domingo, 24 de maio de 2026

26/5/26 8h55 revisão extensa PDF/EPUB

Graça e Paz

Aprimoramentos (vários!)

PDF: atualizado 8h55 am 26/5

https://www.mediafire.com/file/p539bi0gkz5tk39/25-mai-26+Teologia+Sistemática+Interdenominacional.pdf/file

EPUB: atualizado 8h55 am 26/5

https://www.mediafire.com/file/fvasrpkbp90wp7l/25-mai-26+Teologia+Sistemática+Interdenominacional.epub/file 


cap 6 (26/5)

[Os criacionistas da terra jovem que defendem que o mundo foi criado há 6000 anos costumam defender o dilúvio por volta de 2348 a.C. Mas como Abraão nasceu aproximadamente em 2000 a.C. segundo a genealogia que eles adotam, adotar essa cronologia é improvável, o que faria supor que apenas três casais no Dilúvio pudessem em 350 anos produzir uma população numerosa o suficiente em poucas gerações para organizar a Torre de Babel, dispersar-se em dezenas de clãs familiares pelo mundo, estabelecer nações distintas, repovoar o Egito - e sua cultura inteira se estabelecer (lembre-se de que Abraão teve contato com Faraó). Com a cronologia de Flávio Josefo, situando o Dilúvio em aproximadamente 3200 a.C., existe um intervalo de mais de mil anos para esses eventos acontecerem, o que é biblicamente mais preciso, e cientificamente e biologicamente sustentável segundo a cosmovisão criacionista].


CAP 6 (e final do livro, apologética)

[Embora Ken Ham, do ministério Answers in Genesis, muito citado nesta obra, defenda rigidamente 6 mil anos para a Criação, o criacionismo da terra jovem afirma pelas evidências científicas que o mundo foi criado há menos de dez mil anos, e pela Bíblia, ainda mais assertiva, criado por Deus há aproximadamente 7.500 anos (Criação em aproximadamente 5467 a.C., Dilúvio em 3211 a.C., Abraão tendo nascido em 2166 a.C. e se passaram 3301 anos da Criação para Abraão), baseado nas precisas genealogias de Gênesis 5 e 11 mais próximas dos autógrafos originais preservadas pelos escritos de Flávio Josefo que usava a Torá hebraica (Gn 5 e 11 são capítulos que não possuem lacunas em suas genealogias): Flávio Josefo, Antiguidades apud Rudd, Steve (Bible.ca, 2017). Obs. o “Cainã” entre Arfaxade e Selá não existe nos manuscritos mais antigos do Antigo Testamento que temos hoje (não está no manuscrito mais antigo da Septuaginta), nem em 1Crônicas, nem em Qumran (Manuscritos do Mar Morto), nem no mais antigo manuscrito de Lucas, nem em Flávio Josefo, portanto esse Cainã entre Arfaxade e Selá nunca existiu, é um erro pontual (acréscimo) de copista que permanece nas Bíblias de hoje e deve ser ignorado)].


1 DOUTRINA DA BÍBLIA

Isto para que saibais que Deus inspirou algumas Escrituras dos diversos manuscritos existentes na antiguidade, e a parte dos homens foi tão somente estudar e orar a Deus pelo Espírito para que, pela autoridade dos apóstolos e pelas doutrinas ortodoxas (sem haver contradição interna intrabíblica), separasse o que é inspirado e autoritativo, e o que não é inspirado (pelas heresias, falsas autorias e contradições).


3.2.1

¹⁴ E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU [Hebr. Ehyeh asher Ehyeh]. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU [Hebr. Ehyeh] me enviou a vós.

¹⁵ E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor [YHWH, ou יהוה] Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração. 


7.3

Como Satanás foi criado como um anjo de luz no primeiro dia da criação (Ezequiel 28.15 "Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti.")...


7.6

Vale dizer que, já que Paulo citou o terceiro céu (2Co 12.2), o primeiro céu é reconhecido biblicamente como o nosso céu visível a olho nu, ou atmosfera (ajuntem-se as águas debaixo dos céus Gn 1.9); o segundo céu, a expansão dos céus, é o universo (haja luminares na expansão dos céus Gn 1:14), e o terceiro céu (2Co 12.2) é o Paraíso de Deus (Lc 23.43). Não me faz sentido que o terceiro céu, o Paraíso de Deus, seja o mesmo local que esses “lugares celestiais” [dimensão espiritual] de que falou o apóstolo Paulo em Efésios, visto a Bíblia diz que Satanás não têm acesso mais ao céu depois da obra de Cristo:


80 Questões

20. Se Jesus Cristo é supostamente o deus onipotente feito carne ... como é que ele não herdou o pecado original? Lembre-se, ele é supostamente homem e deus em união, e se verdadeiramente homem, assim como deus, ele deve ter herdado o pecado original.

Jesus Cristo não nasceu como nós, da união de um homem e uma mulher: Ele nasceu de um milagre, do Espírito Santo! E é por isso que é chamado de filho de Deus, pois é filho da natureza divina de Deus Pai pelo Espírito, e é filho pela natureza humana (filho do homem) da virgem Maria, que deixou de ser virgem depois, claro. Deste modo, como a Bíblia diz várias vezes, Cristo é o único sem pecado, imaculado, perfeito. Ele é, ao mesmo tempo, Deus e homem. Desde Sua ressurreição, não esteve mais com corpo de homem terreno, mas com corpo de homem glorificado (João 20 diz que Jesus entrava em lugares quando a porta estava fechava; e assim desaparecia também). Ascendeu ao céu com este corpo humano glorificado (do Céu).


80 Questões

25. Se a terra estava coberta por uma inundação global completa, todos os seres vivos mortos, exceto os que sobreviviam na arca, por que existem muitas espécies animais completamente únicas na Austrália que não são encontradas em nenhum outro lugar na terra?

A resposta para isso é que a distribuição das espécies pode ser explicada por migração pós-dilúvio – pois depois do dilúvio ocorreu a única “era do Gelo”, que uniu os continentes através de pontes terrestres, pelas quais os animais migraram a pé para a Austrália antes que o gelo derretesse e os isolasse.


80 Questões

53. Em 1 Coríntios 15:50 diz “Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção”. Como Jesus pôde então ascender ao reino de Deus se ele mesmo é carne e sangue?

Ele não possui mais "carne e sangue" no sentido de corruptibilidade mortal (sentido de 1Co 15.50), mas preserva Sua verdadeira humanidade física glorificada (carne e ossos) no céu.

Lucas 24.39 ("Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.") diz que o corpo glorificado de Jesus também é composto de carne e ossos, o que nos faz concluir que o corpo glorificado não é de outro ser, mas humano glorificado.


