sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Livro novo na Amazon Kindle, R$ 5,99

Graça e paz. Livro sobre Bibliologia totalmente aperfeiçoado, lindo, para edificação. 106 pags.

Roberto. Este é o vol. IV da Coleção Teologia Sistemática Avançada. Link:

https://www.amazon.com.br/B%C3%ADblia-Sagrada-Inerr%C3%A2ncia-Supostas-Contradi%C3%A7%C3%B5es-ebook/dp/B0GX36XKM4/

Deus abençoe a todos. Capa:



quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Desafio (não obrigatório) para afiar a espada da Palavra de Deus

Graça e paz.


Estou publicando a segunda edição do meu livro na Amazon Kindle (7 de agosto de 2026), "A Bíblia Sagrada: Inerrância, Supostas Contradições, Versões, Texto Recebido e Crítico", e deixo registrado as 194 aparentes contradições no Novo Testamento compiladas por ateus.

Todas elas podem ser resolvidas. Não é necessário resolvê-las todas para saber que a Bíblia não tem erros no manuscrito original.

Por que eu publiquei isso? Ora, para os cristãos treinarem sua fé, a se desafiarem e a afiarem suas

mentes e línguas com a Palavra de Deus que desmistifica todos essas aparentes contradições.

Obs. Se alguém tem falta de sabedoria, peça-a a Deus (Tiago 1).

Se mesmo assim pareça nebuloso, pesquise em fontes do corpo de Cristo para auxílio mútuo.

Só não devem estagnar em Cristo, mas fazer firme a vossa vocação e eleição no Senhor, como disse Pedro.


Grande abraço

Deus abençoe

Roberto Fiedler Rossi





As afirmações abaixo estão corretas? Muitas vezes não estarão. Consulte a Bíblia numa versão fiel para ter certeza.

Roberto


194 [aparentes] Contradições no Novo Testamento

Fonte: sites de ateus


1. A linhagem de Jesus pode ser traçada por meio de Salomão, filho de Davi. Mt. 1:6.

   A linhagem de Jesus pode ser traçada por meio de Natã, filho de Davi. Lc. 3:31.


2. O anúncio do nascimento especial foi feito antes da concepção. Lc. 1:26-31.

   O anúncio do nascimento especial foi feito depois da concepção. Mt. 1:18-21.


3. Aos pais de Jesus foi falado sobre a futura grandeza de seu filho. Mt. 1:18-21; Lc. 1:28-35.

   Os pais de Jesus não sabiam nada sobre o potencial de seu filho. Lc. 2:48-50.


4. O anjo falou com José. Mt. 1:20.

   O anjo falou com Maria. Lc. 1:28.


5. Houve 28 gerações desde Davi até Jesus. Mt. 1:17.

   Houve 43 gerações desde Davi até Jesus. Lc. 3:23-31.


6. Jacó era o pai de José. Mt. 1:16.

   Eli era o pai de José. Lc. 1:23.


7. O menino se chamaria Emanuel. Mt. 1:23.

   O menino foi chamado Jesus. Mt. 1:25.


8. José, Maria e Jesus fugiram para o Egito enquanto Herodes massacrava todas as crianças menores de

   dois anos de idade. Mt. 2:3-16. (Nota: João, primo de Jesus, também tinha menos de dois anos

   de idade e sobreviveu sem ter de fugir.) José, Maria e Jesus não fugiram para o Egito, mas permaneceram

   para os rituais do templo. Não se menciona nenhum massacre de crianças! Lc. 2:21-39.


9. Jesus foi tentado durante os 40 dias em que permaneceu no deserto. Mc. 1:13.

   Jesus foi tentado depois dos 40 dias no deserto. Mt. 4:2-3.


10. O diabo primeiro levou Jesus ao pináculo do templo e depois ao topo da montanha. Mt. 4:5-8.

    O diabo primeiro o levou ao topo da montanha e depois ao pináculo. Lc. 4:5-9.


11. Satanás tentou Jesus. Mt. 4:1-10; Mc. 1:13; Lc. 4:1,2.

    Satanás não tinha nenhum interesse em Jesus. Jo. 14:30.


12. O batismo de Jesus foi com o “Espírito Santo”. Mc. 1:8; Jo. 1:33.

    Fogo também foi acrescentado ao batismo. Mt. 3:11; Lc. 3:16.


13. João sabia de Jesus antes de batizá-lo. Mt. 3:11-13; Jo. 1:28,29.

    João não sabia absolutamente nada de Jesus. Mt. 11:1-3.


14. Jesus inicia seu ministério depois da prisão de João. Mc. 1:13,14.

    Jesus inicia seu ministério antes da prisão de João. Jo. 3:22-24.


15. Está registrado que Jesus viu o Espírito descendo. Mt. 3:16; Mc. 1:10.

    Está registrado que João viu o Espírito descendo. Jo. 1:32.


16. A voz do céu dirigiu-se aos que estavam reunidos. Mt. 3:17.

    A voz do céu dirigiu-se a Jesus. Mc. 1:11; Lc. 3:22.


17. Imediatamente depois do batismo, Jesus passou 40 dias no deserto. Mt. 4:1,2; Mc. 1:12,13.

    Três dias depois do batismo, Jesus esteve nas bodas de Caná. Jo. 2:1.


18. Jesus foi a Betfagé e ao Monte das Oliveiras e depois saiu para Betânia. Mt. 21:1,17.

    Jesus foi a Betfagé e a Betânia, no Monte das Oliveiras. Mc. 11:1; Lc. 19:29.

    Jesus foi a Betânia e depois a Jerusalém. Jo. 12:1,12.


19. Jesus e seus discípulos ensinaram em Cafarnaum. Mc. 1:20,21.

    Somente Jesus ensinou em Cafarnaum. Lc. 4:30,31.


20. Pedro foi escolhido, junto com André, às margens do Mar da Galileia. Mt. 4:18-20; Mc. 1:16-18.

    Pedro foi escolhido, junto com Tiago e João, às margens do lago de Genesaré. Lc. 5:2-11.

    André escolheu Jesus e depois fez com que Pedro se juntasse a eles. Jo. 1:35-42.


21. Pedro deveria pregar aos judeus. Mt. 10:2,5,6; Gl. 2:7.

    Pedro deveria pregar aos gentios. At. 15:7.


22. Jesus curou a sogra de Pedro depois de curar o leproso. Mt. 8:1-15.

    Jesus curou a sogra de Pedro antes de curar o leproso. Mc. 1:30-42; Lc. 4:38–5:13.


23. A sogra de Pedro foi curada antes de ele ser chamado ao discipulado. Lc. 4:38,39; 5:10.

    Ela foi curada depois de Pedro ser chamado para ser discípulo. Mt. 4:18,19; 8:14-15; Mc. 1:16,17,30,31.


24. Tiago e João estavam com Jesus quando ele curou a sogra de Pedro. Mc. 1:29-31.

    Tiago e João não estavam com Jesus quando ele curou a sogra de Pedro. Lc. 4:38,39; 5:10,11.


25. Lebeu (Tadeu) era o nome de um apóstolo — mas não era Judas, irmão de Tiago. Mt. 10:3.

    Judas, irmão de Tiago, era apóstolo, mas não era Tadeu. Lc. 6:16; At. 1:13.


26. O servo do centurião foi curado entre a cura do leproso e a da sogra de Pedro. Mt. 8:2-15.

    O servo do centurião foi curado depois da cura do leproso e da cura da sogra de

    Pedro. Lc. 4:38,39; 5:12-13; 5:12,13; 7:1-10.


27. O povo não ficou impressionado com a alimentação da multidão. Mc. 6:52.

    O povo ficou muito impressionado com a alimentação da multidão. Jo. 6:14.


28. Depois de alimentar a multidão, Jesus foi a Genesaré. Mc. 6:53.

    Depois de alimentar a multidão, Jesus foi a Cafarnaum. Jo. 6:14-17.


29. Um demônio exclama que Jesus é o Santo de Deus. Mc. 1:23,24.

    Todo aquele que confessa que Jesus veio em carne é de Deus. 1Jo. 4:2.


30. Jesus amaldiçoou a figueira para que não desse fruto. Mt. 21:19; Mc. 11:14.

    Não era tempo de a figueira dar fruto. Mc. 11:13.


31. A figueira seca imediatamente, e os discípulos ficam admirados. Mt. 21:19,20.

    Os discípulos só percebem a figueira seca no dia seguinte. Mc. 11:20,21.


32. Jesus é o mediador do “Pai”. 1Tm. 2:5; 1Jo. 2:1.

    Jesus se assenta à “sua” direita. Mc. 16:19.

    Jesus e o “Pai” são um e o mesmo. Jo. 10:30.


33. Há um “Deus”. 1Tm. 2:5; Tg. 2:19.

    Há três. 1Jo. 5:7.


34. Jesus disse que é preciso honrar pai e mãe. Mt. 15:4; Mt. 19:19; Mc. 7:10; Mc. 10:19; Lc. 18:20.

    Jesus disse que veio colocar as pessoas contra seus pais. Mt. 10:35-37; Lc. 12:51-53; Lc. 14:26.

    Jesus disse que não devemos chamar ninguém de pai. Mt. 23:9.


35. Jesus/Deus disse: “Louco...”. Lc. 12:20; Mt. 23:17.

    Paulo chama pessoas de loucas. 1Co. 15:36.

    Se você chamar alguém de louco, irá para o inferno. Mt. 5:22.


36. Por si só, a ira é pecado. Mt. 5:22.

    Mas não necessariamente. Ef. 4:26.


37. Pedi, e recebereis. Buscai, e achareis. Batei, e abrir-se-vos-á. Mt. 7:7,8; Lc. 11:9,10.

    Pedi, e não recebereis. Buscai, e não achareis. Batei, e não se vos abrirá. Lc. 13:24-27.


38. Não julgueis. Mt. 7:1,2.

    É claro, a menos que seja necessário. 1Jo. 4:1-3.


