sábado, 28 de dezembro de 2024

17H20 28/12 O AMOR DE DEUS. LINK MEDIAFIRE ATUALIZADO 17H20

 17h20

28/12/24

Não intentava escrever nada... Mas ouvi desconfiadamente falar que Deus nos ama com amor de mesma intensidade com que ama a Cristo. Fui verificar com temor e tremor, medo até de não cair em heresia. Fato: está certo! Seção atualizada!


SEÇÃO ATUALIZADA PARA GLÓRIA DE DEUS E EDIFICAÇÃO DA IGREJA

A metade de baixo foi acrescentada, a metade de cima já existia.


10.5.7 O Amor e Propósito de Deus versus a Eleição Calvinista. Amor Salvífico Incondicional a Todos; Separação Divina aos Pecadores; e Amor Íntimo aos Eleitos. Quão Grande é o Amor de Deus?

Acredito que muitos calvinistas acusam a não-resistibilidade da graça, como defendida aqui, de mérito humano. Porém, se não há responsabilidade humana alguma no processo de salvação, não que a salvação não seja totalmente da parte de Deus, mas expressando em relação à escolha de Deus, então não há verdadeiro amor voluntário da parte de Deus. Pois se Deus nos constrange a amá-lo sem que pudéssemos resistir, ao mesmo tempo de que algum réprobo ao nosso lado é condenado sem condição alguma de aceitar a Cristo, isso não representa um verdadeiro amor. Além disso, se Deus nos salva e não pergunta nada para ninguém, e pelo mesmo impulso condena o injusto que criou, para que criar o injusto? Para criar um vaso de barro para ter o prazer de destruí-lo (uma vez que não deu chance para ele)? Ou, como mostra a parábola curiosa em Ricardo Reis, 2018, Eleição por Graça, “mostrar aos outros que é Deus forte, Soberano, através da condenação eterna dos vasos preparados para perdição, para que seja temido por um ato terrível?” Será que Deus cria algo e esse algo não é bom? Eu não creio nisso, pois tudo o que Deus criou é bom, ou, pelo menos, tem/teve a possibilidade de alcançar o bem algum dia. De acordo com a confissão de fé da Comunidade da Graça, 2018, o homem foi criado para a glória de Deus: No Propósito Eterno de Deus, que criou o homem à sua imagem e semelhança, para que este expressasse a glória divina perante o universo, governasse toda a criação implantando o Reino de Deus na terra e se multiplicasse para realizar o sonho do coração do Pai: “ter uma família com muitos filhos semelhantes a Jesus” (Gn 1.26-28). Assim, sendo o homem criado para Deus, a Queda de Adão, por acaso, impediu o plano de Deus à humanidade, como este referido acima, uma vez que Deus queria originalmente que todos fossem parte do plano de Deus na terra? Ou não foi Cristo o Segundo Adão, que morreu para dar chance a todos e a cada um, uma vez que a Queda levou a morte a todos e a cada um? Assim, mesmo depois da Queda, o propósito de Deus foi o mesmo de antes, não frustrado, mas todos os homens são criados na desobediência para com todos agir de misericórdia (Romanos 11.32). Assim, o Deus da Bíblia age com misericórdia a todos os seres humanos, e como disse Walls e Dongell, 2014, amar não é só suprir com bênçãos temporais (graça comum), mas amar é dar oportunidade para a maior bênção, eterna, à graça salvadora pois, se Deus ama, deseja o bem de suas criaturas caídas. Como disse, se fosse pelo caráter de Deus, todos seriam salvos, conforme a Escritura em 1Tm 2:4.

As palavras de Cristo dizem, e isto está acima de Calvino, Armínio e Lutero, aquele que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser seu discípulo. Se isso é mérito humano, talvez devamos ver a teologia com olhos mais críticos, e voltar a confiar mais no Espírito da Escritura.

 

Amor a Todos e a Cada Um

Voltando ao assunto do amor, realmente Deus amou a todos e a cada um com uma postura salvífica quando enviou Jesus, o Cordeiro que morreu desde a fundação do mundo, amou a todos e a cada um para a salvação das suas almas! Os calvinistas Peterson e Williams (Why I am not an Arminian, 2004), no seu livro “Por Que Não Sou Arminiano”, comentam sobre isso:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. O que motivou o Pai para mandar seu Filho para morrer por pecadores foi seu grande amor. Calvinistas nem sempre têm entendido corretamente João 3.16. Nós rejeitamos tentativas para limitar o significado de ‘mundo’ aqui para ‘mundo dos eleitos’, por exemplo. É melhor seguir os passos de D. A. Carson (Carson, D. A. The Difficult Doctrine of the Love of God. Wheaton, Ill.: Crossway, 2000), que vê esse verso como indicando ‘a postura [stance] salvífica de Deus em relação ao seu mundo caído.

Pode-se ver que os autores, citando D. A. Carson, colaboram com o fato de que Deus Pai tem uma postura de amor, salvífica, em relação a todo o mundo caído. Isso talvez comece a iluminar muitos calvinistas para ver que Deus se importa com a salvação de todas as suas criaturas caídas, que, de acordo com o bom entendedor, é o espírito da Escritura e do evangelho.

 

O amor de Deus é condicional ou incondicional? Amor Íntimo de Deus

Ambos. Falando do amor de Deus para o ser humano, é fato de que a Trindade tem amor incondicional por todos os homens com intenção de salvá-los em Cristo (amou o mundo, Jo 3.16), porém aos salvos Ele ama com amor íntimo (como eu o chamo), imenso e especial, pois o seu amor, em João 14.21, é condicional: Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. Deste modo, Deus ama intimamente aquele que tem os seus mandamentos e os guarda. Como apenas os nascidos de novo podem guardar os mandamentos de Deus (não por si mesmos), conclui-se que apenas os nascidos de novo são amados intimamente por Deus. Se Deus amasse a todos, justos e ímpios com o mesmo amor, por exemplo, incondicional, esse verso não faria sentido, pois fala de um momento em que “será amado de meu Pai, e eu [Jesus] o amarei”.

O amor íntimo de Deus ao salvo não é um amor condicional de um modo que precisaríamos fazer algo para merecer o amor de Deus, mas Deus nos ama intimamente por causa de Cristo: é condicional a Cristo. Em Cristo e por Cristo somos amados.

Cristo é amado pelos seus méritos próprios, como Filho unigênito, Deus de Deus, Luz de Luz. Já nós somos amados em Cristo, e não fora de Cristo, nem pelos nossos méritos próprios (não porque somos “bonitinhos, legais ou simpáticos, nem porque fizemos obras incríveis de justiça”), mas sim a partir do momento em que somos adotados no ato da salvação, mais especificamente ato da adoção (que vem junto com a regeneração e justificação) pelo qual tornamo-nos filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus conforme a Escritura. Ele nos amou porque é a Sua natureza, Ele nos amou sem mérito nosso, Ele nos amou antes que existíssemos, Ele nos amou antes que fizéssemos o bem ou o amássemos de volta! Nada podemos fazer para diminuir ou aumentar o amor de Deus Triuno a nós, pois já fomos e somos declarados justos, pois temos a justiça de Cristo imputada a nós. Nossa justiça está no Céu e é Cristo, o Salvador, assentado à destra do trono de Deus: fazer o bem não aumentará nossa justiça, e fazer o mal temporariamente não diminuirá nossa justiça, Ela é eterna, É Jesus.

Se não podemos nos separar do amor e da graça do nosso Deus e do nosso Senhor Jesus Cristo, segue que esse amor íntimo ao salvo (ou eleito, pois todo salvo é eleito) ou justificado (pois todo justificado será glorificado cf. Rm 8.28 em diante), embora condicional a Cristo, é incondicional a nós após a salvação: condicional a Cristo, mas Ele é imutável, e não se arrepende! É incondicional a nós pois não há nada que possamos fazer para nos separar de Cristo e do amor de Deus conforme a Escritura, e nem queremos, pois o Espírito nos constrange para arrependimento com tristeza e mudança de atos toda vez que erramos conforme a Palavra.

Claro que fora de Cristo não somos amados com esse amor íntimo conforme o Salmo 5:5 e o 11:5: “Deus odeia [ou seja, é separado d]o pecador”), mas só com o amor salvífico que vem junto com Sua atitude divina para salvar a todos e a cada um, pois as pessoas do mundo têm uma alma a quem o Senhor de fato quer salvar conforme João 3:16. O Espírito testifica na Escritura que Deus quer salvar a todos a e todos dá verdadeira chance, mas muitos deles resistem ao Espírito Santo.

Como um pai terreno se tiver filhos biológicos e adotados deve amar todos eles igualmente, por que não o Pai Celeste/Perfeito? A intenção do Pai em adotar filhos por amor, por Cristo, e pelo Espírito cf. Efésios 1.4,5 é a mesma de um pai amoroso com seu filho adotivo terreno. Vemos que Deus nos ama como ama a Cristo em João 17.23 (Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim). Pude verificar que calvinistas e arminianos creem nisso, que o Pai nos ama como ama igualmente a Cristo! Vemos que o amor que uma Pessoa da Trindade ama a outra é o mesmo amor com que a Trindade, cada Pessoa junta e separada, ama a cada um de nós, juntos e separados, que somos seus filhos adotados e justificados, noiva de Cristo sem ruga nem mácula na eternidade. Veja também João 17.21: "Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste". Aí também está a Unidade da Igreja (obs. a Igreja é o Corpo de Cristo, a união de salvos de todas as épocas, do céu e da terra), nossa unidade com Cristo através do Espírito, e de Cristo com o Pai (ou talvez Unidade da Igreja com toda a Trindade), comemorada na Ceia do Senhor, e na ceia das Bodas do Cordeiro por toda a eternidade. Consegue agora visualizar, crer, sentir e viver o Amor que Deus tem por você, que é o mesmo que sente por Cristo, e quão imenso, qual a largura, altura, profundidade do Amor de Deus? ALELUIA! Glória a Deus!


quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Complemento da Teologia Sistemática Interdenominacional 27/12/24 19h20

Graça e paz a todos!

5 min leitura

Roberto Fiedler Rossi


10.2.1.2 A Antiga e a Nova Aliança, os Sacrifícios de Animais e o de Cristo com foco na Expiação e Justificação

Essa seção é uma complementação às seções “5.3 A Antiga e a Nova Aliança” na pneumatologia e a seção mais adiante “10.4.3 Deus ainda se ira com o salvo se ele pecar? E o pecado separa o salvo de Deus?” na soteriologia (Efeitos da Salvação Divina na Nova Aliança), além, claro, das duas seções anteriores.

A antiga aliança era adequada à época antiga, pois tudo o que Deus faz é bom. Envelheceu a primeira, deixou de ser adequada, o Pai providenciou uma melhor aliança ou testamento cf. Hebreus.

A antiga aliança, isto é, o pacto de Deus com seu povo físico eleito, que é descendente de Adão por Sete, Noé e Abraão, Isaque e Jacó, passando por Moisés e Adão, Davi e Salomão, Esdras e Neemias, e chegando aos israelitas ou hebreus contemporâneos a Cristo, englobava leis específicas e sacrifícios de animais por muitos tipos de pecados, inclusive por ignorância, tanto individual como a toda a nação de Israel.

A salvação ou justificação pessoal antes de Cristo era pela fé no Messias prometido e, claro, em Deus.

A regeneração, o nascer de novo, como também diz a Bíblia de Estudo Pentecostal (1995), não era plena. O Espírito Santo só foi dado como morada permanente após Jesus ter sido glorificado como diz João em seu evangelho.

A expiação, isto é, morte substitutiva por alguém, a saber, de animais no AT, não era plena. Isso engloba também reconciliação e propiciação não plenos. O sacrifício de animais cobria o pecado, mas o pecado dos santos antigos foi devidamente perdoado na morte de Cristo, que tirou também o pecado do passado, presente e futuro.

O que ocorre é que a antiga aliança, do Sinai, era condicional cf. final de Deuteronômio: escolhe coisas boas e será abençoado, escolha coisas erradas, se afastando de Deus, e será gravemente amaldiçoado.