80 Questões

73.

A alma é a vida imaterial de todo ser humano que se relaciona com Deus, eterna, que está ligada de um jeito misterioso ao corpo, e que retorna a Deus na morte, vivendo eternamente. Após o juízo do último dia, essa alma receberá um novo corpo para o estado eterno.


13.5

É possível que Deus conheça o futuro não por ver o futuro como se desse uma olhada nele, mas conhecendo o futuro diretamente como já presente. Se a presença de Deus habita em todos os lugares (onipresença espacial), então talvez possamos falar de Deus como habitando em todos os tempos [da criação, colchetes meus]: passado, presente e futuro (onipresença temporal). Walls e Dongell (2014).


11.4

1. O Novo Testamento simplesmente não repete o mandamento do sábado do Antigo Testamento:

Marcos 10.19 (Jesus): Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; não defraudarás alguém; honra a teu pai e a tua mãe; Rm 13.9 (Paulo): Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.

Esses mandamentos acima (dos dez mandamentos) são os mandamentos para o próximo. Já os mandamentos para Deus (exceto o do Sábado) estão no Novo Testamento em: Não ter outros deuses: Mateus 4.10 e 1Co 8.6; Não fazer ídolos: 1João 5.21 e 1Co 10.14; Não tomar o nome de Deus em vão: Mateus 5.33-37 e Tiago 5.12. Concluímos que o NT não repete em lugar algum o mandamento de guardar o sábado.


8.6

E o “homem” glorificado na glória dos Céus (assim como os anjos eleitos), que não terá livre-arbítrio também para pecar (pois será “livre para o Bem”), não pecará pois não possuirá mais a natureza terrena pecaminosa (carne), mas será a verdadeira imagem e semelhança de Deus na consumação, o qual não somos ainda.


13.8

Uma vez que foi dado por Deus a alguns seres humanos vivenciar e provar que o tempo e o espaço não são absolutos e eternos, imagine o que Deus pode fazer. Não estou falando que a Teoria da Relatividade corresponde perfeitamente à realidade. Todavia, se um anjo, voando do trono que está no meio do Paraíso de Deus à Terra, chegasse instantes depois de ter saído, ou até no mesmo tempo, quanto mais o próprio Deus pode trabalhar agindo no tempo e no espaço, no presente, no passado e no futuro, moldando e agindo no futuro como bem entender, ao mesmo tempo que permite nossas ‘livres’ escolhas com o nosso ‘servo arbítrio’. Se para nós o tempo é relativo, por que Deus não pode estar presente em todos os tempos da mesma forma?

[Isso tudo digo ainda que o tempo humano, em nossa realidade de baixas velocidades, seja quase totalmente linear: nossa experiência cotidiana é linear (passado-presente-futuro), mas uso ambas as linguagens nesta obra]


3.6

[Deixo uma observação aqui: Mesmo adotando partes de Agostinho nessa teologia, recuso a notação de Agostinho que o Espírito Santo é o amor com o que o Pai ama o Filho; que o Pai é o amante, o Filho o amado, o Espírito o amor: isso não é bíblico, nem muito correto na minha opinião.]


3.6.1

O que é admitido nessa teologia sistemática:

  • .      Deus é o Ser absoluto; 
  • .      Amor é o caráter absoluto do Ser.

Ou seja,

  •             Deus não é composto, é simples: um Deus;

  •         Mas o ser de Deus tem centralidade (valor central) no amor: a essência de Deus é eternamente expressa como Amor, ou, em linguagem simples: Deus é Amor.

Essa conclusão vem do fato de que o Novo Testamento, que dá luz ao Antigo, é onde Deus manifesta mais plenamente Seu Amor, sendo o ápice da revelação progressiva dada aos homens.


8.3

Deste modo, como exposto, o homem e a mulher são como Deus, e representam Deus.

O corpo unido à alma de cada ser humano também é imagem de Deus, justamente porque Gênesis 1.27 NVT, que diz “Assim, Deus criou os seres humanos à sua própria imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou.”, pressupõe que ser homem e ser mulher (que são diferentes pela mente e corpo, e não pela alma/espírito, nem pela moral) também faz parte da imagem de Deus, ou seja, ser imagem e semelhança de Deus não é só sobre a parte moral e espiritual, mas também é algo que engloba o corpo de cada ser humano (criado para glorificar a Deus), embora, claro, Deus, a fonte da imagem e semelhança, é Espírito. Jesus, a própria Imago Dei, o próprio resplendor da glória de Deus (Hb 1), assumiu a humanidade, sendo verdadeiro homem e Deus, mostrando que ainda que Deus seja Espírito em sua natureza divina, baseado na encarnação do Verbo, e baseado em Gn 1.27 (que liga a imagem de Deus com ser homem e mulher), o corpo unido à alma também é imagem e semelhança de Deus, e deve ser usado para a glória e louvor de Deus Trino e Uno.

Estágios da Imagem de Deus

1. Imagem original. Adão e Eva foram criados retos e puros. Possuíam a imortalidade, possuíam a pureza, justiça e retidão originais, eram uma verdadeira imagem de Deus.

2. Imagem desfigurada. Quando Adão e Eva pecaram, eles e toda a humanidade futura – seus descendentes – ainda permaneceram como imagem de Deus, mas uma imagem distorcida pelo pecado e pela queda – todos os que nascem, nascem mortos espirituais, sem a justiça original com a qual Adão e Eva foram criados.

3. Imagem renovada. Quando uma pessoa é salva (seja no Novo Testamento ou no Antigo) ela tem essa imagem restaurada ou renovada: ela é justificada pela fé, e gradualmente, conforme a pessoa é santificada por Deus, a pessoa fica cada vez mais parecida com Cristo, sua imagem fica cada vez mais parecida com à de Cristo. A plenitude da imagem de Deus não é alcançada nesta Terra, mesmo por um salvo: Cristo é perfeito e nós não somos, portanto nunca seremos a completa imagem de Deus nesta Terra.

4. Imagem aperfeiçoada. A imagem de Deus plena, ligada ao corpo glorificado, conforme a imagem de Deus em Cristo Jesus (seremos como ele), só será alcançada na glória dos céus, na glorificação, na vida eterna, a qual será uma medida melhor e mais excelente do que a imagem original do Éden, tanto quanto os novos céus e terra serão mais excelentes do que o Éden.


10.7.2

Não, os ladrões, os homicidas e os malfeitores não são instrumentos da divina providência em nome de Jesus. São instrumentos de Satanás, o pai da mentira e o autor do pecado e do mal. É permissão e não decreto ativo de Deus.


