Como disse Bavinck (2012), o pecado não é material, nem uma substância, mas uma qualidade moral, culpa moral e corrupção moral, mas como disse Hoekema (2018), tanto o pecado e a fé estão no coração, que é o centro do homem, e este é constituído de corpo e alma.
terça-feira, 30 de maio de 2023
segunda-feira, 29 de maio de 2023
Explicando o cumprimento do início das profecias de Jesus de Mateus 24.
Acerca de Mateus 24, Jim Gibson nos informa que grande parte de Mateus 24 se cumpriu em poucas décadas após as palavras de Jesus:
“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que
ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo;
e enganarão a muitos”. (Mateus 24:4,5)
Menos de dois anos após a ascensão de Jesus, houve um
samaritano chamado Dositeu que corajosamente proclamou ser o Messias predito
por Moisés. De acordo com o historiador judeu Josefo, doze anos após a morte de
Cristo, outro enganador cujo nome era Teudas persuadiu uma multidão a segui-lo
até o rio Jordão. Supostamente, o rio se dividiria ao seu comando. Irineu, em
seus escritos “Contra as Heresias”, afirmou que Simão, o Mago, o feiticeiro
mencionado em Atos 8, afirmou ser o Filho de Deus e criador dos anjos. De fato,
durante o reinado de Nero, a história registra que havia tantos impostores que
“muitos deles eram presos e mortos todos os dias”.
“E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede,
não vos perturbeis; porque é necessário que todas estas coisas aconteçam, mas
ainda não é o fim. Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino...”
(Mateus 24:6,7)
Quando Jesus deu esta profecia, o Império Romano estava
experimentando uma paz geral dentro de suas fronteiras. Mas em apenas um curto
período de tempo, o império estava cheio de conflitos, insurreições e guerras.
O historiador romano Tácito, em seus Anais, registrou os seguintes relatos:
“guerra na Armênia”, “comoções na África”, “distúrbios na Alemanha”, “comoções
na Trácia”, “intrigas entre os partos” e “a guerra na Grã-Bretanha”. Mesmo entre
os judeus, muitos milhares foram mortos em Selência, Alexandria, Síria e
Cesaréia durante a revolta judaica de 65/66 d.C. À medida que o tempo se
aproximava de 70 d.C., data fatídica da destruição de Jerusalém, o Império
Romano foi abalado ao seu próprio fundamento. Notavelmente, 68 d.C. foi
referido como o “ano dos quatro imperadores”. Naquele ano, em meio a
insurreições e tumultos civis, quatro homens ascenderam ao cargo de imperador.
“...e haverá fomes, pestilências e terremotos em vários
lugares. Tudo isso é o princípio das dores.” (Mateus 24:7,8)
A Bíblia registra que houve fome “em todo o mundo, o que
aconteceu nos dias de Cláudio César”, que reinou de 41 a 54 d.C. (Atos 11:28).
Jerusalém e a Judéia sofreram muito com a fome durante esses anos. Paulo,
escrevendo às igrejas em Roma e Corinto, falou sobre coletar ofertas para os
“pobres” santos em Jerusalém. Os pobres sofreram mais durante a fome. O
historiador romano Tácito escreveu sobre uma “falha nas colheitas e uma
consequente fome”. Pestilências, ou seja, doenças muitas vezes se tornam a
contrapartida da fome. Corpos doentes, consequência da fome, tornam-se terreno
fértil para doenças. Outro historiador romano, Suetônio, registrou que a
pestilência em Roma nos dias de Nero causou a morte de 30.000 pessoas em apenas
uma temporada. Com relação aos terremotos, a história está repleta de relatos
de terremotos que devastaram cidades inteiras. Tácito menciona que havia “doze
cidades populosas da Ásia” que foram destruídas como resultado de terremotos.
