dobrará):

Mas é o oposto: pregue sobre a profundidade da graça de Deus e é aí que o ser humano se dobrará pelo Espírito Santo! 


Amém.

domingo, 21 de julho de 2024

Teologia Sistemática atualizada neste domingo (21/7 18h32) no mediafire para PDF e EPUB gratuitos. Livrarias digitais demorarão alguns dias.

Graça e paz. Fui ler a Bíblia de madrugada no dia do Senhor (agora, 0h00-02h00), e Deus sempre nos surpreendendo, glória a Deus.



O que atualizei?

10.4.3 Deus ainda se ira com o salvo se ele pecar? E o pecado separa o salvo de Deus? (pág 270-271)

Tendo falado sobre graça e justificação amados irmãos, tendo também me aprofundado mais na Palavra, questionei-me se:

1. Questionei-me se Deus se ira com o salvo quando às vezes peca, mas aquele que é salvo é justificado pela fé, é declarado justo, e passou da ira para a paz de Deus. Depois de me debruçar nas Escrituras, sabendo que o nascido de novo nunca permanecerá no pecado, e sempre se arrependerá, pois sua semente é de Deus conforme 1Jo 3, ocorre que a disciplina de Deus Pai (e da Trindade toda) ao salvo, independente da gravidade do pecado, nunca é manifestação da ira divina, mas do amor paterno que corrige e "açoita" a todos que ama conforme a Escritura. Por isso o nascido de novo, que verdadeiramente teve uma transformação pelo Espírito (e que é contínua), nunca mais sofrerá a ira de Deus nem quando erra (Romanos 5.1 Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo). Mas advirto-vos, para quem não conhece, que a disciplina do Pai para seus filhos é forte e dói na alma, porém, sim, com amor. Nada disso isenta o salvo de ter que pedir perdão pelos seus pecados todos os dias na presença do Senhor que a todos julga (1Co 4.4b). 1Jo 3.20b ...maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas.

2. Sabe-se que o pecado separa o homem de Deus conforme Isaías etc. O nascido de novo, que é fiel, é separado de Deus quando peca? Sim e não. Primeiro, o pecado no descrente ou "crente" carnal (ou convencido pelo Espírito no meio do processo de conversão) gera a morte cf. Rm 6.23 e ele permanece separado de Deus, nunca foram salvos. Porém, o pecado para o salvo na nova aliança não separa o nascido de novo de Deus a ponto de gerar morte ou ir ao inferno, mas de algum modo o pecado intencional ou não resistido cometido pelo salvo tira em parte temporariamente o salvo da comunhão com Deus, afasta temporariamente a presença do Espírito entristecendo-O, fica mais difícil orar prolongadamente entrando com ousadia perante a face de Deus, e o Pai ouve mas pode não atender a oração, por exemplo, de um casal nascido de novo, ex. novos convertidos com brigas e discussões acaloradas e frequentes conforme a Escritura diz acerca disso (1Pedro 3.7). Tomando a Ceia em pecado, também, o nascido de novo pode sofrer forte disciplina ou juízo do Pai conforme 1Co 11.30. Veja, não é maldição nem macumba, pois estas não pegam àqueles que têm o Espírito (Romanos 8.1), mas juízo de Deus, sofrimento, para que o nascido de novo se desenvolva e cresça nas provas e tribulações até flor perfeita pois importa por muitas tribulações entrarmos no Reino eterno de Deus conforme a Bíblia diz. Deus nosso Pai realmente pode permitir algumas enfermidades (que Ele nos livre), se com elas sejamos mais crentes e fervorosos, como o espinho na carne de Paulo, provavelmente enfermidade em seus olhos ou visão cf. Gálatas 4.15, que às vezes um mensageiro de Satanás com a permissão divina o esbofeteava (2Coríntios 12.7) para que ele não se orgulhasse da excelência das revelações. Deus disse e ainda diz: A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.

Amém.




Gostei muito do raciocínio abaixo (até um certo livro famoso de Teologia Sistemática não tem coragem de afirmar que Jesus nos resgatou e pagou o preço a Deus), e o coloquei:


10.2.1.1 Como e a quem Jesus pagou nosso resgate? – por Got Questions Ministries (pg 235-236)

Como muitos ficam em dúvida para saber a quem Jesus pagou nosso resgate (se a Deus ou, erroneamente, a Satanás), eis a resposta. De acordo com Got Questions Ministries (2024):

Um resgate é algo que se paga para libertar um cativo ou prisioneiro. Jesus pagou o nosso resgate para libertar-nos do pecado, da morte e do inferno. Encontramos nos livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio os requisitos de Deus para os sacrifícios. Nos tempos do Antigo Testamento, Deus ordenou aos israelitas que fizessem sacrifícios de animais para a expiação substitutiva, ou seja, a morte de um animal tomava o lugar da morte de uma pessoa, uma vez que a morte é a penalidade pelo pecado (Romanos 6:23). Êxodo 29:36a declara: "Sacrifique um novilho por dia como oferta pelo pecado para fazer propiciação."

Deus exige santidade (1 Pedro 1:15-16). A Lei de Deus exige santidade. Não podemos dar a Deus a santidade completa por causa dos pecados que cometemos (Romanos 3:23), portanto, Deus exige a satisfação de sua lei. Os sacrifícios dedicados a Ele cumpriam os requisitos. Aqui é onde Jesus entra em cena. Hebreus 9:12-15 nos diz: "Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, e obteve eterna redenção. Ora, se o sangue de bodes e touros e as cinzas de uma novilha espalhadas sobre os que estão cerimonialmente impuros os santificam de forma que se tornam exteriormente puros, quanto mais, então, o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, de modo que sirvamos ao Deus vivo! Por essa razão, Cristo é o mediador de uma nova aliança para que os que são chamados recebam a promessa da herança eterna, visto que ele morreu como resgate pelas transgressões cometidas sob a primeira aliança."

Romanos 8:3-4 também diz: "Porque, aquilo que a lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito."

Claramente, Jesus pagou o resgate por nossas vidas a Deus. Esse resgate foi a sua própria vida, o derramamento do seu próprio sangue, um sacrifício. Por causa de sua morte sacrificial, cada pessoa na terra tem a oportunidade de aceitar esse dom de expiação e ser perdoado por Deus. Sem a sua morte, a Lei de Deus ainda precisaria ser satisfeita - por nossa própria morte.

Got Questions Ministries (2024, https://www.gotquestions.org/Portugues/resgate-Jesus-pagou.html).


10.2.8 Conclusão (pg. 246) - versículos abaixo inseridos

Existem versos na Escritura que apontam para o sacrifício de Cristo apenas para os eleitos, o que invalida a expiação ilimitada arminiana (citados anteriormente).

Existem versos na Escritura que apontam para o sacrifício de Cristo a todos, em outro aspecto, o que invalida a expiação limitada calvinista rígida (2Coríntios 5.15 E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Hebreus 2.9 Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos).

Portanto, o que permanece mais próximo da Bíblia na minha opinião...

etc.


Apêndice C - pág 673-675:


"É um engano interpretar essas profecias, símbolos e tipos do AT literalmente.