10.7.2

Não compartilho da eleição arminiana e, apesar de estar escrito segurança eterna, o arminianismo (e o luteranismo clássico), em geral, acredita que alguém pode perder a sua salvação, argumento que combato na seção 10.6.

Adotei a eleição luterana à salvação e, embora eu use a Fórmula de Concórdia para a definição de eleição, afasto-me do luteranismo clássico no que tange à perda da salvação, adotando a visão reformada/calvinista da perseverança ou preservação pela graça dos salvos verdadeiramente transformados (nascidos de novo), amplamente defendida nas Escrituras.

Eleição luterana: Há um critério em Deus para a escolha de Deus desde a eternidade de indivíduos para Sua Glória, mas que a Escritura não revela especificamente, portanto a eleição é incondicional à revelação, mas certamente há um critério não revelado em Deus;

Para unir tudo, “expiação de dois aspectos”: expiação substitutiva limitada (Cristo tomou os pecados dos eleitos apenas sobre si, o que ocasiona sempre justificação de vida); Expiação ilimitada em outro aspecto - Graça preveniente irresistível - Cristo tomou sobre si toda a culpa Adâmica (fato aplicado a nós ao contato com a Palavra); a expiação de Cristo no seu sentido amplo, não substitutivo, nos trouxe a graça preveniente irresistível, que tira-lhe a culpa adâmica herdada e começa a iluminar o pecador e mostra-lhe a verdade do evangelho;


10.4.4

O princípio de um mandamento considero que é o porquê intentado por Deus ao criar o mandamento, nos salvar ou preservar de quê: isso permanece?

O mandamento do Sábado foi abolido, mas os princípios do mandamento do Sábado permanecem: o preservar e proteger o ser humano da exaustão física e da escravidão do trabalho, fato que deve apontar para a necessidade contínua de comunhão com Deus, isto permanece, ou seja, o ideal é descansar pelo menos um dia na semana e se dedicar a Deus por este princípio do Sábado, e não "guardar o sábado".


11.4

Princípio do Mandamento do Sábado

O mandamento do Sábado findou junto com a lei cerimonial do Antigo Testamento. O princípio dos mandamentos cerimoniais não. O princípio de um mandamento considero que é o porquê intentado por Deus ao criar o mandamento, nos salvar ou preservar de quê: isso permanece? No caso, preservar e proteger o ser humano da exaustão física e da escravidão do trabalho, apontando para a nossa necessidade contínua de comunhão com Deus permanece, ou seja, o ideal é descansar pelo menos um dia na semana por este princípio do Sábado.

Outro exemplo é: no Antigo Testamento vemos mandamentos cerimoniais para os sacerdotes se aproximarem de Deus em santidade. Já na nova aliança não são mais requeridos, mas o princípio sim: Todos somos sacerdotes, e Deus requer reverência ao se aproximar de Sua Presença.


10.5.2.3

Deus, ao mesmo tempo, decretaria um Projeto completo (não proponho abaixo um decreto após o outro, pois assim a ordem abaixo levaria ao supralapsarianismo (do qual eu claramente não concordo), mas todos esses decretos ao mesmo tempo: todos os decretos são importantes, ou seja, eles estão em ordem de importância, não ordem decretada por Deus):

[1] O mais importante, Deus Pai decreta exaltar a Cristo, o Eleito. [2] O segundo decreto mais importante, eleger indivíduos com um certo critério, em Cristo, pela graça do Espírito Santo, pela fé e para louvor da Sua glória no Amado. [3] O terceiro decreto mais importante seria criar os meios para eleger a Cristo sobre tudo e sobre todos, e os fiéis e santos filhos Nele. Os meios seriam: [3a] Criação. Criar o Universo, o Paraíso, os anjos, o homem, os animais e plantas, matéria, energia e tempo etc.: nessa condição, nesses lugares e com essa companhia é que Cristo encarnado e os homens e anjos eleitos vão viver. [3b] Liberdade de escolha e queda. Criar a Criação com livre-arbítrio, e com tudo o que isso significa. Permitir a queda de alguns anjos e de toda a humanidade. Fazer consequente separação dos justos e dos injustos (homens e anjos) pelo relacionamento direto com Deus (Deus mesmo faz a separação) com destinos eternamente separados. [3c] Providência divina na história em todos os aspectos necessários, inclusive para a plenitude dos tempos em que Cristo veio e foi glorificado; providência divina na história para Israel, e depois para a Igreja do Senhor até a consumação etc. Veja que nessa lista temos [1] e [2], exaltação de Cristo e dos eleitos, como se fosse os 4 decretos da seção anterior, e todo o resto é consequência disso [3]. Essa lista não é perfeita nem é exaustiva.


Menções de Felipe Melâncton alteradas para Filipe Melâncton

sábado, 23 de maio de 2026

23/maio Diaconisas, sim ou não? PDF e EPUB

Graça e Paz! Mais uma benção, mais um aprendizado! Glória a Deus, como Deus é Bom!

EPUB atualizado hoje, 23/5/26:

https://www.mediafire.com/file/fvasrpkbp90wp7l/23-mai-26+Teologia+Sistemática+Interdenominacional.epub/file

PDF atualizado hoje, 23/5/26:

https://www.mediafire.com/file/p539bi0gkz5tk39/23-mai-26_Teologia_Sistem%25C3%25A1tica_Interdenominacional.pdf/file

Seção aprimorada: "Diaconisas"

11.6 Pastores, Diáconos, Diaconisas, Apóstolos e Evangelismo

Cremos que os líderes das igrejas locais (Ef 4.11), ou congregações, devem cumprir os pré-requisitos bíblicos das epístolas pastorais de santificação, encontrados em 1Tm 3. Os pastores devem, mais do que tudo, pastorear as ovelhas (Jo 21.15-17).

 

Pastor precisa ser casado segundo 1Timóteo 3:2?

Pastor, bispo ou ministro não necessariamente precisa ser casado. Preferivelmente, deve (1Tm 3.4-5 ...Que [o bispo] governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da igreja de Deus?)), mas há exceções. O solteiro(a), se tiver dom para isso, cuida melhor das coisas de Deus que o casado(a) [1Co 7.32-34 E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor; 33 Mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher. 34 Há diferença entre a mulher casada e a virgem. A solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém, a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido]. O pastor, se servir a Deus melhor casado, e se tiver dom para isso, deve se casar, e vice-versa [Porque quereria que todos os homens fossem como eu [Paulo] mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom [vocação para casado ou solteiro], um de uma maneira e outro de outra. (I Coríntios 7:7 acf)]. Se for casado, com uma só mulher [1Tm 3.2]. A respeito do aconselhamento pastoral, terá limitações se for solteiro, mas o aconselhamento é de natureza e tem como base a Bíblia e não apenas experiência pessoal.

