Graça e Paz
Aprimoramentos (vários!)
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1 DOUTRINA DA BÍBLIA
Isto para que saibais que Deus inspirou algumas Escrituras dos diversos manuscritos existentes na antiguidade, e a parte dos homens foi tão somente estudar e orar a Deus pelo Espírito para que, pela autoridade dos apóstolos e pelas doutrinas ortodoxas (sem haver contradição interna intrabíblica), separasse o que é inspirado e autoritativo, e o que não é inspirado (pelas heresias, falsas autorias e contradições).
3.2.1
¹⁴ E disse Deus a
Moisés: EU SOU O QUE SOU [Hebr. Ehyeh asher Ehyeh]. Disse mais: Assim
dirás aos filhos de Israel: EU SOU [Hebr. Ehyeh] me enviou a vós.
¹⁵ E Deus disse mais
a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor [YHWH, ou יהוה] Deus de vossos
pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós;
este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração.
7.3
Como Satanás foi criado como um anjo de luz no primeiro dia da criação (Ezequiel 28.15 "Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti.")...
7.6
Vale dizer que, já que Paulo citou o terceiro céu (2Co 12.2), o primeiro céu é reconhecido biblicamente como o nosso céu visível a olho nu, ou atmosfera (ajuntem-se as águas debaixo dos céus Gn 1.9); o segundo céu, a expansão dos céus, é o universo (haja luminares na expansão dos céus Gn 1:14), e o terceiro céu (2Co 12.2) é o Paraíso de Deus (Lc 23.43). Não me faz sentido que o terceiro céu, o Paraíso de Deus, seja o mesmo local que esses “lugares celestiais” [dimensão espiritual] de que falou o apóstolo Paulo em Efésios, visto a Bíblia diz que Satanás não têm acesso mais ao céu depois da obra de Cristo:
80 Questões
20. Se Jesus Cristo é supostamente o deus onipotente feito carne ... como é que ele não herdou o pecado original? Lembre-se, ele é supostamente homem e deus em união, e se verdadeiramente homem, assim como deus, ele deve ter herdado o pecado original. Jesus Cristo não nasceu como nós, da união de um homem e uma mulher: Ele nasceu de um milagre, do Espírito Santo! E é por isso que é chamado de filho de Deus, pois é filho da natureza divina de Deus Pai pelo Espírito, e é filho pela natureza humana (filho do homem) da virgem Maria, que deixou de ser virgem depois, claro. Deste modo, como a Bíblia diz várias vezes, Cristo é o único sem pecado, imaculado, perfeito. Ele é, ao mesmo tempo, Deus e homem. Desde Sua ressurreição, não esteve mais com corpo de homem terreno, mas com corpo de homem glorificado (João 20 diz que Jesus entrava em lugares quando a porta estava fechava; e assim desaparecia também). Ascendeu ao céu com este corpo humano glorificado (do Céu).
80 Questões
25. Se a terra estava coberta
por uma inundação global completa, todos os seres vivos mortos, exceto os que
sobreviviam na arca, por que existem muitas espécies animais completamente
únicas na Austrália que não são encontradas em nenhum outro lugar na terra?
A resposta para isso é que a
distribuição das espécies pode ser explicada por migração pós-dilúvio – pois
depois do dilúvio ocorreu a única “era do Gelo”, que uniu os continentes através
de pontes terrestres, pelas quais os animais migraram a pé para a Austrália
antes que o gelo derretesse e os isolasse.
80 Questões
53. Em 1 Coríntios 15:50 diz “Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção”. Como Jesus pôde então ascender ao reino de Deus se ele mesmo é carne e sangue? Ele não possui mais "carne e sangue" no sentido de corruptibilidade mortal (sentido de 1Co 15.50), mas preserva Sua verdadeira humanidade física glorificada (carne e ossos) no céu.