 

Por exemplo, neste desenvolvimento deste estudo, podemos indagar sobre o que a Escritura diz sobre o templo celeste, ou tabernáculo celeste (incluindo nisto o templo celeste que os dispensacionalistas acham que será no milênio), profetizado no AT pelos profetas e confirmado em Hebreus 8 e 9. Literal ou figurado?

 

Vejamos alguns versículos de Hebreus 8 e 9 comentados:

Hebreus 8 (ACF 2007)

1 Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade,

2 Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.

Cristo é ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo celeste, que é o Seu Corpo Glorificado cf. João 2.19ss (Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo). Fausset, A. R. (comentarista bíblico de Hebreus) In: Jamieson, Fausset e Brown (1866) diz:

Tabernáculo: Seu corpo. Através de Seu corpo glorificado como o tabernáculo, Cristo passa para o “Santo dos Santos” celestial, [que é] a presença imaterial imediata de Deus, onde Ele intercede por nós. Esse tabernáculo em que Deus habita é onde Deus em Cristo nos encontra, que somos “membros do Seu corpo, da Sua carne e dos Seus ossos”. Esse tabernáculo [Corpo místico de Cristo, a Igreja santa, colchetes meus, Roberto] corresponde à Jerusalém celestial, onde a presença visível de Deus será manifestada a Seus santos aperfeiçoados e aos anjos, que estão unidos a Cristo, a Cabeça; em contraste com Sua presença pessoal invisível no Santo dos Santos, inacessível exceto a Cristo. João 1:14, “O Verbo… habitou entre nós”, grego, “tabernaculou”.

Ao tabernáculo celeste temos acesso pelo Sangue de Jesus, que nos faz fazer parte do tabernáculo/templo/Jerusalém celestial/Corpo de Cristo/Igreja. Mas o Santo dos Santos do Tabernáculo Celeste é o lugar em que Deus habita, o Trono de Deus, a Mente de Deus, inacessível senão a Cristo e ao Espírito Santo.

 

Hebreus 9 (ACF 2007)

11 Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação,

12 Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.

Cristo entrou no Santo dos Santos do Céu - na Presença Pessoal de Deus, inacessível, nos comprou com Seu Sangue e nos resgatou.

22 E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.

23 De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes.

Comentário de A. R. Fausset (1866): O pecado do homem introduziu um elemento de desordem nas relações de Deus e Seus santos anjos em relação ao homem. A purificação remove este elemento de desordem e muda a ira de Deus contra o homem no céu (projetado para ser o lugar de Deus revelando Sua graça aos homens e anjos) em um sorriso de reconciliação [pelo Sangue de Jesus, colchetes meus]. Compare “paz no céu” (Lucas 19.38). “O céu incriado de Deus, embora em si uma luz imperturbável, ainda precisava de uma purificação [reconciliação Deus-homem em Cristo], na medida em que a luz do amor foi obscurecida pelo fogo da ira contra o homem pecador” [Delitzsch in Alford]. Contraste Apocalipse 12:7-10. A expiação de Cristo teve o efeito também de expulsar Satanás do céu (Lucas 10.18; Jo 12.31; compare com Hb 2.14). O corpo de Cristo, o verdadeiro tabernáculo (ver Hebreus 8.2, Hb 9.11), como tendo o nosso pecado imputado (2Co 5.21), foi consagrado (Jo 17.17, 17.19) e purificado pelo derramamento de Seu sangue para ser o ponto de encontro entre Deus e o homem.

24 Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu [A.R. Fausset (1866)a presença imediata do Deus invisível além de todos os céus criados, através dos quais Jesus passou], para agora comparecer por nós perante a face de Deus;

 

Falamos de Hebreus (que fala do tabernáculo ou santuário celeste). E como interpretar Ezequiel (que também fala do templo celeste, isto é, a mesma coisa do que Hebreus, ainda que os dispensacionalistas dizem que é do milênio deles)? Mike Blume (2023) explica-nos o que significa o templo de Ezequiel:

Ezequiel 47 fala sobre um rio fluindo do templo, onde existem árvores em ambos os lados do rio cujas folhas curam e os frutos servem como alimento. Apocalipse 22 mostra exatamente o mesmo rio com as mesmas árvores em ambos os lados do rio, cujas folhas dão cura e os frutos servem como alimento. Mas o rio flui do trono de Deus e do Cordeiro na revelação de Apocalipse, e não de um templo como em Ezequiel. Por que a discrepância? Será porque o rio e as árvores do templo de Ezequiel são um conjunto de árvores e rio totalmente diferente do de João em Apocalipse 22? Não. A BÍBLIA DÁ A RESPOSTA!

Apocalipse 21:22 E não vi nela templo algum; porque o Senhor Deus Todo-Poderoso e o Cordeiro são o seu templo.

A razão pela qual Ezequiel viu um templo saindo do rio e João viu um trono de Deus e o cordeiro saindo do rio é porque DEUS E O CORDEIRO são o templo! Foi mostrada a Ezequiel a sua imagem do templo porque os profetas não sabiam que o sacrifício de Jesus, representado pelo Cordeiro a que João Batista se referiu como Cristo, cumpriria todos os seus tipos simbólicos e sombras que tratavam do pecado. Eles sabiam que um Messias viria, mas não sabiam os detalhes de como Cristo realmente realizaria a expiação. Isso nos mostra a mesma razão pela qual foi mostrado a Ezequiel um templo, sacerdotes e ofertas pelo pecado. Mike Blume (2023).

Portanto, em primeiro lugar, o templo de Ezequiel e de Hebreus é o mesmo. Em segundo lugar, não é físico conforme Ap 21.22. Como dito no céu (e num eventual milênio premilenista) não há nem haverá tabernáculo ou templo físico, pois Deus e o Cordeiro, Eles mesmos são o templo. É figurado, é bem mais profundo o significado – não fique só na superfície na teologia!"


Roberto

sexta-feira, 19 de julho de 2024

Filmes no meu canal do youtube

Prezados, mais uma vez, convido-vos a entrar no meu canalzinho do YouTube, chamado Roberto Fiedler Rossi.

As pregações estão um pouco desatualizadas frente a minha Teologia Sistemática Interdenominacional (maio de 2024), mas tenho feito uploads de filmes cristãos não protegidos ou bloqueados por direitos autorais no Brasil.

Aproveitem.

