quinta-feira, 11 de junho de 2026

Atualizado e corrigido: "O Cristão e o Preconceito"

Graça e paz


O Cristão e o Preconceito, um Estudo

Roberto Fiedler Rossi

Versão corrigida e aprimorada em junho de 2026

 


Prefácio

Queridos leitores, neste estudo pretende-se esclarecer e colocar algumas coisas em ordem:

O crente ou cristão deve ser separado das práticas mundanas sim, mas para isso será que devemos deixar de ter contato com pessoas de outras religiões e de outras práticas que nos rodeiam? Devemos, em nossa mente, como falava Davi, nos separarmos desses “incircuncisos filisteus”, ou, como mostrava Jesus na Terra, estarmos no meio de todos e todas, inclusive de pecadores não arrependidos?


 


Introdução

A Bíblia é fascinante, e é a inspirada Palavra de Deus. Ela abrange períodos distintos da humanidade, como o estado original no Éden, a civilização avançada antediluviana, pós-dilúvio (antiguidade) com os semitas, passando pela Mesopotâmia e pelo Egito antigo, Hebreus (posteriormente chamados de judeus, com os quais Deus fez uma aliança) e povos da região, impérios da Assíria, Babilônico, Medos e Persas, Grego/Macedônico e Romanos (durante o qual veio o Novo Testamento, e a nova aliança), e o Reino de Deus, fundado por Cristo, Reino Universal que depois destronou o Romano.

Hoje, no século 21, lemos a Bíblia e, curiosamente, alguns cristãos não sabem quais mandamentos obedecer, ou seja, se de toda a Bíblia (imitando exemplos do antigo e do novo testamentos, como Davi através dos Salmos e Jesus, através dos evangelhos), se apenas o Novo Testamento (sob o qual a inspiração e revelação chegou ao auge), ou outro esquema.

Por exemplo, em Mateus 5.43 Jesus cita o que era feito no antigo testamento: “Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.”

Davi diversas vezes fala nos Salmos do ódio que sentia pelos que odiavam o Senhor, e ele cria que isso não o levava a um caminho mau:

21 Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti? 22 Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos. 23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. 24 E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno (Salmos 139:21-24 acf)

O profeta Jeú cobrou da parte do Senhor o rei Jeosafá a não ajudar o ímpio e nem amar os inimigos:

1 E Jeosafá, rei de Judá, voltou em paz à sua casa em Jerusalém. 2 E Jeú, filho de Hanani, o vidente, saiu ao encontro do rei Jeosafá e lhe disse: Devias tu ajudar ao ímpio, e amar aqueles que odeiam ao Senhor? Por isso virá sobre ti grande ira da parte do Senhor. 3 Boas coisas contudo se acharam em ti; porque tiraste os bosques da terra, e preparaste o teu coração para buscar a Deus. (II Crônicas 19:1-3 acf)

É isso modelo para nós hoje?


 


Cap. 1 – Mandamentos da Nova Aliança


Respondendo, não, estes mandamentos não permaneceram iguais no Novo Testamento. 

Embora:

1. Deus seja imutável;

2. A moral de Deus não muda nunca;

3. Tenham sido os mandamentos cerimoniais os abolidos por Cristo;

4. Os mandamentos morais do Antigo Testamento permaneçam para nós hoje, pois a moral de Deus não muda;

Temos que levar em consideração que a revelação de Deus é progressiva, ou seja, Deus não revelou plenamente sua vontade e caráter no AT.

Se os israelitas do passado tratassem todos em paz e amor sem filtro, em primeiro lugar iriam novamente acabar na idolatria (como ocorreu muitas vezes), em segundo lugar num mundo cheio de guerras e violência que não conheceu o Amor de Cristo - pois com Cristo veio o Amor a todos - iriam sofrer graves consequências se não houvesse clara separação.

Lembre-se de que Deus permitia poligamia e repúdio no passado, mas não era o propósito original de Deus.

