2 PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS
2.1 Pressupostos Teológicos
Para interpretar as Escrituras com competência serão informados alguns dos principais pressupostos teológicos. Estes são necessários, pois o que nós acreditamos influencia diretamente na interpretação da Escritura.
As nossas experiências, as nossas crenças, aquilo que somos, a nossa constituição, essas coisas funcionam como uns óculos através do qual você enxerga a realidade. Todo mundo olha para a realidade com uns óculos, não existe uma leitura nua, não há, como dizem, fatos brutos, todos são interpretados. Então, não existe uma leitura neutra em nada, nem na ciência. Os cientistas não são neutros como eles querem parecer, porque o cientista é uma pessoa que tem crença, tem pressupostos, tem teologias, e estas coisas influenciam na leitura e na interpretação. Na verdade, se eu estiver usando uns óculos com lente amarela, verei tudo amarelo. Então, as lentes influenciam o enxergar da realidade. Estou usando essa metáfora para dizer que, na interpretação, aquilo que você acredita vai fazer a diferença, e essa é a razão pela qual há tantas interpretações, mas é por causa dos pressupostos, das crenças e convicções das pessoas.
Cremos que Deus existe e é um Deus que fala conosco, seja através da revelação especial [Obs. Revelação especial normativa para doutrinas: Bíblia; Também faz parte: milagres e revelações, colchetes meus] ou através da revelação geral [cujo instrumento é a criação ou natureza]. Lopes, Augustus Nicodemus (Pressupostos da Interpretação Reformada. Vídeo. Disponível em: <https://www.YouTube.com/watch?v=oJ05U1wDJGs>. Acesso em: Fev. 2018).
Os pressupostos teológicos descritos aqui são seis:
1. A existência de Deus – Deus existe e atua na história. Milagres e profecia são possíveis. Portanto, podemos interpretar os relatos da atividade sobrenatural de Deus como história e não mito. Nada impede que o Cristo da fé tenha sido o mesmo Jesus da história.
2. Revelação Progressiva – Deus se revelou progressivamente. A revelação não foi dada de uma única vez, da mesma forma, numa mesma época e às mesmas pessoas. Portanto, devo ler o texto bíblico comparando as suas diferentes partes, considerando que elas têm uma unidade básica, mas que existe desenvolvimento (progresso) dentro delas (dentro dos livros da Bíblia). Devemos interpretar o Antigo Testamento à luz do Novo Testamento, por exemplo, quem ler o Antigo Testamento sairá com a conclusão equivocada de que o homem pode ter quantas mulheres quiser. Porém, Deus foi revelando aos poucos a vontade dele para a instituição do casamento. E assim percebe-se que o plano de Deus era semelhante ao do começo: um homem e uma mulher, até que a morte os separe.
3. Inspiração e Autoridade – Os escritores bíblicos foram movidos pelo Espírito, de tal forma que seus escritos são inspirados por Deus. Portanto, são autoritativos e infalíveis. Devemos interpretar suas partes difíceis sem recorrer a soluções que impliquem na presença de erros, contradições ou inverdades nelas.
4. História da Redenção – A Bíblia deve ser lida como o registro dos atos redentores de Deus na história. Estes atos foram interpretados e registrados por escritores inspirados por Deus. Portanto, a Bíblia deve ser lida, não como um manual de ciências, astronomia, geografia ou física, mas como um livro teológico.
5. Cristo – Devemos ler a Bíblia sabendo antecipadamente que Cristo é a substância de todos os tipos e símbolos do AT, do pacto da graça e de todas as promessas; que os sacramentos, genealogias e cronologias da Escritura nos mostram as épocas e tempos de Cristo. Cristo, portanto, é a própria substância, centro, escopo e alma das Escrituras.
6. Cânon – O cânon protestante das Escrituras é a coleção feita pela Igreja de livros que ela reconheceu que foram dados pela inspiração de Deus. Cada livro deve ser lido e entendido dentro deste contexto canônico, que é o contexto apropriado para a interpretação. Podemos usar material extrabíblico para esclarecer determinadas passagens, mas os limites do cânon determinam o horizonte da exegese.