39. Jesus agradece porque algumas coisas estão ocultas. Mt. 11:25; Mc. 4:11,12.

    Jesus diz que todas as coisas deveriam ser dadas a conhecer. Mc. 4:22.


40. Jesus diz que nenhum sinal seria dado. Mc. 8:12.

    Jesus diz que nenhum sinal seria dado, exceto o de Jonas. Mt. 12:39; Lc. 11:29.

    Jesus deu muitos sinais. Jo. 20:30; At. 2:22.


41. Jesus disse que a lei existiria até que passassem o céu e a terra. Mt. 5:17,18.

    Jesus disse que a lei só existiria até o tempo de João. Lc. 16:16.


42. O “Sermão do Monte” ocorreu na montanha. Mt. 5:1.

    O “Sermão do Monte” ocorreu numa planície. Lc. 6:17.


43. O “Pai-Nosso” foi ensinado a muitos durante o “Sermão do Monte”. Mt. 6:9.

    O “Pai-Nosso” foi ensinado somente aos discípulos em outra ocasião. Lc. 11:1.


44. Jesus tinha casa própria. Mc. 2:15.

    Jesus não tinha casa própria. Lc. 9:58.


45. As boas obras devem ser vistas. Mt. 5:16.

    As boas obras não devem ser vistas. Mt. 6:1-4.


46. Jesus disse que a salvação era somente para os judeus. Mt. 15:24; Mt. 10:5,6; Jo. 4:22; Rm. 11:26,27.

    Paulo disse que a salvação também é para os gentios. At. 13:47,48.


47. O arrependimento é necessário. At. 3:19; Lc. 3:3.

    O arrependimento não é necessário. Rm. 11:29.


48. Os descrentes obtêm misericórdia. Rm. 11:32.

    Somente os crentes obtêm misericórdia. Jo. 3:36; Rm. 14:23.

    Somente os crentes batizados obtêm misericórdia. Mc. 16:16.

    A misericórdia não pode ser predeterminada. Rm. 9:18.


49. Todos os que invocam o “Senhor” serão salvos. Rm. 10:13; At. 2:21.

    Somente os predestinados serão salvos. At. 13:48; Ef. 1:4,5; 2Ts. 2:13; At. 2:47.


50. Jesus disse que não lançaria fora os que fossem a ele. Jo. 6:37.

    Jesus disse que muitos dos que forem a ele serão lançados fora. Mt. 7:21-23.


51. A salvação vem pela fé, não pelas obras. Ef. 2:8,9; Rm. 11:6; Gl. 2:16; Rm. 3:28.

    A salvação vem pela fé e pelas obras. Tg. 2:14,17:20.


52. Os justos têm vida eterna. Mt. 25:46.

    Os justos dificilmente são salvos. 1Pe. 4:18.

    Não há justos. Rm. 3:10.


53. Creia e seja batizado para ser salvo. Mc. 16:16.

    Seja batizado em água e no Espírito para ser salvo. Jo. 3:5.

    Persevere até o fim para ser salvo. Mt. 24:13.

    Invoque o nome do “Senhor” para ser salvo. At. 2:21; Rm. 10:13.

    Creia em Jesus para ser salvo. At. 16:31.

    Creia, e toda a sua casa será salva. At. 16:31.

    Tenha esperança e será salvo. Rm. 8:24.

    Creia na ressurreição para ser salvo. Rm. 10:9.

    Pela graça sois salvos. Ef. 2:5.

    Pela graça e pela fé sois salvos. Ef. 2:8.

    Tenha o amor da verdade para ser salvo. 2Ts. 2:10.

    A misericórdia salva. Tt. 3:5.


54. Os reincidentes são condenados. 2Pe. 2:20.

    Os reincidentes são salvos, apesar de tudo. Jo. 10:27-29.


55. Perdoe setenta vezes sete. Mt. 18:22.

    O perdão não é possível para o pecado reiterado. Hb. 6:4-6.


56. O divórcio é pecado, exceto por causa de infidelidade. Mt. 5:32.

    O divórcio, seja qual for a causa, é pecado. Mc. 10:11,12.


57. Jesus aprova a destruição dos inimigos. Lc. 19:27.

    Jesus disse: “Amai os vossos inimigos”. Mt. 5:44.


58. Deus reside no céu. Mt. 5:45; Mt. 6:9; Mt. 7:21.

    Os anjos residem no céu. Mc. 13:32.

    Jesus está com Deus no céu. At. 7:55,56.

    Os crentes vão para o céu. 1Pe. 1:3,4.

    O céu passará. Mt. 24:35; Mc. 13:31; Lc. 21:33.


59. Orai para que não entreis em tentação. Mt. 26:41.

    A tentação é motivo de alegria. Tg. 1:2.


60. Deus nos coloca em tentação. Mt. 6:13.

    Deus não tenta ninguém. Tg. 1:13.


61. Não se preocupe com o amanhã. Deus cuidará de você. Mt. 6:25-34; Lc. 12:22-31.

    O homem que não provê para sua família é pior que um infiel. 1Tm. 5:8.


62. Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. At. 2:21; Rm. 10:13.

    Nem todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Mt. 7:21.

    Somente os que o Senhor escolher serão salvos. At. 2:39.


63. Somos justificados pelas obras, não pela fé. Mt. 7:21; Rm. 2:6,13; Tg. 2:24.

    Somos justificados pela fé, não pelas obras. Jo. 3:16; Rm. 3:27; Ef. 2:8,9; Gl. 2:16.


64. Não levem calçados nem bordão. Mt. 10:10.

    Levem somente calçados e bordão. Mc. 6:8,9.


65. Jesus disse que nele haveria paz. Jo. 16:33.

    Jesus disse que não veio trazer paz. Mt. 10:34; Lc. 12:51.


66. Jesus disse que João Batista era profeta e Elias. Mt. 11:9; Mt. 17:12,13.

    João disse que não era nem profeta nem Elias. Jo. 1:21.


67. Jesus disse que era manso e humilde. Mt. 11:29.

    Jesus fez um chicote e expulsou os cambistas do templo. Mt. 21:12; Mc. 11:15,16; Jo. 2:15.


68. Jesus disse: “Guardai-vos do fermento dos fariseus”. Lc. 12:1.

    Jesus disse: “Guardai-vos do fermento dos fariseus e saduceus”. Mt. 16:6,11.

    Jesus disse: “Guardai-vos do fermento dos fariseus e de Herodes”. Mc. 8:15.


69. Jesus funda sua igreja sobre Pedro. Mt. 16:18.

    Jesus chama Pedro de “Satanás” e de tropeço. Mt. 16:23.


70. A mãe de Tiago e João pede a Jesus um favor para seus filhos. Mt. 20:20,21.

    Eles mesmos fazem o pedido. Mc. 10:35-37.


71. Jesus responde que não lhe cabe conceder esse favor. Mt. 20:23; Mc. 10:40.

    Jesus diz que toda autoridade lhe foi dada. Mt. 28:18; Jo. 3:35.


72. Jesus cura dois cegos. Mt. 20:29,30.

    Jesus cura um cego. Mc. 10:46-52.


73. Jesus curou todos os enfermos. Mt. 8:16; Lc. 4:40.

    Jesus curou muitos enfermos — mas não todos. Mc. 1:34.


74. O conselho pergunta a Jesus se ele é o Filho de Deus. Lc. 22:70.

    O sumo sacerdote pergunta a Jesus se ele é o Cristo, o Filho de Deus. Mt. 26:63.

    O sumo sacerdote pergunta a Jesus se ele é o Cristo, o Filho do Bendito. Mc. 14:61.

    O sumo sacerdote pergunta a Jesus sobre seus discípulos e sua doutrina. Jo. 18:19.


75. Jesus responde, dizendo: “Tu o disseste”. Mt. 26:64; “Vós dizeis que eu sou”. Lc. 22:70.

    Jesus responde diretamente: “Eu sou”. Mc. 14:62.


76. No Monte das Oliveiras, Jesus disse a Pedro que este o negaria três vezes. Mt. 26:30-34.

    Na refeição da Páscoa, Jesus disse a Pedro que este o negaria três vezes. Lc. 22:13,14,34.


77. Pedro negaria Jesus três vezes antes que o galo cantasse. Mt. 26:34; Lc. 22:34; Jo. 13:38.

    Pedro negaria Jesus três vezes antes que o galo cantasse duas vezes. Mc. 14:30.


78. O galo cantou uma vez. Mt. 26:74.

    O galo cantou duas vezes. Mc. 14:72.


79. Pedro faz a primeira negação diante de uma criada e de alguns outros. Mt. 26:69,70.

    Foi somente diante da criada. Mc. 14:66-68; Lc. 22:56,57; Jo. 18:17.


80. A segunda negação de Pedro foi diante de outra criada. Mt. 26:71,72.

    Foi diante da mesma criada. Mc. 14:69-70.

    Foi diante de um homem, não de uma criada. Lc. 22:58.

    Foi diante de mais de uma pessoa. Jo. 18:25.


81. A terceira negação de Pedro foi diante de vários transeuntes. Mt. 26:73,74; Mc. 14:69,70.

    Foi diante de uma só pessoa. Lc. 22:59,60.

    Foi diante de um servo. Jo. 18:26,27.


82. Os principais sacerdotes compraram o campo. Mt. 27:6,7.

    Judas comprou o campo. At. 1:16-19.


83. Judas jogou o dinheiro no chão e foi embora. Mt. 27:5.

    Judas usou as moedas para comprar o campo. At. 1:18.


84. Judas se enforcou. Mt. 27:5.

    Judas caiu de cabeça e se rompeu ao meio. At. 1:18.


85. Jesus não respondeu a nenhuma das acusações. Mt. 27:12-14; Lc. 23:9.

    Jesus respondeu a algumas das acusações. Mc. 14:61,62.

    Jesus respondeu a todas as acusações. Jo. 18:33-37.