O que ocorre é que Jesus, na nova aliança, mudou algumas práticas e aperfeiçoou a lei mosaica, nos dando a lei do reino de Deus no sermão da montanha (Mateus 5):

Se antigamente o pecado era matar e adulterar, hoje Jesus disse que quem odeia também está matando, e quem olha cobiçando (ex. desejo ilícito aprovado) já está adulterando!

Se antigamente o costume era jurar em nome do Senhor, Jesus disse para nunca mais fazermos tal, pois o homem não consegue sempre cumprir seus juramentos;

Se na época de Moisés divorciava-se sem motivo (repúdio), Jesus disse: O que Deus ajuntou não separe o homem. [Aplicação à vida: Muitos cristãos hoje divorciam-se sem motivo forte e lícito, sem lutar pelo seu casamento, sem dialogar, sem orar e perdoar, sem arrependimento. Vocês que estão brincando de ter relacionamentos, digo que isso é sério. Vocês são de Cristo mesmo? Como disse Augustus Nicodemus, hoje os cristãos não praticam poligamia estando casados com várias mulheres ao mesmo tempo, mas poligamia com várias pessoas ao longo da vida! Isso é perfil do salvo? Jesus faria isso?]

Se antigamente o costume era retribuir o dano (às vezes) por igual pela lei do "Olho por olho, dente por dente", Jesus disse para abnegar a si mesmo, pensar no bem do outro antes do seu, e conquistar o outro pelo amor, que sofre a injustiça e não querer nada em troca, só o favor de Deus. Vencer o mal com o bem. [Aplicação à vida aqui: às vezes, o melhor é perdoar a dívida e o dano e não abrir processo judicial. Às vezes é melhor ganhar o coração, o respeito e a honra das pessoas do que uma mera vingança ou crua retribuição: estás na Lei de Moisés ou na Lei de Cristo?]

Se antigamente o costume era amar apenas os que nos amam, Jesus disse que isso, pelo menos a partir da época neotestamentária, era costume dos publicanos, que não conheciam a Deus, e os filhos de Deus devem amar também aos que não os amam!

Sobre esse último tópico continuaremos nosso raciocínio.


 


Cap. 2 – Billy Graham (Billy Graham Responde, 2012, CPAD) explica como Jesus transformou o conceito de amor de uma vez por todas:

Amor

Antes que as Boas-Novas de Jesus Cristo chegassem ao cenário humano [exemplo, época de Davi, colchetes meus], a palavra amor era interpretada principalmente em termos de cada um buscar o próprio benefício. Amar os desagradáveis e difíceis de amar era algo incompreensível. Um Deus amoroso que se inclinava para alcançar seres humanos pecadores era algo inimaginável.

Os autores do Novo Testamento escolheram uma palavra grega pouco usada para expressar o amor, ágape, para expressar o que Deus desejava revelar sobre si mesmo em Cristo, e como Ele desejava que os cristãos se relacionassem uns com os outros: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1 Jo 3.16, ARA).

Este novo vínculo de amor recebeu a sua mais completa expressão no Calvário. Os redimidos pela morte de Cristo seriam capazes de alcançar Deus, e uns aos outros, em uma dimensão nunca antes entendida ou vivenciada. Ágape seria agora o “caminho ainda mais excelente” para a vida (1 Co 12.31). Esse novo tipo de amor rapidamente se tornou a característica que distinguiria a Igreja Primitiva. Jesus havia dito: “Um novo mandamento vos dou... como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.34,35).

Mas, com o passar dos anos, grande parte da verdadeira força de ágape desapareceu. A igreja de hoje está na posição de ter que redescobrir o seu significado. Ágape não é um mero sentimento: o amor adormecido ou inativo é impotente. O amor só é dinâmico quando ama a Deus ativamente, da mesma maneira como Ele nos amou; somente quando ele emerge, irrestrito e desimpedido – o amor por irmãos, irmãs, vizinhos e o mundo pelo qual Cristo morreu (1 Jo 4.10-12; 2 Co 5.14).