Paz

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Ai de quem vem o escândalo

Tenho visto dezenas de escândalos em sites de notícias gospel acerca de pastores. Por isso, quando a igreja se mistura com o mundo, e peca como o mundo peca, percebe-se que essa igreja é feita de joio, não é trigo. Em segundo lugar, já que isso já começou, São poucas as ovelhas de Jesus. Em terceiro lugar, o Pai julgará em vida os que desobedientemente e voluntariamente se rebelam contra Ele, incluindo suas nações. Judas, irmão de Jesus e de Tiago, disse que os sensuais não têm o Espírito. Em quarto lugar, a apostasia generalizada dos evangélicos carnais diz que Jesus está às portas, voltando, e escatologicamente! Amém, ora vem Senhor Jesus, busque os "7000" que não se dobraram diante de Baal e nem o beijaram! Graça e Paz a todos os que amam a Sua Vinda. Amém 

quarta-feira, 29 de maio de 2024

Mensagem da Semana

Graça e paz a todos os irmãos e irmãs! Mensagem da semana: Deus te ama! Quantas vezes passamos pelo vale da sombra da morte, e da amargura, e da angústia, e Deus demonstra o Seu infinito Amor, pela graça infinita Dele, pela Sua Boa natureza, usando vasos de barro munidos da Palavra de Deus pelo Espírito de Amor em nome de Jesus para falar face a face conosco! Ocasiões assim são como casamentos e devem ser registrados em papel. Mesmo assim o que prega é igual em valor ao que apenas louva no banco, e igual ao mendigo de rua: todos somos iguais, e a diferença entre nós em função, dom e salvação é pura Graça e mérito da Trindade. É tão bom que Deus fale conosco sobrenaturalmente, seja por qual meio for, que é Ele demonstrando Seu Amor. E o principal meio que Deus fala conosco é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, com 66 livros inspirados pelo Espírito. E o cerne da Bíblia, a mensagem principal é Cristo sobre tudo e sobre todos, nome acima de todo nome, o próprio Criador, que se fez de nenhuma reputação na Terra quando despiu-se da Sua glória em seus 34-35 anos de vida, que demonstrou a máxima expressão do Amor de Deus no Calvário: João diz: *Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.* (I João 4:10 acf 2011). Isso significa que o Perfeito Amor de Deus foi demonstrado quando o Filho tomou e aplacou a ira de Deus, tornando-o favorável a nós (propiciação), ira por nossos pecados que nós merecíamos sofrer por pecar contra um Deus Santo, Santo e Santo (infinitamente santo). Mas Jesus tomou, por Grande e Infinito e Imutável Amor, sobre Si, a ira que era para nós, e Nele a justiça de Deus foi cumprida de uma vez por todas (sacrifício vicário e cabal). Jesus sofreu um castigo semelhante ao inferno na cruz (porém por algumas horas somente). Por isso, você e eu, nós que cremos (salvos), não estamos mais na ira, mas na paz de Deus, porque Cristo se fez propiciação por você. E essa propiciação, isto é, tornar Deus favorável a nós ao aplacar Sua ira pela justiça e pelo Amor, é só em Cristo, mas está disponível a todos, pois "Deus tanto amou o mundo... ". Amém! Que experimentemos, valorizemos e sintamos Seu Amor em nós, pois a salvação de uma alma é caríssima, preço de sangue imaculado, pelo Espírito Santo, que é o Espírito de Cristo que está conosco todos os dias e que não nos deixa órfãos. Amém! Roberto Fiedler Rossi

terça-feira, 14 de maio de 2024

Mensagem da Semana

Graça e paz a todos!

Eis que houve, mais ou menos na década de 60-70, nos Estados Unidos, um avivamento de Deus (movimento que inspirou o filme “Movimento de Jesus” – “Jesus Revolution” de 2023). As igrejas, pastores e membros eram sérios (ou hipócritas) demais a ponto de não aceitar a entrada de jovens marginalizados nos seus templos. Naquela época ocorreu o movimento hippie, onde jovens buscavam a espiritualidade pelas drogas. O que aconteceu é que um cristão confrontou um pastor dizendo que as ovelhas dele não recebem os jovens, fechando o reino dos céus si mesmos e a eles (Mt 23)! Então o pastor desafiou a tudo e a todos trazendo os hippies, com muitos problemas, à sua igreja, pregando o evangelho simples e verdadeiro: convertam-se, aceitem a Jesus e acharão salvação, livramento e a felicidade que vocês tanto procuram que não estão achando em lugar algum, nem nas drogas. E funcionou! Dezenas de milhares (ou mais) aceitaram a Jesus, se batizaram e louvavam a Deus. Aquela igreja pequena hoje possui mil templos... Foi uma bênção.

Mas a parábola das sementes diz que muitos creem temporariamente, e poucos dão fruto com perseverança (Lucas 8), ou seja, nem todos nascem de novo – pois muitos aceitaram a Jesus e foram batizados, mas nem todos se arrependeram dos seus pecados verdadeiramente:

Lucas 8.11 “Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus; 12 E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo; 13 E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas creem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam; 14 E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição; 15 E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança.

Há quem diga que mais de 80% dos que aceitaram a Jesus se desviam, inclusive nas cruzadas do Billy Graham no passado. “Sem arrependimento [e reconhecimento do pecado]... perecereis” – disse Jesus. Mas, felizmente, os hippies já sabiam que eram pecadores, claro, e por isso o arrependimento deu fruto. Todavia, hoje, há uma geração que não sabe que é pecadora. Que se acha perdoada ou isenta de julgamento. Vamos citar um exemplo:

O Papa atual e o Vaticano publicaram nesta segunda feira 13/5/24 normas para que católicos possam ser perdoados pela igreja. Os fiéis “verdadeiramente arrependidos” [no passado] podem ser [continuamente, colchetes meus] perdoados se se deslocarem para visitar os irmãos que se encontram em necessidade ou dificuldade (doentes, presos, idosos em solidão, pessoas com deficiência...). Também é possível obter o perdão abstendo-se de distrações fúteis e consumos supérfluos.

Então, veja: esse perdão é concedido pela igreja, não por Cristo: não serve. Não é porque fomos perdoados no passado que temos licença para pecar e depois obter sempre perdão fácil sem arrependimento! Isso (licença para pecar pois já foi perdoado) é sinal de quem nunca nasceu de novo, de liberais! Esse perdão é pelas boas obras, e Cristo nunca perdoou ninguém pelas boas obras, rituais, sacrifícios, indulgências nem batismo. Obter o perdão abstendo-se de distrações e consumos fúteis e supérfluos é o fim: é como se um budista pudesse também ser perdoado e recebido no céu se abstendo de prazeres mundanos. É heresia atrás de heresia. Alguns anos atrás declarou também o Papa o perdão dos pecados a toda a humanidade! Negou o inferno, acha que o inferno está vazio. Sem mencionar a idolatria.

Mas, ao contrário dos hippies que sabem que eram pecadores e por isso foram salvos, esses não se acham culpados pois alguém falou que estão perdoados! E não foi Cristo Jesus, o Salvador! Por isso esses se acham justos e estão condenados (como o fariseu) se não se converterem, e os hippies, que se julgavam (e eram) pecadores, foram salvos (como o publicano)!

Jesus disse: não vim para chamar os justos [os que se acham justos], mas os pecadores, ao arrependimento.

Importa voltar à simplicidade do evangelho e não em inventar modismos, novidades: o evangelho é simples, mas o Senhor nos faz crescer cada dia mais.

Efésios 2.8 Porque pela GRAÇA sois salvos, por meio da FÉ, e isso não vem de vós: é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se ache melhor do que outro!

É a GRAÇA de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E DE NOSSO DEUS E PAI que nos salva! Através da fé (como meio, não como fim)!