Lopes, Augustus Nicodemus (Princípios de Interpretação da Bíblia. Disponível em: <http://www.monergismo.com/textos/hermeneuticas/hermA_02.pdf>. Acesso em: Fev. 2018).
2.2 Regras de Interpretação da Escritura
Foram selecionadas duas fontes para o esclarecimento das regras de interpretação das Escrituras.
Lund e Nelson, Hermenêutica, Princípios de Interpretação das Sagradas Escrituras. Editora Vida. 2ª ed. rev. e atual. São Paulo: Vida, 2006, 167 p.
1° – Que o primeiro requisito para o bom entendimento das Escrituras é um espírito de discípulo humilde. Tanto é assim, que uma pessoa comparativamente ignorante, que humildemente invoca a luz do Espírito de Deus no estudo da Bíblia, conseguirá conhecimentos bíblicos exatos com mais facilidade do que um homem de talento e sabedoria humana que, preocupado e carecendo do espírito de discípulo, empreende seu estudo. Numerosos exemplos apoiam esta verdade.
2° – Que as grandes doutrinas e princípios do Cristianismo estão expostos com clareza nas Escrituras.
3° – Que, por conseguinte e em realidade, só se invocam as regras de interpretação para conseguir o significado verdadeiro dos pontos obscuros e de difícil compreensão.
4° – Que, apesar disso, é de grande importância que até o cristão mais humilde tenha alguma ideia de tais regras e de sua aplicação, porquanto é seu dever aprofundar-se nas Escrituras, confirmar-se em suas verdades e familiarizar-se com elas para seu próprio proveito e para poder iluminar aos que as contradizem.
5° – Para conhecer o sentido inato da Bíblia, ela mesma deve ser sua própria intérprete.
6° – Que o verdadeiro sentido de seus textos é conseguido pelo significado de suas palavras, e que assim, pela aquisição do verdadeiro sentido das palavras, se consegue o verdadeiro sentido de seus textos.
7° – Que não se deve esquecer por um momento que o significado das palavras está determinado pela peculiaridade e uso da linguagem bíblica, devendo-se, portanto, buscar o conhecimento do sentido em que se usam as palavras antes de tudo na própria Bíblia.
8° – Que as palavras devem ser tomadas no sentido que comumente possuem, se este sentido não estiver manifestamente contrário a outras palavras da frase em que ocorrem, com o contexto e com outras partes das Escrituras.
9° – Que, no caso de haver uma palavra com significado diferente, oferecendo-se assim ou de outro modo um ponto obscuro, recorra-se às regras acima citadas para se conseguir o sentido exato que intentava o escritor inspirado, ou melhor, o próprio Espírito de Deus.
10° – Que, à parte da correta interpretação de passagens e textos separados quanto às doutrinas, estas só são bíblicas e exatas quando expressam tudo quanto dizem as Escrituras em relação a elas.
Ultimamente tenho visto que os dez parágrafos acima poderiam explicar melhor as regras fundamentais para interpretar as Escrituras, por isso estou complementando com outra fonte (Samson, John, 2012).
1. Considere o Autor (quem escreveu o livro? - Qual era o seu passado, idioma, cultura, vocação, preocupações, educação, circunstância, que estágio da vida?).
2. Considere a Audiência (por que o livro foi escrito? Quem era o público? O que essas palavras significariam para seus destinatários originais?).
3. O significado das palavras (isso se tornou muito mais fácil em nossos dias com toda a informação e tecnologia à nossa disposição).
4. Configuração histórica (evite o anacronismo - tentar entender o passado ao vê-lo usando óculos do século 21 - não ajudará a entender o significado original do autor).
5. Gramática (como as coisas estão sendo expressas - imperativo é um comando, um subjuntivo seria “você gostaria de fazer isso?” - dois significados muito diferentes resultam).