A justificação, ato de Deus declarar justo o culpado arrependido e que confia sua vida no Senhor, no AT (antigo testamento) era plena e perfeita, como na nova aliança. Mas, antigamente, o justificado tinha que seguir a lei, expiar os seus pecados através do sacrifício de animais, que prenunciavam o sacrifício de Cristo, e eles foram para o Céu por serem justificados. Isso tudo embora os pecados cometidos pelo AT só foram realmente perdoados por Jesus como diz Hebreus. Paulo, em Romanos 8.29 em diante, cita a perspectiva divina da salvação do Pai, desde a eternidade: “aos que dantes conheceu, os predestinou; aos que predestinou à glória, chamou em vida segundo o propósito; aos que chamou, justificou; aos que justificou a estes também glorificou.” Vede que Paulo não fala aí da regeneração.

Os pecados no Antigo Testamento não eram definitivamente perdoados, mas "cobertos" (utilizaremos essa expressão, usada por Davi em Salmo 32:1), pois Hebreus 9:15, que fala da morte de Cristo [sabemos que foi no ano 33 d.C.], diz: “E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento...” Esse texto mostra que apenas após o sacrifício consumado de Cristo na história humana é que os pecados do passado cometidos pelos santos do AT foram plenamente expiados/perdoados, assim como os nossos do passado, do presente e do futuro. Quando o AT fala que o sacrifício de algum animal expia o pecado e este é perdoado, isso deve ser visto pela revelação progressiva de Deus, que esclarece isso e revela seu plano divino e intenção completos em Hebreus 10.4 (“Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados.”), que diz que só o sacrifício de Cristo definitivamente apaga/expia o pecado! Obviamente os santos do AT após a morte estavam no seio de Abraão (Lc 16.22a), no Paraíso (já que eram declarados justos/justificados/salvos), e não ficavam inconscientes após a morte.

Voltando um pouco, como a expiação, reconciliação com Deus e propiciação (aplacar a ira divina pelos pecados) não eram plenas no AT, e como era uma aliança inferior à de Cristo (Hebreus fala que a nova é superior), pode-se perceber facilmente o quanto Deus se irava no AT até a salvos quando eles transgrediam ou escolhiam fazer o mal, como o próprio Davi, homem segundo o coração de Deus. A plena paz com Deus que vem da plena reconciliação com Deus por Cristo, visto que Paulo recebeu na nova aliança o ministério da reconciliação, não havia no AT.

Ou seja, os sacrifícios dos animais cobriam o pecado e a pessoa gozava sim de certa paz com Deus, mas, quando outros graves pecados eram cometidos, de acordo com o mandamento atribuído a cada um, a pessoa estava novamente na ira se não fosse feito outro sacrifício santo e lícito, e ai dela. Tanto que o "profeta novo", que era um homem de Deus, encontrado em 1Reis 13, que profetizou contra o ímpio rei Jeroboão, e até profetizou que viria depois de muitos anos o reformador e justo rei Josias, profeta com o qual o senhor operou maravilhas, pelo engano, prova e astúcia de um "profeta velho" que encontrou no caminho, foi morto por um leão. Que é isso senão outra época, outro "mundo", outra aliança, em desobediência e ira divina, estando antes em temporária paz, temporária santidade?

A justificação, isto é, o ato da salvação divina, mesmo no AT, era plena e perfeita. Portanto, Davi, Salomão, esse profeta novo, e tantos quantos foram justificados pela fé como o patriarca Abraão no AT, assim como diz Paulo em Romanos falando de Abraão, e assim como diz o escritor de Hebreus em Hebreus 11, venceram pela fé e foram para o Céu.

O novo testamento dá a entender claramente que a santidade na nova aliança, em que cada salvo é sacerdote, é superior à santidade do AT, em que apenas a tribo de Levi era mais santificada - ou mais cobrada para isso. E o povo no passado era, muitas vezes, rebelde contra o Senhor mesmo. No novo, não se vê essa rebeldia pessoal e generalizada, essa facilidade de se tirar uma vida, esse ódio pelos incircuncisos como nos Salmos, pois conhecemos muito mais a Deus e seu caráter, seu Amor por Cristo e pelo Espírito. Corrobora com isso também Atos 15.28-29, em que a santidade (inclusive na parte sexual) dos salvos cristãos era superior aos dos judeus do passado distante.

Versículo Hebreus 9:23

Assim, as representações das coisas no céu tiveram de ser purificadas com o sangue de animais. As verdadeiras coisas celestiais, porém, tiveram de ser purificadas com sacrifícios muitos superiores. (NVT, 2016, Mundo Cristão).

Comentário de A. R. Fausset (1866, Hb. 9.23): “O pecado do homem introduziu um elemento de desordem nas relações de Deus e Seus santos anjos em relação ao homem. A purificação remove este elemento de desordem e muda a ira de Deus contra o homem no céu (projetado para ser o lugar de Deus revelando Sua graça aos homens e anjos) em um sorriso de reconciliação [pelo Sangue de Jesus, colchetes meus]. Compare “paz no céu” (Lucas 19.38). “O céu incriado de Deus, embora em si uma luz imperturbável, ainda precisava de uma purificação [reconciliação Deus-homem em Cristo], na medida em que a luz do amor foi obscurecida pelo fogo da ira contra o homem pecador” [Delitzsch in Alford]. Contraste Apocalipse 12:7-10. A expiação de Cristo teve o efeito também de expulsar Satanás do céu (Lucas 10.18; Jo 12.31; compare com Hb 2.14). O corpo de Cristo, o verdadeiro tabernáculo (ver Hebreus 8.2, Hb 9.11), como tendo o nosso pecado imputado (2Co 5.21), foi consagrado (Jo 17.17, 17.19) e purificado pelo derramamento de Seu sangue para ser o ponto de encontro entre Deus e o homem.”

Complementando: “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” (Romanos 5:18 ACF, 2011, SBTB)

Baseado na citação e versículos acima, o pecado de Adão fez uma ruptura total na relação Deus-homem, parcialmente "amenizada" (não conheço palavra melhor) durante a antiga aliança, pois não estavam reconciliados plenamente no AT, visto que o ato de justiça de Cristo que trouxe a plenitude da graça e que purificou as coisas celestiais não havia ainda sido feito pelo Cordeiro de Deus.

É necessário um esclarecimento. Obviamente a antiga aliança, embora imperfeita e com sacrifícios imperfeitos conforme Hebreus, também era fruto da graça de Deus Pai, Filho e Espírito Santo conforme Apêndice C - Aliancismo vs Dispensacionalismo [...], e é claro que a graça preveniente opera a todos desde o contato com Deus para com Adão e Eva após a queda, chamando, no Antigo Testamento, as pessoas à fé em Deus e ao Messias prometido cf. seção "10.3.2 Adão Teve Livre-Arbítrio Após a Queda?", cujo povo mediador para isso no AT era a nação de Israel, mas a plenitude da graça, a todos e a cada uma das pessoas da face da terra, sem povo mediador, mas com um Mediador divino (Jesus), para desfazer os efeitos da queda de Adão e reconciliar para sempre o homem e Deus, só veio após a obra salvadora de Cristo na cruz do Calvário, na nova aliança.

Agora, você, cristão da nova aliança, consegue enxergar melhor e um pouquinho mais da perfeita, pura, celeste, única, e cabal expiação de Cristo por você? Ele tomou para si a ira que merecíamos (propiciação), não há nada que você pode fazer, se for salvo, pois é cativo por Cristo, para sair da graça e do Seu amor, ou seja, não está mais na ira, você tem plena paz com Deus (Romanos 5.1)! Jesus é o teu pleno sacrifício! Jesus te reconciliou com Deus para sempre, de eternidade em eternidade você é amigo de Deus! Jesus é tua redenção, Ele te comprou do mercado de escravos, pagou o preço a Deus pela satisfação da Lei mosaica que você deveria cumprir (o salário do pecado é a morte), isto é, Sua morte, e você é livre, para sempre, do pecado! Não é mais escravo! Não há mais maldição da lei sobre ti! Não só és servo como é Filho! Glória a Jesus, que linda salvação, que Amor!

Que você mergulhe no Amor, no conhecimento que dá virtude e alegria, na profundidade, largura e altura do Amor de Deus! Realmente Jesus te amou na cruz! Realmente o Pai te amou ao enviar Jesus para te dar todos esses presentes divinos! Realmente o Espírito Santo testifica para mim e para você, neste momento, das maravilhosas facetas da vida, morte e ressurreição de Cristo para o louvor da glória de Deus!

Amém!

Complementação à parte de biologia da T.S. de 27/12 (parte do post)

 Por Ken Ham

Será que a ciência moderna realmente reconhece “seis sexos biológicos realmente comuns” nos humanos? Não. São dois: masculino e feminino.

As “identidades de género” tão populares hoje em dia não são os sexos biológicos – são determinadas pelos sentimentos da pessoa que reivindica a identidade de género. Mas os sentimentos não determinam a verdade. Em vez de confiar nos nossos sentimentos, devemos voltar-nos para a Palavra de Deus em busca da verdade absoluta e, pelo poder do espírito de Deus e do evangelho, alinhar os nossos sentimentos com a Palavra e a verdade de Deus. E além disso, porque somos pecadores (Romanos 3:23) e os nossos corações são “enganosos mais do que todas as coisas e desesperadamente perversos” (Jeremias 17:9), não podemos confiar nos nossos sentimentos!

O deputado James Talarico prosseguiu afirmando: “A questão é que, biologicamente falando, cientificamente falando, o sexo é um espectro e, muitas vezes, pode ser muito ambíguo”. O que ele quer dizer com isso? Bem, ele está apontando para o fato de que nem todo mundo é XX (mulher) ou XY (homem) – “mas também solteiros X, XXY, XYY e XXXY”. Mas será que as anomalias nos cromossomas sexuais realmente significam que existem “seis sexos biológicos realmente comuns”?

Não. As anomalias no desenvolvimento cromossômico são apenas isso: anomalias, desvios da norma. As anormalidades não constituem um novo sexo biológico. Pelo contrário, são uma desordem do desenvolvimento humano normal. Indivíduos com essas anormalidades ainda são homens ou mulheres. Aqueles com Y são homens e aqueles sem Y são mulheres. Essas anormalidades costumam causar problemas (que variam de menores a mais graves) para quem as possui. Além disso, essas anormalidades não são “realmente comuns”. Para o arranjo XXY, é 1 em 600 nascimentos; para XYY e XXXY, é 1 em 1.000; e X é 1 em 2.500–4.000 nascimentos.

Além disso, estas anomalias não são a mesma coisa que a chamada “identidade de género”. Transgênero, fluidez de gênero e tudo o mais que os ativistas LGBTQ promovem não têm nada a ver com biologia – tem tudo a ver com psicologia, como uma pessoa pensa e se vê. Não é um problema do corpo. É um problema da mente!

Tais indivíduos precisam de compaixão e bondade — e precisam da verdade que vem da Palavra de Deus e é confirmada pela ciência observacional. Existem apenas dois gêneros/sexos nos humanos: masculino e feminino (Gênesis 1:27). Foi assim que Deus nos criou, e tentar mudar o sexo de alguém é, em última análise, uma rejeição pecaminosa do desígnio de Deus. Aqueles que lutam contra a disforia de género precisam da verdade do evangelho. Eles precisam saber que a sua identidade não precisa estar enraizada em si mesmos e nos seus sentimentos, mas sim em Cristo, na sua morte e ressurreição para eles, e no seu desígnio para eles e para o seu corpo.

Aqueles que lutam contra a disforia de gênero não precisam de produtos químicos, cirurgias de mutilação corporal, roupas travestis, novos pronomes e um novo nome – eles precisam da mensagem do evangelho que muda corações e vidas para a eternidade e lhes dá uma nova identidade enraizada em Cristo.