86. Jesus disse que a vida eterna seria dada a todos os que lhe foram dados. Jo. 11:27-29; 17:12.

    Jesus libertou Judas para cumprir sua promessa. Jo. 18:5-9.


87. Os principais sacerdotes e os anciãos persuadem o povo. Mt. 27:20.

    Somente os principais sacerdotes persuadem o povo. Mc. 15:11.

    Os principais sacerdotes e o povo persuadem a si mesmos. Lc. 23:13-23.


88. É dada a Jesus uma túnica escarlate. Mt. 27:28.

    É dada a Jesus uma túnica púrpura. Mc. 15:17; Jo. 19:2.

    É dada a Jesus uma túnica esplêndida. Lc. 23:11.


89. A placa dizia: “Este é Jesus, rei dos judeus”. Mt. 27:37.

    A placa dizia: “O rei dos judeus”. Mc. 15:26.

    Em três idiomas, a placa dizia: “Este é o rei dos judeus”. Lc. 23:38.

    Nos mesmos três idiomas, a placa dizia: “Jesus de Nazaré, rei dos judeus”. Jo. 19:19,20.


90. Jesus pergunta a Deus: “Pai, por que me abandonaste?” Mt. 27:46.

    Jesus disse que ele e o Pai são um. Jo. 10:30; Jo. 17:11,21,22.


91. O centurião diz: “Verdadeiramente, este era Filho de Deus”. Mt. 27:54.

    O centurião diz: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus”. Mc. 15:39.

    O centurião diz: “Certamente, este homem era justo”. Lc. 23:47.

    Não houve nenhum centurião. Jo. 19:31-37.


92. Jesus foi crucificado à hora terceira. Mc. 15:25.

    Jesus ainda estava diante de Pilatos à hora sexta. Jo. 19:13,14.


93. As mulheres observavam de “longe”. Mt. 27:55; Mc. 15:40; Lc. 23:49.

    As mulheres estavam muito perto. Jo. 19:25.


94. As últimas palavras de Jesus registradas são:

    Versão 1: “Eli, Eli... Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mt. 27:46.

    Versão 2: “Eloi, Eloi... lama sabactâni? Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mc. 15:34.

    Versão 3: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Lc. 23:46.

    Versão 4: “Está consumado”. Jo. 19:30.


95. Um guarda foi colocado no túmulo no dia seguinte ao sepultamento. Mt. 65:66.

    Não se menciona nenhum guarda. Mc. 15:44-47; Lc. 23:52-56; Jo. 19:38-42.


96. Somente os que guardam as palavras de Jesus nunca verão a morte. Jo. 8:51.

    Os discípulos de Jesus seriam mortos. Mt. 24:3-9.

    Todos os homens morrem uma só vez. Hb. 9:27.


97. Quando chegaram, a pedra ainda estava em seu lugar. Mt. 28:1,2.

    Quando chegaram, a pedra já havia sido removida. Mc. 16:4; Lc. 24:2; Jo. 20:1.


98. Houve um terremoto. Mt. 28:2.

    Não houve nenhum terremoto. Mc. 15:5; Lc. 24:2-4; Jo. 20:12.


99. Os visitantes correram para contar aos discípulos. Mt. 28:8.

    Os visitantes contaram aos onze e a todos os demais. Lc. 24:9.

    Os visitantes não contaram a ninguém. Mc. 16:8.


100. A primeira aparição de Jesus depois da ressurreição foi ali mesmo no túmulo. Jo. 20:12-14.

     Foi bem perto do túmulo. Mt. 28:8,9.

     Foi no caminho de Emaús. Lc. 24:13-16.


101. Um duvidou. Jo. 20:24.

     Alguns duvidaram. Mt. 28:17.

     Todos duvidaram. Mc. 16:11; Lc. 24:11,14.


102. Jesus disse que seu sangue seria derramado por muitos. Mc. 14:24.

     Jesus disse que seu sangue seria derramado por seus discípulos. Lc. 22:20.


103. Simão Cireneu foi obrigado a levar a cruz de Jesus. Mt. 27:32; Mc. 15:21; Lc. 23:26.

     Jesus carregou sua própria cruz. Jo. 19:16,17.


104. Foi dado a Jesus vinagre e fel para beber. Mt. 27:34.

     Foi-lhe dado vinagre para beber. Jo. 19:29,30.

     Foi-lhe dado vinho e mirra para beber. Mc. 15:23.


105. Jesus recusou a bebida que lhe foi oferecida. Mc. 15:23.

     Jesus provou a bebida e depois a recusou. Mt. 27:34.

     Jesus aceitou a bebida que lhe foi oferecida. Jo. 19:30.


106. Ambos os “ladrões” zombaram de Jesus na cruz. Mt. 27:44; Mc. 15:32.

     Um dos “ladrões” ficou do lado de Jesus na cruz. Lc. 23:39-41.


107. Ousadamente, José de Arimateia pediu o corpo de Jesus. Mc. 15:43.

     José de Arimateia pediu secretamente o corpo de Jesus. Jo. 19:38.


108. Jesus foi colocado num sepulcro próximo. Mc. 15:46; Lc. 23:53; Jo. 19:41.

     Jesus foi colocado no túmulo novo de José. Mt. 27:59,60.


109. Uma grande pedra foi rolada e colocada diante do sepulcro. Mt. 27:60; Mc. 15:46.

     Não havia nada diante do sepulcro. Lc. 23:55; Jo. 19:41.


110. Nicodemos preparou o corpo com especiarias. Jo. 19:39,40.

     Sem perceber isso, as mulheres compraram especiarias para preparar o corpo mais tarde. Mc. 16:1; Lc. 23:55,56.


111. O corpo foi ungido. Jo. 19:39-40.

     O corpo não foi ungido. Mc. 15:46–16:1; Lc. 23:55–24:1.


112. As mulheres compraram materiais antes do sábado. Lc. 23:56.

     As mulheres compraram materiais depois do sábado. Mc. 16:1.


113. Jesus foi visto primeiro por Cefas, depois pelos doze. 1Co. 15:5.

     Jesus foi visto primeiro pelas duas Marias. Mt. 28:1,8,9.

     Jesus foi visto primeiro por Maria Madalena. Mc. 16:9; Jo. 20:1,14,15.

     Jesus foi visto primeiro por Cleofas e outros. Lc. 24:17,18.

     Jesus foi visto primeiro pelos discípulos. At. 10:40,41.


114. As duas Marias foram ao túmulo. Mt. 28:1.

     As duas Marias e Salomé foram ao túmulo. Mc. 16:1.

     Várias mulheres foram ao túmulo. Lc. 24:10.

     Somente Maria Madalena foi ao túmulo. Jo. 20:1.


115. Era ao amanhecer quando Maria foi ao túmulo. Mt. 28:1; Mc. 16:2.

     Estava escuro quando Maria foi ao túmulo. Jo. 20:1.


116. Um anjo estava sentado na pedra à entrada do túmulo. Mt. 28:2.

     Um homem estava sentado dentro do túmulo. Mc. 16:5.


117. Dois homens estavam em pé dentro do túmulo. Lc. 24:3,4.

     Dois anjos estavam sentados dentro do túmulo. Jo. 20:12.


118. Pedro não entrou no túmulo, mas se inclinou e olhou para dentro. Lc. 24:12.

     Pedro entrou no túmulo, e outro discípulo se inclinou e olhou para dentro. Jo. 20:3-6.


119. Depois da ressurreição, os discípulos abraçaram os pés de Jesus. Mt. 28:9.

     Depois da ressurreição, Jesus disse a Tomé que tocasse seu lado. Jo. 20:27.

     Depois da ressurreição, Jesus disse que não deveria ser tocado. Jo. 20:17.


120. Maria foi a primeira a ver Jesus no túmulo. Jo. 20:11-15.

     Maria foi a primeira a ver Jesus quando estava indo para casa. Mt. 28:8-10.


121. As mulheres entraram no túmulo. Mc. 16:5; Lc. 24:3.

     As mulheres permaneceram fora do túmulo. Jo. 20:11.


122. Os discípulos se assustaram quando viram Jesus. Lc. 24:36,37.

     Os discípulos se alegraram quando viram Jesus pela primeira vez. Jo. 20:20.


123. Doze discípulos viram Jesus. 1Co. 15:5.

     Onze discípulos viram Jesus. Tomé não estava ali. Mt. 28:16,17; Jo. 20:19-25.


124. Os discípulos duvidaram que Jesus tivesse ressuscitado dentre os mortos. Mt. 28:17.

     Os fariseus e os principais sacerdotes acreditaram que era possível. Mt. 27:62-66.


125. Jesus ascendeu no terceiro dia depois da ressurreição. Lc. 24:21,50,51.

     Jesus ascendeu no mesmo dia da crucificação. Lc. 23:42,43.

     Jesus ascendeu quarenta dias depois da ressurreição. At. 1:3,9.


126. No momento da ascensão, havia cerca de 120 irmãos. At. 1:15.

     No momento da ascensão, havia cerca de 500 irmãos. 1Co. 15:6.


127. O incidente com os cambistas ocorreu no final da carreira de Jesus. Mt. 21:11,12.

     O incidente com os cambistas ocorreu no início da carreira de Jesus. Jo. 2:11-15.


128. Zacarias era filho do sacerdote Joiada. 2Cr. 24:20.

     Jesus disse que Zacarias era filho de Berequias. Mt. 23:35. (Nota: O nome Berequias ou Baraquias não

     aparece no AT.)


129. A vinda do reino será acompanhada por sinais e milagres. Mt. 24:29-33; Mc. 13:24-29.

     Será acompanhada por sinais e milagres, pois ocorre de dentro. Lc. 17:20,21.


130. O reino foi preparado desde o princípio. Mt. 25:34.

     Jesus disse que iria preparar o reino. Jo. 14:2,3.


131. A blasfêmia contra o Espírito Santo é um pecado imperdoável. Mc. 3:29.

     Todos os pecados são perdoáveis. At. 13:39; Cl. 2:13; 1Jo. 1:9.