Lembrem-se de John Wesley e John Stott, e tantos outros fiéis solteiros no Senhor. Apóstolo Paulo, e o próprio Jesus Cristo.

Quando há grave perseguição, como ocorreu na época apostólica, e conforme aconselhamento de Paulo em 1Coríntios, nem sempre se recomendaria casar (1Coríntios 7.1-2 Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; Mas, por causa da fornicação, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.). Mas cada um exerça o dom e chamado que recebeu de Deus (1Co 7.7 cf. as palavras de Jesus em Mateus 19.11-12 sobre as pessoas solteiras e celibatárias - ou, em termo antigo, eunucos):

Pois há razões diferentes que tornam alguns homens incapazes para o casamento: uns, porque nasceram assim; outros, porque foram castrados; e outros ainda não casam por causa do Reino do Céu. Quem puder [isto é, quem tiver o dom de solteiro cf. 1Coríntios, colchetes meus, Roberto], que aceite este ensinamento. Mateus 19.12 NTLH

Sou testemunha que o casamento no Senhor é uma bênção: "E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele." (Gênesis 2:18)

 

Ministérios da Palavra

Os ministérios de Cristo hoje para pregar a Palavra, segundo a Bíblia, são os pastores (Hb 13.7, 13.17, Ef 4.11), bispos (1Tm 3.2ss, At 20.28) ou presbíteros (os apóstolos Pedro e João se intitulavam também presbíteros, 1Pe 5.1, 3Jo 1, 1Tm 5.17). Pastores, bispos ou presbíteros são, na prática, sinônimos, e não hierarquia.

 

Diáconos e diaconisas

Já o ministério para servir chama-se “diácono” conforme o Novo Testamento, instituído pelo Espírito Santo em Atos. Sobre as mulheres como diaconisas, a Bíblia fala de mulheres que serviram a Jesus e os apóstolos, e também o apóstolo Paulo em 1Tm 3, quando dá instruções aos diáconos, dá diretrizes às esposas dos diáconos (contexto), portanto a Bíblia permite diaconisas:

1 Timóteo 3:8-13 Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância; guardando o mistério da fé numa consciência pura. E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis. Da mesma sorte as esposas [esposas dos diáconos, diaconisas] sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo. Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas. Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus.

Sobre as mulheres no ministério da Palavra falo na seção 8.4.3 As Mulheres e a Pregação da Palavra, que a Bíblia não usa a expressão “pastora”, mas “irmã” etc., e, sim, dá o aval para mulheres pregarem a Palavra, entretanto, sem apoiar a ordenação pastoral feminina.

 

Apóstolos

Cremos que Jesus verdadeiramente apareceu a Saulo no caminho de Damasco, onde as pessoas testemunharam da aparição, ou seja, não foi simplesmente uma visão ou sonho. Além disso, Jesus verdadeiramente intitulou os apóstolos com esse título de apóstolo, de modo que não o fizeram para si mesmos, ou para se mostrar maior do que outro. O ministério do apostolado verdadeiro está fechado, pois Paulo disse: depois apareceu a mim por último, como a um abortivo (1Co 15.8). Se é último, não existe outro.

Grudem (2010), como eu, concorda que o ministério do apostolado está fechado. A Bíblia nos indica como apóstolos os onze fiéis escolhidos por Cristo (Mateus 10.2-4; Simão Pedro, André, seu irmão, Tiago filho de Zebedeu, João, seu irmão, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago filho de Alfeu, Lebeu, apelidado Tadeu (esse é Judas cf. Lucas 6.16), e Simão, o Zelote), mais Matias, no lugar de Judas (Atos 1.23-26), Tiago, irmão do Senhor Jesus (Gálatas 1.19 E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor), Barnabé e Paulo (Atos 14.14 Ouvindo, porém, isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando). Deste modo, poderiam existir outros apóstolos se Jesus os tivesse chamado como tal naquela época.

Os apóstolos tinham autoridade para falar e escrever palavras que eram “palavras de Deus” em sentido absoluto. Não acreditar neles ou desobedecer a eles era o mesmo que não crer em Deus e desobedecer a Deus. Os apóstolos, portanto, tinham autoridade para escrever palavras que se tornaram palavras da Bíblia. Este fato por si só nos sugere que havia algo de singular no ofício de apóstolo, e não esperaríamos que ele continuasse hoje, porque atualmente ninguém pode acrescentar palavras à Bíblia e tê-las na conta de palavras de Deus ou como parte das Escrituras. Grudem (2010).

O verdadeiro chamado para o apostolado é para a formação de doutrina (Atos 2.42), ou seja, os apóstolos, pela sua doutrina, são o fundamento da doutrina das Escrituras para nós, através de Cristo. Acabou a revelação bíblica (doutrina dos apóstolos), inerrante, não tem mais verdadeiro apostolado revelado e chamado por Cristo. Os apóstolos hoje, como missionários, ou como liderança, como bispos de igreja no método episcopal, na maioria das vezes, querem ser superiores aos seus bispos, e estes superiores aos seus pastores. Essa hierarquia não existe na Bíblia. Isso é para engrandecimento próprio, ou, se não for, é vaidade.

 

A Grande Comissão da Igreja e o Ministério de Evangelismo e Missões

Cremos que a Igreja tem a missão de evangelizar, levando a mensagem do evangelho de Jesus Cristo a todas os povos e nações quando Deus der a oportunidade, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, princípios que constituem a grande comissão de Cristo à Igreja em conjunto, Mt 28.19-20. Todos devemos evangelizar através de um bom testemunho, mas cada um tem o seu chamado e o seu dom específico: a missão de ser evangelista propriamente dita, com exceção do evangelismo ao próximo (conhecidos, amigos e familiares), é para aqueles que tem o dom específico de evangelista, segundo Ef 4.11. Não pegue um fardo que Deus não lhe deu, como querer ser missionário ou evangelista de ruas sem ter vocação, mas sirva ao Senhor com seu dom específico (1Pe 4.10-11). Devemos evangelizar, sem que haja contenda (se possível).

sexta-feira, 22 de maio de 2026

22/maio/26 Seção ordenação pastoral feminina (base bíblica para não o fazer) atualizada

Graça e paz. Consultei três pastores para esse aprimoramento doutrinário.

https://www.mediafire.com/file/p539bi0gkz5tk39/22-mai-26_Teologia_Sistem%25C3%25A1tica_Interdenominacional.pdf/file


8.4.3 As Mulheres e a Pregação da Palavra

Mas, a mulher pode pregar a Palavra? Deve. Com chamado, deve. Portanto, continuamos crendo que, segundo a necessidade e o dom que Deus deu pelo Espírito Santo (uma vez que Deus não faz acepção de pessoas, sexo, tradição e costume, mas somos um só em Cristo Jesus, Gl 3.28), pode-se levantar mulheres como pregadoras do evangelho (não estou falando de título disso, mas da função), inclusive na igreja, que tenham chamado do Espírito Santo e dom de Deus para pregar a Palavra.