Lucas 24.39 ("Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.") diz que o corpo glorificado de Jesus também é composto de carne e ossos, o que nos faz concluir que o corpo glorificado não é de outro ser, mas humano glorificado.
80 Questões
73.
A alma é a vida imaterial de todo ser humano que se relaciona com Deus, eterna, que está ligada de um jeito misterioso ao corpo, e que retorna a Deus na morte, vivendo eternamente. Após o juízo do último dia, essa alma receberá um novo corpo para o estado eterno.
13.5
É possível que Deus conheça o futuro não por ver o futuro como se desse uma olhada nele, mas conhecendo o futuro diretamente como já presente. Se a presença de Deus habita em todos os lugares (onipresença espacial), então talvez possamos falar de Deus como habitando em todos os tempos [da criação, colchetes meus]: passado, presente e futuro (onipresença temporal). Walls e Dongell (2014).
11.4
1. O Novo Testamento simplesmente
não repete o mandamento do sábado do Antigo Testamento:
Marcos 10.19 (Jesus): Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; não defraudarás alguém; honra a teu pai e a tua mãe; Rm 13.9 (Paulo): Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
Esses mandamentos acima (dos dez mandamentos) são os mandamentos para o próximo. Já os mandamentos para Deus (exceto o do Sábado) estão no Novo Testamento em: Não ter outros deuses: Mateus 4.10 e 1Co 8.6; Não fazer ídolos: 1João 5.21 e 1Co 10.14; Não tomar o nome de Deus em vão: Mateus 5.33-37 e Tiago 5.12. Concluímos que o NT não repete em lugar algum o mandamento de guardar o sábado.
8.6
E o “homem” glorificado na glória dos Céus (assim como os anjos eleitos), que não terá livre-arbítrio também para pecar (pois será “livre para o Bem”), não pecará pois não possuirá mais a natureza terrena pecaminosa (carne), mas será a verdadeira imagem e semelhança de Deus na consumação, o qual não somos ainda.
13.8
Uma vez que foi dado por Deus a alguns seres humanos vivenciar e provar que o tempo e o espaço não são absolutos e eternos, imagine o que Deus pode fazer. Não estou falando que a Teoria da Relatividade corresponde perfeitamente à realidade. Todavia, se um anjo, voando do trono que está no meio do Paraíso de Deus à Terra, chegasse instantes depois de ter saído, ou até no mesmo tempo, quanto mais o próprio Deus pode trabalhar agindo no tempo e no espaço, no presente, no passado e no futuro, moldando e agindo no futuro como bem entender, ao mesmo tempo que permite nossas ‘livres’ escolhas com o nosso ‘servo arbítrio’. Se para nós o tempo é relativo, por que Deus não pode estar presente em todos os tempos da mesma forma?
[Isso tudo digo ainda que o tempo
humano, em nossa realidade de baixas velocidades, seja quase totalmente linear:
nossa experiência cotidiana é linear (passado-presente-futuro), mas uso ambas as
linguagens nesta obra]
3.6
[Deixo uma observação aqui: Mesmo adotando partes de Agostinho nessa teologia, recuso a notação de Agostinho que o Espírito Santo é o amor com o que o Pai ama o Filho; que o Pai é o amante, o Filho o amado, o Espírito o amor: isso não é bíblico, nem muito correto na minha opinião.]
3.6.1
O que é admitido nessa teologia
sistemática:
- . Deus é o Ser absoluto;
- . Amor é o caráter absoluto do Ser.
Ou seja,
- Deus não é composto, é simples: um Deus;
- Mas o ser de Deus tem centralidade (valor central) no amor: a essência de Deus é eternamente expressa como Amor, ou, em linguagem simples: Deus é Amor.
Essa conclusão vem do fato de que
o Novo Testamento, que dá luz ao Antigo, é onde Deus manifesta mais plenamente
Seu Amor, sendo o ápice da revelação progressiva dada aos homens.