No plano humano, como no divino, o amor diz: “Eu respeito você. Eu me interesso por você. Sou responsável por você”.

Eu respeito você: Vejo você como você é, um indivíduo singular – como todos nós somos. Eu o aceito como você é, e permitirei que se desenvolva da maneira como Deus lhe propõe. Não vou explorá-lo para meu próprio benefício. Tentarei conhece-lo tão bem quanto eu puder, porque sei que a comunicação e o conhecimento aumentarão o meu respeito por você.

Eu me interesso por você: O que acontece com você me interessa. Eu me preocupo com a sua vida e crescimento. Desejo promover os seus interesses, ainda que isso signifique sacrificar os meus próprios.

Sou responsável por você: Eu lhe responderei, não por um sentimento de dever, mas voluntariamente. As suas necessidades espirituais me levarão a orar por você. Eu o protegerei, mas evitarei a superproteção. Irei corrigi-lo com amor, mas tentarei não corrigir em excesso. Não encontrarei nenhum prazer em suas fraquezas ou fracassos, e não me lembrarei de nenhum deles. Pela graça de Deus, serei paciente e não falharei com você (1 Co 13).

Nós entendemos o amor de Deus somente quando respondemos a ele, em Cristo. O mais importante momento na vida de qualquer indivíduo é o momento da decisão de receber esse amor que não merecemos e ao qual não temos direito, pelo qual aprendemos a amá-lo e transmitir o seu amor aos outros.

“... Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4.8-10, ARA).


 


Cap. 3 – O Trato de Deus com um Salvo da Antiga Aliança era o mesmo do Trato de Deus conosco, na Nova Aliança?

Na antiga aliança Deus nos deu Sua lei, e ainda disse (com minhas palavras): “Maldito todo o homem que não viver por estas coisas, e não obedecê-las...” Se alguém cometer algum deslize podia facilmente ser morto. E se alguém cometer algum pecado horrendo, sua família inteira podia ser condenada e morta. Nessa aliança Deus disse: “Escolhe a bênção ou a maldição...”. E costumeiramente as pessoas eram abençoadas ou amaldiçoadas pela obediência às leis, no caso, leis divinas. Como Israel foi desobediente, toda a maldição da lei de Deuteronômio 28 caiu a ele: primeiro com o reino do norte com a Assíria, e depois com Judá no sul pelos babilônios, e depois toda a nação caiu em 70 d.C. conforme previu Jesus. Só recentemente está se reerguendo, mas agora no regime da nova aliança.

Na nova aliança, Jesus se fez maldição por nós, em nosso lugar! Aquele que está em Cristo é abençoado, e não está mais sob maldição! Aquele, entretanto, que não está em Cristo, está sob a maldição da lei mosaica, da qual não falarei propriamente aqui. Quem está em Cristo, aquele que é de Deus, que por natureza é obediente (1Jo 3, vivendo uma vida de arrependimento), o maligno não lhe toca (1Jo 5), nenhuma condenação há para aquele que está em Cristo!

Então, Deus não trata da mesma maneira uma pessoa agora na nova aliança do que uma pessoa na antiga aliança, pois o mundo era outro, as pessoas eram outras, a cultura era outra, e os mandamentos eram outros!


E por que estou falando tudo isso?