132. A ascensão ocorreu enquanto os discípulos estavam sentados juntos à mesa. Mc. 16:14-19.

     A ascensão ocorreu nos arredores de Betânia. Lc. 24:50,51.

     A ascensão ocorreu nos arredores, no Monte das Oliveiras. At. 1:9-12.


133. O Espírito Santo estava com João desde antes de ele nascer. Lc. 1:15,41.

     O Espírito Santo estava com Isabel antes do nascimento de João. Lc. 1:41.

     O Espírito Santo estava com Zacarias. Lc. 1:67.

     O Espírito Santo estava com Simeão. Lc. 2:25.

     O Espírito Santo é recebido pedindo-o. Lc. 11:13.

     O Espírito Santo não veio ao mundo senão depois que Jesus partiu. Jo. 7:39; Jo. 16:7; At. 1:3-8.


134. Às vezes, Deus é responsável pela incredulidade. 2Ts. 2:11,12.

     Às vezes, Jesus é responsável pela incredulidade. Mc. 4:11,12.

     O diabo causa incredulidade. Lc. 8:12.


135. Aquele que odeia seu irmão é assassino. 1Jo. 3:15.

     Se alguém diz que ama a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. 1Jo. 4:20.

     Ninguém pode ser discípulo de Jesus a menos que odeie seu irmão. Lc. 14:26.


136. Os crentes não virão a juízo. Jo. 5:24.

     Todas as pessoas virão a juízo. Mt. 12:36; 2Co. 5:10; Hb. 9:27; 1Pe. 1:17; Jd. 14,15; Ap. 20:12,13.


137. Jesus diz que, se der testemunho de si mesmo, seu testemunho é verdadeiro. Jo. 8:14.

     Jesus diz que, se der testemunho de si mesmo, seu testemunho não é verdadeiro. Jo. 5:31.


138. Os homens podem escolher entre crer ou não crer. Jo. 5:38-47.

     Somente Deus escolhe quem vai crer. Jo. 6:44.


139. Nenhum dos seguidores de Jesus se perderá. Jo. 10:27-29.

     Alguns dos seguidores de Jesus se perderão. 1Tm. 4:1.


140. Jesus é o príncipe deste mundo. Ap. 1:5.

     O príncipe deste mundo será expulso. Jo. 12:31.


141. Jesus diz que todos os homens serão salvos. Jo. 3:17.

     Somente 144.000 homens virgens serão salvos. Ap. 14:1-4.


142. Deus quer que todos os homens sejam salvos. 1Tm. 2:3,4; 2Pe. 3:9.

     Deus não quer que todos os homens sejam salvos. Jo. 12:40.


143. Pedro pergunta a Jesus para onde ele vai. Jo. 13:36.

     Tomé pergunta a Jesus para onde ele vai. Jo. 14:5.

     Jesus diz que ninguém lhe perguntou para onde ia. Jo. 16:5.


144. Jesus perdeu somente um discípulo. Jo. 17:12.

     Jesus não perdeu nenhum discípulo. Jo. 18:9.


145. Jesus veio ao mundo para dar testemunho da verdade. Jo. 18:37.

     A verdade sempre foi evidente. Rm. 1:18-20.


146. Jesus deu o Espírito Santo aos seus discípulos durante a primeira aparição depois da ressurreição. Jo. 20:22.

     O Espírito Santo foi dado aos discípulos depois da ascensão. At. 1:3-8.


147. O mundo não poderia conter tudo o que poderia ser escrito sobre Jesus. Jo. 21:25.

     Tudo foi escrito. At. 1:1.


148. Obedeçam às leis dos homens porque essa é a vontade de Deus. 1Pe. 2:13-15.

     Os discípulos desobedecem ao conselho. At. 5:40-42.


149. Obedeçam a Deus, não aos homens. At. 5:29.

     Obedeçam aos homens. É a vontade de Deus. Rm. 13:1-4; 1Pe. 2:13-15.


150. Deus odiou Esaú e amou Jacó ainda antes de eles nascerem. Rm. 9:10-13.

     Deus não mostra parcialidade e trata todos por igual. At. 10:34; Rm. 2:11.


151. Todos os que pecaram sem lei, sem lei perecerão. Rm. 2:12.

     Onde não há lei, não há pecado nem transgressão. Rm. 4:15.


152. Os praticantes da lei serão justificados. Rm. 2:13.

     Os praticantes da lei não serão justificados. Rm. 3:20; Gl. 3:11.


153. A lei domina. Rm. 7:1.

     A lei não domina. Rm. 6:14.


154. A lei foi resultado do pecado. Gl. 3:19.

     O pecado é resultado da transgressão da lei. 1Jo. 3:4.


155. Os que são de “Deus” não podem pecar. 1Jo. 3:9.

     Os que são de “Deus” podem pecar. 1Jo. 7:8.


156. A unção de Jesus ensina a distinguir o bem do mal. 1Jo. 2:27.

     A lei escrita no coração e a consciência ensinam a distinguir o bem do mal. Rm. 2:15.


157. Abraão foi justificado pela fé. Hb. 11:8.

     Abraão foi justificado pelas obras. Tg. 2:21.

     Abraão não foi justificado pelas obras. Rm. 4:2.


158. Não é bom comer nem beber nada que faça seu irmão tropeçar ou se escandalizar. Rm. 14:21.

     Ninguém vos julgue em questões de comida ou bebida. Cl. 2:16.


159. Seria melhor que as viúvas não se casassem novamente. 1Co. 7:8.

     Seria melhor que as viúvas jovens não se casassem novamente. 1Tm. 5:11-14.


160. O deus deste mundo cega as pessoas para o evangelho. 2Co. 4:4.

     Só há um Deus. 1Co. 8:4.


161. As potestades deste mundo são perversas, por isso lutem contra elas. Ef. 6:11-13.

     Toda autoridade é ordenada por Deus e, se vocês resistirem, serão condenados. Rm. 13:1,2.


162. Levai as cargas uns dos outros. Gl. 6:2.

     Cada um leve a sua própria carga. Gl. 6:5.


163. Qualquer um que sequer cumprimente um incrédulo participa de suas obras ímpias. 2Jo. 10,11.

     Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa a respeito da sua fé. 1Pe. 3:15.


164. Toda a erva da terra foi queimada. Ap. 8:7.

     O exército de gafanhotos recebe instruções para não danificar a erva. Ap. 9:4.


165. Somente o “Pai” sabe. Mc. 13:32.

     “Jesus” e “o Pai” são um. Jo. 10:30; 17:11,21,22.


166. Jesus disse que ele julgará. Jo. 5:22,27-30; Jo. 9:39.

     Jesus disse que ele não julgará. Jo. 8:15; Jo. 12:47.

     Jesus disse que o Pai julga. Jo. 12:48,49.

     Jesus disse que o Pai não julga. Jo. 5:22.

     Jesus disse que seus discípulos julgarão. Lc. 22:30.


167. Quem não crê é condenado. Mc. 16:16.

     Tomé não creu e não foi condenado. Jo. 20:27-29.


168. “Quando já o seu ramo se torna tenro”. Mt. 24:32.

     “Quando o ramo dela já se torna tenro”. Mc. 13:28.


169. Jesus é Deus. Jo. 10:30.

     Jesus é a “imagem” de Deus. 2Co. 4:4.

     Jesus foi um homem aprovado por Deus. At. 2:22.


170. Jesus e Deus são um e o mesmo. Jo. 1:1.

     Jesus está fora de si mesmo. Mc. 16:19; At. 2:32,33; 7:55; Rm. 8:34; etc.


171. Jesus é o Filho de Deus. Jo. 6:69; Jo. 20:31.

     Jesus é o Filho do Homem. Mt. 18:11; Lc. 21:27.


172. Paulo diz que não mente. Rm. 9:1; 2Co. 11:31; Gl. 1:20; 1Tm. 2:7.

     Paulo diz que mente. Rm. 3:7.


173. Paulo diz que não usa artimanhas. 1Ts. 2:3.

     Paulo admite que usa artimanhas. 2Co. 12:16.


174. Paulo diz que a circuncisão não é nada. 1Co. 7:19.

     Paulo diz que a circuncisão é proveitosa. Rm. 2:25; Rm. 3:1,2.


175. Não cobiceis. Rm. 7:7; Rm. 13:9.

     Paulo diz que se deve cobiçar. 1Co. 12:31; 1Co. 14:39. (N.T.: “Covet”, King James).


176. Paulo ensina a não roubar. Ef. 4:28.

     Paulo admite que roubou. 2Co. 11:8.


177. Foi assegurado a Paulo que ele não sofreria dano. At. 18:9,10.

     Com frequência, Paulo era maltratado fisicamente. 2Co. 11:23-27.


178. Paulo diz que a lei é necessária. Rm. 3:31.

     Paulo diz que a lei não é necessária. Rm. 6:14.


179. Jesus disse que fossem e batizassem. Mt. 28:19.

     Paulo disse que não foi enviado para batizar. 1Co. 1:17.


180. Paulo disse que não foi enviado para batizar, mas para pregar. 1Co. 1:17.

     Paulo batizava. 1Co. 1:16.


181. Jesus disse que não veio abolir a lei. Mt. 5:17-19.

     Paulo disse o contrário. Ef. 2:15.


182. Jesus disse que Deus não condenou o mundo. Jo. 3:17.

     Paulo disse que Deus condenou o mundo. Rm. 5:18.


183. Os que presenciaram a conversão de Paulo estavam em pé. At. 9:7.

     Caíram ao chão. At. 26:14.


184. Os que presenciaram a conversão de Paulo ouviram uma voz, mas não viram nada. At. 9:7.

     Os que presenciaram a conversão de Paulo viram uma luz, mas não ouviram nada. At. 22:9.


185. Pouco depois de sua conversão, Paulo foi a Damasco, onde passou algum tempo com os apóstolos. At. 9:19.

     Paulo foi a Damasco três anos depois e só viu Pedro e Tiago. Gl. 1:18,19.