Podemos levantar mulheres como pastoras, ordenadas ao ministério pastoral? Não é bíblico, e a Bíblia é a nossa regra de fé e prática. Não vemos apóstola, nem bispa ou presbítera, nem pastora na Bíblia. Portanto, a ordenação não é bíblica, e não concordo com ela. Não cabe às mulheres o exercício pastoral, e, com isso, autoridade sobre o rebanho, algo autoritativo na área espiritual à igreja. Cabe, sim, a exposição da Palavra à Igreja em conjunto, conforme escreveu Paulo a Timóteo: 2Tm 3.16 Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; 2Tm 4.2 Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Não cabe a mulher ir à sala pastoral e doutrinar outra pessoa com autoridade, doutrinar assim o rebanho, mas pregar a Palavra à Igreja num culto, como disse Paulo, ensinando, redarguindo, corrigindo, repreendendo, exortando para instruir em justiça. Com qual autoridade pregará doutrina na igreja, autoridade pastoral? Não, autoridade da Palavra através do Espírito Santo de Deus, pregando com o dom que Deus deu, pregando estando sujeita ao corpo de presbíteros da Igreja.

Quais mulheres devem pregar a Palavra na igreja? Mulheres santas, honradas, cheias do Espírito Santo e de conhecimento da Palavra. Creio inclusive que devem, de preferência, ser esposas de maridos fiéis, auxiliando o marido em tudo (a não ser se for viúva fiel, claro: 1Tm 5.10 [As viúvas] Tendo testemunho de boas obras: Se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda a boa obra). Assim como Paulo em Timóteo fala que o bispo deve ser marido de uma mulher, é adequado que uma pregadora do evangelho (não estou falando de pastora) tenha um marido fiel que em tudo coopera com ela e vice-versa.

Deve-se mencionar que mulher de pastor não é pastora. Mas uma mulher fiel, com chamado e dom de Deus, seja mulher de pastor ou não, deve é pregar e ensinar mesmo na igreja do Senhor, ou onde e quando Deus der a oportunidade.

 

O Novo Testamento foi escrito durante o período do Império Romano, e a lei da época proibia as mulheres de falarem na igreja, mas serem demasiadamente submissas aos maridos. Paulo, no verso abaixo, conecta o fato de que à mulher não é permitido falar nas igrejas com o fato de que devem ser em tudo sujeitas aos seus próprios maridos, e ainda diz que isso é ordenado pela lei, lei essa que Paulo respeita e obedece!

1Co 14.34 As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. 35 E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja.

Por que é vergonhoso que as mulheres falem na igreja? Certamente seus maridos eram mais estudados, cuido eu que muitos sabiam ler as Escrituras e muitas das esposas não. Por que digo isso? Porque, acima, confirmando, Paulo diz: “interroguem em casa a seus próprios maridos”, o que quer dizer que Paulo subentendia que os maridos tinham a capacidade e sabedoria para esclarecer as dúvidas das mulheres, e isso não precisava ir para a igreja desnecessariamente, em público!

Agora não temos mais leis, conforme os versos acima, que proíbem as mulheres de fazerem certas coisas, como possivelmente havia no império romano e na lei mosaica, e como também existe hoje em alguns poucos países muçulmanos em que a mulher não pode votar ou dirigir veículos (embora isso tenha já amenizado um pouco). Não é mais vergonhoso que as mulheres falem na igreja hoje, ao contrário daquela época de Paulo. Portanto, mulheres capacitadas podem ensinar homens hoje (meio óbvio, mas tinha que ser dito).

 

Alguém há que diga: mulheres não podem trabalhar, pois Deus disse a Adão: “do suor do teu rosto comerás o teu pão” (Gn 3.19). Isso é uma incoerência, comparar esse mandamento de mais de seis mil anos, com as pessoas vivendo do campo, com uma realidade num país capitalista, num contexto urbano. Obviamente, como o homem possui, geralmente, mais força que a mulher, o homem deve, quando é agricultor, trabalhar sim no campo em vez da sua esposa (por exemplo, se for trabalho pesado), e a mulher cuidar dos filhos. Mas extrapolar esse raciocínio para dizer que é o homem que deve obrigatoriamente trabalhar e a esposa obrigatoriamente cuidar dos filhos não importa o que aconteça é uma incoerência. Num país capitalista, é bem diferente. Às vezes ocorre que uma mulher com diversos cursos e várias pós-graduações pode se casar com um homem com ensino médio (ou talvez o homem tenha nível superior e não se adaptou ao mercado de trabalho, ficando largos períodos desempregado!). Quem deve trabalhar, se a mulher ganharia oito mil reais com seu salário, e o homem, mil e quinhentos reais? Obviamente, nesse caso, para o bem dos filhos, a mulher deveria trabalhar para que a família tivesse uma qualidade de vida melhor, e o homem iria cuidar da casa e dos filhos, levando-os à escola e ensinando-lhes a Palavra de Deus. Não tenho dúvida disso. Mas cada caso é um caso, só coloquei esse exemplo aqui, pois parece que muitos crentes querem impor ao homem o trabalho (tendo ele condição e saúde ou não), e a mulher a ficar em casa quando não há obrigatoriedade para tal. Confiemos no Senhor.

 

Voltando ao assunto, cremos que as mulheres que estavam com Jesus, como Maria Madalena, Maria irmã de Lázaro, e outras também devem ter anunciado o evangelho a outros, e em algum momento testemunharam e falaram com alguém sobre Jesus. Não podemos mudar o que está na Bíblia e concordar com a ordenação feminina ao ministério pastoral. Mas essas mulheres preciosas, capacitadas, que também ensinam, também pregam, podem muito bem, sim, atuar no ministério da pregação e do ensino como auxiliadoras dos seus maridos. E, assim, creio que elas podem pregar na igreja até para homens adultos, pois o papel de todo cristão é pregar o evangelho onde estiver.

Quando à ordenação pastoral, não que a mulher não seja competente, e eu não tenho preconceito com pastoras já ordenadas, mas devemos ficar com a Palavra, que não dá vazão a tal feito. Ainda assim, defendo as mulheres como ativas lado-a-lado com homens na pregação da palavra, inclusive na igreja e no ensino, mas apenas as mulheres piedosas, santas, conforme os ensinos dos apóstolos:

1Tm 3.11 Da mesma sorte as esposas sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo.