É porque eis que alguns, que leem muito o Antigo Testamento (mas não entendem o Novo) não se relacionam, não tem contato com pessoas de outras religiões ou práticas (ou até igrejas e linhas teológicas) achando que Deus os amaldiçoará! Achando que estão dando brecha ao diabo! Achando que só tem que ter contato com família de sangue e irmãos na fé (e alguns, pior, desprezam a sua própria família)! Achando que Deus vai cobrar! – Mas é mentira! Não somos como Davi e os de outra religião como Golias! Jesus mudou o mundo e aperfeiçoou nosso relacionamento com Deus! Nosso modelo e exemplo é Jesus, que se relacionava com todos! Estamos na Nova Aliança, e não na Antiga! Assim, não seremos amaldiçoados, nem abriremos brechas, nem Deus vai cobrar se tivermos um mínimo contato com algumas pessoas de outras práticas. Não devemos odiar a ninguém, mas amar o próximo! Tenhamos como bom exemplo os piedosos missionários do Senhor em países com perseguição que, apanhando, não blasfemam nem amaldiçoam, mas abençoam e evangelizam, como fez Jesus e Estêvão na morte: “Perdoa-lhes, Pai, pois não sabem o que fazem”!


 


Conclusão - “Amai a vossos inimigos, orai pelos que vos perseguem”

O verdadeiro cristão, se obediente, e se entende a Palavra, não deve se isolar numa redoma ou aquário de peixinhos do seu tipo, nem numa panelinha, nem o calvinista despreze o arminiano e vice-versa, mas amemo-nos uns aos outros, usando-se de comunicação (contato) e beneficência (fazer bem), pois com tais sacrifícios Deus se agrada (cf. Hebreus 13.16). Se alguém, ainda que seja pastor, te diz para fazer isso – se isolar – ignore-o pois é ignorante da Palavra: fique com a Bíblia, ela diz a verdade!

Não deve, realmente, o salvo ter amizades íntimas com aquele que escancaradamente pratica o mal, mas devemos sempre ter contato (como, por exemplo, cumprimentar, conversar, ser amigo com uma certa distância) com aqueles que estão ao nosso redor, como conhecidos, vizinhos, colegas de trabalho, escola, faculdade, não importa de qual religião, filosofia, ideologia ou prática sexual eles são – às vezes nem pergunte – pois mesmo que for satanista, não perca a oportunidade e fale de Jesus quando Deus preparar!

O salvo nunca deve desprezar a família de sangue (com a qual deve ter um relacionamento mais íntimo e profundo), tampouco a família de irmãos na fé. Mas deve saber que Deus encerrou a todos na desobediência para com todos exercer misericórdia cf. Romanos 11, ou seja, você não é melhor do que o ímpio por ser salvo, pois um dia você também era filho das trevas, como foi também Paulo! Se você tem algum bem e alguma virtude hoje, isso veio da Graça, do Favor Imerecido de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo!

Não importa se aquela pessoa próxima de você é de alguma religião oriental, ou espírita, ou islâmica, ou ateia, ou religião ocultista. Não importa se é de uma panelinha do cristianismo que não é a sua. Importa é que você deve dar bom testemunho com sua vida e com suas palavras, testemunho de Jesus Cristo (Apocalipse 1.2, 1.9, 12.18., 19.10, 20.4)! Isso se você já tem Jesus Cristo na sua vida.

Há pessoas das quais realmente devemos nos afastar, pois influenciam-nos para o mal e nos fazem pecar. Disso Deus não se agrada. Mas não são dessas que estou me referindo. O cristão não deve ser influenciado nem conformado com o mundo (não deve tomar a forma do mundo), mas ser um influenciador de Jesus Cristo, ESPECIALMENTE com seu testemunho de vida, sem acepção de pessoas, mas respeitando a todos!

Se você se isola, como poderia evangelizar ou ser exemplo para outros? Como poderia Deus te usar para falar com alguém que tem sede de Deus e está desesperado e perdido no mundo, pensando em como a vida dele não faz sentido, naquele instante, do teu mesmo lado?

Não, não é para você frequentar o local da prática antibíblica dele, da religião, ideologia, prática ou filosofia dele (pois isso seria pecado), mas, por exemplo, se você está na sua vizinhança, como poderia ter inimizade com algum vizinho se o mandamento é “se possível, tende paz com todos os homens”? Como poderia esquecer-se de que, se Deus realmente te tocar naquela hora para falar algo, você vai realmente deixar de lado teu preconceito e ter que falar? Você vai ter que amar! Vai ter que compartilhar teu tesouro na hora em que Deus te tocar, pois eis que quando Deus toca, o milagre acontece! Não é para jogar “pérolas aos porcos” (evangelizar excessivamente - ou fora do tempo - sem o Espírito), mas sim, quando Deus cobrar de você e chegar sua hora, dar o Testemunho de Jesus Cristo (Apocalipse 1.2, 1.9, 12.18., 19.10, 20.4) custe o que custar!