Vigiemos, pois os tempos estão sombrios: perseveremos em oração e na doutrina dos verdadeiros apóstolos, os originais, os da Bíblia (Atos 2.42):

Atos 2.40b Salvai-vos desta geração perversa. 41 De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, 42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. 43 E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. 44a E todos os que criam estavam juntos...

Amém. Deus nos ama e nos dará a vitória – a salvação, perseverança, a vigilância, a provisão, o consolo – por meio do Senhor Jesus Cristo, único nome debaixo do céu pelo qual devamos ser salvos.

Amém!

Roberto Fiedler Rossi

segunda-feira, 6 de maio de 2024

Parágrafo aprimorado.

 Lembrei-me disso e melhorei o final, pois é muito importante. pdf atualizado 15h50 6/5/24. Paz.

De acordo com John Wesley apud Collins (2010, p. 108), a ação da graça preveniente para retirar um depravado de sua depravação total é irresistível: Não obstante, de acordo com Wesley, pelo fato de homens e mulheres na condição natural não terem nem mesmo a liberdade de aceitar nem de rejeitar nenhuma graça oferecida, então esse dom, em si mesmo, tem de ser restaurado de forma graciosa e irresistível. É verdade, como creio, que essa notação de irresistível veio no arminianismo de Wesley, não de Armínio, e é algo extremamente importante senão seria semipelagianismo (o homem nasceria com capacidade de resistir/aceitar a graça de Deus, capacidade à salvação que não perdeu da queda de Adão). Não seria glória somente a Deus.


segunda-feira, 29 de abril de 2024

Mensagem da Palavra (2): Fazei tudo para a glória de Deus

 Verso para meditação: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus. (I Coríntios 10:31 acf)". Graça e paz irmãos amados! Aqui é o Roberto Fiedler Rossi. Muitas vezes Deus falava em enigma, simbologias e figuras no Antigo Testamento, mas a plenitude da revelação divina chegou no Novo Testamento, que trouxe luz ao antigo. Alguém pode argumentar que se estamos na nova aliança podemos desprezar o Velho Testamento, mas não: os mandamentos da lei mosaica referentes à moral permanecem até hoje, pois Deus é imutável, não muda. Enfim, voltando ao versículo a Bíblia toda nos diz para dedicarmos ao Senhor todas as áreas da nossa vida: trabalho, vida espiritual, ministério, família, relacionamentos com conhecidos, o comer e beber etc.: a Bíblia é clara, e diz para fazermos tudo para a glória de Deus. Não podemos, como alguns dizem, dedicarmos apenas uma parte, ou dois terços, pra glória de Deus, porque isso subentende que 1/3 não será para a glória de Deus. Jesus disse em Lucas 14.33 que "aquele que não renuncia tudo o que tem não pode ser meu discípulo." Portanto, aquele que não dedica ou entrega 100% de si ao Senhor não pode ser salvo, e nem é discípulo de Jesus. Não podemos ter 2/3 de pé na igreja, e 1/3 livres para nós, pois nós não somos donos de nós mesmos, mas devemos ter o entendimento cativo a Cristo (2Co 10.5) sermos escravos de Cristo para a glória de Deus Pai. Aquele que diz: meu corpo, minhas regras está se rebelando contra o Senhor. E aquele que diz "isso é para a glória de Deus" "isso é para nós" está ignorando que Deus quer dizer: "meu Universo, minhas regras". Amados, somos livres do pecado, mas não livres para fazermos o que quisermos. Jesus, na terra, obedeceu 100% ao Pai e Sua vida foi 100% para a glória de Deus. Ele é nosso exemplo. Imitemos Jesus. E que Deus seja glorificado em todas as áreas da nossa vida, como de fato será, se dedicarmos toda a nossa vida para a glória de Deus! Aleluia! Amém.

domingo, 28 de abril de 2024

Mensagem da Palavra (1)

 Irmãos amados, graça e paz! Venho a vocês com uma breve mensagem: estamos nos últimos tempos, os últimos séculos, décadas ou anos da humanidade antes da volta do Senhor Jesus. E muitas vezes estranhamos a prova ardente que vem sobre nós, e nem sempre claramente vemos o mover de Deus sobre as nossas tribulações momentâneas. Mas Deus Pai nos ama, Jesus nos ama, e o Espírito Santo também nos ama. E perguntamos, se Ele nos ama, por que isso acontece, ou por que isso acontece desse jeito? Mas a Escritura, a Bíblia, inerrante, diz que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que verdadeiramente amam a Deus. Na vida da Igreja de Cristo, que persevera e busca agradar-lhe, as principais coisas são a vontade do Senhor - Ele reina sobre tudo e sobre todos! Pois então cremos que a vida do filho obediente de Deus - ou pelo menos que está realmente se esforçando em agradar a Deus, perseverando na oração -   a vida e as coisas que acontecem são assim para que o nome de Deus seja glorificado! Que nossa vida toda seja para louvor da glória de Deus! E a vontade do Senhor é que cresçamos na fé, na graça e no conhecimento de Cristo - e não fiquemos acomodados - pois Deus é Infinito e sempre se revela mais a nós! Portanto, devemos vigiar nesse tempo sombrio para não ficarmos dormentes na fé, nada vendo ao longe conforme disse Pedro. A verdadeira coroa e o verdadeiro galardão é Jesus (Gn 15.1)! Que olhemos mais para Cristo - se Ele sofreu, por que eu não posso sofrer um pouquinho? E Ele venceu e assentou-se no trono para reinar: nós também, vencendo e ficando firmes até o fim, vamos também reinar com Cristo por toda a eternidade! Assim, que a perecível prata e ouro desse mundo não seja tesouro para nós, mas que o nosso tesouro, o único real tesouro, seja Cristo, na vida e na morte. Lembre-se de que Abraão deixou tudo para seguir o Senhor. e como Ele respondeu? Disse o Senhor: Não temas, Abraão, EU SOU teu grandíssimo galardão! Assim é também conosco, com certeza! Amém!

terça-feira, 23 de abril de 2024

Atualizada Teologia Sistemática Interdenominacional na seção 4.2 "Cristo Nasceu sem Pecado"

 Graça e Paz.

Estive estudando, estudando, revisando o livro, orando para que Deus me mostrasse algo incorreto.... pesquisando... e não achei satisfatório nem exato o raciocínio da seção "Cristo nasceu sem pecado".

PDF atualizado no post anterior.

Grato


-----------------------------------------------------------------------------------------------------

4.2 Cristo Nasceu sem Pecado

A respeito da transmissão do pecado, de dez, tenho visto que uns nove teólogos da atualidade defendem que o pecado é transmitido pelo pai (traçando a linhagem até Adão), seja por Adão ser o primeiro cabeça ou representante federal da humanidade cf. Rm 5.12ss, seja pela semente paterna, visto que Cristo não teve pai biológico terreno cf. Lc 1.35, mas Seu Pai é Deus. Como andei suspeitando e pesquisando, a Bíblia não diz nada sobre isso claramente, e o ministério Answers in Genesis, com seus teólogos (e também cientistas e geneticistas), aborda muito melhor esse mistério. De acordo com Hodge, Bodie (2024):

 

“O Pecado Original (Natureza do Pecado) é Passado pela Linhagem Genética do Pai?