1Pe 3.1 SEMELHANTEMENTE, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra; 2 Considerando a vossa vida casta, em temor. 3 O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de joias de ouro, na compostura dos vestidos; 4 Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. 5 Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; 6 Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto.

Portanto, creio que Deus se agrada que mulheres sérias e comprometidas com a Palavra preguem e ensinem nas igrejas, inclusive aos domingos, conforme o mandamento de pregar o evangelho. Porém, frisando, não creio ser adequado que mulheres sejam ordenadas ao ministério pastoral, o que ainda incluiria, além da autoridade, títulos como “pastoras”, “bispas” ou “episcopisas”, pois a Bíblia é a Palavra de Deus, e que sejamos sujeitos à Palavra. Alguém pode dizer que não estou sendo sujeito à Palavra se essas pregadoras ensinarem homens, mas isso é, na minha opinião, porque a Bíblia foi escrita inserida numa cultura diferente da nossa: usava-se o véu, lavavam-se os pés, davam-se ósculos em homens e em mulheres, a mulher não trabalhava fora (todavia, auxiliava o marido no seu trabalho cf. Provérbios 31.10-31), mas cuidava dos filhos etc. Assim, creio que, discernindo o que é costume e lei da época do que é mandamento do Senhor, santas mulheres têm o aval do Senhor para ensinar, doutrinar (com o aval da liderança masculina) e pregar a Palavra nas igrejas a todos, caso tenham chamado para isso, e caso seja adequado.

O Espírito Santo é Soberano, é Deus, e dá dons a quem Ele quiser. Assim, certamente o Espírito concede dons de Palavra a muitas mulheres também, e elas têm que pregar, senão serão culpadas pelo sangue inocente que morrer e não se converter pela falta da pregação inspirada pelo Espírito, se Deus enviou o(a) profeta, como está em Ezequiel 33.7-9 “A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca, e lha anunciarás da minha parte. 8 Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para dissuadir ao ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, porém o seu sangue eu o requererei da tua mão. 9 Mas, se advertires o ímpio do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do seu caminho, ele morrerá na sua iniquidade; mas tu livraste a tua alma.

 

Base Bíblica para não ordenar pastoras

1.    As mulheres são pilares importantes para o crescimento e edificação do povo de Deus no AT e no NT, no entanto, em toda a Escritura fica claro que não se reservam a elas o papel de liderança espiritual.

2.    Maria, por exemplo, foi mãe do Cristo encarnado, e José apenas o padrasto / pai de criação, porém ao dar instruções para o casal as instruções eram dadas a José: foi revelado a José (e não a Maria) fugir do Egito, depois retornar a Israel e ir morar em Nazaré.

3.    O relacionamento entre o marido e a esposa reflete o princípio de que Cristo é o cabeça da Igreja, assim como o marido é o cabeça da esposa (Ef 5). A liderança masculina na Igreja é espelhada na liderança masculina no lar, que é espelhada na liderança de Cristo como Cabeça ao Seu Corpo.

4.    Isso é refletido na ordem bíblica da Criação e da Queda por Paulo:

Paulo, inspirado pelo Espírito em todo o trecho abaixo, dá instruções às mulheres:

1 Timóteo 2.9-14 Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras. A mulher aprenda [veja que o marido a ensina] em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio [para aprender em humildade]. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão [Paulo fala de princípios eternos, antes da Queda de Adão: primeiro foi formado Adão, depois Eva (Criação); Adão não foi enganado, mas a mulher foi enganada e pecou - isso tudo ocorreu antes do pecado pessoal de Adão].

5.    Quem aceita ordenar pastoras deve ignorar 1Timóteo 2 na seção sobre a relação entre a liderança masculina e a queda.

6.    Alguns dizem que a carta de 1 Timóteo, unido a essas afirmações de Paulo, eram apenas instruções informativas para combater o proto-gnosticismo. Ainda que Paulo realmente combata ensinos gnósticos, a carta de Timóteo, se lida adequadamente do início ao fim, é instrução ativa à Igreja do Senhor pelo Espírito Santo com o propósito de ensino eterno, edificação e crescimento do Corpo de Cristo, não só contra as heresias da época.

7.    Como dito, a liderança masculina na Igreja é espelhada na liderança masculina no lar, que é espelhada na liderança de Cristo como Cabeça ao Seu Corpo:

1 Timóteo 3:2-5 É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher [consequentemente, o líder deve ser homem], vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da igreja de Deus?);

8.    Fazendo uma comparação do ser humano e a fonte de nossa autoridade, o Senhor: Deus é chamado de “Pai”, e não chamado como “Mãe”. Jesus nasceu homem, e não mulher. Deve haver um significado para tal: assim como a ordem eterna da criação é uma só, e como a liderança do lar, e consequentemente da Igreja, é um fardo (que deve ser conduzido com amor sacrificial, sacrificando os interesses próprios para os dos outros) dado por Deus aos ombros dos homens, e não das mulheres, Jesus também veio como homem, Jesus conhecia a Deus desde a eternidade e Ele tinha propriedade de chamar Deus especificamente de Pai e não de Mãe (embora Deus, essência divina, não seja homem), e isso levando em consideração que Isaías 49.15 descreve que o Pai tem sentimento tão forte por nós como de uma mãe pelo seu filho [Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti].

 

Exceção à Regra

Na falta de homens que se disponham a uma vida de consagração, Deus pode levantar ao ministério pastoral quem se colocar na “brecha”, seja homem, mulher ou jovens ainda inexperientes.

Do mesmo modo, o caso de Débora em Juízes, muito evocada pelos igualitaristas, é uma exceção à regra da liderança masculina. Débora foi uma lição divina para apontar e expor o declínio moral, a omissão e a fraqueza dos homens naquele período, e não uma regra geral atemporal.


domingo, 17 de maio de 2026

21/maio/26 LINK atualizado PDF Sistemática. Seção 9.4 atualizada

Graça e paz

Link do pdf da Teologia Sistemática Interdenominacional (21/maio/26):

https://www.mediafire.com/file/p539bi0gkz5tk39/21-mai-26_Teologia_Sistem%25C3%25A1tica_Interdenominacional.pdf/file


Seções aprimoradas em 21/5

pág 199 e 201 (8.4.6-7 casamento):

Conclusão e apêndice A: retirei o igualitarismo e coloquei complementarismo moderado e contextualizado. Eu realmente não estava defendendo o igualitarismo.

pag 603: tirei criou tudo da "substância" da Palavra, deixei da Palavra.