Importa viver pelo Senhor e morrer pelo Senhor, mas que seja em obediência! Se pelo nome de Jesus Cristo sofreis, bem-aventurados sois (o mundo não entende como é isso)! Quão felizes são os que são de Cristo, que sofrem com Ele! E: Que amam como Ele ama!

Ele nos ensinou o amor verdadeiro, e não o preconceito! Ele nos ensinou a perdoar todos os pecados, todas as ofensas, senão o Pai não nos perdoa! Aquele que foi perdoado em Cristo, como não perdoaria o próximo? Devemos perdoar, querer o bem do ofensor (que às vezes corretamente deve ficar muito distante), não importa quão grave isso for, pois Dele é a vingança, “Eu recompensarei” – diz o Senhor em Hebreus - isso é perdoar. Perdão não é ausência de mágoas, mas ter uma disposição favorável àquele que causou o dano: ore de coração por ele/ela e estará perdoando. Uma característica do cristão nascido de novo é o perdão, uma vida em arrependimento. Se não perdoa o próximo, ainda que demore algum tempo, tem que se converter ou voltar ao primeiro amor!

Como poderia também tu entrar na justiça por bobagem diante de Deus, querendo o mal do próximo, não perdoando o teu próximo, se Deus é teu vingador? O que o homem/mulher semear, colherá. A justiça terrena é imperfeita! Quer colher espinhos?

A nossa parte é amar sem acepção de pessoas. Deus faz seu sol e chuva cair sobre todos. Deus dá o início e o fim da vida de todos, e é Ele quem enriquece e empobrece, exalta e abaixa, cf. o cântico de Ana em 1Samuel 2. Deus oferece a salvação a todos em Cristo, e usa o sofrimento para o nosso crescimento e para nos levar à salvação, para mais próximo Dele. Deus quer que todos sejam salvos igualmente conforme a Escritura, Deus não tem acepção de pessoas, e quem é você que tem preconceito / acepção de pessoas? Quem é você diante de Deus? É maior? É melhor? É mais perfeito? Mais sábio? Eis que Deus disse que as próprias nações são menos do que nada para Ele, e como a gota dum balde (conforme Isaías). Portanto, que amemos aos inimigos, aos amigos, aos conhecidos, aos desconhecidos, e a todos intercedamos ao Pai, pois todos os seres humanos são iguais, pequenininhos diante de Deus como recém-nascidos, e todos têm necessidade da mesma salvação, que só se encontra em Cristo Jesus, o Senhor.

Concluindo, toda a Escritura é inspirada, e devemos ler ela toda, pois é registro da revelação de Deus aos homens; é Palavra de Deus em linguagem humana. Mas um conselho para os que costumam ler Salmos (Antigo Testamento) seria:

Alguns deles, como Salmo 139.21-22 de Davi, não são exemplos perfeitos para os cristãos da nova aliança: “Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti? Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos.”

Siga, porém, as Palavras de Jesus, pois Ele é o Perfeito Deus: Ouvistes que foi dito: “Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.” Eu [JESUS], porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.

Que esse estudo tenha sido de edificação.

Amém.


Mensagem final:

“Espero que todos oremos mais para que possamos amar mais a nosso próximo, seja lá quem for, e para que sempre estejamos obedientes, vigilantes e perseverantes no Senhor. Somos julgados pelo Senhor e pela Escritura para não sermos condenados com o mundo. Já aquele que não se deixa mais admoestar, que futuro haverá para ele?”

Roberto

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