Como o pecado original foi eliminado para que Cristo permanecesse sem pecado?

Esta questão e variantes semelhantes surgiram no passado. Acompanhe este raciocínio:

Base: Jesus não tinha pecado (Hebreus 4:15, 1 João 3:5). Jesus era descendente de Adão conforme Lucas 3 (em Sua humanidade). Os descendentes de Adão recebem o pecado original porque estavam em Adão quando Adão pecou (Romanos 5:12). Então, como Jesus evitou ter o pecado original?

Existem várias respostas populares a isto (argumentos básicos dados abaixo) que mostram que não há contradição nas Escrituras:

1.      Linhagem paterna: Jesus herdou material genético de Maria (para ser totalmente humano, ou seja, descendente de Adão para se tornar o Último Adão), mas não de José, portanto, o pecado original deve passar do pai para a descendência. Isso permite que Jesus evite o pecado original.

2.      A natureza do pecado passa espiritualmente: o pecado original é imaterial e não precisa ser transmitido aos descendentes através da genética. É transmitido espiritualmente pela virtude de que todos são descendentes de Adão. Mas Deus impediu que o pecado original entrasse em Cristo no ventre.

 

1.    Modelo “linha paterna”

A primeira visão é o modelo da linha paterna. Inicialmente, este parece ser um modelo razoável, mas existem alguns problemas associados a ele.

Não há Escrituras que conectem o nascimento virginal ao pecado ou à natureza pecaminosa. A razão para o nascimento virginal é uma entrada milagrosa no mundo através do cumprimento de profecias como Gênesis 3:15 e Isaías 7:14. Deve-se ter cautela ao acrescentar outras implicações ao nascimento virginal.

Em segundo lugar, se a natureza pecaminosa é materialista e passou pelo pai enquanto a reprodução ocorre, então, em teoria, um “clone” (de qualquer forma) usando dois conjuntos de DNA feminino (resultando em apenas uma mulher) poderia ser sem pecado e Jesus não será mais único por estar separado dos pecadores (Hebreus 7:26).

A punição pelo pecado é a morte (Gênesis 2:17; 3:19, Romanos 5:12) e teoricamente se um desses “clones” não tivesse natureza pecaminosa e não pecasse, então ele não poderia morrer e deveria viver eternamente, portanto, um meio de vida eterna sem a necessidade de Jesus Cristo (João 14:6). Jesus, que não tinha pecado, ainda morreu na cruz sem ser pecador; mas para morrer, Ele se fez pecado por nós (Hebreus 9:28; 2 Coríntios 5:21).

Muitas vezes, na cultura de hoje, as pessoas tentam encontrar explicações materialistas devido às influências do materialismo e do naturalismo (fundamentos da evolução) que excluem o sobrenaturalismo e o reino espiritual. Mas a verdade, a lógica, a informação, as almas, a mente, a natureza pecaminosa e assim por diante não são entidades materiais.

É vital perceber a diferença entre o material e o imaterial nesta discussão. Considere o seguinte:

 

A.     Adão

Adão originalmente tinha DNA (ácido desoxirribonucleico) perfeito (Gênesis 1:31, Deuteronômio 32:4), e ainda assim não havia nenhum pecado original encontrado nele no início. A natureza pecaminosa surgiu quando Adão pecou. Houve mudanças genéticas envolvidas em Gênesis 3? Talvez, mas tal posição não deveria ser mantida dogmaticamente. Mas o fato de que os genes podem existir sem a natureza pecaminosa mostra que a natureza pecaminosa não está intrinsecamente ligada à genética.

 

B.     A vida é transmitida e não é material

A vida também passou de Adão para todos nós. Mas originalmente a vida de Adão veio de Deus quando Deus soprou vida nele (Gênesis 2:7), embora todo o seu corpo fosse formado com DNA, carne, ossos, etc. Esta vida imaterial vinda de Deus era independente do corpo de Adão, uma vez que foi “soprada” nele.

 

C.     Satanás/Demônios

Satanás e os demônios podem ser o ápice para mostrar que a natureza pecaminosa não está ligada aos meios materiais. Satanás é espírito e pode tentar, influenciar e até mesmo entrar nas pessoas (Lucas 22:3 com Judas) ou nos animais (Gênesis 3 com a serpente, e em Marcos 5:1-17 com a Legião e os porcos). Eles pecaram e continuam a pecar (tendo sua própria natureza pecaminosa) sem genes humanos. Isto mostra que a natureza pecaminosa não está confinada ao DNA humano.

 

2.    Modelo “a natureza do pecado passa espiritualmente”

Ao contrário do primeiro modelo, este modelo não limita a natureza pecaminosa a uma entidade física que precisa ser transmitida. Portanto, não há problema para a natureza pecaminosa em Satanás e nos demônios.

Este modelo assume a posição de que o pecado original não é necessário para que alguém seja tentado de todas as maneiras. Remonta à Mulher do Jardim do Éden e aponta as tentações anteriores ao pecado original. Quando olhamos para Adão e a Mulher, descobrimos que uma pessoa pode existir sem natureza pecaminosa e ainda assim ser tentada tanto externa quanto internamente (a Mulher desejando o fruto e tomando-o), mas depois pecar ao prosseguir quando ela e Adão comeram.

Portanto, quando Cristo foi concebido pelo Espírito Santo, não houve nenhum pecado original intrínseco passado para Cristo, embora ainda utilizasse o material genético de Maria para se tornar descendente de Adão. Tal tarefa não seria problema para o Criador do universo.

Resumindo, esta visão sustenta que a natureza do pecado não é física e, portanto, não é transmitida por meios genéticos, mas por meios espirituais.

Considere que “em Adão todos morrem e todos serão vivificados em Cristo” (1 Coríntios 15:22).

A.     Pecado original traduzido em morte para todos.

B.     A salvação da morte traduziu-se em ser vivificado.

A salvação e a vida eterna em Cristo são o oposto direto do pecado original e da morte em Adão. A salvação é passada às pessoas espiritualmente, não por meios físicos e definitivamente não por meios genéticos. Neste modelo, não há razão para assumir que o pecado original foi nada menos do que transmitido por meios espirituais; entretanto, Romanos 7:13–25 parece localizar as tendências pecaminosas como sendo parte da carne (do grego sarx, que significa carne ou corpo). Ele afirma que nada de bom habita em sua carne (versículo 18), que havia uma lei em seu corpo guerreando contra sua mente (versículo 23) e busca libertação de seu corpo [físico] de morte (versículo 24).

Parece particularmente difícil explicar esta última visão em termos completamente leigos, porque não se baseia em nenhum mecanismo físico como o anterior. Então deixe-me dizer isto: em virtude de sermos pecadores por sermos descendentes de Adão, automaticamente recebemos a natureza pecaminosa não por qualquer meio físico, mas por meios espirituais e Cristo, sendo Deus, simplesmente não a recebe pela virtude de que Ele é o Filho de Deus [e sua concepção foi guardada pela virtude do Espírito Santo, colchetes meus].”