186. Pouco depois de sua conversão, Paulo foi a Damasco e depois a Jerusalém. At. 9:18-26.

     Pouco depois de sua conversão, Paulo foi à Arábia, depois a Damasco e, então, 3 anos mais tarde, a

     Jerusalém. Gl. 1:17,18.


187. Em Damasco, o governador tenta prender Paulo. 2Co. 11:32.

     Em Damasco, os judeus tentam prender Paulo. At. 9:22,23.


188. O Espírito Santo proíbe a pregação na Ásia. At. 16:6.

     Paulo prega na Ásia mesmo assim. At. 19:8-10.


189. Paulo disse que não seria servo de Cristo se procurasse agradar aos homens. Gl. 1:10.

     Paulo disse que procurava agradar aos homens. 1Co. 10:33.


190. Paulo diz que era o primeiro de todos os pecadores. 1Tm. 1:15.

     Quem comete pecado é do diabo. Os filhos de Deus não podem pecar. 1Jo. 3:8-10.


191. Paulo disse que Jesus é o juiz. 2Tm. 4:1.

     Paulo disse que Deus é o juiz. Hb. 12:23.

     Paulo disse que os santos julgariam. 1Co. 6:2.


192. Paulo disse que Jesus era o Filho de Deus. Rm. 1:3,4.

     Paulo disse que Jesus era somente um homem. Hb. 7:24.


193. Não se gloriem. Lc. 18:14.

     Não se ensoberbeçam. Rm. 11:20; 1Pe. 5:5.

     Paulo se gloria orgulhosamente. 2Co. 11:16-18; Gl. 2:9-11.


194. Jesus felicita a igreja de Éfeso por discernir os apóstolos mentirosos. Ap. 2:1,2.

     Paulo foi apóstolo em Éfeso. Ef. 1:1.


terça-feira, 4 de agosto de 2026

Coleção Teologia Sistemática Avançada - 3 volumes

Graça e paz da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus no Espírito Santo!

O Senhor me abençoou e preparou que a soteriologia, a escatologia, e a doutrina da Trindade abordadas na antiga Teologia Sistemática Interdenominacional fossem aperfeiçoadas (especialmente a Trindade) e virassem uma linda coleção:


Soteriologia, 172 pags., R$ 31,99


Escatologia, 251 págs., R$ 31,99


Trindade, 72 pags., R$ 24,99

Para a glória de Deus e edificação da Igreja.

Caso queiram adquirir algum desses três livros, ou os três juntos, está na amazon.com.br, amazon kindle, link abaixo (dá para ler em qualquer dispositivo eletrônico, aumentar a letra etc. Todas as imagens têm transcrição de conteúdo em texto separado):


O conteúdo é o da antiga Teologia Sistemática Interdenominacional, mas bem mais desenvolvido.

Deus abençoe, em Cristo, Roberto Fiedler Rossi

Obs. Algumas postagens no blog estavam desatualizadas e foram removidas, mas estão nos e-books acima. Grato.

domingo, 12 de julho de 2026

ELEIÇÃO. Complementação aos meus livros

Graça e Paz da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus.

Deus me deu um híbrido da eleiçao luterana com a arminiana: penso que Deus me agraciou.

É tudo muito novo, não tenho certeza que esteja 100% correto, foi pela fé.


17.           DA ELEIÇÃO ETERNA DE DEUS EM CRISTO E PELA PALAVRA

 

 

Baseado em Marcos 4, Mateus 13 e Lucas 8, a parábola do semeador, com paralelos em João 15, a parábola da videira, a semente (que salva) é a Palavra. Ela opera em duas etapas.

Neste capítulo também abordaremos Jo 15, a parábola da videira com paralelos com os capítulos do parágrafo anterior. Jo 15 diz que os chamados por Deus para um relacionamento com Cristo, ainda não sendo justificados e regenerados, também estão em certa forma em Cristo, implicitamente considerados como varas enxertadas na videira cf. Jo 15.2. É nesse sentido específico que este capítulo fala de pessoas ainda não salvas como estando em Cristo.

Ao primeiro contato com a Palavra, isto é, ao plantar a semente no solo da mente das pessoas (Mc 4.14,3) pode gerar ou não gerar uma planta da Palavra de Deus com o fim de dar fruto (a Palavra fala de semente e fruto, então está implícita a “planta”). A semente, ainda que brote, não gerará fruto se não tiver raiz suficiente (Mc 4.16-17), ou seja, se após plantada, a semente for tirada por Satanás (v. 15) ou se as pessoas se escandalizarem pela perseguição (v. 17). Esse é o processo de conversão, a primeira etapa da atuação da Palavra. Essa planta ainda não está salva se não der fruto (pode ser temporária cf. Mc 4.17, pode até crescer um pouco e ficar infrutífera cf. Mc 4.19). O que mostra que a semente de Deus salvou a pessoa é a planta dar frutos (Mc 4.20 cf. v. 12). A Palavra chama, e é a mesma Palavra que salva dando fé (Rm 10.17), que é a segunda etapa da atuação da Palavra.

Da mesma forma, o Pai chama a muitas pessoas através de sua Palavra a ponto de enxertar varas/ramos na videira que é Cristo. Como na parábola do semeador, ser enxertado em Cristo ainda não salva se não der fruto (Jo 15.2). Isso equivale a ser chamado por Jesus pelo evangelho. E se não der fruto será tirado (Jo 15.2), irá ao inferno de fogo (Jo 15.6). Para dar fruto, não é só estar em Cristo (Jo 15.1), mas Cristo na pessoa (Jo 15.5 quem está em mim, e eu nele). Isso equivale a estar em Cristo e as palavras de Cristo estarem em nós (Jo 15.7). Esse é o escolhido de Deus, aquele que a Palavra/Jesus chamou (Rm 8.30), e que deu fruto (boas obras são o fruto da fé salvadora, pois fé sem obras é fé morta cf. Tiago 2.14ss). Como deu fruto, isso é consequência do relacionamento com a Palavra, e consequência também da eleição, isto é, a pessoa foi escolhida por Deus pela Palavra, ou seja, por Cristo. Cristo chama por meio da palavra do evangelho, e o Espírito opera mediante essa palavra. É o mesmo Deus pela mesma Palavra que completa a obra, inclusive para eleger os seus para si pela presciência, pois Deus conhece os seus antes da fundação do mundo (Ef 1.4).

Ao que é humilde pela graça e escuta atentamente quando a Palavra ensina, chama, repreende, ao que se arrepende quando a Palavra o acusa, eis que é eleito de Deus – isto é comprovado se, de fato, a pessoa receber a Palavra e der frutos (Jo 15.1-8 cf. Jo 15.16 Cristo nos escolheu com o propósito de dar fruto!). E o fruto é o fruto do Espírito de Gálatas 5.22, bem como a fé perseverante, a obediência e as boas obras produzidas pela graça.

Eis que o Senhor não condena ninguém sem motivo! Jesus chama a todos cf. 1Tm 2.4, para cear cf. Ap 3.20, para as bodas cf. Mt 22! Se fosse apenas pelo caráter e bondade de Deus, uma eleição de via única, todos seriam salvos (1Tm 2.4).

Quem não recebe a Palavra não dá fruto (Mc 4.20). Resistir ao Espírito Santo é não receber/desprezar a Palavra cf. Mateus 13.15 o coração deste povo está endurecido, e ouviram de mau grado com seus ouvidos, e fecharam seus olhos; e cf. Mt 23.37 quantas vezes quis eu, e tu não quiseste. Desprezar a Palavra é desprezar a Cristo (Jo 14.23). Estes são chamados pelo evangelho (todavia, não segundo o propósito de ser como Cristo pela presciência de Deus conforme Rm 8.30 e 1Pe 1.2), pois ouviram a Palavra, estiveram plantados temporariamente nesse processo de conversão em Cristo, mas não deram fruto, foram tirados de Cristo e secarão: serão jogados no fogo e arderão (Jo 15.6)! Taparam os ouvidos para não ouvir e não receber a Palavra (Mt 13.15) e por isso não foram escolhidos!

Ainda que receba a Palavra com alegria, se não produzir o fruto do Espírito, mas se for crente apenas por algum tempo, desviando-se no tempo da tentação (Lc 8.13), se der fruto sem amadurecer (Lc 8.14) ou se não conservar a Palavra, não será salvo, não dará fruto com perseverança (Lc 8.15).

Deus elege pela Palavra, pelo contato com a Palavra, pois Jo 15 relaciona três coisas: 1) Estar em Cristo como ramo sem fruto (chamado mas não escolhido); 2) Estar em Cristo como ramo frutífero (chamado e escolhido); E o escolher de Deus: compare Jo 15.1-6 com v. 16 (Deus nos escolheu para dar fruto!).

Repetindo, a Palavra chama, Jesus chama, e é a mesma Palavra que salva dando fé (Rm 10.17). Deus elege pela Palavra para dar fruto. E, ainda que o critério da eleição seja o relacionamento com a Palavra, somos eleitos e amados por Deus desde a eternidade pela Sua bondade, misericórdia, graça, amor, pelo Espírito Santo, pela presciência de Deus e para obediência do sangue de Cristo (1Pe 1.2).

O Pai, como faz um agricultor com uma videira, coloca as pessoas como ramos ou varas em Cristo, ou seja, convida e chama a todos pelo evangelho (Jo 15.1,2). O Pai, como agricultor, prova e manifesta no tempo a condição dos ramos. Segundo sua presciência eterna, Deus já conhece aqueles que receberão a Palavra, permanecerão em Cristo e produzirão fruto pela graça pelo próprio contato com a Palavra (Jo 15.2). O fruto é sinal da eleição cf. Jo 15.16 - mas se a pessoa convidada por Cristo para a salvação (Ap 3.20) endurecer o coração e ouvir a mensagem do evangelho de mau grado, endurecendo os ouvidos e fechando seus olhos (Mt 13.15 cf. Mt 23.37), não será eleita em Cristo desde a fundação do mundo pelo conhecimento prévio de Deus Pai cf. 1Pe 1.2.