Por Ken Ham

https://answersingenesis.org/family/gender/modern-science-says-there-are-six-sexes/

Eu, Roberto, não conhecia isso, e deixo para edificação. Graça e paz

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Feliz natal. Post o Cristão e o Dinheiro (atualizado 25/12 9h52)

Feliz natal. Atualizado 25/12 9h52. Post de julho de 2024, consideravelmente melhorado, continuação dos livros "Comentário Bíblico do Sermão do Monte" e de "É Melhor SER do que TER: Provérbios Selecionados e Comentados" nas seções em que abordo a relação entre o crente e o dinheiro. Na ocasião, minha esposa Suzi me ajudou a redigir o texto abaixo.

Graça e Paz a todos.

Deus preparou que eu pudesse novamente ler o bendito Novo Testamento inteiro novamente nessas férias, e Deus me abençoou, corrigiu e ensinou. Também Deus abençoará e falará com qualquer que o fizer.

Eis que eu escrevi há alguns anos um pequeno livreto chamado “Comentário Bíblico do Sermão do Monte”, no qual falo um pouco da relação do crente e o dinheiro, e depois o livro “É Melhor SER do que TER: Provérbios Selecionados e Comentados” que também escrevi que também falo da excelência de SER no Senhor, e da pobreza de não ser no Senhor (o que seria apenas ter dinheiro sem o Senhor).

Portanto, complementando tal raciocínio, vamos aos versículos:

Mateus 16.25 Porque aquele que quiser salvar a sua vida [confiança nas riquezas, fama, poder, ser bem-sucedido sacrificando sua fé], perdê-la-á [perderá a oportunidade de salvação], e quem perder a sua vida [renunciar à vida mundana] por amor de mim, achá-la-á [achará a salvação].

Mateus 6.24 Ninguém pode servir a dois senhores [dinheiro ou Deus]; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom [dinheiro].

Atenção: mesmo Deus dando o meio pra fazer muito dinheiro através da ocupação do provedor(a) de sua família, não pode tomar o tempo de Deus na tua vida: dedicação excessiva ao dinheiro e dedicação a Deus são opostos, antagônicos, exceto se por breves períodos! Amar o dinheiro e amar a Deus são opostos. Deus não pode ser secundário nas nossas vidas. Vigiai. Mas o dinheiro em si mesmo para alguém com sabedoria de Cristo (além de inteligência financeira) e Deus não são de maneira nenhuma opostos. Obviamente, temos que complementar que o dinheiro em si mesmo é bom, mas é péssimo senhor. Quando se torna Senhor/ídolo de alguém (como a palavra Mamom com letra maiúscula como disse Jesus), o Senhor da pessoa não é Jesus, pois a pessoa está sendo escrava do dinheiro.

Mateus 6.33 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas [roupas, comida, vestimenta, dinheiro, padrão de vida] vos serão acrescentadas.

Na época apostólica conforme Atos ficava-se com pouco (pouco luxo) e doava-se muito (grande parte dos bens e rendas). Ninguém era obrigado a doar tudo, muito menos fazer voto de pobreza, mas doavam voluntariamente do que sobrava.

Se Deus exaltar alguém com riquezas após a salvação, isso não deve ser seu tesouro:

Mateus 6.19 Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; 20 Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. 21 Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

...se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração [sentimento]. (Salmos 62:10 acf)

Uma pessoa rica deveria ter objetivos honestos diante de Deus, objetivos que não contradizem os princípios do Criador. O que poderia ser feito com as riquezas? Que nível de conforto necessito realmente para viver? Como poderia me ocupar cuidando de outras pessoas?

Portanto, se tiver muitos bens, terá que ser um exímio doador, doando talvez grande parte das rendas se já independente financeiramente (ou investindo em algo que dará sustento a milhares de pessoas), senão Deus vai cobrar: o que pouco recebeu, pouco será cobrado; o que muito recebeu, muito será cobrado por Deus:

Lucas 12.48b E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.

É um grande pecado o que os líderes de igrejas fazem ao juntar dezenas de milhões de dólares para si com o dízimo suado dos fiéis muitas vezes humildes e não investir de verdade aos pobres, nem quitar dívidas dos membros das igrejas (por exemplo, se alguém passa necessidade, apenas dão cestas básicas: isso é uma vergonha). Isso contraria vários princípios bíblicos, como amar o próximo como a si mesmo, e demonstra uma fé praticamente morta, sem obras. Por que um cristão se preocuparia tanto em acumular riquezas na terra se seu alvo não é a terra, se é peregrino e forasteiro aqui?

Outro escândalo para o evangelho é a teologia da prosperidade, que é uma falsa teologia. Faça como fiz, leia em menos de uma semana todo o Novo Testamento e verá que é simplesmente uma abominação comparando essa teologia com a Igreja Primitiva e a vida dos verdadeiros apóstolos. Incrível como muitos caem nisso (até pregadores), é falta de ler a Palavra e reconhecer que não somos melhores que aqueles que viviam no tempo apostólico.

O amor ao dinheiro não deixa as pessoas se salvarem (a semente da Palavra fica infrutífera):

Marcos 4.18 E outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra; 19 Mas os cuidados [preocupações] deste mundo, e os enganos [grego apaté/inglês deceitdas riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.

Que aproveita o homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Veja:

Marcos 8.35 Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. 36 Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? 37 Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma?

Não é pecado ser rico, nem ter dinheiro. É bom ter dinheiro (eu também quero), é bom receber o dinheiro que vem do sustento de Deus, trabalhando ou investindo honestamente, e devemos nos esforçar para ganhar mais e gastar menos; devemos nos esforçar também para dar um futuro digno aos nossos filhos, para fazermos faculdade, pós-graduação etc. para que possamos dar uma melhor qualidade de vida aos nossos e ainda ajudar aqueles que tem pouco. É honroso tentar ser independente financeiramente, se for da vontade de Deus para a pessoa. Como diz Hernandes Dias Lopes, o dinheiro é um ótimo servo mas um péssimo senhor.

Paulo aconselhou Timóteo: I Timóteo 6.17. Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas no Deus vivo, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; 18. Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; 19. Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam se apoderar da vida eterna.

MAS...

Lucas 16.15 ACF E disse-lhes: Vós [fariseus] sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.

Comentário de Jamieson, Fausset e Brown em Lc 16.15, "elevado": altamente estimado entre os homens - geralmente levado por aparências plausíveis [dic. Google, plausível, que merece aplauso, aprovação]. (Veja 1Sa 16:7; e Lucas 14:11).

Amém.

Busque o que para Deus é elevado, busque a verdadeira Sabedoria e conhecimento do Santo em humildade.

Assim diz o Senhor: “Que o sábio não se orgulhe de sua sabedoria, nem o poderoso de seu poder, nem o rico de suas riquezas. Jeremias 9:23 NVT

Aquele que deseja se orgulhar, que se orgulhe somente disto: de me conhecer e entender que eu sou o Senhor, que demonstra amor leal e traz justiça e retidão à terra; isso é o que me agrada. Eu, o Senhor, falei! Versículo Jeremias 9:24 NVT

 

Roberto e Suzi Rossi

terça-feira, 26 de novembro de 2024

A Santidade do Cristão - 2ª edição de 27/nov/24

Prezados, graça e paz.

Fui ler minha obra, A Santidade do Cristão, de mais de um ano atrás, e escrevi uma nova edição aprimorada e corrigida. Link para download abaixo no mediafire. No final do dia de hoje já estará em algumas livrarias virtuais como ebook.


Nova edição de 27 de novembro de 2024


Correções até o presente momento:

1. Coloquei números de página no PDF.

2. Princípio geral – Pecado é toda quebra ou transgressão da lei moral de Deus contida na Bíblia. (e não afastamento da lei moral de Deus, como estava antes)

3. Parágrafo melhor explicado, não estava bom:

Se uma criança que se acha salva, nascida de novo, nunca obedece aos seus pais (há tempos), nem costumeiramente honra pai e mãe: não é salva/nascida de novo, não é santa, precisa de conversão, o que pode, claro, levar tempo. Ainda bem que Deus é paciente. Às vezes nós mesmos fazemos bobagem, e os novos convertidos (salvos) não são experientes na fé (sejam eles adultos ou crianças), ou seja, eles também às vezes fazem coisas erradas espiritualmente por falta de conhecimento e maturidade mesmo sendo salvos (pois o Espírito santifica ao longo da vida), mas se é algo forte, essencial, um pecado que é declaradamente contra a Palavra e que ocorre há anos, isso quase com certeza mostra quem é o senhor desta pessoa, se é Jesus ou Satanás. 1 Jo 3.6,9 ACF 2011.

4. Pedro era salvo, mas segundo os moldes da antiga aliança:

Crente nascido de novo não sai da igreja (se for uma igreja saudável) se o pastor o disciplinar, se alguém virar a cara para você! Crente nascido de novo não abandona a Deus por causa de homens ou mulheres! Você está lá por Jesus, e não para seguir o seu pastor! Crente nascido de novo não nega a Jesus nem na morte! Pedro, quando negou a Cristo, não era convertido segundo os moldes da nova aliança, mas da antiga aliança (lembre-se de que Jesus ainda não havia ressuscitado, e nem havia enviado o Espírito Santo como morada permanente cf. João 7.39)! (Lucas 22.31-34 Disse também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; ³² Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres [nasceres de novo, colchetes meus], confirma teus irmãos. ³³ E ele lhe disse: Senhor, estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte. ³⁴ Mas ele disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces)! Atos 5.29 (Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens).

5. Outras coisinhas no meio do livro...

6. Seção nova:


Santificação Não Corresponde Só ao que Não Fazer: Outros Aspectos da Santificação

 

A santificação é uma cooperação Deus-homem. O Espírito Santo é chamado de o Espírito de Santificação, mas ele só santifica aos que não resistem ao que Ele diz a nós, especialmente na Palavra. Por isso existem os mais santos e os menos santos, e por isso também grandes e pequenas recompensas celestes.

Quando em sinceridade oramos, buscamos a Deus, nos consagramos, jejuamos a Deus, louvamos e adoramos ao Senhor, lemos a Bíblia, também quando nos reunimos na casa de Deus (isto é, igreja / denominação cristocêntrica, igreja que tem a Cristo como centro), na comunidade de fé, para ouvirmos a mensagem da Palavra, quando somos aconselhados e admoestados pelo Senhor, crescendo individualmente e também em conjunto, o Senhor abre nossos olhos espirituais e nos santifica.

Como obviamente a santificação não é só separação do pecado, mas viver uma vida de santidade, isto é, fazer o bem; Como também, a meu ver, aquele que não faz o mal bíblico faz o bem a Deus (falando de um salvo), ou seja, quem não odeia o próximo, ama o próximo, etc., santidade não é só “não, não, não...”, mas andar em Espírito, viver em Espírito, produzir bons frutos com obras piedosas, obras de arrependimento e perseverança; produzir bons frutos através de palavras, pensamentos, além de impactar com o bom perfume de Cristo simplesmente por estar em algum lugar mesmo sem falar nada (testemunho de Cristo), deste modo tendo os mesmos sentimentos que teve Cristo Jesus em sua vida, o Cristo encontrado nos quatro evangelhos da Bíblia Sagrada, andaremos em Espírito, produzindo o fruto do Espírito Santo.

Ainda que muitos vejam santidade apenas como separação do pecado, como aquele que não pratica o mal bíblico produz o bem bíblico (somente se for nascido de novo, claro, pois sem fé salvadora ninguém pode agradar a Deus, Hebreus 11:6), santidade também é obedecer a Deus: santidade é não deixar de servir a Deus (Josué 24:15, Hebreus 10:25) nem de orar (1Samuel 12:23, 1Tessalonicenses 5:17), é ter o caráter de Cristo (Filipenses 2:5, 1Tessalonicenses 1:6), é produzir o fruto do Espírito (Gálatas 5:23): amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (ou em outra versão “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.”). É amar a Deus e ao próximo de verdade: Marcos 12:30,31 Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.