Hodge, Bodie (2014).

Tanto que isso está certo que Bavinck (2012) escreveu: o pecado não é material, nem uma substância, mas uma qualidade moral, culpa moral e corrupção moral, mas como disse Hoekema (2018), tanto o pecado e a fé estão no coração, que é o centro do homem.

Mais do que isso, na minha opinião, é mistério oculto do Senhor (Deuteronômio 29.29 As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei). Amém.

Hodge, Bodie. Is Original Sin (Sin Nature) Passed through the Father’s Genetic Line? Disponível em: <https://answersingenesis.org/sin/original-sin/sin-nature-passed-through-fathers-genetic-line/>. Acesso em: Abr. 2024.


sábado, 20 de abril de 2024

Teologia Sistemática Atualizada dia 21/4/24, principalmente na seção 9.5

Graça e paz


[Em 22/4 retirada uma infeliz comparação com Norman Geisler no início da citação de Randy Alcorn, pdf atualizado]

9.1 Introdução (DOUTRINA DO PECADO)

Cremos que pecado é todo tipo de transgressão da lei moral e divina de Deus (por exemplo, Êx 20, Lc 10.27). Todos os homens são pecadores (1Jo 1.8-10), pois possuem a natureza pecaminosa (carne), Gl 5.17. O pecado separa o homem de Deus (Is 59.2).

Creio também que o simples fato de afastarmos o nosso coração ou ser de Deus e do Seu caminho já é um pecado (Jr 2.5, Is 29.13, Dt 9.16), ou seja, o acomodar-se na fé (1Pe 1.8,9), pois o Senhor diz que devemos buscá-lo, perseverar em oração (Atos 2.42, Rm 12.12, Col 4.2), na doutrina de Cristo (2Jo 9, 1Tm 4.16), prosseguir em conhecer o Senhor (Os 6.3), além de meditar na Sua Palavra de dia e de noite (Josué 1.1-9). Aquele que sabe fazer o bem e não o faz comete pecado (Tg 1.13-15). Existem pecados até por ignorância segundo a Escritura (Nm 15.27-28).


Cremos que todas as pessoas, sem exceção, mesmo depois da Queda, são ainda imagem e semelhança de Deus: Depois do dilúvio, Deus falou a Noé: ...porque Deus fez o homem conforme a sua imagem (Gênesis 9:6).

 

Aborto

Cremos que aborto é assassinato, pois a vida é gerada na concepção (Jeremias 1.5 “Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta”, Salmos 139.13-16: “13b cobriste-me no ventre de minha mãe. 14. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. 15. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. 16. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.”), e cada homem e mulher, cada pessoa, sendo imagem de Deus, tem valor.

Ultimamente tenho sido desafiado a minhas crenças sobre aborto (eu me apoiava nos livros que Norman Geisler escreveu (Ética Cristã)), e acabei descobrindo que ele estava errado em sua primeira edição a defender uns quatro tipos de exceções para o aborto (onde ele falava erroneamente que o feto é uma pessoa em potencial) e, na segunda edição, que ele corrigiu drasticamente (na qual ele escreveu que o feto é plenamente humano, e que aborto nunca é justificável), ele (Geisler, 2010b, pág. 179-180) diz, a respeito de aborto para gravidez de risco (para salvar a vida da mãe): “É moralmente necessário tomar qualquer precaução médica para salvar a vida da mãe. Esse caso não pode ser caracterizado como um aborto... A intenção não é matar o bebê; é salvar a vida da mãe... Trata-se de uma questão de vida por vida, e não um aborto sob demanda... a mãe tem o direito de preservar a vida com base no direito de legítima defesa (Êx 22.2).

Não concordo com a opinião de Geisler acima. Randy Alcorn, que também não concorda, vai a fundo com a Bíblia e nega qualquer justificativa para abortar, incluindo essa de Norman Geisler, comparando a vida de uma menina grávida a um soldado na guerra (Alcorn, Randy; Pensando Biblicamente sobre o Aborto, 2014):

Alguns defensores do aborto afirmam que suas crenças têm a Bíblia como base. Eles afirmam que a Bíblia não proíbe o aborto. Eles estão errados. A Bíblia, de fato, proíbe enfaticamente a morte de pessoas inocentes (Êxodo 20:13) e considera claramente o nascituro como sendo um ser humano digno de proteção (21:22-25).

Jó descreveu graficamente a forma como Deus o criou antes de ele nascer (Jó 10:8-12). O que estava no ventre de sua mãe não era algo que poderia tornar-se Jó, mas alguém que era Jó – o mesmo homem, só que mais jovem. Para o profeta Isaías, Deus diz: “Assim diz o SENHOR, que te criou, e te formou desde o ventre, e que te ajuda” (Isaías 44:2). O que cada pessoa é, e não apenas o que ela pode se tornar, esteve presente no ventre de sua mãe.

Salmo 139:13-16 pinta um retrato vívido do envolvimento íntimo de Deus com uma pessoa antes de seu nascimento. Deus criou o “interior” de Davi, não no nascimento, mas antes do nascimento. Davi diz ao seu Criador, “tu me teceste no ventre de minha mãe” (versículo 13). Cada pessoa, independentemente de sua filiação ou deficiência, não foi fabricada em uma linha de montagem cósmica, mas criada pessoalmente por Deus. Todos os dias de nossas vidas são planejados por Deus antes de virmos a ser (versículo 16).

Meredith Kline observa: “O que há de mais importante a respeito da legislação do aborto na lei bíblica é que não há legislação nenhuma. Era tão inconcebível que uma mulher israelita pudesse desejar um aborto que não havia necessidade de mencionar esse crime no código penal”. Tudo o que se precisava para proibir o aborto era o mandamento “Não matarás” (Êxodo 20:13). Todo israelita sabia que o nascituro era uma criança. Assim como nós sabemos, se formos honestos. Nós todos sabemos que uma mulher grávida está “carregando uma criança”.

Toda criança no ventre é obra de Deus e faz parte do seu plano. Cristo ama essa criança e provou isso, tornando-se semelhante a ela – ele mesmo passou nove meses no ventre de sua mãe.

Assim como os termos criança e adolescente, embrião e feto não se referem a seres não humanos, mas a seres humanos em diferentes estágios de desenvolvimento. É cientificamente incorreto dizer que um embrião humano ou um feto não é um ser simplesmente porque ele está em uma fase mais prematura do que uma criança. Isso é a mesma coisa que dizer que uma criança não é um ser humano, porque ele ainda não é um adolescente. Será que alguém se torna mais humano quando cresce? Se assim for, então os adultos são mais humanos do que as crianças, e os jogadores de futebol são mais humanos do que os jóqueis. Algo que não é humano não se torna humano ou mais humano ao ficar mais velho ou maior; tudo o que for humano é humano desde o início, ou não é humano de jeito nenhum. O direito à vida não aumenta com a idade e o tamanho; caso contrário, as crianças e os adolescentes teriam menos direito de viver do que os adultos.