8.3
Deste modo, como exposto, o homem
e a mulher são como Deus, e representam Deus.
O corpo unido à alma de cada ser humano também é imagem de Deus, justamente porque Gênesis 1.27 NVT, que diz “Assim, Deus criou os seres humanos à sua própria imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou.”, pressupõe que ser homem e ser mulher (que são diferentes pela mente e corpo, e não pela alma/espírito, nem pela moral) também faz parte da imagem de Deus, ou seja, ser imagem e semelhança de Deus não é só sobre a parte moral e espiritual, mas também é algo que engloba o corpo de cada ser humano (criado para glorificar a Deus), embora, claro, Deus, a fonte da imagem e semelhança, é Espírito. Jesus, a própria Imago Dei, o próprio resplendor da glória de Deus (Hb 1), assumiu a humanidade, sendo verdadeiro homem e Deus, mostrando que ainda que Deus seja Espírito em sua natureza divina, baseado na encarnação do Verbo, e baseado em Gn 1.27 (que liga a imagem de Deus com ser homem e mulher), o corpo unido à alma também é imagem e semelhança de Deus, e deve ser usado para a glória e louvor de Deus Trino e Uno.
Estágios da Imagem de Deus
1. Imagem original. Adão e Eva
foram criados retos e puros. Possuíam a imortalidade, possuíam a pureza,
justiça e retidão originais, eram uma verdadeira imagem de Deus.
2. Imagem desfigurada. Quando
Adão e Eva pecaram, eles e toda a humanidade futura – seus descendentes – ainda
permaneceram como imagem de Deus, mas uma imagem distorcida pelo pecado e pela
queda – todos os que nascem, nascem mortos espirituais, sem a justiça original
com a qual Adão e Eva foram criados.
3. Imagem renovada. Quando uma
pessoa é salva (seja no Novo Testamento ou no Antigo) ela tem essa imagem
restaurada ou renovada: ela é justificada pela fé, e gradualmente, conforme a
pessoa é santificada por Deus, a pessoa fica cada vez mais parecida com Cristo,
sua imagem fica cada vez mais parecida com à de Cristo. A plenitude da imagem
de Deus não é alcançada nesta Terra, mesmo por um salvo: Cristo é perfeito e
nós não somos, portanto nunca seremos a completa imagem de Deus nesta Terra.
4. Imagem aperfeiçoada. A imagem
de Deus plena, ligada ao corpo glorificado, conforme a imagem de Deus em Cristo
Jesus (seremos como ele), só será
alcançada na glória dos céus, na glorificação, na vida eterna, a qual será uma
medida melhor e mais excelente do que a imagem original do Éden, tanto quanto
os novos céus e terra serão mais excelentes do que o Éden.
10.7.2
Não,
os ladrões, os homicidas e os malfeitores não são instrumentos da divina
providência em nome de Jesus. São instrumentos de Satanás, o pai da mentira e o
autor do pecado e do mal. É permissão e não decreto ativo de Deus.
10.7.2
Não compartilho da eleição
arminiana e, apesar de estar escrito segurança eterna, o arminianismo (e o
luteranismo clássico), em geral, acredita que alguém pode perder a sua
salvação, argumento que combato na seção 10.6.
Adotei a eleição luterana à salvação e, embora eu use a Fórmula de Concórdia para a definição de eleição, afasto-me do luteranismo clássico no que tange à perda da salvação, adotando a visão reformada/calvinista da perseverança ou preservação pela graça dos salvos verdadeiramente transformados (nascidos de novo), amplamente defendida nas Escrituras.