Não somos eleitos por boas obras. Não somos eleitos por sermos bons ou por alguma obediência, visto que ninguém é bom senão Deus e ninguém faz o bem de si mesmo, mas todo bem é ato da graça de Deus. Receber a palavra de Jesus após Ele nos convidar é como um mendigo que estende as mãos para receber um presente de um Rei que lhe vem ao encontro em tempo oportuno. O mendigo não merece, não chamou o Rei ao seu encontro, não puxa o presente para si, não rouba o presente, só estende a mão, e é o Rei Jesus que vai ao seu encontro, que coloca o presente na mão do mendigo, é o Rei que salva e transforma o mendigo e o faz assentar com os Seus príncipes no Reino dos Céus. Amém!

 

Conclusão

Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. (Filipenses 2:13 acf)

Deus elege pela Palavra: é Deus pela Palavra que chama; que, sendo recebida adequadamente, pela Palavra transforma cessando a resistência do coração e constrangendo a livre vontade do homem por amor (opera em nós o querer e efetuar cf. Fp 2.13); que pelo Espírito através da Palavra, convence do pecado, justiça e juízo (Jo 16.8); constrange-nos pelo amor de Cristo (2Co 5.14); opera o arrependimento (a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade... 2Tm 2.25); e opera a fé, dom de Deus (Ef 2.8 cf. Rm 10.17) pelo qual a pessoa é salva. A Trindade opera, além disso, a adoção, a regeneração, a justificação, a união com Cristo, a preservação, a parte ativa e transformadora da santificação e a glorificação.

Quem tapa os ouvidos à Palavra não pode se confortar com a doutrina da graciosa eleição, pois resiste a Deus, não abre a porta para Cristo (Ap 3.20), rejeita o convite para as bodas e não comparece (Mt 22). Não são eleitos justamente por não ouvir a Palavra e não ser transformados por ela, por Cristo. Amém.

1Pe 1.2: eleitos para a obediência, e não pela obediência: o mendigo estender a mão não o faz receber o presente sem o Rei dá-lo. O estender a mão do mendigo não é boa obra, ou obediência ativa, mas é obra neutra salvificamente, pois não salva em si mesma: é Jesus que convida, que dá o presente, que transforma, que se revela, e de modo nenhum será lançado fora por Jesus, de modo nenhum será rejeitado por Cristo, de modo nenhum será considerado não eleito se receber e conservar pela graça a Palavra que transforma e salva o coração/mente (cf. Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. João 6:37; Lc 8.15). Amém.

 

Base Bíblica Adicional

O Pai amou a todos e a cada um dos seres humanos dando-lhes oportunidade de salvação:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3.16

 

Confirmando isso, Deus deseja que todos sejam salvos, não como decreto irresistível (ou seja, não como decreto ativo):

Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” 1 Timóteo 2.3,4

 

Porém, Deus elegeu somente alguns pela graça, pelo Espírito e pela Palavra:

Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus: A vós graça, e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo! Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça...” Efésios 1.1-7

 

A salvação, antes de ser recebida, pode ser resistida:

Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais.” Atos 7.51

Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” Mateus 23.37

 

O pecado de Adão atingiu a todos, e a graça de Cristo convida a todos dando-lhes oportunidade de justificação de vida:

Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” Romanos 5.18;

Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia.” Romanos 11.32

 

Concluímos que a predestinação (que significa “destinados previamente”, desde a eternidade, a ser filhos amados unidos a Cristo na glória), ou eleição individual para a vida eterna, é bíblica, operação de Deus pela graça, pela Palavra, que é o meio pelo qual vem a fé salvadora (Rm 10.17) e meio pelo qual, com o Espírito, convence o mundo do pecado, justiça, juízo e constrange amorosamente nossa liberdade de escolha (a mesma liberdade de escolha que é restaurada pelo contato com a Palavra, mencionada no capítulo seguinte: “O Processo de Conversão: Comentário Abreviado de Romanos 7. Homem Natural, Carnal e Espiritual”), cessando a resistência do coração, para o amor voluntário a Deus.

O Livro de Concórdia (Sinodal, 7ª ed., 2016), embora não ensine a interpretação condicional da eleição adotada aqui, expressa corretamente a atuação eficaz do Espírito por meio da pregação e audição da Palavra, comentando Romanos 10.17, João 17.17,20 e Atos 11.14:

O Pai eterno clama do céu a respeito de seu amado Filho e quanto a todos os que, em seu nome, pregam arrependimento e perdão dos pecados: “a ele ouvi”, Mt 17.5.

Todos os que querem ser salvos devem ouvir essa pregação, pois a pregação e a audição da palavra de Deus são o instrumento do Espírito Santo, no qual, com o qual e por intermédio do qual ele quer operar eficazmente, converter os homens a Deus e neles operar tanto o querer como o efetuar.

A fé vem do ouvir a palavra de Deus quando é pregada em sua “genuinidade e pureza”, ou pregada de modo “impermista [genuíno, puro, simples, que não foi misturado] e puramente”.

Por esse meio, a saber, a pregação e a audição de sua palavra, Deus opera, quebranta-nos o coração e atrai o homem, de modo que, pela pregação da lei, chega ao conhecimento de seus pecados e da ira de Deus e experimenta, no coração, terror, contrição e pesar verdadeiros e, pela pregação e meditação do santo evangelho do gracioso perdão dos pecados em Cristo, acende-se nele uma centelhazinha de fé que aceita o perdão dos pecados por amor de Cristo e se consola com a promessa do evangelho. E assim, o Espírito Santo (que opera tudo isso) é introduzido no coração.

Deus nos dá o dom da fé pela Palavra, e nós cremos através desse dom dado por Ele, conforme a própria outra seção do mesmo livro:

Cremos, ensinamos e confessamos que essa fé não é mero conhecimento da história de Cristo, mas uma espécie de dom de Deus por meio de que [nós] reconhecemos retamente a Cristo nosso Salvador, na palavra do evangelho e nele confiamos que somente por causa da sua obediência temos, de graça, perdão dos pecados, somos considerados santos e justos por Deus e somos eternamente salvos. Livro de Concórdia (Sinodal, 7ª ed., 2016).

Isso é apenas aos eleitos – para o fim de ser conforme a imagem de Cristo cf. Romanos 8.28-30, para ser adotado na família de Deus, para a obediência cf. 1Pedro 1.2 (e não pela obediência: Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas) conforme também toda a Escritura.

Como a fé salvadora é anterior à justificação (Rm 5.1, Ef 2.8), como a Palavra produz a fé salvadora (Romanos 10.17), como a pessoa precisa receber a Palavra em seu coração segundo as Escrituras antes dessa fé (Atos 2.41, 17.11), e como a eleição de Deus é desde a eternidade (Ef 1.4) segundo o conhecimento prévio de Deus Pai (1Pe 1.2), além de que a eleição é de Deus pelo contato com a Palavra, ocorre que Deus mesmo faz a separação dos justos e injustos em vida pela Palavra de Cristo no convencimento do Espírito Santo que testifica de Cristo (1Jo 5.6-12). Como a eleição é de Deus, assim como Seu Amor, conclui-se que a não resistência da livre vontade do ser humano (com consequente amor voluntário) é pela Palavra, e também a fé, a justificação, regeneração e glorificação vêm todas de Deus pela Sua graça, natureza, bondade, palavra e amor.

Em contrapartida, a condenação ao inferno é pelo desprezo à Palavra de Deus, e não por decreto divino inescapável e irresistível desde a eternidade. Quem despreza e odeia a Palavra, meio pelo qual o Espírito testifica de Cristo, também despreza e odeia a Cristo, e consequentemente despreza e odeia ao Pai. Deus não rejeita ninguém sem dar chance a ele (1Tm 2.4), embora nem todos recebam a mesma oportunidade ou a mesma exposição ao evangelho, mas o culpado da não aceitação divina é o próprio pecador que recusou o convite de Deus e preferiu amar seu próprio pecado (Jo 15.22-23, especialmente “Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado, mas agora não têm desculpa do seu pecado” e “Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia.” cf. Jo 12.48: Jesus condena a estes pelo desprezo à Sua Palavra).

Deus recebe a todos os que se aproximam Dele em humildade – Deus os espera como Bom Pai, suficiente Salvador, verdadeiro e amoroso Senhor sobre tudo e sobre todos: consequentemente confirma-se o fato de que Deus quer salvar a todos conforme a Escritura (1Timóteo 2.4), que é inerrante, e não contraditória nos manuscritos originais inspirados (2Timóteo 3.16-17 Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra).

O apóstolo diz claramente que Deus suportou com muita longanimidade os vasos da ira. Não diz que fez vasos de ira. Pois se tal houvera sido sua vontade, não teria necessidade de grande longanimidade. Quanto a serem preparados para a perdição, disso é culpado o diabo e os homens, não Deus. Livro de Concórdia, editora Sinodal e Concórdia, 2016.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Atualizado, ampliado e corrigido: "O Cristão e o Preconceito"

Graça e paz


O Cristão e o Preconceito, um Estudo

Roberto Fiedler Rossi

Versão corrigida e aprimorada em junho de 2026

 


Prefácio

Queridos leitores, neste estudo pretende-se esclarecer e colocar algumas coisas em ordem:

O crente ou cristão deve ser separado das práticas mundanas sim, mas para isso será que devemos deixar de ter contato com pessoas de outras religiões e de outras práticas que nos rodeiam? Devemos, em nossa mente, como falava Davi, nos separarmos desses “incircuncisos filisteus”, ou, como mostrava Jesus na Terra, estarmos no meio de todos e todas, inclusive de pecadores não arrependidos?