Uma vez que reconhecemos que os nascituros são seres humanos, a questão sobre o seu direito de viver deve ser resolvida, independente da forma como foram concebidos. É desigual a comparação entre os direitos das mães e os direitos dos bebês. O que está em jogo na grande maioria dos abortos é o estilo de vida da mãe, em oposição à vida do bebê. Nesses casos, é justo que a sociedade [mundana] espere que um adulto viva temporariamente com um inconveniente, se a única alternativa é matar uma criança.

Os defensores do aborto desviam a atenção da grande maioria dos abortos (99%) ao colocarem o foco sobre o estupro e o incesto por causa do fator simpatia. Eles dão a falsa impressão de que a gravidez é comum nesses casos. No entanto, nenhuma criança é um “produto desprezível de um estupro ou incesto”, mas sim uma criação de Deus única e maravilhosa feita à sua imagem. Para uma mulher vitimizada, pode ser muito mais benéfico ter e carregar uma criança do que saber que uma criança morreu em uma tentativa de reduzir o seu trauma.

Quando Alan Keyes se dirigiu aos alunos do ensino fundamental II em uma escola em Detroit, uma menina de treze anos de idade perguntou se ele faria uma exceção para o estupro em sua posição pró-vida. Ele respondeu com esta pergunta: “Se o seu pai estuprasse alguém (Deus nos livre), e nós o condenássemos por esse estupro, vocês acham que seria certo se, em seguida, nós disséssemos: ‘OK, pelo fato de seu pai ter sido culpado do estupro, nós mataremos você?’ A classe respondeu: “Não”. Quando lhe perguntaram por que uma garota teria que passar por uma gravidez, quando algo tão horrível aconteceu com ela, com sabedoria, ele fez a seguinte analogia (ao falar com um menino da classe dela):

Vamos supor que os Estados Unidos se envolvessem em uma guerra quando você tivesse 19 anos. E, sabemos que, em guerras no passado, tivemos um recrutamento e as pessoas de sua idade [soldados] eram recrutados e enviados para a guerra, certo? Então você teria que ser enviado. Você teria que viver em um campo de batalha. Você teria que arriscar a sua vida. E muitas pessoas, de fato, arriscam suas vidas, vivem em dificuldades todos os dias e, no final, elas morrem. Por quê? Elas estavam defendendo o quê? Nosso país e a sua liberdade. Elas tiveram que passar por dificuldades pela causa da liberdade, não é mesmo.

[O princípio da liberdade é que nossos direitos vêm de Deus. Você acha que é errado pedir às pessoas que façam sacrifícios para manter o respeito por esse princípio? Nós fizemos isso. Pedimos aos nossos soldados que fizessem isso nos campos de batalha, pedimos às pessoas que fizessem isso de todas as maneiras. E, no entanto, penso que seria correto pedir às mulheres deste país que o fizessem para respeitar quando se trata da vida no útero.

“Devíamos ajudá-las. Deveríamos estar lá. Precisamos amar, precisamos aconselhar e precisamos trabalhar com as pessoas para que, quando estiverem passando por um período dessa dificuldade, saibam que não é culpa delas e que Deus as ama e que nós as amamos.

Conteúdo dos colchetes retirados de: Prolife Info Digest, "What a Truly Pro Life Candidate Believes" (February 27, 2000), Disponível em: <https://www.epm.org/resources/2000/Feb/27/what-truly-pro-life-candidate-believes/>. Acesso em: Abr. 2024].

[Devemos ajudá-las com a dificuldade e a dor...] só que eu não acredito que seja certo pegar essa dor e torná-la pior… você sabe o que eu acrescento se eu permitir que se faça um aborto? Estou acrescentando o peso daquele aborto. E, em algum momento, a verdade de Deus que está escrita em seu coração retorna a você. E você é ferido por essa verdade.

Portanto, eu não acho justo, nem para a criança e nem para a mulher, deixar que esta tragédia tire a vida de ambos, a vida física da criança e a vida moral e espiritual da mãe. E nesta sociedade, eu acho que fazemos um mal terrível a ambos, porque não temos a coragem de nos posicionarmos a favor do que é verdadeiro (ProLife Info Digest, 2 de fevereiro de 2000).

Em seu livro, Victims and Victors [Vítimas e Vencedores], David Reardon e associados trazem a experiência de 192 mulheres que ficaram grávidas como resultado de estupro ou incesto. Acontece que quando as vítimas da violência falam por si, a opinião delas sobre o aborto é quase unânime e exatamente o oposto do que a maioria poderia prever: quase todas as mulheres entrevistadas disseram que se arrependeram de abortar seus bebês concebidos através de estupro ou incesto. Dentre as mulheres que deram uma opinião, mais de 90% disseram que desencorajariam outras vítimas de violência sexual a fazerem abortos. Nenhuma das que deram à luz uma criança expressou arrependimento.

A imposição de pena de morte ao filho inocente de um agressor sexual não traz nenhuma punição ao estuprador e nenhum benefício para a mulher. Criar uma segunda vítima nunca desfaz o dano causado à primeira. O aborto não traz a cura para uma vítima de estupro.

Os discípulos de Cristo não conseguiram entender como as crianças eram valiosas para ele, então eles repreendiam aquelas pessoas que tentavam trazê-las para perto dele (Lucas 18:15-17). Porém Jesus disse: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus”. Ele considerou as crianças como parte do seu reino, e não uma distração.

A visão bíblica sobre os filhos é que eles são uma bênção e uma dádiva do Senhor (Salmo 127:3-5). No entanto, a cultura ocidental trata as crianças como obrigações. Temos de aprender a ver todas as crianças como Deus as vê, e devemos agir em relação a elas conforme ele nos manda agir. Devemos defender a causa do fraco e do órfão; manter os direitos dos pobres e dos oprimidos, salvar os fracos e os necessitados e libertá-los dos ímpios (Salmo 82:3-4).

Cristo afirmou que tudo o que fazemos, ou deixamos de fazer, aos filhos de Deus que são mais fracos e vulneráveis, nós fazemos, ou deixamos de fazer, a ele. No julgamento, “O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25:40). Randy Alcorn (2014).