6. Questões textuais (há alguma dúvida sobre os manuscritos mais antigos ou mais autorizados em comparação com outros de uma data posterior - e como isso influencia nossa compreensão do que foi originalmente escrito?).
7. Sintaxe (isso se refere a palavras e seu relacionamento uns com os outros. Por exemplo, Romanos 5.1 diz: “Tendo sido justificado (uma ação do passado) pela fé, temos paz com Deus”. Seria incorreto pensar que devemos ganhar a paz com Deus antes da justificação ter lugar. A sintaxe é clara que é resultado de ser justificado primeiramente que a paz se segue. A sintaxe correta é um componente vital de uma boa interpretação).
8. Forma de Literatura (devemos interpretar a Bíblia literalmente, mas isso não significa que não reconhecemos que as parábolas são parábolas, e que para interpretá-las corretamente, as interpretamos como parábolas literais! A narrativa histórica é narrativa histórica, substantivos são substantivos, verbos são verbos, analogias são analogias).
9. Contexto Imediato (um texto fora do contexto torna-se um pretexto. Pode ser feito para dizer algo não pretendido pelo autor). Verifique sempre o contexto imediato de um verso ou passagem para determinar a interpretação correta.
10. Contexto do documento (Por exemplo, em Romanos, há um certo argumento que Paulo está perseguindo, e quando o reconhecemos, isso nos ajuda a determinar o que se entende em versos isolados quando sabemos o propósito do que está sendo escrito. Mantenha sempre o propósito geral do autor em mente quando se olha em detalhes no sentido dos textos). Isso, como os outros, é uma regra muito útil.
11. Contexto do autor (isto se refere a olhar para todos os escritos de uma pessoa - os escritos de João, os escritos de Paulo, os escritos de Lucas etc.).
12. Contexto bíblico (o contexto mais amplo possível, toda a Bíblia, permitindo-nos perguntar se nossa interpretação é consistente com toda a Escritura. As Escrituras nunca são contraditórias para si mesmas).
13. Compreenda a diferença entre declarações prescritivas e descritivas na Bíblia. O versículo está nos dizendo para fazer algo ou descreve uma ação que alguém faz?
14. Construa toda doutrina em inferências necessárias, em vez de possíveis. Uma inferência necessária é algo que definitivamente é ensinado pelo texto. A conclusão é inevitável. É necessário. Uma possível inferência é algo que poderia ser verdade, mas não algo realmente declarado pelo texto.
15. Interprete as passagens pouco claras nas Escrituras à luz do claro. Embora todas as Escrituras sejam dadas por Deus, cada passagem não é igualmente clara (fácil de entender). Até mesmo o apóstolo Pedro lutou com os escritos de Paulo às vezes, como ele achou algo “difícil de entender, o que o indesejável e instável distorce, como fazem também o resto das Escrituras, para a sua própria destruição” (2Pedro 3.16).
16. Pense por si mesmo, mas não sozinho. Nós não somos sábios quando nos isolamos. Deus tem dotado outros com enormes percepções, não só em nossos dias, mas em toda a história da Igreja. Esses professores são presentes de Cristo para o Seu povo (Efésios 4.8-12). Use sua ajuda. Aqui estão [três] citações perspicazes a este respeito:
“A tradição é fruto da atividade de ensino do Espírito nas eras, já que o povo de Deus buscou o entendimento das Escrituras. Não é infalível, mas também não é insignificante, e nos empobrecemos se o ignorarmos.” - J.I. Packer, “Upholding the Unity of Scripture Today.”
“Embora a tradição não governa nossa interpretação, ela a guia. Se, depois de ler uma passagem particular, você criou uma interpretação que não foi percebida por nenhum outro cristão por dois mil anos, ou foi defendida por hereges universalmente reconhecidos, as chances são muito boas de que você deveria abandonar sua interpretação.” - R.C. Sproul.