Em 60 d.C., as cidades de Hierópolis, Colosso e Laodicéia foram quase
destruídas por um terremoto. Em 63 d.C., Pompéia foi muito danificada por um
terremoto. Claro, seu fim final foi da erupção do Monte. Vesúvio em 79 d.C.
Jim Gibson. When Jesus Returns, What Then? Disponível em:
<https://johnhartnettdotorg.files.wordpress.com/2020/05/when-jesus-returns-what-then.pdf>.
Acesso em: Mai. 2023.
Naquela
época, por causa do aumento da iniquidade, o amor de muitos esfriou (Mt 24.12):
toda vez na história, quando a iniquidade aumentou, o amor esfriou, assim como
nos nossos dias ocorre. Já quando Deus traz avivamentos o amor superabunda.
Mateus
24:29-31, que ocorreu após o evangelho chegar a todo mundo (ver seção 12.9
Acerca do Alcance da Pregação do Evangelho) e após a destruição de
Jerusalém (grande tribulação para os judeus, conforme a seção 12.8 Acerca da
Grande Tribulação), diz respeito à primeira
ressurreição após o julgamento de Israel em 70 d.C., conforme a seção 22 O
Tempo Está Próximo. A Primeira Ressurreição. Apocalipse também é um
julgamento para Jerusalém (até o cap. 11), e não só para ela, mas também para o
Império Romano (até o cap. 19) governado por Satanás, e para a Babilônia e
prostituta chamada Roma (Ap 17.18 E a
mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra). Roma matou os santos e apóstolos
(Ap 18.20).
Mateus 24.34 deve ser interpretado à luz de Lucas 21.22: todas as coisas que haviam de cumprir na geração de Jesus são relativas aos dias de vingança para com Israel e Jerusalém (Mateus 24.34 “não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam”. Lucas 21:22 “Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas”) além da primeira ressurreição. O Império Romano demorou um pouco mais para ser destruído completamente.......
domingo, 28 de maio de 2023
Seção 12.11.2 - o império romano abrangia toda a terra? - aprimorada em 1 paragrafo
Para concluir a seção explicaremos Apocalipse 3.10 (Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra): Significa que todas as pessoas do Império Romano, império este que era mundial, sofreriam tentação para adorar o imperador (como Nero, uma das bestas do Império Romano), e receber a marca da besta e ser condenado eternamente. O Senhor deu duras penas eternas para quem o fizesse (quem recebesse a marca da besta), e não podia comprar ou vender em muitos locais se não adorasse o imperador publicamente! Os cristãos foram severamente tentados e muitos foram brutalmente mortos nas diversas perseguições do império até a legalização do cristianismo. Esse versículo acima diz que Deus tinha um compromisso em guardar os seus filhos de cair naquela tentação global (de adorar o imperador e receber a marca da besta) pois, mesmo que eles morressem, o que realmente importa é a vida eterna.
sábado, 20 de maio de 2023
Introdução à teologia sistemática na Introdução da Confissão de Fé Cristã Interdenominacional (26/5/23)
Link do livro físico atualizado:
https://clubedeautores.com.br/livro/confissao-de-fe-crista-interdenominacional-5
Seção nova:
INTRODUÇÃO À TEOLOGIA SISTEMÁTICA
Como introdução à teologia
sistemática, a essa confissão de fé cristã interdenominacional com molde de
teologia sistemática, vamos explicar o que é teologia sistemática primeiro. Geisler, Norman (2010) nos explica:
“Teologia (lit. theos, “Deus”, e logos, “razão” ou “discurso” é um discurso racional a respeito de Deus.
A Teologia evangélica
é definida aqui como um discurso a respeito de Deus que enfatiza a
existência de certas crenças cristãs essenciais, que incluem a, mas não se
limitam à, infalibilidade e inerrância da Bíblia somente, a tri-unidade de
Deus, o nascimento virginal de Cristo, a divindade de Cristo, a total
suficiência do sacrifício expiatório de Cristo pelos pecados, a ressurreição
física e miraculosa de Cristo, a necessidade da salvação somente pela fé –
somente através da graça de Deus, baseada somente na obra de Cristo; o retorno
corporal físico de Cristo a este mundo, a felicidade eterna e consciente dos
salvos, e o castigo eterno e consciente dos não-salvos.