Como temos que ser meninos na malícia, mas adultos no entendimento (1Coríntios 14:20), aquele que persevera e se aprofunda em fazer o bem nem precisa saber uma lista de todos os males que deve negar! Quem conhece o Senhor e prossegue em conhecer o Senhor (Oseias 6:3) deve se abster das práticas seculares da seção anterior naturalmente e progressivamente (e assim por diante, pois todo dia os homens inventam novos males cf. Romanos 1:30).

A vida de um nascido de novo, seja andando pouco ou muito em santidade, é de perseverança. Faça um teste. Se você acha que é salvo há cinco ou dez anos, apesar das lutas, dificuldades e perseguições, deve notar um crescimento espiritual na sua vida em direção a estar mais perto do Senhor em comparação a cinco ou dez anos atrás: essa é a perseverança de que falamos que todo salvo possui, marca de Cristo:




Amém.

sábado, 2 de novembro de 2024

(20/11) Flautas doce Contralto e Tenor Yamaha séries 300 - dedilhado, arpejos e escalas organizado por Roberto Fiedler Rossi.

(Atualizado em 20/nov/24). Estou louvando ao Senhor com minhas flautas doces barrocas contralto e tenor yamaha yra-302biii e yrt-304bii que ele preparou. Conteúdo que estou aprendendo e desenvolvendo abaixo, seja no post, seja no pdf. Louvai ao Senhor com a flauta (Salmo 150:4). É possível, como faço, além de tocar repertório próprio, tocar boa parte do repertório de flauta transversal com a união dessas.

Download desse conteúdo num pdf no link abaixo: 

https://www.mediafire.com/file/xl8913wys9qkh9h/Tabela+de+dedilhado+para+flautas+doces+barrocas+Yamaha+s%C3%A9rie+300+Contralto+e+Tenor+e+Escalas+e+Arpejos+avan%C3%A7ados.pdf/file

Link atualizado em 27/10/25.
Roberto

sábado, 28 de setembro de 2024

Livros que estavam dentro da Teologia Sistemática despublicados. Teologia Sistemática republicada com valor acessível.

Prezados e prezadas, graça e paz.

Despubliquei e removi uns 13 livros cujo conteúdo estava replicado na Teologia Sistemática Interdenominacional a pedido da minha distribuidora de livros. Estou cobrando em torno de 5 reais a versão final atual da TS (a ser publicada em diversos sites), de 21 de agosto, que é um valor acessível a praticamente todos, comparado a outras teologias sistemáticas. Links mediafire da TS removidos. Outros links do mediafire preservados.

Conto com a compreensão

Deus abençoe a todos nós

Roberto

sábado, 10 de agosto de 2024

10/agosto/24 Corrigindo imperfeições: Termos incorretos (divisão "mortos em lei / mortos em estado") substituídos.

Graça e paz.

Hoje o Senhor me acordou, agraciou e iluminou, mostrando que havia coisinhas erradas na minha seção de transmissão do pecado. Fui ler, e comparar com a Bíblia, e vi que o que Matthew Henry falou sobre a morte em lei que vem da culpa adâmica, embora aparentemente coerente não é bíblico (e além disso não faz sentido se comparado com o que Romanos 6 e 7 fala sobre o pecado, a morte e a lei).


Corrigido:

Seção 9.3: pg. 208-209

Matthew Henry (1706) explica o que é a morte em pecado no seu comentário de Col 2.13:

Um estado de pecado é um estado de morte espiritual. Aqueles que estão em pecado estão mortos em pecado. Como a morte do corpo consiste em sua separação da alma, a morte da alma consiste em sua separação de Deus e do favor divino. Como a morte do corpo é a corrupção e a putrefação, o pecado é a corrupção ou a depravação da alma. Como um homem que está morto é incapaz de se ajudar por qualquer poder próprio, então um pecador habitual é moralmente impotente: embora ele tenha um poder natural, ou o poder de uma criatura razoável, ele não tem um poder espiritual, até que ele tem a vida divina ou uma natureza renovada.

Recuso a notação de Matthew Henry (1706) sobre a morte, que seria a continuação da citação anterior no seu comentário bíblico em Col 2.13, que diz que "...e assim isso mostra que estamos mortos em lei e mortos em estado. Mortos na lei, como um malfeitor condenado é chamado um homem morto porque ele está sob uma sentença de morte; assim pecadores pela culpa do pecado estão sob a sentença da lei e assim já estão sob condenação, Jo 3.18 [...ele prossegue falando sobre a morte em estado]". Isso creio que está incorreto pois João 3.18 não fala sobre a lei de Moisés, mas da incredulidade (mas quem não crê [em Cristo] já está condenado); em segundo lugar, não tem relação direta a “morte em lei” na notação de Matthew Henry (lei que seria a lei de Moisés) com o pecado de Adão; em terceiro lugar, na verdade, não é a lei mosaica que mata, mas o pecado que a lei mostrou (Rm 7.7) é que mata o ímpio pecador (Rm 6.23). E, em contrapartida, os que estão “mortos para o pecado” ou “para a lei” são os salvos (que crucificaram a carne com Cristo) cf. Romanos 6 e 7. Acho que é o bastante. Assim, o que Matthew Henry falou sobre a morte em lei que vem da culpa adâmica, embora aparentemente coerente na teologia, tal não é bíblico (e, além disso, não faz sentido se comparado com o que Romanos 6 e 7 fala sobre o pecado, a morte e a lei). Por isso, substituí esses termos por alguns mais fáceis de se entender e mais bíblicos: Substituí “mortos em lei” por “mortos por estar sob a sentença de morte do pecado de Adão”; substituí “mortos em estado” por “mortos por causa de seus pecados cotidianos, pela natureza pecaminosa”. Conclui-se claramente que o homem natural antes do contato eficaz com o evangelho está morto por estar sob a sentença de morte do pecado de Adão (pois o salário do pecado de Adão operou em nós todos a morte, Rm 6.23, Rm 5.12), e morto por causa de seus pecados cotidianos, visto que o salário dos nossos pecados também é a nossa morte (Rm 6.23). Em vez de falar dois tipos de morte, basta resumir e falar morte espiritual. Assim, o que a Bíblia diz é que o homem nasce morto em seus delitos e pecados, como se fosse um corpo que respira, como se fosse um “zumbi” espiritual.


Seção 9.4

(Pág 214) [...] a morte passou a todos por isso que todos pecaram” (Rm 5.12): nascem mortos por estar sob a sentença de morte do pecado de Adão [1, pela culpa, pois somos culpados uma vez que pecamos com ele] e mortos por causa de seus pecados cotidianos [2, pela corrupção/natureza pecaminosa que recebemos na concepção]...

(Págs. 214-215) A citação de Walls e Dongell da seção 10.3.1 O Processo de Conversão e a Graça Preveniente mostra como Cristo nos busca nas nossas trevas, retirando parcialmente as vendas espirituais dos nossos olhos, ou seja, nos renovando internamente pela renovação parcial, retirando de nós a culpa adâmica e a sentença de morte que vem do pecado de Adão, um dos benefícios recebidos pela morte de Cristo, nos amando pelo Espírito. Obviamente só seremos regenerados totalmente, vivificados das trevas para a luz (e da morte para a vida) após a conversão genuína, para não sermos mais mortos espirituais.

[...]

Final da seção 10.3.1 O Processo de Conversão (meio do parágrafo, págs. 257-258): Substituído "morta pela lei que mostrou o seu pecado", para "morta pelo seu pecado, que foi trazido à luz pela lei mosaica".

terça-feira, 6 de agosto de 2024

6/8/24 T.S. Atualizada no mediafire, seção nova sobre "Casamento". O ebook "O Casamento Cristão" está sendo atualizado em poucas horas para a 4ª edição.

PDF:

https://www.mediafire.com/file/tfsku8dynhdcqa6/Teologia+Sistemática+Interdenominacional+-+Roberto+F.+Rossi+-+5-agosto-2024+clubedeautores.pdf/file

EPUB:

https://www.mediafire.com/file/6sbpo7pdr97h49j/Teologia+Sistemática+Interdenominacional+-+Roberto+Fiedler+Rossi+-+5-agosto-24.epub/file


O que foi acrescentado?

Bom, eu tinha uma pulguinha na minha orelha na área do casamento, do amor ao próximo e respeito mútuos que me incomodava, e escrevi a seção abaixo.


8.4.5 Refutando Duas Críticas Comuns à Bíblia: Explicando o Amor Mútuo entre o Marido, a Mulher e os Filhos; 1Timóteo 2:15: A Mulher é Salva Dando à Luz?

 

A Mulher também deve amar o marido como Cristo amou a Igreja?

Tive o desprazer de descobrir que algumas pessoas, fazendo um desfavor para o evangelho de Cristo, creem e ensinam que apenas o homem deve amar a mulher (como Cristo amou a Igreja), e que creem que não há mandamento bíblico para a mulher amar o homem (retribuir o amor, portanto, ter amor mútuo e submissão mútua no casamento), e que não é natural a mulher amar o homem, pois Paulo não falou isso na letra da Bíblia nas passagens mais explícitas que falam sobre família e casamento. Mas o bom conhecedor da Bíblia sabe onde ficam os versículos:

 

Efésios 5.25 (esse versículo eles conhecem): Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela;

Vejamos mais alguns versículos:

Fazer bem um ao outro: 1 Co 7.3 O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido.

Sujeitai-vos uns aos outros, não só a esposa ao marido: Efésios 5.21 Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus. 1Pe 5.5b ...e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

Jo 15.12 (amor para ambos os cônjuges) O meu [Jesus dizendo] mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu [Jesus] vos amei.

Nesse versículo acima pode-se ver com clareza que até a mulher deve amar o marido como Cristo amou a Igreja.

 

Mas esse versículo abaixo os meninos na fé e no conhecimento não conhecem, de que às mulheres também há mandamento explícito para amar os maridos e os filhos:

Tito 2.4 Para que [as mulheres idosas] ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,

 

Falando disso, dizem que é o marido que tem que governar a casa, não?

1Timóteo 3.2,4 É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; [...] que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia.

Porém, as mulheres também governam a casa: 1 Timóteo 5.14 Quero, pois, que as que são moças se casem, gerem filhos, governem a casa, e não deem ocasião ao adversário de maldizer;

Portanto, a Escritura defende o respeito, amor, submissão, igualdade e comunhão mútuos no casamento e na família.

Glória a Deus.

 

Explicando 1 Timóteo 2:15. A mulher é salva dando à luz filhos?

Vejamos o contexto:

1 Tm 2.13-15 Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada [por Satanás], caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecerem com modéstia na fé, no amor e na santificação.

A mulher é salva pelas boas obras agora, e não pela fé? Claro que não. A salvação é sempre pela fé. As Escrituras não se contradizem. Quando elas se contradizem, nós é que estamos errados.

Assim, a explicação clara, óbvia e correta desse texto é que salvação na Bíblia nem sempre significa salvação eterna, espiritual em Cristo, mas livramento de dano futuro. A salvação da mulher do versículo 15 fala do seu contexto (versículo 14), ou seja, será salva da transgressão e do engano de Satanás. E como isso? Para a mulher ser livre do engano de Satanás, deve cumprir o seu papel e chamado na família, não abandonar a família, ter um ou outro filho (agora que temos métodos anticoncepcionais há décadas fica mais fácil para a mulher não “povoar o mundo” e consequentemente ser obrigada a ficar em casa o dia todo – e consequentemente não poder trabalhar fora se fosse necessário) e, além disso, para a mulher ser livre do pecado, da tentação e do engano de Satanás (v. 14), seus filhos devem também permanecer (assim como ela e também o seu marido devem permanecer) com modéstia na fé, no amor e na santificação. Esse versículo foi escrito justamente porque uma mulher santa com filhos infiéis é simplesmente bombardeada por ataques de Satanás, e é disso que o apóstolo fala que se os filhos forem fiéis, será livre (salvar-se-á) da tribulação e do pecado. Veja que a Escritura diz que Deus se agrada que as famílias, se os cônjuges não forem estéreis (se forem, clamem a Deus como Ana, mãe de Samuel, e Deus é poderoso para agir segundo Sua vontade), tenham filhos, pelo menos um – filhos são herança do Senhor, e não nossa. O pastor Renato Vargens, homem de Deus, ainda disse que é pecado para um casal optar por não ter filhos – nisso não opinarei, mas racionalmente me faz sentido.