“Parece estranho, que certos homens que falam muito do que o Espírito Santo revela a si mesmos, devem pensar tão pouco do que revelou aos outros”. - C. H. Spurgeon, Comentários e Comentários.
Samson, John, 2012: (https://static1.squarespace.com/static/58a73709414fb5ac487511d0/t/5cdb0ac28165f59b32ec9446/1557859016614/Johnson_Sam.+16+Rules+of+Biblical+Interpretation.pdf).
2.3 O Princípio da Clareza das Escrituras
Como disse Lund e Nelson na última seção desse capítulo de Interpretação das Escrituras, relembremos o primeiro ponto para adequada interpretação das Escrituras, que enfatiza que qualquer um pode entender a mensagem principal da Bíblia. As partes principais da Bíblia são claras, e o Espírito de Deus revela seu conhecimento aos humildes:
Que o primeiro requisito para o bom entendimento das Escrituras é um espírito de discípulo humilde. Tanto é assim, que uma pessoa comparativamente ignorante, que humildemente invoca a luz do Espírito de Deus no estudo da Bíblia, conseguirá conhecimentos bíblicos exatos com mais facilidade do que um homem de talento e sabedoria humana que, preocupado e carecendo do espírito de discípulo, empreende seu estudo. Numerosos exemplos apoiam esta verdade.
Lund e Nelson, Hermenêutica, Vida, 2007.
Norman Geisler também diz acerca da clareza (ou perspicuidade) da Bíblia:
O princípio frequentemente incompreendido da perspicuidade bíblica não declara que tudo nas Escrituras é claro; [O que esse princípio significa?] ele afirma que os ensinamentos centrais das Escrituras são claros. Como se diz, popularmente: Na Bíblia, as coisas principais são as coisas claras, e as coisas claras são as coisas principais. Na realidade, o próprio Evangelho quase é declarado em palavras monossílabas, e nenhuma delas tem mais de cinco letras: “Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo 5.12). Além disto, Jesus disse claramente: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Os que duvidam e os que distorcem só precisam ouvir a pergunta: “Qual destas palavras você não compreende?”.
Geisler, Norman. Teologia Sistemática, Vol. 2, 2010, pág. 570.
Grudem complementa esse raciocínio:
Lê-se que o caráter das Escrituras é tal [claro] que mesmo os símplices podem compreendê-las corretamente, tornando-se sábios. “O testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices” (Sl 119.130). Aqui a pessoa simples não é meramente a que carece de capacidade intelectual, mas a que carece de juízo correto, que tende a cometer erros e é facilmente desencaminhada. A Palavra de Deus é tão compreensível, tão clara, que até pessoas assim adquirem sabedoria por meio dela. Isso deve servir como grande encorajamento para todos os crentes: crente nenhum deve se julgar néscio [tolo] demais para ler as Escrituras e compreendê-las o suficiente para adquirir sabedoria com elas.
Grudem, Wayne. Teologia Sistemática: Atual e Exaustiva, 1999, pág. 71.
2.4 Método de Interpretação das Escrituras e Outros Pilares Deste Livro
Assim como a seção 2.1 Pressupostos Teológicos explica o pilar teológico em que este livro se baseia (que é, de acordo com Augustus Nicodemus, “1. A existência de Deus. Deus existe. Jesus da fé é o mesmo da história. 2. Revelação Progressiva. Deus se revelou progressivamente, pouco a pouco. 3. Inspiração e Autoridade. A Bíblia é inerrante. 4. História da Redenção. A Bíblia é um livro teológico. 5. Cristo é a chave da interpretação bíblica. 6. O Cânon protestante é o limite da exegese” [senão caímos em contradição e heresia]), existem outros pressupostos sob os quais esse livro se mantém. E assim como a seção 2.2 Regras de Interpretação da Escritura informa as leis seguidas para interpretação da Bíblia usadas neste livro, existem outras regras seguidas como fundamento desta obra. Esta é uma seção pessoal, na qual declararei minhas próprias fontes, e declararei como este livro específico foi construído em mais de quinze anos (embora eu estude a Palavra há mais de 20 anos (desde 2004), escrevo para o Senhor desde 2010).