Tiago Alencar, irmão na fé e advogado, que já deu muitas palestras e ensinos em igrejas sobre temas cristãos como aborto, acrescenta no caso de que a gravidez é de risco para a mãe, que nós cristãos fomos convidados a imitar Jesus, inclusive o amor que Ele oferece por nós. Aprendemos pela Palavra de Deus que devemos antes servir do que ser servido; antes dar do que receber; expressar o amor ao próximo como a si mesmo e expressar o amor ao próximo com o amor que Cristo amou a igreja. Além disso, se uma mãe não está disposta a dar a vida (ou assumir o risco de dar a vida) pelo próprio filho(a), pelo que ela estaria disposta a dar a vida? Somente a Deus? Eu acho um pouco questionável isso por parte de um cristão, mas respeitaria essa escolha, claro, pois ao menos juridicamente estamos tratando de uma vida por outra, e poder-se-ia argumentar que não é pecado... apesar disso, se uma mãe não está disposta a dar a vida ou assumir o risco de dar a vida pelo próprio filho(a), não deixa de ser uma manifestação não ideal (ou não perfeita) de amor ao próximo – ainda mais pois é seu próprio filho(a). Então, talvez, por não ser uma manifestação maior de amor pelo próximo, isso tudo pode ser até visto como pecado nesse sentido (sendo bem rigoroso com o conceito de pecado, como por exemplo Tiago 4.17 “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado”; também pecado é “toda transgressão da lei moral de Deus”), pois o amor cristão é sacrificial, e temos que nos espelhar no exemplo de Jesus, além no exemplo dos apóstolos, que não tinham apreço pela própria vida: colocavam a missão que receberam de Deus acima de tudo, entregaram suas vidas ao Senhor, e devemos seguir esse exemplo. Para nós o morrer é lucro. Se não temos alternativa, a alternativa seria eliminar a vida do próprio filho(a)? Isso é inconcebível, temos que crer no milagre! Sim, oferece um risco, mas isso quem diz não é a medicina humana? Todavia, somos pessoas de fé e temos sempre que acreditar no milagre de Deus. Já houve casos que a gravidez era de risco, e tanto a mãe como a criança ficaram cem por cento saudáveis, pois o risco felizmente não se concretizou, mas há casos em que não só o feto, mas a própria mãe falece – a vontade de Deus é soberana, Ele tem seus propósitos, e estes estão muito bem agora, estão com Cristo no Paraíso aguardando a ressurreição física dos justos. A vida humana pela luz da Palavra de Deus vale mais do que qualquer mal ou injustiça que qualquer um de nós possa vir a sofrer, e não devemos agir sem a fé. A mãe deve agir com fé; também deve crer que o filho, mesmo que venha de um estupro, é uma dádiva de Deus, será uma bênção, e Deus há sim de cuidar tanto dela como da criança, e não temos embasamento bíblico para admitir o aborto em hipótese alguma. A verdade é essa. No presente, sabe-se que seria um absurdo, pela sociedade atual, pelo menos no mundo ocidental, defender o que a Palavra de Deus diz claramente.

Deve-se fazer aborto em caso de feto anencéfalo (ou debilidades semelhantemente graves)? Em primeiro lugar, com cérebro ou sem cérebro, é o filho legítimo de sua mãe – é o seu filho legítimo, herdou seu DNA. Em segundo lugar, a relação de uma mãe de fé com seu bebê com anencefalia é profunda – o filho é uma bênção dada por Deus (a Bíblia diz que os filhos são herança do Senhor) – e muitas vezes a relação é breve – pode morrer rápido, como em três horas após o parto, ou pode viver anos sem cérebro desafiando a medicina, é só ver as notícias – mas não o mate antes da hora, deixe Deus o levar no tempo Dele! Se Deus te deu um breve contato com seu legítimo filho, não despreze um segundo desse tempo e aproveite o momento – a duração desse momento é Deus quem sabe – com palavras de amor, carinho, união e afeto, ainda que só por uma hora no hospital! No céu, se você for para o céu com Cristo, você encontrará esse seu filho cujo contato foi breve e intenso, só que no céu ele será perfeito, portanto, ame-o! Existem orfanatos que recebem e cuidam de bebês com anencefalia, pois realmente alguns podem viver por anos como milagres vivos, portanto, se você não consegue cuidar dele – se sua rotina é avassaladora; se tem mais três filhos e sustenta sua casa – entregue-o para aqueles que podem cuidar dele com carinho e zelo verdadeiro, mesmo esse seu filho muitas vezes retribuindo esse carinho e zelo do jeito singelo dele, e não com muitas palavras! Amém.

 

É importante também frisarmos em que momento que a vida começa. Assim, conforme a ciência e a Bíblia, o início da vida se dá na concepção ou fertilização:

 

Bíblia

Gênesis 4.1 E CONHECEU Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um homem.

Lucas 1.31 E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. [e mais de cinquenta outros versículos...]

 

Ciência

Pregnancy Resource Center of Mountain Grove (2021) nos informa:

Um zigoto é o início de um novo ser humano. O desenvolvimento humano começa na fertilização [sinônimo de concepção, colchetes meus], o processo durante o qual um gameta masculino ou espermatozóide… se une a um gameta ou ovócito feminino… para formar uma única célula chamada zigoto. Esta célula totipotente altamente especializada marca o início de cada um de nós como um indivíduo único.” O Humano em Desenvolvimento: Embriologia Clinicamente Orientada, Keith L. Moore & T.V.N. Persaud, Mark G. Torchia.

Embora a vida seja um processo contínuo, a fertilização [concepção] é um marco crítico porque, em circunstâncias normais, um novo organismo humano geneticamente distinto é formado.” Extraído de Embriologia e Teratologia Humana, Ronan R. O’Rahilly, Fabiola Muller.

Quase todos os animais superiores começam suas vidas a partir de uma única célula, o óvulo fertilizado (zigoto)…. O momento da fertilização representa o ponto de partida na história de vida, ou ontogenia, do indivíduo.” Bruce M. Carlson, fundamentos da embriologia de Patten.

Diane Irving, M.A., Ph.D, resume grande parte do consenso científico em sua pesquisa na Universidade de Princeton:

Ou seja, após a fertilização [concepção], partes dos seres humanos foram realmente transformadas em algo muito diferente do que eram antes; eles foram transformados em um ser humano único e completo. Durante o processo de fertilização, o espermatozoide e o ovócito deixam de existir como tais e um novo ser humano é produzido.

Pregnancy Resource Center of Mountain Grove. When Does Human Life actually Begin? 18 de Janeiro de 2021. Disponível em: <https://prcofmg.net/when-does-human-life-begin/>. Acesso em: Abr. 2024.

Em 2016 descobriu-se que no exato momento da concepção ou fertilização (no início da vida) emite-se uma luz / faísca – ver o video “When Sperm Meets Egg” (Quando o esperma encontra o óvulo): “https://youtu.be/BJ2x_5MSuyg” – como se pode ver neste vídeo, durante a concepção, no início da vida, quando um espermatozoide encontra um óvulo, o primeiro sinal conhecido é que faíscas voam – literalmente.

Mais uma fonte: U.S. News and World Report (Dicker, Rachel. “During Conception, Human Eggs Emit Sparks”). 26 de abril de 2016. Disponível em: <https://www.usnews.com/news/articles/2016-04-26/human-eggs-emit-zinc-sparks-at-moment-of-fertilization>. Acesso em: Abr. 2024.

Essa fonte acima diz que durante a concepção, óvulos humanos emitem faíscas de luz. Ou seja, é o primeiro sinal da vida.

 

Portanto, conclui-se que ninguém hoje em dia pode negar o fato de que após a concepção ou fertilização a mulher (agora mãe) já carrega uma pessoa, um ser humano, no seu ventre – e, de acordo com a Palavra, um ser criado à imagem e semelhança de Deus, digno de proteção e de cuidados, que não pediu para nascer, mas amado(a) por Jesus, e que deseja ser amado(a) especialmente pela sua mãe!

Amém.