Concluindo, sendo fiéis não daremos brechas para o inimigo entrar na nossa casa, nos nossos filhos e no nosso casamento para fazer confusão, mas estaremos assim fazendo firme nossa eleição e vocação no Senhor, e de modo nenhum tropeçaremos:

2Pe 1.10-11 Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Amém.


sábado, 3 de agosto de 2024

(8h30 4/8/24) Teol. Sist. Atualizada: Crescendo em conhecimento: Destino final de Salomão; Transmissão do pecado.

Paz

Atualizado 8h30 4/8/24


Eu escrevi em alguns lugares, inclusive na T.S., que achava que provavelmente Salomão tinha sido condenado eternamente por causa da idolatria. Pesquisando isso e amadurecendo o raciocínio vi que eu estava errado visto que multipliquei a gravidade e impacto do pecado de Salomão frente ao poder da graça de Deus.


ATUALIZADO 8h30 4/8/24

Página 160-161 atualizadas:

"O próprio Salomão foi idólatra em sua vida porque muitas de suas mulheres não eram judias nem fiéis, mas idólatras. E elas o perverteram, mas, fazendo um parêntesis aqui, digo que Deus, na velhice de Salomão, teve misericórdia dele, pois ele mostrou fruto de arrependimento: baseado em Versebyverseministry.org (2019 e 2021), com minhas palavras: 1. Salomão era da genealogia de Jesus, e sabe-se que nenhum deles era descrente; 2. Salomão se arrependeu do seu pecado em sua velhice pois escreveu Eclesiastes e o lindo final daquele livro que resume a sua vida (Ec 12.13-14 De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau); 3. Salomão escreveu Provérbios, Eclesiastes (a tradição rabínica disse que Salomão escreveu Eclesiastes em sua velhice) e Cantares, e 2Pedro 1.21 diz que todos os autores dos 66 livros da Bíblia eram santos (Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram, inspirados pelo Espírito Santo); 4. Salomão amava a Deus (1Rs 3.3); 5. A salvação sempre foi pela fé, e Salomão escreveu sobre Jesus, com fé Nele (Pv 8:22-36 e 9:9-10) – quando eu, Roberto, achei que ele havia sido condenado, aumentei em minha consciência a gravidade do pecado (idolatria) dele frente ao poder da graça de Deus – todavia todos somos pecadores e a salvação sempre foi pela fé, como com Abraão, e não por obras. Então, como a fonte acima diz, “uma vez que a condição para a salvação sempre foi a mesma – pela fé nas promessas de Deus – essa condição não foi retirada com o ato de pecado de Salomão”. Amém."

...

pág 216, seção 9.4, a culpa e corrupção herdados pela queda:

Juntando algumas seções, a alma vem diretamente por uma criação de Deus na concepção (seção Origem da Alma), todavia, como diz G. Voetius, F. Turretin e B. de Moor apud Bavinck, Herman (2012, vol. 2, pág. 595), “a alma, embora chamada à existência como uma entidade racional espiritual por uma atividade criativa de Deus [...] recebe seu ser não de cima ou de fora, mas sob as condições e no meio dos vínculos do pecado que oprime a raça humana”. Já o nosso corpo em sua plenitude (tudo, menos a alma ou espírito) certamente vem transmitido por geração de nossos pais, formado de modo único pelo nosso DNA, assim como corretamente a ciência mostra, e Jesus em João 3.6 fala que o que é nascido de carne é carne.

Como descrito na citação de Grudem acima e na seção “4.2 Cristo Nasceu sem Pecado”, herdamos de Adão, o primeiro cabeça ou representante federal da humanidade, a culpa imputada espiritualmente e a corrupção do pecado herdada por geração natural (Gn 5.3; Sl 51.5; Rm 5.12). A respeito da culpa, como Cristo é o segundo e novo cabeça da humanidade, depois da sua ressurreição, ele removeu tal culpa imputada por Adão, ou seja, tirou todos os impedimentos legais à salvação a todo aquele que crê, pela Graça, chamada preveniente ou anterior. Porém, nós, nascidos de novo, sem a culpa que foi imputada por Adão, ainda herdamos a natureza corrompida pelo pecado, pois não somos perfeitos, mesmo nascidos de novo, mas somos ao mesmo tempo santos e pecadores, como Lutero disse.


PDF DA TEOLOGIA SISTEMÁTICA ATUALIZADO, NOVO LINK

ATUALIZADO 8h30 4/8/24:

https://www.mediafire.com/file/tfsku8dynhdcqa6/Teologia_Sistem%25C3%25A1tica_Interdenominacional_-_Roberto_F._Rossi_-_4-agosto-2024_clubedeautores.pdf/file

EPUB:

https://www.mediafire.com/file/6sbpo7pdr97h49j/Teologia_Sistem%25C3%25A1tica_Interdenominacional_-_Roberto_Fiedler_Rossi_-_4-agosto-24.epub/file



sexta-feira, 26 de julho de 2024

Teologia Sistemática Atualizada em 26/7/24

Graça e paz

Eis o trabalho aprimorado:


PDF:

https://www.mediafire.com/file/uemhvelvb4o46tq/Teologia_Sistem%25C3%25A1tica_Interdenominacional_-_Roberto_F._Rossi_-_26-julho-24.pdf/file

EPUB:

https://www.mediafire.com/file/7cb1myrin61kerk/Teologia_Sistem%25C3%25A1tica_Interdenominacional_-_Roberto_Fiedler_Rossi_-_26-julho-24.epub/file

O que foi aprimorado está abaixo.

9.3 Consequências da Queda e Depravação Total

Nestas seções abordaremos as consequências da Queda, além da morte. Schaff apud Sproul, R. C. (2024) comenta:

A queda de Adão apresenta-se como a maior e a mais digna de castigo se considerarmos, primeiramente, a altura que ele ocupava, a imagem divina na qual foi criado; então, a simplicidade do mandamento, e tranquilidade de obedecê-lo, na abundância de todos os tipos de frutos no paraíso; e, finalmente, a sanção do mais terrível castigo do seu Criador e mais formidável Benfeitor. Philip Schaff. History of the Christian Church, 8 vols. (1907-10; Grand Rapids: Eerdmans, 1952-53, 3:825 apud Sproul, R. C., 2024).

O homem perdeu na queda sua liberdade original, seu livre-arbítrio, tendo passado a ser escravo do mal. A vontade caída tornou-se uma fonte de mal no lugar de uma fonte do bem. Só pode ser renovado internamente (e ter a liberdade restaurada) em questão de desejos, vontade e emoções pelo contato com a Palavra pregada. O homem perdeu a sua capacidade intelectual e mental, que era muito maior no estado original do que no pós-queda. Por isso sabe-se que na eternidade nossa mente se abrirá com nosso novo corpo (e mente glorificados), tanto quanto a mente de Adão no Paraíso. Recebeu uma maldição da queda em Gênesis 3: perda do paraíso e da comunhão com Deus, dor à mulher ao dar à luz, trabalho árduo do homem, morte no universo e na natureza, dentre outros; Recebimento da natureza humana pecaminosa (carne), nascendo com uma predisposição ao pecado; morte física (incluindo doenças), espiritual (e eterna se não houver reconciliação com Deus pela graça); culpa adâmica do pecado de Adão (nascemos culpados pois pecamos em Adão).

Embora a queda tenha trazido originalmente todo o mal do mundo e da humanidade, Cristo desfez (e está desfazendo) pela Sua morte e Sua graça os efeitos dela: Quando nascemos de novo, somos libertos da culpa e escravidão do pecado; a vontade torna-se, progressivamente, pelo Espírito, fonte de seguir a Deus. Desejamos o bem, mesmo sendo ainda pecadores. Recebemos direito de entrar novamente no paraíso, desta vez, celeste, pelo Sangue de Jesus. Deus tem dado capacidade pela Sua graça aos homens para a mulher ter menos dores e o homem trabalho menos árduo, de modo que ao nascido de novo filhos são herança do Senhor, o desejo da mulher não é ao homem, mas a Deus, e o trabalho deve ser dedicado ao Senhor. O nascido de novo crucifica a carne com Cristo, tendo uma predisposição ao bem (transformação, santificação e perseverança), tendo passado da morte espiritual para a vida espiritual e eterna, vida que é Cristo mesmo em nós. Jesus aboliu a morte, por isso, diferente dos ímpios, ao nascido de novo a morte é só uma passagem à eternidade. Na eternidade não haverá doenças nem morte física e, além disso, nossa mente se abrirá em conhecimento, inteligência e virtude, onde louvaremos a Deus em comunhão e adoração eternas, que se inicia já nessa vida. Não bastasse isso, quando Jesus voltar inaugurará novos céus e terra onde habita a justiça: não haverá mais morte, pranto, clamor, tristeza ou dor. Não haverá mal, pecado ou morte em lugar ou ser algum da nova criação (que está separada do lago de fogo, claro), de modo que Jesus reconciliou pela cruz todas as coisas que estavam separadas com Deus (não só homens e mulheres, mas incluindo até os cosmos, a natureza e os animais). Aleluia!

 ....

....

pág 213 (nova versão - estava escrito "s"obrará, mas é dobrará):

Mas é o oposto: pregue sobre a profundidade da graça de Deus e é aí que o ser humano se dobrará pelo Espírito Santo! 


Amém.

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Apêndice C - Aliancismo versus Dispensacionalismo - Atualizado 21/7/24

O Apêndice C foi atualizado ontem em alguns aspectos (incluindo o tema: "Cristo entrou no Tabernáculo Celeste"), por isso achei que seria bom republica-lo aqui.

Referências Bibliográficas no PDF

Roberto

APÊNDICE C – Aliancismo versus Dispensacionalismo; Reflexão sobre o Milênio na visão Dispensacionalista versus a Escritura Sagrada: A Consequência de se Interpretar Profecias do Antigo Testamento Literalmente

Existem fontes que, hoje em dia, realmente defendem o retorno do templo e de sacrifícios de animais num terceiro templo judaico numa determinada condição de milênio dispensacionalista.

Porém, por que Deus fez sacrifícios de animais? Para apontar para o sacrifício único do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

Para tal cito uma fonte ortodoxa, a Bíblia de Estudo de Genebra, falando das alianças de Deus conosco, e uma fonte defendendo o dispensacionalismo que estou refutando (de Thomas Ice), que, na minha visão, não é ortodoxa, mas heterodoxa: o leitor verá o motivo adiante.

Quem realmente é dispensacionalista defende toda a profecia da Escritura literalmente, e tenta criar uma teoria que englobe todas elas, como fez Thomas Ice algumas páginas abaixo, seja ela bíblica ou não. Vamos comparar com outras passagens bíblicas.

Meus comentários, Roberto, estão na esquerda. As citações, na direita. Os negritos, sublinhados e itálicos são ênfases minhas.

A ALIANÇA DAS OBRAS E A ALIANÇA DA GRAÇA

Bíblia de Estudo de Genebra, 2ª Edição, Cultura Cristã e SBB (2017):

“A expressão aliança das obras se refere ao acordo que Deus fez com Adão antes de a humanidade cair em pecado, e não à aliança feita com Moisés no Sinai, conforme outras tradições cristãs costumam empregar essa designação.

Na aliança das obras feita com Adão, Deus prometeu abençoar Adão se ele obedecesse ao mandamento divino (Gn 1.28-30), e julgá-lo caso desobedecesse (Gn 2.15-17). As obras de Adão constituíam o fator determinante, daí o termo aliança das obras (cf. Os 6.7). Enfim, as Escrituras mostram que Adão não obedeceu a Deus. Assim, Deus providenciou outra aliança, a aliança da graça em Cristo.