Eleição luterana: Há um critério em Deus para a escolha de Deus desde a eternidade de indivíduos para Sua Glória, mas que a Escritura não revela especificamente, portanto a eleição é incondicional à revelação, mas certamente há um critério não revelado em Deus;
Para unir tudo, “expiação de dois aspectos”: expiação
substitutiva limitada (Cristo tomou os pecados dos eleitos apenas sobre si, o
que ocasiona sempre justificação de vida); Expiação ilimitada em outro aspecto
- Graça preveniente irresistível - Cristo tomou sobre si toda a culpa Adâmica (fato
aplicado a nós ao contato com a Palavra); a expiação de Cristo no seu sentido
amplo, não substitutivo, nos trouxe a graça preveniente irresistível, que tira-lhe a culpa adâmica herdada e começa a iluminar o
pecador e mostra-lhe a verdade do evangelho;
10.4.4
O princípio de um mandamento considero que é o porquê intentado por Deus ao criar o mandamento, nos salvar ou preservar de quê: isso permanece?
O
mandamento do Sábado foi abolido, mas os princípios do mandamento do Sábado
permanecem: o preservar e proteger o ser humano da exaustão física e da
escravidão do trabalho, fato que deve apontar para a necessidade contínua de
comunhão com Deus, isto permanece, ou seja, o ideal é descansar pelo menos um
dia na semana e se dedicar a Deus por este princípio do Sábado, e não
"guardar o sábado".
11.4
Princípio do Mandamento do Sábado
O mandamento do Sábado findou
junto com a lei cerimonial do Antigo Testamento. O princípio dos mandamentos cerimoniais
não. O princípio de um mandamento considero que é o porquê intentado por Deus
ao criar o mandamento, nos salvar ou preservar de quê: isso permanece? No caso,
preservar e proteger o ser humano da exaustão física e da escravidão do
trabalho, apontando para a nossa necessidade contínua de comunhão com Deus
permanece, ou seja, o ideal é descansar pelo menos um dia na semana por este
princípio do Sábado.
Outro exemplo é: no Antigo
Testamento vemos mandamentos cerimoniais para os sacerdotes se aproximarem de
Deus em santidade. Já na nova aliança não são mais requeridos, mas o princípio
sim: Todos somos sacerdotes, e Deus requer reverência ao se aproximar de Sua
Presença.
10.5.2.3
Deus, ao mesmo tempo, decretaria um Projeto completo (não proponho abaixo um decreto após o outro, pois assim a ordem abaixo levaria ao supralapsarianismo (do qual eu claramente não concordo), mas todos esses decretos ao mesmo tempo: todos os decretos são importantes, ou seja, eles estão em ordem de importância, não ordem decretada por Deus):
[1] O mais importante, Deus Pai decreta exaltar a Cristo, o Eleito. [2] O segundo decreto mais importante, eleger indivíduos com um certo critério, em Cristo, pela graça do Espírito Santo, pela fé e para louvor da Sua glória no Amado. [3] O terceiro decreto mais importante seria criar os meios para eleger a Cristo sobre tudo e sobre todos, e os fiéis e santos filhos Nele. Os meios seriam: [3a] Criação. Criar o Universo, o Paraíso, os anjos, o homem, os animais e plantas, matéria, energia e tempo etc.: nessa condição, nesses lugares e com essa companhia é que Cristo encarnado e os homens e anjos eleitos vão viver. [3b] Liberdade de escolha e queda. Criar a Criação com livre-arbítrio, e com tudo o que isso significa. Permitir a queda de alguns anjos e de toda a humanidade. Fazer consequente separação dos justos e dos injustos (homens e anjos) pelo relacionamento direto com Deus (Deus mesmo faz a separação) com destinos eternamente separados. [3c] Providência divina na história em todos os aspectos necessários, inclusive para a plenitude dos tempos em que Cristo veio e foi glorificado; providência divina na história para Israel, e depois para a Igreja do Senhor até a consumação etc. Veja que nessa lista temos [1] e [2], exaltação de Cristo e dos eleitos, como se fosse os 4 decretos da seção anterior, e todo o resto é consequência disso [3]. Essa lista não é perfeita nem é exaustiva.
Menções de Felipe Melâncton alteradas para Filipe Melâncton
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