 


Introdução

A Bíblia é fascinante, e é a inspirada Palavra de Deus. Ela abrange períodos e povos distintos da humanidade, como o estado original no Éden, a civilização avançada antediluviana, pós-dilúvio (antiguidade) com os semitas, passando pela Mesopotâmia e pelo Egito antigo (época na qual surgiram, de Abraão, os hebreus (posteriormente chamados de judeus, com os quais Deus fez uma aliança)), seguidos por impérios como o da Assíria, Babilônico, Medos e Persas, Grego/Macedônico, Romanos (durante o qual veio o Novo Testamento, e a nova aliança), e o Reino de Deus, fundado por Cristo, Reino Universal que séculos depois destronou o Romano.

Hoje, no século 21, lemos a Bíblia e, curiosamente, alguns cristãos não sabem quais mandamentos obedecer, ou seja, se de toda a Bíblia (imitando exemplos do antigo e do novo testamentos, como Davi através dos Salmos e Jesus, através dos evangelhos), se apenas o Novo Testamento (sob o qual a inspiração e revelação chegou ao auge), ou outro esquema.

Por exemplo, em Mateus 5.43 Jesus cita o que era feito no antigo testamento: “Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.”

Davi diversas vezes fala nos Salmos do ódio que sentia pelos que odiavam o Senhor, e ele cria que isso não o levava a um caminho mau:

21 Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti? 22 Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos. 23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. 24 E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno (Salmos 139:21-24 acf)

O profeta Jeú cobrou da parte do Senhor o rei Jeosafá a não ajudar o ímpio e nem amar os inimigos:

1 E Jeosafá, rei de Judá, voltou em paz à sua casa em Jerusalém. 2 E Jeú, filho de Hanani, o vidente, saiu ao encontro do rei Jeosafá e lhe disse: Devias tu ajudar ao ímpio, e amar aqueles que odeiam ao Senhor? Por isso virá sobre ti grande ira da parte do Senhor. 3 Boas coisas contudo se acharam em ti; porque tiraste os bosques da terra, e preparaste o teu coração para buscar a Deus. (II Crônicas 19:1-3 acf)

É isso modelo para nós hoje?


 


Cap. 1 – Mandamentos da Nova Aliança


Respondendo, não, estes mandamentos não permaneceram iguais no Novo Testamento. 

Embora:

1. Deus seja imutável;

2. A moral de Deus não muda nunca;

3. Tenham sido os mandamentos cerimoniais os abolidos por Cristo;

4. Os mandamentos morais do Antigo Testamento permaneçam para nós hoje, pois a moral de Deus não muda;

Temos que levar em consideração que a revelação de Deus é progressiva, ou seja, Deus não revelou plenamente sua vontade e caráter no AT.

Se os israelitas do passado tratassem todos em paz e amor sem filtro, em primeiro lugar iriam novamente acabar na idolatria (como ocorreu muitas vezes), em segundo lugar num mundo cheio de guerras e violência que não conheceu o Amor de Cristo - pois com Cristo veio o Amor a todos - iriam sofrer graves consequências se não houvesse clara separação.

Lembre-se de que Deus permitia poligamia e repúdio no passado, mas não era o propósito original de Deus.

O que ocorre é que Jesus, na nova aliança, mudou algumas práticas e aperfeiçoou a lei mosaica, nos dando a lei do reino de Deus no sermão da montanha (Mateus 5):

Se antigamente o pecado era matar e adulterar, hoje Jesus disse que quem odeia também está matando, e quem olha cobiçando (ex. desejo ilícito aprovado) já está adulterando!

Se antigamente o costume era jurar em nome do Senhor, Jesus disse para nunca mais fazermos tal, pois o homem não consegue sempre cumprir seus juramentos;

Se na época de Moisés divorciava-se sem motivo (repúdio), Jesus disse: O que Deus ajuntou não separe o homem. [Aplicação à vida: Muitos cristãos hoje divorciam-se sem motivo forte e lícito, sem lutar pelo seu casamento, sem dialogar, sem orar e perdoar, sem arrependimento. Vocês que estão brincando de ter relacionamentos, digo que isso é sério. Vocês são de Cristo mesmo? Como disse Augustus Nicodemus, hoje os cristãos não praticam poligamia estando casados com várias mulheres ao mesmo tempo, mas poligamia com várias pessoas ao longo da vida! Isso é perfil do salvo? Jesus faria isso?]

Se antigamente o costume era retribuir o dano (às vezes) por igual pela lei do "Olho por olho, dente por dente", Jesus disse para abnegar a si mesmo, pensar no bem do outro antes do seu, e conquistar o outro pelo amor, que sofre a injustiça e não querer nada em troca, só o favor de Deus. Vencer o mal com o bem. [Aplicação à vida aqui: às vezes, o melhor é perdoar a dívida e o dano e não abrir processo judicial. Às vezes é melhor ganhar o coração, o respeito e a honra das pessoas do que uma mera vingança ou crua retribuição: estás na Lei de Moisés ou na Lei de Cristo?]

Se antigamente o costume era amar apenas os que nos amam, Jesus disse que isso, pelo menos a partir da época neotestamentária, era costume dos publicanos, que não conheciam a Deus, e os filhos de Deus devem amar também aos que não os amam!

Sobre esse último tópico continuaremos nosso raciocínio.


 


Cap. 2 – Billy Graham (Billy Graham Responde, 2012, CPAD) explica como Jesus transformou o conceito de amor de uma vez por todas:

Amor

Antes que as Boas-Novas de Jesus Cristo chegassem ao cenário humano [exemplo, época de Davi, colchetes meus], a palavra amor era interpretada principalmente em termos de cada um buscar o próprio benefício. Amar os desagradáveis e difíceis de amar era algo incompreensível. Um Deus amoroso que se inclinava para alcançar seres humanos pecadores era algo inimaginável.

Os autores do Novo Testamento escolheram uma palavra grega pouco usada para expressar o amor, ágape, para expressar o que Deus desejava revelar sobre si mesmo em Cristo, e como Ele desejava que os cristãos se relacionassem uns com os outros: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1 Jo 3.16, ARA).

Este novo vínculo de amor recebeu a sua mais completa expressão no Calvário. Os redimidos pela morte de Cristo seriam capazes de alcançar Deus, e uns aos outros, em uma dimensão nunca antes entendida ou vivenciada. Ágape seria agora o “caminho ainda mais excelente” para a vida (1 Co 12.31). Esse novo tipo de amor rapidamente se tornou a característica que distinguiria a Igreja Primitiva. Jesus havia dito: “Um novo mandamento vos dou... como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.34,35).

Mas, com o passar dos anos, grande parte da verdadeira força de ágape desapareceu. A igreja de hoje está na posição de ter que redescobrir o seu significado. Ágape não é um mero sentimento: o amor adormecido ou inativo é impotente. O amor só é dinâmico quando ama a Deus ativamente, da mesma maneira como Ele nos amou; somente quando ele emerge, irrestrito e desimpedido – o amor por irmãos, irmãs, vizinhos e o mundo pelo qual Cristo morreu (1 Jo 4.10-12; 2 Co 5.14).

No plano humano, como no divino, o amor diz: “Eu respeito você. Eu me interesso por você. Sou responsável por você”.

Eu respeito você: Vejo você como você é, um indivíduo singular – como todos nós somos. Eu o aceito como você é, e permitirei que se desenvolva da maneira como Deus lhe propõe. Não vou explorá-lo para meu próprio benefício. Tentarei conhece-lo tão bem quanto eu puder, porque sei que a comunicação e o conhecimento aumentarão o meu respeito por você.

Eu me interesso por você: O que acontece com você me interessa. Eu me preocupo com a sua vida e crescimento. Desejo promover os seus interesses, ainda que isso signifique sacrificar os meus próprios.

Sou responsável por você: Eu lhe responderei, não por um sentimento de dever, mas voluntariamente. As suas necessidades espirituais me levarão a orar por você. Eu o protegerei, mas evitarei a superproteção. Irei corrigi-lo com amor, mas tentarei não corrigir em excesso. Não encontrarei nenhum prazer em suas fraquezas ou fracassos, e não me lembrarei de nenhum deles. Pela graça de Deus, serei paciente e não falharei com você (1 Co 13).

Nós entendemos o amor de Deus somente quando respondemos a ele, em Cristo. O mais importante momento na vida de qualquer indivíduo é o momento da decisão de receber esse amor que não merecemos e ao qual não temos direito, pelo qual aprendemos a amá-lo e transmitir o seu amor aos outros.

“... Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4.8-10, ARA).


 


Cap. 3 – O Trato de Deus com um Salvo da Antiga Aliança era o mesmo do Trato de Deus conosco, na Nova Aliança?

Na antiga aliança Deus nos deu Sua lei, e ainda disse (com minhas palavras): “Maldito todo o homem que não viver por estas coisas, e não obedecê-las...” Se alguém cometer algum deslize podia facilmente ser morto. E se alguém cometer algum pecado horrendo, sua família inteira podia ser condenada e morta. Nessa aliança Deus disse: “Escolhe a bênção ou a maldição...”. E costumeiramente as pessoas eram abençoadas ou amaldiçoadas pela obediência às leis, no caso, leis divinas. Como Israel foi desobediente, toda a maldição da lei de Deuteronômio 28 caiu a ele: primeiro com o reino do norte com a Assíria, e depois com Judá no sul pelos babilônios, e depois toda a nação caiu em 70 d.C. conforme previu Jesus. Só recentemente está se reerguendo, mas agora no regime da nova aliança.

Na nova aliança, Jesus se fez maldição por nós, em nosso lugar! Aquele que está em Cristo é abençoado, e não está mais sob maldição! Aquele, entretanto, que não está em Cristo, está sob a maldição da lei mosaica, da qual não falarei propriamente aqui. Quem está em Cristo, aquele que é de Deus, que por natureza é obediente (1Jo 3, vivendo uma vida de arrependimento), o maligno não lhe toca (1Jo 5), nenhuma condenação há para aquele que está em Cristo!

Então, Deus não trata da mesma maneira uma pessoa agora na nova aliança do que uma pessoa na antiga aliança, pois o mundo era outro, as pessoas eram outras, a cultura era outra, e os mandamentos eram outros!