A expressão aliança da graça é usada para descrever a relação de Deus com seu povo ao longo do restante das Escrituras. Estritamente falando, essa aliança foi firmada em definitivo com Cristo como último Adão, o representante da humanidade redimida. É chamada de aliança da graça porque opera com base na graça divina oferecida por meio da morte e ressurreição de Cristo a todos aqueles que creem nele.

Se alguém vem a você e diz: no milênio físico teremos outra lei, outro sacrifício, outra aliança – heresia! Só falta falar que teremos mais Escrituras Sagradas no milênio, e não só 66 livros! Deus fez o homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias (Eclesiastes 7.29)!

A Bíblia de Genebra continua:

Alguns teólogos reformados falam de uma aliança celestial eterna entre o Pai e o Filho, a qual descrevem como aliança de redenção (Jo 6.37). A aliança da graça é a expressão histórica dessa aliança eterna.

A aliança da graça começou com a promessa feita depois da queda de que a descendência da mulher feriria a cabeça da serpente (Gn 3.15). A partir desse momento, a aliança da graça se desdobrou em cinco estágios principais ao longo do relato bíblico. Não há contradição entre esses estágios; antes, cada estágio subsequente se desenvolve com base nos anteriores.

Alguns teólogos populares adotam a aliança da lei de Moisés como das obras, o que está errado. Já os dispensacionalistas adotam a aliança da lei como a quinta dispensação, e a dispensação da graça, a sexta. Mas até a terminologia está incorreta: todas as outras alianças também vieram da graça de Deus (todavia, a plenitude foi alcançada apenas na nova aliança). A Bíblia de Genebra continua:

(1) Depois da oferta inicial da graça de Deus a Adão (Gn 3.15), a aliança da graça se desenvolveu por meio da aliança da preservação da natureza firmada com Noé (Gn 6.18; 9.9-17). O enfoque da aliança com Noé é a estabilidade da ordem presente da natureza até o fim de todas as coisas, provendo, desse modo, um âmbito estável para o desdobramento do plano redentor de Deus.

(2) Em seguida, a aliança de Deus com Abraão (Gn 15; 17) deu início a vários estágios de alianças feitas com a nação de Israel como povo escolhido de Deus. Deus prometeu que os descendentes de Abraão receberiam grandes bênçãos e seriam instrumentos de bênção para toda a raça humana.

(3) Na sequência, a nação de Israel recebeu a aliança da lei mosaica (Êx 19-24), durante o êxodo da terra do Egito. Essa aliança visava conduzir Israel a bênçãos ainda maiores na Terra Prometida.

(4) Quando Davi subiu ao trono, Deus fez uma aliança real com ele (2Sm 7; Sl 89; 132), na qual prometeu abençoar os filhos de Davi que fossem fiéis e nunca tomar o trono de Israel da família de Davi.

(5) Por fim, a aliança da graça atingiu o seu ponto culminante com a nova aliança instituída por Cristo (Jr 31; Lc 22.20; 1Co 11.25; Hb 8.8-13). Essa aliança se dá em três estágios: a primeira vinda de Cristo, a História antes de sua volta e a consumação do seu reino. Nesse desenrolar da aliança da graça, seus estágios não diferem em substância; antes, são “um e o mesmo sob várias dispensações” (Confissão de Fé de Westminster, 7.6).

Os estágios da aliança da graça manifestados nas alianças nacionais que Deus fez com Israel no Antigo Testamento tinham como propósito específico preparar o povo de Deus para a vinda do seu Filho, que cumpriria todas as promessas de Deus e daria forma às sombras dos tipos do Antigo Testamento (Is 40.10; Ml 3.1; Jo 1.14; Hb 7-10).

Na nova aliança, as disposições temporárias para a concessão dessas bênçãos foram substituídas pelo cumprimento do que elas prefiguravam, ou seja, Jesus Cristo, o Mediador da nova aliança, o descendente de Abraão e herdeiro de suas promessas (Gl 3.16). Bíblia de Genebra.

Alguns dispensacionalistas, como Thomas Ice (que interpretam profecias do Antigo Testamento literalmente, como as profecias de Isaías e Ezequiel) não creem no que a fonte acima fala (que as profecias do Antigo Testamento em sua grande maioria foram cumpridas por Cristo), e eles dizem que Deus, num futuro milênio (1000 anos de Apocalipse 20) do jeito imaginado por eles, lhes dará uma nova lei – a lei do milênio, um estágio diferenciado do da nova aliança... Por que será? Será por que vem depois e por que os salvos terão corpos glorificados, e porque Jesus vai reinar fisicamente? Incoerência! Jesus já reina através de seu reino messiânico eterno hoje, no céu, sobre tudo e todos! Parece até que os dispensacionalistas não creem que Jesus reina sobre tudo hoje – heresia! Jesus recebeu um reino que não pode ser abalado (Hebreus 12.28), foi-lhe dado todo poder e autoridade no céu e terra – Mateus 28.18; o que seria isso senão reino eterno?

Cristo obedeceu à lei perfeitamente e se ofereceu como o sacrifício legítimo e definitivo pelo pecado. Como filho de Davi, hoje Cristo reina sobre o mundo na condição de herdeiro de todas as bênçãos de perdão, paz e comunhão com Deus em sua criação renovada, conforme as promessas da aliança — bênçãos que ele concede aos cristãos no tempo presente (Rm 8.17). Cristo não apenas se entregou pelos eleitos, como também enviou do seu trono de glória o Espírito Santo e, desse modo, selou o povo de Deus como propriedade sua (2Co 1.22; Ef 1.13-14).

Como Hb 7-10 explica, a nova aliança é a expressão suprema da aliança única e eterna da graça de Deus com os pecadores (Hb 13.20) — um estágio superior àqueles do Antigo Testamento, com promessas superiores (Hb 8.6), baseadas num sacrifício superior (Hb 9.23), oferecido por um sumo sacerdote superior, num santuário superior, garantindo uma esperança superior (Hb 7.26-8.13) que não havia sido revelada de tal modo em nenhum dos outros estágios da aliança.

Bíblia de Genebra.

Quando os dispensacionalistas evocam uma nova aliança no milênio, com novas leis – a Escritura não diz isso, mas diz que a aliança da graça alcançou o ponto supremo, maior, mais pleno em Cristo.

A efetivação em Cristo das antigas alianças feitas com Israel também cumpre a promessa de que a porta da fé se abriria para um grande número de gentios. A fim de estender o reino de Deus por todo o mundo, tanto judeus quanto gentios se tornam descendentes de Abraão pela fé em Cristo (Gl 3.26-29), enquanto os judeus e gentios que não estão em Cristo estão também fora da aliança da graça (Rm 4.9-17; 11.13-24). Bíblia de Genebra.

Não há separação de povo judeu – gentio na nova aliança!

Os dispensacionalistas separam judeus e gentios em sua soteriologia mesmo na nova aliança. Já a Bíblia em Efésios 2.11-16 mostra que Cristo acabou com a separação entre gentios e judeus:

Ef 2.11 Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; 12 Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. 13 Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. 14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, 15 Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, 16 E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.

Na nova aliança Deus não tem trato diferente entre judeu e gentio, mas entre crente e descrente!

A estrutura dupla de uma aliança das obras e outra da graça descreve todo o relacionamento soberano de Deus com a humanidade. A salvação nos foi concedida porque Cristo cumpriu os requisitos da aliança das obras por meio de sua obediência perfeita. Em decorrência disso, a nossa salvação é uma salvação da aliança: justificação e adoção, regeneração e santificação são misericórdias da aliança; a eleição foi a escolha feita por Deus dos membros dessa comunidade purificada e definitiva da aliança, a igreja invisível; o batismo e a Ceia do Senhor [...] são ordenanças da aliança; a lei de Deus é a lei da aliança, e guardar a sua lei é a expressão mais verdadeira de gratidão e lealdade em resposta à graça de Deus demonstrada na aliança. A renovação dos nossos compromissos dentro da aliança com Deus em resposta à sua fidelidade deve ser um exercício devocional habitual de todos os cristãos, tanto no culto público quanto no particular. A compreensão da aliança da graça nos orienta e ajuda a apreciar não apenas a diversidade das Escrituras, mas também a sua extraordinária unidade.” Bíblia de Estudo de Genebra (2017).

Outra fonte, de Thomas Ice, um dispensacionalista bem conhecido (“Um Templo no Milênio é Heresia Dispensacionalista?Tradução: Antônio Reis do site https://paleoortodoxo.wordpress.com/ em 29/10/2023 apud CACP.app.br, https://www.cacp.app.br/um-templo-no-milenio-e-heresia-dispensacionalista/ – de 29 de outubro de 2023 – acesso em 16 de novembro de 2023), diz:

“POR QUE SACRIFÍCIOS LITERAIS NO MILÊNIO?

Thomas Ice

Uma objeção comum à interpretação literal consistente da profecia bíblica é encontrada na visão de Ezequiel no Templo (Ez 40-48). Os oponentes argumentam que se este for um Templo literal e futuro, então será necessário um retorno ao sistema sacrificial que Cristo tornou obsoleto, uma vez que o profeta fala de “expiação” (kiper) em Ezequiel 43:13, 27; 45:15, 17, 20. Isto é verdade! Os críticos acreditam que isto é uma contradição blasfema à obra consumada de Cristo, conforme apresentada em Hebreus 10. Hank Hanegraaff diz que eu “exacerbei o problema ao afirmar que sem sacrifícios de animais no Milênio, a santidade de Yahweh seria contaminada. Isso, por razões óbvias, é uma blasfêmia.” Ele diz ainda que tal visão constitui um retorno “aos sacrifícios da Antiga Aliança”. [...]. Pelo menos quatro outros profetas juntaram-se a Ezequiel na afirmação de um sistema sacrificial num Templo milenar (Is 56:7; 66:20-23; Jr 33:18; Zac. 14:16-21; Mal. 3:3-4), que apoia uma compreensão literal e, portanto, futurista de Ezequiel.

SACRIFÍCIOS DA NOVA ALIANÇA

Não acreditamos que a reinstituição dos sacrifícios numa dispensação futura seja um retorno ao sistema mosaico da Antiga Aliança. A Lei Mosaica foi cumprida e descontinuada para sempre por meio de Cristo (Rm 6:14-15; 7:1-6; 1 Co 9:20-21; 2 Co 3:7-11; Gálatas 4:1- 7; 5:18; Ef 2-3; Hb7:12; 8:6-7, 13; 10:1-14). O milênio será um tempo em que a Nova Aliança de Israel se tornará a jurisdição dominante (Dt 29:4; 30:6; É um. 59:20–21; 61:8–9; Jer. 31:31–40; 32:37–40; 50:4–5; Ez 11:19–20; 16:60–63; 34:25–26; 36:24–32; 37:21–28; Zac. 9:11; 12:10–14).

Portanto, não será um momento de voltar ao antigo, mas de avançar para o novo.

“Porque, quando se muda o sacerdócio, necessariamente ocorre também uma mudança da lei” (Hb 7:12). A nova Lei milenar conterá uma mistura de leis do tipo Mosaico com leis não Mosaicas totalmente novas não encontradas no 613, sob a jurisdição da Nova Aliança...

Essa conclusão acima (“nova aliança de Israel; avançar para o novo; mudança de lei; nova lei milenar sob a jurisdição da nova aliança...”) não é bíblica! É uma mistura sem critério de versículos do Antigo e do Novo Testamento por pura literalidade, mas totalmente inconsistente, a meu ver, no que o Espírito Santo quis dizer!

Thomas Ice continua:

Jesus, o Messias, estará fisicamente presente em vez da presença da glória da Shekiná em conjunto com a arca da aliança; uma nova ordem sacerdotal dos filhos de Zadoque (Ez 40:46; 43:19; 48:11) em vez dos levitas...