13.8.1: coloquei passado "da criação".


20/5/26: 9.4 culpa e corrupção herdados da Queda etc. atualizado (e um parágrafo antigo errado relacionando geração bíblica com dna removido):

"Esclarecendo mais:

A culpa adâmica, culpa do pecado de Adão que toda pessoa nasce com (que vem de Adão - e não de Deus), faz com que cada pessoa nasça totalmente depravada e cega em trevas, assim como Adão se escondeu de Deus e estava em pecado e totalmente depravado (antes de ser alcançado pela graça preveniente – chamado de Deus pela Sua Voz/Palavra). Acerca dessa culpa imputada, que pecamos com ele, ela nos faz nascer depravados e em pecado. Já a corrupção (natureza humana pecaminosa) vem por geração natural (termo teológico que não significa material genético, pois o pecado não é material nem substância).

Romanos 5.12 (acf): Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo [Adão pecou], e pelo pecado a morte [Adão, o cabeça da humanidade, morreu espiritualmente e, um dia, fisicamente] assim também a morte passou a todos os homens [todos os seus descendentes que viriam dele, que possuem duas ligações diretas com Adão, 1. geração natural e 2. representados federalmente pelo cabeça Adão, nasceram na morte espiritual – que leva à morte eterna – e um dia morreriam fisicamente] por isso que todos pecaram [por isso que toda a humanidade pecou em Adão e é pecadora desde a concepção]."


Sessões novas ou aprimoradas (17/maio):

1 DOUTRINA DA BÍBLIA (deixei mais claro: não é o Velho Testamento (livro) que foi abolido, mas a antiga aliança)

8.4.8 Apêndice B - Casamento e Sexualidade;

9.5 Ética Cristã à luz da Bíblia: Aborto, Suicídio, Eutanásia, Ortotanásia e Homossexualidade 

12.17.3.1 Possibilidade 3 Ampliada: Após perseguição global à Igreja, anticristo “Gogue” cerca Jerusalém e a Igreja em Israel (composta de judeus crentes e gentios) após o Avivamento (pela fé no Messias Jesus) Prometido em Romanos 11. Segue-se a Segunda Vinda de Cristo. Israel é mesmo o relógio de Deus?

10.5.8 Contra a Dupla Predestinação e a Condenação de Bebês; Acerca da Salvação de Pessoas que Nunca Ouviram o Evangelho, (subseção 5. Salvação de pessoas que nunca ouviram falar do evangelho nos tempos do Novo Testamento ou não conheceram o testemunho do Deus de Israel no tempo do Antigo Testamento).

Mini aprimoramentos na escatologia.

17/5 Ortotanásia. Complementação à Ética Cristã da Teologia Sistemática Interdenominacional

Ortotanásia

Observação: Embora Deus (e consequentemente a Igreja de Cristo) não aceite suicídio e eutanásia conforme o “Não matarás!” dos Dez Mandamentos falados pela boca de Deus, de acordo com Norman Geisler (Ética Cristã, 2010, págs. 207-208), por outro lado, "a ortotanásia (remover mecanismos artificiais de manutenção à vida) pode ser justificada em alguns casos, inclusive para cristãos, somente quando se trata de: 1. Doença irreversível (deve-se chegar à conclusão de que não há possibilidade de vida, pois todas as situações remediáveis devem ser remediadas); 2. Se quando o paciente esteve consciente tomou alguma decisão da extensão de sua vida com mecanismos artificiais, isso deve ser respeitado; 3. Quando o paciente não pode fazer a decisão por si mesmo, deve-se fazer uma decisão coletiva com concordância entre o pastor, o advogado e os membros da família, depois de orar a Deus. A vontade de Deus pode ser curar, e ele pode estar apenas esperando o nosso pedido (Tiago 4.2, 5.14-15). Se após orações intensas e repetidas, se o estado de saúde da pessoa não melhorar com o auxílio da medicina, e se nem for da vontade de Deus fazer um milagre, precisamos descansar no fato de que a graça de Deus é suficiente (2Co 12.9). Manter pessoas vivas em situações de doença incurável, destinadas a uma morte irreversível, pode ser visto como algo antiético, uma vez que tal ato se opõe ao próprio processo natural da morte que tem sido ordenado por Deus, porque todos precisam morrer (Gn 2.16-17, Rm 5.12), e existem limites para a vida natural (Sl 90.10)." Geisler (2010).


17/5 corrigido: Salvação de pessoas que nunca ouviram falar do evangelho

5. Salvação de pessoas que nunca ouviram falar do evangelho nos tempos do Novo Testamento ou não conheceram o testemunho do Deus de Israel no tempo do Antigo Testamento.

Rm 2.13-16 Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os; No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho. QUANDO os gentios, especialmente antes da primeira vinda de Cristo, que não conhecem o pecado pela lei [mosaica], e assim não têm lei [divina como base], fazem naturalmente as coisas que são da lei [de Deus – Bíblia], não tendo eles lei [de Deus], para si mesmos são lei [norma, regra]. Os quais mostram a obra da lei [amor ao próximo e a Deus, pois o fim da lei é o amor, conforme Jesus disse] escrita em seus corações, através do conhecimento e do senso comum da consciência, quer acusando-os, quer defendendo-os. Complementando com Romanos 1.20 [Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis], se, pela revelação de Deus na natureza crerem em Deus, o Criador, e seguirem a sua consciência, serão justificados pela fé (hão de ser justificados cf. Rm 2.13). O versículo deixa implícito que não serão justificados em suas vidas terrenas, mas no dia do juízo (Rm 2.16 no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho). Serão justificados, por esse entendimento, todos os que, com sinceridade, sem conhecimento da lei de Deus, sem conhecimento da graça e do Nosso Senhor Jesus Cristo, pela graça infinita de Deus, seguem as boas pistas da sua consciência que veio de Deus. Estes, que obedecem à consciência, que obedecem aos dez mandamentos, que quando erram se arrependem, sem conhecer o Senhor pela revelação especial (Palavra de Deus), mas pela revelação natural crerem (especialmente falando acerca de uma minoria em povos não alcançados durante toda a história), serão salvos naquele dia. Se algum desses ouvisse falar sobre a Palavra e sobre o Evangelho de Cristo, Deus sabe que eles o aceitariam, pois escolhidos são de Deus. Ainda que falte, talvez, pregadores e missionários, essas pessoas não deixarão de ir ao céu, pois Deus é justo e bom, não ignorando alma nenhuma à perdição. Então, se alguém porventura disser: “não mato, não roubo, não minto, não adultero... será que o Senhor me aceitará no dia do juízo?” Não. Você que conhece a Deus, já ouviu falar na Bíblia, e não o obedeceu em Cristo, não é como um deles. A salvação não é pelas obras, obediência, rituais, sacrifícios ou caridade, é pela fé em Cristo. Todavia, assim como o Senhor não condena bebês que falecem ao inferno, ao Senhor também aprouve ter misericórdia de alguns dentre a humanidade que nunca ouviu falar de Cristo ou da Bíblia, em Cristo: Porque dele [de Cristo] e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. Romanos 11.36.