1. Teologia Ortodoxa e Método de Interpretação das Sagradas Escrituras. Na seção 2.1 e 2.2, e em todo o livro, seguimos a ortodoxia teológica, o que os fiéis escreveram ao longo de mais de 1900 anos.
Também seguimos e interpretamos a Bíblia pelo método que denomino “histórico-gramatical-teológico” (isto é, de fundamentação histórica e gramatical, mas sem desconsiderar a teologia por trás dos versículos – essa interpretação teológica da Escritura é baseada em teólogos como Kevin Vanhoozer). Não interpretamos a Bíblia pelo liberal método histórico-crítico, nem o fantasioso método alegórico usado na idade média (que dizia que cada verso tem quatro significados / níveis diferentes). Além disso, Deus (que é infinito) pode ter escrito alguns versos chave com dois significados legítimos – a isso leia-se, além do significado e sentido imediato do texto, “outro sentido pretendido por Deus, ainda que não plenamente compreendido pelo profeta” (como o “sensus plenior”) – assim eu não limito a Deus ter se revelado em cada verso apenas com um significado com esse pressuposto: por exemplo, Ezequiel 28 serve tanto literalmente para o rei de Tiro, como tipologicamente (ou alegoricamente – não no sentido medieval nem fantasioso, mas conforme a palavra alegoria no sentido bíblico usado por Paulo em Gl 4.24) para Satanás; Ou: Oseias 11.1 fala tanto de Israel como de Jesus: ambos foram chamados do Egito (do Egito chamei a meu filho, citado por Mateus 2:15).
Por que, alguém pode se perguntar, não sigo estritamente o método histórico-gramatical ou gramático-histórico, mas sim adaptei e criei um método chamado histórico-gramatical-teológico? Vou dar um exemplo
Leia 1Samuel 28 (Saul consulta uma necromante/feiticeira/médium). Veja que o autor bíblico do final de 1Samuel não era Samuel, pois ele já havia morrido. Isso é comum, assim como Josué deve ter sido o autor do final de Deuteronômio (trecho após a morte de Moisés). O narrador que escreveu 1Sm 28, leia, escreveu que era Samuel quem falava (implicitamente, segundo uma leitura literal, pode dar a entender que Samuel voltou dos mortos: 1Sm 28-15-16: “Samuel perguntou a Saul...”; “Disse Samuel...”). Se eu cresse apenas na gramática e historicidade desse capítulo, sem ver o resto da Bíblia, alguém poderia acreditar (penso eu), como Augustus Nicodemus acreditou (e uma minoria de outros teólogos ao longo da história) – lembre-se de que ele usa o método gramático-histórico – afirmando que Samuel realmente voltou dos mortos (Nicodemus, Augustus: Cristianismo Descomplicado, Mundo Cristão, 1ª ed., 2017, pág. 29), mas é uma ideia biblicamente absurda vendo os 66 livros do Cânon.
Mas graças a Deus temos a teologia e as outras Escrituras (outros trechos). Não dá para se interpretar a Bíblia apenas historicamente e gramaticalmente desconsiderando a teologia: a Bíblia é um livro teológico.
A Bíblia inteira diz outra coisa: que seria impossível Samuel voltar à vida por uma feiticeira, o relato é duvidoso e estragado pois Saul estava perturbado e sem comer, a profecia do pseudo-Samuel não se cumpriu, Samuel era salvo e estava na Glória etc. (ver “Hernandes Dias Lopes. É possível os mortos se comunicarem com os vivos? EBD. <https://www.YouTube.com/watch?v=ZgUndEF-Eis>. 24 de agosto de 2020.”).
Por isso que meu método de interpretação das Escrituras é a união do modelo histórico-gramatical com a sã teologia, na qual faço um equilíbrio com a história, com as palavras e a gramática do texto, e com a teologia ortodoxa.
[...].
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