A Teologia é
dividida em várias categorias:
(1) Teologia
Bíblica, que é o estudo da base bíblica da Teologia.
(2) Teologia
Histórica, que é o debate teológico dos grandes expoentes da igreja cristã;
(3) Teologia Sistemática, que é a tentativa de construir um corpo consistente e compreensível a partir do conjunto completo da revelação de Deus, seja ela a revelação especial (bíblica) ou geral (natural). Geisler (2010).
Grudem, Wayne (2010) dá outra definição: “Teologia sistemática é qualquer estudo que responda à pergunta “O que a Bíblia como um todo nos ensina hoje?” acerca de qualquer tópico
A Apologética
(gr. apologia, “defesa”) trata da proteção da Teologia cristã contra os
ataques externos. A Polêmica atua na defesa do Cristianismo ortodoxo
contra ameaças doutrinárias internas, tal como uma heresia ou um ensino absurdo.
[Este livro é uma Teologia Sistemática, e possui capítulos específicos destinados
também à Apologética].” Geisler (2010).
Como este livro foca nas doutrinas
bíblicas, e em que devemos crer, Grudem (2010) esclarece o
que são doutrinas: “Uma doutrina é o que a Bíblia como um todo nos ensina
hoje acerca de algum tópico específico.”
Este livro, a Confissão de Fé Cristã
Interdenominacional, é dividido em:
1. Doutrina da Bíblia, Bibliologia;
2. Princípios de Interpretação das Escrituras Sagradas, Hermenêutica; 3.
Doutrina de Deus, Teontologia ou Teologia propriamente dita. Dentro da Doutrina
de Deus coloquei também uma área chamada Teologia Filosófica (estudo de
tópicos teológicos baseado principalmente na razão e não na Bíblia); 4.
Doutrina de Cristo, Cristologia; 5. Doutrina do Espírito Santo, Pneumatologia; 6.
Criacionismo Bíblico (Doutrina da Criação Divina); 7. Doutrinas dos Anjos (Angelologia),
e dos Demônios (Demonologia), incluindo de Satanás (Satanologia); 8. Doutrina
do Homem, Antropologia; 9. Doutrina do Pecado, Hamartiologia; 10. Doutrina da
Salvação, Soteriologia; 11. Doutrina da Igreja, Eclesiologia; 12. Doutrina das
Últimas Coisas, Escatologia; 13. O capítulo 13 compreende uma teoria (e não uma
doutrina), baseado na Bíblia, de como Deus poderia lidar com o futuro, ou seja,
é uma discussão sobre a Liberdade Humana versus a Soberania Divina.
Devo salientar que os capítulos
mais complexos e importantes para mim são o dez e o doze, ou seja, Doutrina da
Salvação (Soteriologia) e das Últimas Coisas (Escatologia). Depois do capítulo
13 vem a Conclusão do livro. Após a Conclusão, fica a Apologética. Já os ANEXOS
são escritos cuja maior parte eu não escrevi, e os APÊNDICES são escritos cuja
maior parte eu escrevi.
Como escreveu Wayne Grudem (2010, p. 3), a
aplicação à vida é uma parte necessária dos estudos de teologia sistemática. Em
nenhum lugar das Escrituras encontramos uma doutrina estudada como um fim em si
mesma ou isolada da vida. Os escritores bíblicos sempre aplicam seus ensinos à
vida. Portanto, qualquer cristão que ler este livro deve ter sua vida cristã
enriquecida e aprofundada durante o estudo.
Este livro escrevo e publico sozinho,
voluntariamente, para o Reino de Deus, portanto, que o leitor use-o para louvor
da Glória de Deus (Efésios 1.14)!