E por que estou falando tudo isso?

É porque eis que alguns, que leem muito o Antigo Testamento (mas não entendem o Novo) não se relacionam, não tem contato com pessoas de outras religiões ou práticas (ou até igrejas e linhas teológicas) achando que Deus os amaldiçoará! Achando que estão dando brecha ao diabo! Achando que só tem que ter contato com família de sangue e irmãos na fé (e alguns, pior, desprezam a sua própria família)! Achando que Deus vai cobrar! – Mas é mentira! Não somos como Davi e os de outra religião como Golias! Jesus mudou o mundo e aperfeiçoou nosso relacionamento com Deus! Nosso modelo e exemplo é Jesus, que se relacionava com todos! Estamos na Nova Aliança, e não na Antiga! Assim, não seremos amaldiçoados, nem abriremos brechas, nem Deus vai cobrar se tivermos um mínimo contato com algumas pessoas de outras práticas. Não devemos odiar a ninguém, mas amar o próximo! Tenhamos como bom exemplo os piedosos missionários do Senhor em países com perseguição que, apanhando, não blasfemam nem amaldiçoam, mas abençoam e evangelizam, como fez Jesus e Estêvão na morte: “Perdoa-lhes, Pai, pois não sabem o que fazem”!


 


Conclusão - “Amai a vossos inimigos, orai pelos que vos perseguem”

O verdadeiro cristão, se obediente, e se entende a Palavra, não deve se isolar numa redoma ou aquário de peixinhos do seu tipo, nem numa panelinha, nem o calvinista despreze o arminiano e vice-versa, mas amemo-nos uns aos outros, usando-se de comunicação (contato) e beneficência (fazer bem), pois com tais sacrifícios Deus se agrada (cf. Hebreus 13.16). Se alguém, ainda que seja pastor, te diz para fazer isso – se isolar – ignore-o pois é ignorante da Palavra: fique com a Bíblia, ela diz a verdade!

Não deve, realmente, o salvo ter amizades íntimas com aquele que escancaradamente pratica o mal, mas devemos sempre ter contato (como, por exemplo, cumprimentar, conversar, ser amigo com uma certa distância) com aqueles que estão ao nosso redor, como conhecidos, vizinhos, colegas de trabalho, escola, faculdade, não importa de qual religião, filosofia, ideologia ou prática sexual eles são – às vezes nem pergunte – pois mesmo que for satanista, não perca a oportunidade e fale de Jesus quando Deus preparar!

O salvo nunca deve desprezar a família de sangue (com a qual deve ter um relacionamento mais íntimo e profundo), tampouco a família de irmãos na fé. Mas deve saber que Deus encerrou a todos na desobediência para com todos exercer misericórdia cf. Romanos 11, ou seja, você não é melhor do que o ímpio por ser salvo, pois um dia você também era filho das trevas, como foi também Paulo! Se você tem algum bem e alguma virtude hoje, isso veio da Graça, do Favor Imerecido de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo!

Não importa se aquela pessoa próxima de você é de alguma religião oriental, ou espírita, ou islâmica, ou ateia, ou religião ocultista. Não importa se é de uma panelinha do cristianismo que não é a sua. Importa é que você deve dar bom testemunho com sua vida e com suas palavras, testemunho de Jesus Cristo (Apocalipse 1.2, 1.9, 12.18., 19.10, 20.4)! Isso se você já tem Jesus Cristo na sua vida.

Há pessoas das quais realmente devemos nos afastar, pois influenciam-nos para o mal e nos fazem pecar. Disso Deus não se agrada. Mas não são dessas que estou me referindo. O cristão não deve ser influenciado nem conformado com o mundo (não deve tomar a forma do mundo), mas ser um influenciador de Jesus Cristo, ESPECIALMENTE com seu testemunho de vida, sem acepção de pessoas, mas respeitando a todos!

Se você se isola, como poderia evangelizar ou ser exemplo para outros? Como poderia Deus te usar para falar com alguém que tem sede de Deus e está desesperado e perdido no mundo, pensando em como a vida dele não faz sentido, naquele instante, do teu mesmo lado?

Não, não é para você frequentar o local da prática antibíblica dele, da religião, ideologia, prática ou filosofia dele (pois isso seria pecado), mas, por exemplo, se você está na sua vizinhança, como poderia ter inimizade com algum vizinho se o mandamento é “se possível, tende paz com todos os homens”? Como poderia esquecer-se de que, se Deus realmente te tocar naquela hora para falar algo, você vai realmente deixar de lado teu preconceito e ter que falar? Você vai ter que amar! Vai ter que compartilhar teu tesouro na hora em que Deus te tocar, pois eis que quando Deus toca, o milagre acontece! Não é para jogar “pérolas aos porcos” (evangelizar excessivamente - ou fora do tempo - sem o Espírito), mas sim, quando Deus cobrar de você e chegar sua hora, dar o Testemunho de Jesus Cristo (Apocalipse 1.2, 1.9, 12.18., 19.10, 20.4) custe o que custar!

Importa viver pelo Senhor e morrer pelo Senhor, mas que seja em obediência! Se pelo nome de Jesus Cristo sofreis, bem-aventurados sois (o mundo não entende como é isso)! Quão felizes são os que são de Cristo, que sofrem com Ele! E: Que amam como Ele ama!

Ele nos ensinou o amor verdadeiro, e não o preconceito! Ele nos ensinou a perdoar todos os pecados, todas as ofensas, senão o Pai não nos perdoa! Aquele que foi perdoado em Cristo, como não perdoaria o próximo? Devemos perdoar, querer o bem do ofensor (que às vezes corretamente deve ficar muito distante), não importa quão grave isso for, pois Dele é a vingança, “Eu recompensarei” – diz o Senhor em Hebreus - isso é perdoar. Perdão não é ausência de mágoas, mas ter uma disposição favorável àquele que causou o dano: ore de coração por ele/ela e estará perdoando. Uma característica do cristão nascido de novo é o perdão, uma vida em arrependimento. Se não perdoa o próximo, ainda que demore algum tempo, tem que se converter ou voltar ao primeiro amor!

Como poderia também tu entrar na justiça por bobagem diante de Deus, querendo o mal do próximo, não perdoando o teu próximo, se Deus é teu vingador? O que o homem/mulher semear, colherá. A justiça terrena é imperfeita! Quer colher espinhos?

A nossa parte é amar sem acepção de pessoas. Deus faz seu sol e chuva cair sobre todos. Deus dá o início e o fim da vida de todos, e é Ele quem enriquece e empobrece, exalta e abaixa, cf. o cântico de Ana em 1Samuel 2. Deus oferece a salvação a todos em Cristo, e usa o sofrimento para o nosso crescimento e para nos levar à salvação, para mais próximo Dele. Deus quer que todos sejam salvos igualmente conforme a Escritura, Deus não faz acepção de pessoas, e quem é você que age com preconceito / acepção de pessoas? Quem é você diante de Deus? É maior? É melhor? É mais perfeito? Mais sábio? Eis que Deus disse que as próprias nações são menos do que nada para Ele, e como a gota dum balde (conforme Isaías). Portanto, que amemos aos inimigos, aos amigos, aos conhecidos, aos desconhecidos, e a todos intercedamos ao Pai, pois todos os seres humanos são iguais, pequenininhos diante de Deus como recém-nascidos, e todos têm necessidade da mesma salvação, que só se encontra em Cristo Jesus, o Senhor.

Concluindo, toda a Escritura é inspirada, e devemos ler ela toda, pois é registro da revelação de Deus aos homens; é Palavra de Deus em linguagem humana. Mas um conselho para os que costumam ler Salmos (Antigo Testamento) seria:

Alguns deles, como Salmo 139.21-22 de Davi, não são exemplos perfeitos para os cristãos da nova aliança: “Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti? Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos.”

Siga, porém, as Palavras de Jesus, pois Ele é o Perfeito Deus: Eu [JESUS], porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.

Que esse estudo seja de edificação.

Amém.


Mensagem final:

“Espero que todos oremos mais para que possamos amar mais a nosso próximo, seja lá quem for, e para que sempre estejamos obedientes, vigilantes e perseverantes no Senhor. Somos julgados pelo Senhor e pela Escritura para não sermos condenados com o mundo. Já aquele que não se deixa mais admoestar, que futuro haverá para ele?”

Roberto

sábado, 30 de maio de 2026

12.4 início do Milênio / prisão de Satanás


Seção 12.4 (30/5 20h40)

Observação. Ao longo de toda a Escritura, especialmente em Daniel caps. 2, 7, 9, 12, Mateus 24 e em vários capítulos de Apocalipse, capítulos da Bíblia que trabalharemos neste livro, embora Jesus tenha conquistado a vitória definitiva e destronado o império de Satanás na Cruz em 33 d.C. (como diz a Escritura em Col. 2.14-15, “despojando principados e potestades, triunfou na Cruz”, paráfrase minha), e embora o evangelho avance grandemente nos eventos que se seguiram registrados em Atos dos Apóstolos, a aplicação histórica da prisão / selo (ou melhor, limitação) de Satanás e o consequente reino dos fiéis (como a Escritura diz, os santos) no Céu com Cristo ocorrem sempre após uma ‘grande aflição’ de 7 anos (que foi uma guerra terrível, com abomináveis anticristos), na qual até anjos e demônios batalharam segundo as Escrituras. A história registrou essa grande aflição de 7 anos, com duas metades de 3 anos e meio: cujo clímax ocorreu em 70 d.C. com a destruição do templo judaico. Portanto, a prisão de Satanás e o reino dos santos com Cristo tiveram seu início e consolidação segundo as Escrituras e a história em 70 d.C. (que é quase uma geração após a Cruz conforme a contagem bíblica de uma geração sendo de 40 anos cf. Hebreus 3.9-10 e Mateus 24.34), há mais de 1900 anos, e não em 33 d.C.