Por que eu coloquei este tópico aqui sobre a salvação de uma pequeníssima minoria? Pois, assim como ocorre contra o calvinismo, em que muitos teólogos sentem-se mal com a teoria da condenação de ímpios pelo mero conselho e determinação da parte divina por parte da teoria calvinista, alguns também sentem-se mal ao pensar sobre uma eventual condenação de uma pequeniníssima minoria que nunca ouviu falar de Deus e do evangelho, ainda que a pessoa respondesse bem à graça preveniente infinita de Deus que vem da Cruz do Calvário. Assim, sabendo que Deus é justo e bom, e não condena ninguém injustamente, Ele é imparcial, a consciência destas pessoas pode descansar em paz sabendo que, por exemplo, mesmo sem missionário nas Américas até a época de Cristóvão Colombo, creio que o Senhor certamente salvou alguns índios crentes da condenação eterna, por Jesus Cristo (Rm 2.16), nosso Senhor.

O evangelho, segundo a Bíblia, nunca foi pregado a Abraão, senão pelo contato do próprio Deus. É disso que falamos. E Abraão foi salvo pela fé, alcançado pela graça infinita de Deus.

Cristo continua sendo, mesmo nessas exceções, o único mediador, e essa a aplicação é extraordinária, não o caminho normal ou ordinário.

Obras de Armínio (2015, p. 301): Não é heresia nem erro dizer: “Mesmo sem esses meios [ordinários, isto é, a pregação da Palavra], Deus pode converter algumas pessoas.”

A salvação de povos que nunca ouviram falar de Cristo permanece um mistério, mas se Deus não condena inocentes, e sempre age com imparcialidade, e quer que todos sejam salvos, eu creio firmemente nessa seção, embora os mecanismos teológicos, a explicação de como isso acontece, não estejam tão claros na Escritura a meu ver.

Assim, também, na ordem de Deus a destruir totalmente os cananeus, a vida deles na terra foi terminada, mas provavelmente alguns poucos (falo dos bebês, pelo menos) foram admitidos à vida eterna, e os injustos, que já iriam à condenação eterna, simplesmente foram antes da hora que esperavam. Quando Deus interrompe a vida de alguém aqui na terra, isso não quer dizer que irá mudar o seu destino eterno. Se Deus recolhe algum jovem, por exemplo, o destino dele traçado já durante sua vida pelas suas escolhas simplesmente é alcançado antes do tempo em que ele esperava. Não há injustiça da parte de Deus, que dá a vida e tira a vida quando quer. Porém, se muitos rejeitam a Palavra, não importa se morrerão jovens ou velhos, se a condenação permanece. Importa viver o hoje, e hoje se converter dos maus caminhos, para que, ainda que Deus recolha jovem [Estêvão e Tiago], idoso de morte não natural [Pedro e Paulo] ou de morte natural [João], esteja na multidão celeste adorando a Deus na outra vida. A nossa vida é de poucos anos, mas a eternidade é para sempre. Imagine um “trilhão” de anos, com alegria, adoração e novidades todos os dias que Deus nos surpreenderá (se for uma eternidade contínua). E se for um momento de plenitude infinita, sem ter um tempo corrido, imagine viver, no céu (quando falamos céu queremos dizer “novos céus e nova terra”), modelando o espaço-tempo como bem entender com a capacidade que Deus deu! Amém. Esta vida é um “teste” a todos, e Cristo venceu, e Nele somos mais do que vencedores. E esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. 1Jo 5.4.

sábado, 16 de maio de 2026

(16/5 14h59) Suicídio e Eutanásia. Complementação à Ética Cristã da Teol. Sistemática Interdenominacional

Algum cristão por acaso pensa em suicídio, eutanásia ou suicídio assistido?

Eis que um caso comum é citarem Sansão. Ele não se suicidou, se sacrificou por um bem maior, como Cristo.

Ninguém fiel na Bíblia se matou. Infiéis, sim: Saul, Judas etc.

Um versículo que deve espantar esses pensamentos é:

"Se alguém destruir o templo de Deus [nosso corpo], Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo". (I Coríntios 3:17 acf)

Isso me dá temor.

O salvo deseja agradar a Deus naturalmente pela natureza de Cristo (o salvo foi transformado), e a pessoa com pensamentos suicidas está desagradando a Deus se desejar isso, pois não é perfil do salvo desistir, mas perseverar até o fim, até a morte. O salvo tem a semente de Deus que o guarda (I João 3.9 acf).

Deve-se clamar por libertação, renovo ou avivamento pessoal para que a pessoa seja liberta dessa seta / dardo / opressão (ou tentação, ou até possessão) maligna.

Disse Ana, mãe do profeta Samuel, pelo Espírito de Deus:

O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela. (I Samuel 2:6 acf).

Que ninguém tire a vida de outra pessoa sem motivo (motivo seria legítima defesa, soldado em guerra, policial em combate, pena de morte em um ou outro caso - embora eu não apoie isso, prefiro prisão perpétua, etc.) nem a própria vida de jeito nenhum, isso cabe a Deus e, por extensão, às autoridades constituídas por Deus.

É o SENHOR que dá a vida e tira a vida, não nós.

Continuemos: "E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; [...] E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." (Gênesis 1:26-27 acf)

O ser humano, eu e você, cada membro da humanidade foi criado à imagem e semelhança de Deus, é em parte como Deus e o representa nessa terra, tem valor intrínseco: Todos nós temos valor, mesmo se tivermos muitos problemas, e cada vida humana é sagrada e especial para Deus e veio de Deus.

Se não for suficiente, pense no exemplo que vai deixar aos filhos, aos parentes, e pensar no propósito de Deus na vida dessa pessoa. Se Deus trouxe Jesus para dar a vida será que Ele deseja morte para alguém amado? A realidade é que Deus tem um propósito, chamado e vocação únicos para cada pessoa.

Não precisamos nos preocupar com a morte, quando Deus quiser recolher alguém, Ele leva.

Ele é o Pai, o doador e fonte da vida, através da Palavra e do Espírito. Deus disse: "Não matarás!" (Êxodo 20, Dez Mandamentos).

Amém!