A Bíblia diz, contrariando Thomas Ice, que os filhos de Zadoque já eram sacerdotes levíticos (não teremos nova legislação!): Ezequiel 44:15 Mas os sacerdotes levíticos, os filhos de Zadoque, que guardaram a ordenança do meu santuário quando os filhos de Israel se extraviaram de mim, eles se chegarão a mim, para me servirem, e estarão diante de mim, para me oferecerem a gordura e o sangue, diz o Senhor DEUS;

2Sm 8.17Zadoque, filho de Aitube, e Aimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes, e Seraías escrivão.

2Sm 15.24 Eis que também Zadoque ali estava, e com ele todos os levitas que levavam a arca da aliança de Deus; e puseram ali a arca de Deus, e subiu Abiatar, até que todo o povo acabou de passar da cidade.

2Sm 15.29 Zadoque, pois, e Abiatar, tornaram a levar para Jerusalém a arca de Deus; e ficaram ali.

1Cr 29.22 E comeram e beberam naquele dia perante o Senhor, com grande gozo; e a segunda vez fizeram rei a Salomão filho de Davi, e o ungiram ao Senhor por líder, e a Zadoque por sacerdote.

Um novo Templo medindo uma milha quadrada (Ez 40:48-41:26) em vez do modelo salomônico muito menor. Randall Price nos diz: A seção anterior relativa ao desenho do altar do holocausto (Ez 43.13-27) introduziu a reinstituição do serviço sacrificial, que continua nos capítulos subsequentes (44-46) com regulamentos para os sacerdotes levíticos...” Ice, Thomas.

Mas o sacerdócio levítico foi abolido por Cristo! Era imperfeito:

Hebreus 7.11 De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia mais de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?

E como se diz: depois da vinda do Senhor, no milênio dispensacionalista, haverá sacerdócio imperfeito? Ainda mais que a Igreja estaria com corpo glorificado! Isso, por acaso, faz sentido para o leitor? Para mim não bate com a Bíblia!

Hebreus 7.16-18 ainda diz: Que [JESUS] não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo o poder da vida incorruptível. Porque ele assim testifica: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque. Porque o precedente mandamento é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade...

Cristo é sacerdote eternamente! Não precisamos de outro sacerdócio levítico segundo a lei do mandamento carnal num milênio utópico e hipotético, mas de Jesus, SUMO SACERDOTE eterno, segundo o poder da vida incorruptível!

Se é eterno, não há outro.

Hebreus 7.12 Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.

Esse versículo acima, Thomas Ice usou, para falar que o milênio terá outra lei, e mudança de sacerdócio. Mas é inválido:

Jesus é sacerdote e sumo sacerdote eternamente, pois a ordem de Melquisedeque é para a eternidade. Amém!

Thomas Ice continua com seu raciocínio:

...e os vários sacrifícios a serem realizados. oferecido pela expiação de Israel.

Além disso, afirma-se que as ofertas são “uma oferta pelo pecado” (Ez 43:22, 25; 44:24, 29) e para “fazer expiação” (Ez 43:20; 45:25).... Ice, Thomas.

A única oferta que Deus aceita na nova aliança em diante é a de Cristo, pela fé! Como diz Blume, Mike (2023, The Heresy of Literal Animal Sacrifices In a Millennium), que também refutou Thomas Ice de modo honesto: É absolutamente impossível ocorrer sacrifícios contínuos [num futuro milênio] pois as únicas razões para sacrifícios contínuos na Bíblia são encontradas em Hebreus 10, onde lemos que eles continuam apenas quando os ofertantes não são tidos como perfeitos por algum sacrifício que já ocorreu.

Hebreus 10:9-14 Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro [testamento], para estabelecer o segundo [testamento]. Na qual vontade temos sido santificados pela oblação [oferta] do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez. E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados; Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus, Daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés. Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.

E o sacrifício de Cristo é um sacrifício perfeito! Thomas Ice continua:

POR QUE UM TEMPLO E SACRIFÍCIOS?

O propósito de um Templo ao longo das Escrituras tem sido estabelecer um local na terra – que está sob a maldição do pecado – para a presença de Deus que revela através do seu ritual a grande santidade de Deus. O plano de Deus para Israel inclui uma relação com eles através de um Templo porque Ele quer habitar no meio do Seu povo. Atualmente a igreja é o Templo espiritual de Deus feito de pedras vivas (1Co 3:16-17; Ef 2:19-22).

Além de tudo isso, os dispensacionalistas dizem que: 1. A igreja é o templo espiritual de Deus [ok...] feito de pedras vivas na dispensação da graça; 2. No milênio terão outro templo judaico (este com sacrifícios de animais) para Deus habitar no meio do seu povo... e 3. Na eternidade, não terão mais templo. Não tem templo na nova aliança, depois tem templo no milênio, depois não tem mais templo na eternidade... incoerência.

A verdade é que a igreja, desde a nova aliança até a eternidade é o único templo de Deus, o Corpo de Cristo: Deus destruiu o antigo templo, para um novo templo, o Corpo de Jesus, eterno e perfeito para sempre!

João 2:19-21 Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo.

1Co 12.27 Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.

O milênio fará com que a história volte a um tempo em que Israel será o povo mediador de Deus, mas também continuará a ser um tempo em que o pecado estará presente na terra... Ice, Thomas.

Outra heresia: Israel será o povo mediador de Deus... O que diz a Escritura? 1Tm 2.5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.

Defendem pecado após a vinda de Jesus! 1 Pedro 4:1 Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este mesmo pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado... Na verdade, Jesus que padeceu na carne não tem mais contato com o pecado em sua vida, nem mesmo no milênio: contato com pecado dos ímpios em vida é coisa passada para Cristo após sua vida terrena. A Escritura não diz em lugar algum que Cristo voltará a ter contato com o pecado na terra! Pelo contrário!

Thomas Ice continua:

Assim, Deus incluirá um novo Templo, um novo sacerdócio, uma nova Lei, etc., neste tempo futuro porque Ele estará presente em Israel e ainda deseja ensinar que é necessária santidade para se aproximar Dele. Ice, Thomas.

Israel já sabe que é necessária santidade para se aproximar dele (Levítico 20.7: Sede santos, porque eu sou santo; 1Pedro 1.15,16 repete isso). Deus não tem mais preferência por povo algum, mas com todo aquele que é da fé: Gálatas 3:28 Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus; Romanos 9:30-33 cria um raciocínio sobre os da fé e os da lei: Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; pois tropeçaram na pedra de tropeço; Como está escrito: Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; E todo aquele que crer nela não será confundido.

Para esclarecimento, Israel não é mais povo de Deus no período neotestamentário nos mesmos moldes do Antigo Testamento, com sacrifícios, templo, sacerdotes, lei mosaica etc., mas no período do Novo Testamento / nova aliança (que se inicia com a ressurreição de Cristo e termina na eternidade) Deus considera Israel como povo escolhido de judeus convertidos em Cristo, e Ele os trata como trata a Igreja do Senhor, com a mesma Nova Aliança, pois a Igreja Universal, Mística e Una é composta tanto de judeus como gentios da fé em Cristo, constituída de pessoas salvas, e nela estão inclusos os salvos do povo de Israel, e Israel não foi rejeitado por Deus (isso não quer dizer que algum sacrifício futuro de animais num eventual templo voltará a ter valor diante de Deus – não vai – pois o de Cristo foi o supremo e último sacrifício diante de Deus, perfeito, cabal e celestial). Maior esclarecimento na seção 12.17.1 A Salvação de Israel conforme Romanos 11.

Segundo Thomas Ice,

Isto [novo templo no milênio segundo Thomas Ice] contrasta com o fato de que nenhum Templo existirá em eternidade (Ap 21:22) porque Deus e o Cordeiro são o Templo, uma vez que não haverá pecado no céu, portanto não há necessidade de purificação ritual.

Deve ser lembrado que a Bíblia diz que os sacrifícios levíticos do sistema mosaico também “fazem expiação” (por exemplo, Levítico 4:20, 26, 31, 35, etc.). Se estes sacrifícios no passado realmente expiassem os pecados das pessoas, o que, claro, não aconteceu, então seriam igualmente blasfemos à luz do sacrifício perfeito de Cristo. Hb 10:4 diz: “é impossível que o sangue de touros e de bodes tire pecados”.

Além disso, não teria havido necessidade do sacrifício expiatório de Cristo, de uma vez por todas, se esses atos passados tivessem funcionado. Então, o que os sacrifícios passados e futuros realizam se não removem realmente o pecado? Esses sacrifícios proporcionam a limpeza ritual dos sacerdotes, do santuário e dos utensílios. Ice, Thomas.

Então para que sacrifício, limpeza ritual dos sacerdotes, santuário e utensílios? Eram sombras e tipos que se cumpriam em Cristo:

Em 70 d.C. (no meio da guerra de 7 anos, depois de 3,5 anos ou [2] tempos, tempo e metade de um tempo), quando o templo e a cidade de Jerusalém foram destruídos, quando finalmente acabou o sacrifício de animais pelo massacre feito pelo anticristo Tito, o 11º chifre de Daniel 7.23-25 cf. Daniel 9.27: o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário... e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação), pois Deus não mais aceitava esse tipo de oferta depois da Cruz, também acabou o testemunho da lei e dos profetas de Apocalipse 11 (Romanos 3:21 Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas), pois Cristo não precisava mais desse testemunho (Mt 5.17 Cristo cumpriu a lei e os profetas!), que era também através de sombras de coisas futuras e celestiais, como era o tabernáculo e o templo (Hebreus 8:5 ...Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou. Hebreus 10:1 PORQUE tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam).

De acordo com Thomas Ice, somente o sacrifício de Cristo na cruz realmente remove o pecado da pessoa...

[Correto].

Jerry Hullinger [apud Thomas Ice] fornece uma solução que... lida honestamente com o texto de Ezequiel e de forma alguma menospreza a obra que Cristo realizou na cruz. Este estudo sugere que os sacrifícios de animais durante o milênio servirão principalmente para remover a impureza cerimonial [1] e evitar que a contaminação polua o templo imaginado por Ezequiel. Isto será necessário porque a gloriosa presença de Yahweh habitará mais uma vez na terra no meio de um povo pecador e impuro.

Ezequiel nos mostra que essa citação de Jerry Hullinger apud Thomas Ice também está errada, pois os sacrifícios do templo em Ezequiel 45:17 são sim para expiação do pecado e não só para purificação cerimonial! “E estarão a cargo do príncipe os holocaustos, e as ofertas de alimentos, e as libações, nas festas, e nas luas novas, e nos sábados, em todas as solenidades da casa de Israel. Ele preparará a oferta pelo pecado, e a oferta de alimentos, e o holocausto, e os sacrifícios pacíficos, para fazer expiação pela casa de Israel.

Segundo Mike Blume (2023), contrariando Jerry Hullinger apud Thomas Ice (que disseram acima que os sacrifícios durante o milênio serviriam também para remover a impureza cerimonial), a morte de Cristo também purificou para sempre o que estava cerimonialmente impuro, purificando nossa consciência e o lugar santo do Paraíso: “Fazer um local numa construção ritualmente limpo é mencionado em Hebreus 9 como tendo sido realizado por Cristo em termos simples. E o sangue de Cristo fez mais do que expiar nossos pecados. Também purificou o lugar santo do Paraíso. Não de um modo que o Paraíso estava sujo, claro, mas foi cerimonialmente limpo uma vez que a nossa participação espiritualmente ocorreria neste reino e domínio espiritual. Disso fala Hebreus 9:

Hebreus 9:11-14 Quando Cristo veio como sumo sacerdote dos benefícios agora presentes, ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, não pertencente a esta criação [Cristo entrou no tabernáculo do céu]. Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, e obteve eterna redenção [obteve eterna redenção no Santo dos Santos do céu]. Ora, [continuação do trecho anterior, ligando a redenção no Santo dos Santos Celeste com a limpeza cerimonial] se o sangue de bodes e touros e as cinzas de uma novilha espalhadas sobre os que estão cerimonialmente impuros os santificam de forma que se tornam exteriormente puros, quanto mais, então, o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, de modo que sirvamos ao Deus vivo [quanto mais o sangue de Cristo, perfeitamente, e uma única vez, por toda a eternidade (incluindo eventual milênio), já realizou a santificação de nossa consciência de atos que levam à morte, obtendo, no Santo dos Santos no Céu, eterna redenção?]! Assim é blasfemo dizer que no milênio precisaríamos de outros sacrifícios para a impureza cerimonial de qualquer forma. Essa parte da lei mosaica foi cumprida e abolida por Cristo.

Hebreus 9:19-24 Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissopo, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo, dizendo: Este é o sangue do [antigo] testamento que Deus vos tem mandado. E semelhantemente aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os vasos do ministério. E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão. De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais [se purificam cerimonialmente] com sacrifícios melhores do que estes. Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus.

Os dispensacionalistas dizem que haverá pecado na terra após a vinda de Jesus! Apocalipse 19 não descreve a Segunda Vinda de Cristo, pois Cristo voltará como ascendeu, e Ele não ascendeu com um cavalo! Cavalo é sinal de guerra – guerra contra o Império Romano – o qual Ele venceu. Cristo voltará em Apocalipse 20.9-11, com fogo do céu cf. 2Ts 1.8. Depois de sua vinda segue-se o juízo final e eternidade.

Por causa da promessa de Deus de habitar na terra durante o milênio (conforme declarado na Nova Aliança), é necessário que Ele proteja a Sua presença através do sacrifício... Jerry Hullinger apud Thomas Ice.

O que nos limpa é o SANGUE DE JESUS, e não sacrifício! Proteger a presença de Deus através de sacrifício – que doutrina espúria é essa?

Deve ainda acrescentar-se que este sistema sacrificial será temporário, na medida em que o milênio (com a sua população parcial de humanidade não glorificada) durará apenas mil anos. Jerry Hullinger apud Thomas Ice.

Esse sistema sacrificial temporário do milênio será novamente de sacrifícios carnais, fracos e inúteis diante do de Jesus:

Hebreus 7:15-19 E muito mais manifesto é ainda, se à semelhança de Melquisedeque se levantar outro sacerdote, que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível. Porque ele assim testifica: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque. Porque o precedente mandamento é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade (Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus.

Thomas Ice continua:

UM MEMORIAL

Muitos que fazem uma interpretação literal destes sacrifícios também acreditam que eles servirão como um memorial à obra expiatória de uma vez por todas de Cristo. No entanto, os críticos acreditam que esta seja uma conclusão errada. O apoio para um futuro aspecto memorial pode ser visto no fato de que a nossa observação atual da Ceia do Senhor inclui este aspecto (1 Co 11:23-26). Sob o sistema Mosaico — que olhava para o futuro — muitas vezes vários sacrifícios do Templo eram especificamente chamados de “memoriais” (Êx 30:16; Lv 2:2, 9; 5:12; 6:15; 24:7; Nm 5:15, 18, 26). Ice, Thomas.

MAS A ESCRITURA DIZ que o memorial perpétuo é a ceia das bodas do cordeiro, a santa ceia na glória:

Mateus 26:26-29 E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai.

Comeremos e beberemos com Jesus nas bodas do cordeiro no céu, na eternidade, após sua vinda, bodas que não durarão obviamente 7 anos, mas uma eternidade de comemoração!

Apocalipse 19:9 E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.

Thomas Ice continua falando coisas que não estão na Escritura sobre o memorial no milênio, contrapondo a plenitude da ceia do Senhor, que durará até a eternidade:

Tal terminologia poderia, de fato, ser a base para a nossa compreensão atual da era da igreja sobre a lembrança da morte do Senhor, adotada por Paulo. O aspecto memorial mosaico apoia claramente a visão dos futuros sacrifícios do Templo desta forma, à medida que os crentes milenares olham para trás, para a provisão sacrificial de Cristo.

CONCLUSÃO [do artigo de Thomas Ice]

A presença e o propósito dos sacrifícios milenares não diminuem a obra consumada de Cristo,

Diminuem sim.

nem violam a interpretação literal destas passagens proféticas. Ice, Thomas.

É um engano interpretar essas profecias, símbolos e tipos do AT literalmente.

 

Por exemplo, neste desenvolvimento deste estudo, podemos indagar sobre o que a Escritura diz sobre o templo celeste, ou tabernáculo celeste (incluindo nisto o templo celeste que os dispensacionalistas acham que será no milênio), profetizado no AT pelos profetas e confirmado em Hebreus 8 e 9. Literal ou figurado?

 

Vejamos alguns versículos de Hebreus 8 e 9 comentados:

Hebreus 8 (ACF 2007)

1 Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade,

2 Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.

Cristo é ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo celeste, que é o Seu Corpo Glorificado cf. João 2.19ss (Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo). Fausset, A. R. (comentarista bíblico de Hebreus) In: Jamieson, Fausset e Brown (1866) diz:

Tabernáculo: Seu corpo. Através de Seu corpo glorificado como o tabernáculo, Cristo passa para o “Santo dos Santos” celestial, [que é] a presença imaterial imediata de Deus, onde Ele intercede por nós. Esse tabernáculo em que Deus habita é onde Deus em Cristo nos encontra, que somos “membros do Seu corpo, da Sua carne e dos Seus ossos”. Esse tabernáculo [Corpo místico de Cristo, a Igreja santa, colchetes meus, Roberto] corresponde à Jerusalém celestial, onde a presença visível de Deus será manifestada a Seus santos aperfeiçoados e aos anjos, que estão unidos a Cristo, a Cabeça; em contraste com Sua presença pessoal invisível no Santo dos Santos, inacessível exceto a Cristo. João 1:14, “O Verbo… habitou entre nós”, grego, “tabernaculou”.

Ao tabernáculo celeste temos acesso pelo Sangue de Jesus, que nos faz fazer parte do tabernáculo/templo/Jerusalém celestial/Corpo de Cristo/Igreja. Mas o Santo dos Santos do Tabernáculo Celeste é o lugar em que Deus habita, o Trono de Deus, a Mente de Deus, inacessível senão a Cristo e ao Espírito Santo.

 

Hebreus 9 (ACF 2007)

11 Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação,

12 Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.

Cristo entrou no Santo dos Santos do Céu - na Presença Pessoal de Deus, inacessível, nos comprou com Seu Sangue e nos resgatou.

22 E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.

23 De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes.

Comentário de A. R. Fausset (1866): O pecado do homem introduziu um elemento de desordem nas relações de Deus e Seus santos anjos em relação ao homem. A purificação remove este elemento de desordem e muda a ira de Deus contra o homem no céu (projetado para ser o lugar de Deus revelando Sua graça aos homens e anjos) em um sorriso de reconciliação [pelo Sangue de Jesus, colchetes meus]. Compare “paz no céu” (Lucas 19.38). “O céu incriado de Deus, embora em si uma luz imperturbável, ainda precisava de uma purificação [reconciliação Deus-homem em Cristo], na medida em que a luz do amor foi obscurecida pelo fogo da ira contra o homem pecador” [Delitzsch in Alford]. Contraste Apocalipse 12:7-10. A expiação de Cristo teve o efeito também de expulsar Satanás do céu (Lucas 10.18; Jo 12.31; compare com Hb 2.14). O corpo de Cristo, o verdadeiro tabernáculo (ver Hebreus 8.2, Hb 9.11), como tendo o nosso pecado imputado (2Co 5.21), foi consagrado (Jo 17.17, 17.19) e purificado pelo derramamento de Seu sangue para ser o ponto de encontro entre Deus e o homem.

24 Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu [A.R. Fausset (1866)a presença imediata do Deus invisível além de todos os céus criados, através dos quais Jesus passou], para agora comparecer por nós perante a face de Deus;

 

Falamos de Hebreus (que fala do tabernáculo ou santuário celeste). E como interpretar Ezequiel (que também fala do templo celeste, isto é, a mesma coisa do que Hebreus, ainda que os dispensacionalistas dizem que é do milênio deles)? Mike Blume (2023) explica-nos o que significa o templo de Ezequiel:

Ezequiel 47 fala sobre um rio fluindo do templo, onde existem árvores em ambos os lados do rio cujas folhas curam e os frutos servem como alimento. Apocalipse 22 mostra exatamente o mesmo rio com as mesmas árvores em ambos os lados do rio, cujas folhas dão cura e os frutos servem como alimento. Mas o rio flui do trono de Deus e do Cordeiro na revelação de Apocalipse, e não de um templo como em Ezequiel. Por que a discrepância? Será porque o rio e as árvores do templo de Ezequiel são um conjunto de árvores e rio totalmente diferente do de João em Apocalipse 22? Não. A BÍBLIA DÁ A RESPOSTA!

Apocalipse 21:22 E não vi nela templo algum; porque o Senhor Deus Todo-Poderoso e o Cordeiro são o seu templo.

A razão pela qual Ezequiel viu um templo saindo do rio e João viu um trono de Deus e o cordeiro saindo do rio é porque DEUS E O CORDEIRO são o templo! Foi mostrada a Ezequiel a sua imagem do templo porque os profetas não sabiam que o sacrifício de Jesus, representado pelo Cordeiro a que João Batista se referiu como Cristo, cumpriria todos os seus tipos simbólicos e sombras que tratavam do pecado. Eles sabiam que um Messias viria, mas não sabiam os detalhes de como Cristo realmente realizaria a expiação. Isso nos mostra a mesma razão pela qual foi mostrado a Ezequiel um templo, sacerdotes e ofertas pelo pecado. Mike Blume (2023).

Portanto, em primeiro lugar, o templo de Ezequiel e de Hebreus é o mesmo. Em segundo lugar, não é físico conforme Ap 21.22. Como dito no céu (e num eventual milênio premilenista) não há nem haverá tabernáculo ou templo físico, pois Deus e o Cordeiro, Eles mesmos são o templo. É figurado, é bem mais profundo o significado – não fique só na superfície na teologia!

 

Voltando com o artigo de Thomas Ice (conclusão do seu artigo):

Nada em Ez 40-48 entra em conflito com a morte de Cristo...

Realmente entra sim se interpretados literalmente, pois só o sangue de Jesus pode nos limpar e purificar, e não os sacrifícios judaicos.

ou com os ensinamentos do Novo Testamento em qualquer ponto. Ice, Thomas.

Hebreus 7-10.

As supostas contradições entre uma compreensão literal de Ezequiel e a doutrina do Novo Testamento evaporam quando examinadas especificamente e harmonizadas.

Embora haja sacrifícios milenares, o foco de toda adoração permanecerá na pessoa e na obra do Salvador. O Templo milenar e o seu ritual servirão como um lembrete diário da necessidade do homem caído perante um Deus Santo e lições sobre como este mesmo Deus trabalha amorosamente para remover o obstáculo do pecado humano para aqueles que confiam Nele. Maranata!” Ice, Thomas.

Mike Blume (2023) termina dizendo que o único jeito que as palavras de Ezequiel e o Novo Testamento ficam em harmonia [incluindo Hebreus 8 e 9, colchetes meus] é se as palavras de Ezequiel sejam entendidas como visões simbólicas que espiritualmente representam todas as facetas do qual o sacrifício de Cristo na cruz realizou [incluindo a parte cerimonial].

Enfim, se interpretarmos toda a profecia literalmente entramos em contradição, pois algumas não são literais...

Meu desejo é que o dispensacionalista, ao ler esse estudo e a escatologia, possa em NOME DE JESUS entender melhor a Palavra de Deus, e crescer um pouco mais na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.

Dispensacionalismo é mais uma heresia complicada, isso sim: Para que, como diz Thomas Ice, nova aliança, novos sacrifícios (carnais de animais cf. Hebreus 7.16-19), nova lei, nova linha sacerdotal, nova purificação, novo templo no milênio se temos um sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus; Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre (Hebreus 7.26-28)?

Atos 17.11 Ora, estes [de Bereia] foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.

Compare a teoria dispensacionalista com a Bíblia: Não passa no teste. Rejeitada:

Hebreus 7.17 Tu [JESUS] és sacerdote ETERNAMENTE, segundo a ordem de Melquisedeque. Amém.