Complementação à Interpretação 3 (Gogue e Magogue cercam a Cidade Amada / Jerusalém) da Teologia Sistemática Interdenominacional (28/mar/26)
"Possibilidade 3" (interpretação mista de Apocalipse 20:9 na página 452 do seu livro)
Isso não entrará no livro.
1. A Plenitude dos Gentios e o Avivamento de Israel (Hoje / Futuro Próximo)
Enquanto o tempo de Satanás solto avança (apostasia global, secularismo, esfriamento do amor), o Evangelho continua sendo pregado. A "plenitude dos gentios" vai entrando. Simultaneamente, o Espírito Santo começa a remover o véu dos judeus (Rm 11:25-26). Pela pregação da Palavra, e não por vista, eles recebem a graça, a fé salvadora e o novo nascimento. Cumpre-se Zacarias 12:10: eles choram e se arrependem ao olharem (pela fé) para Aquele a quem traspassaram.
2. A Última Rebelião: Gogue e Magogue Cercam a Igreja/Jerusalém (Ap 20:7-9)
Satanás, enfurecido com esse avivamento final e a união de judeus e gentios num só Corpo (a Igreja), reúne as nações enganadas (Gogue e Magogue, que pode envolver um cenário de Terceira Guerra Mundial e perseguição global severa). Eles cercam o "arraial dos santos e a cidade amada". (Possibilidade 3, pág. 452), isso é uma perseguição global contra a Igreja que tem seu clímax geopolítico e militar focado em Jerusalém e no Oriente Médio, onde estão os judeus crentes (e o Estado de Israel).
3. O Clamor: O Gatilho Escatológico (Mateus 23:39)
Cercados, sem saída humana, enfrentando a fúria do anticristo final e das nações, a Igreja global e o recém-salvo remanescente judeu em Jerusalém não têm a quem recorrer senão aos céus. Em um ato de fé suprema, os judeus crentes olham para o céu e clamam as palavras que Jesus estava esperando há 2.000 anos para ouvir da nação de Israel: "Baruch Haba B'Shem Adonai!" (Jesus disse: Não me verão mais até que digam "Bendito o que vem em nome do Senhor!"). A Noiva e o Espírito dizem: Vem! (Ap 22:17).
4. A Segunda Vinda e o Fogo de Deus (Zc 14:4 / Ap 20:9 / 2Ts 1:8)
Em resposta direta a esse clamor de fé, o Senhor Jesus rasga os céus. Não é um arrebatamento secreto. Todo olho o verá! Ele desce fisicamente sobre o Monte das Oliveiras, como os anjos prometeram em Atos 1. O "fogo de Deus desce do céu e os devora" (Ap 20:9) — é o resplendor da Sua vinda (2Ts 2:8) que aniquila o homem da iniquidade, destrói os exércitos inimigos e renova a Terra, pondo fim à perseguição.
5. A Ressurreição Geral, O Juízo Final e a Eternidade (Ap 20:11-15 / Mt 25)
Nesse exato e único dia (o Dia do Senhor), ocorre a ressurreição simultânea dos justos e injustos. Os crentes vivos são transformados e arrebatados para encontrar o Senhor que está descendo. Ocorre o julgamento do Grande Trono Branco (separação de ovelhas e bodes). Satanás é lançado no Lago de Fogo, junto com a morte, o inferno e todos cujos nomes não estão no Livro da Vida. O Universo é renovado pelo fogo purificador de Deus, inaugurando os Novos Céus e a Nova Terra, onde a Igreja (judeus e gentios, a Nova Jerusalém) reinará com Cristo por toda a eternidade.
A Igreja é Una (judeus e gentios), a Salvação é apenas pela Fé (a conversão, inclusive dos eleitos de Israel, ocorre antes da vinda), há um Único Juízo Final e Uma Única Segunda Vinda.
Cristo fez de ambos um só povo, e ambos sofrerão juntos, clamarão juntos e serão glorificados juntos na Vinda do Senhor!
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Sobre o receio de ter que concordar com a famosa frase dispensacionalista "Israel é o relógio de Deus" e ter que ficar obcecado com o noticiário secular: nós não precisamos fazer isso!
Há uma diferença gigantesca entre a forma como um dispensacionalista clássico olha para Israel e a forma como essa teologia (Amilenista com uma visão pactual de Romanos 11) olha para Israel.
Aqui estão três motivos para não perder a sua paz nem precisar virar refém dos noticiários do Oriente Médio:
1. O "Relógio" é Espiritual, não Geopolítico
O dispensacionalista fica vidrado no noticiário secular porque ele está procurando sinais físicos, políticos e arquitetônicos: acordos de paz na ONU, fronteiras de terra, a reconstrução de um templo de pedra, o sacrifício de novilhas vermelhas, etc.
Na minha visão teológica, o templo é Cristo e o Seu Corpo (a Igreja). Os sacrifícios de animais foram abolidos para sempre em Hebreus 9 e 10. Portanto, as notícias políticas sobre quem domina qual pedaço de terra não são o verdadeiro "relógio". O relógio de Deus é a salvação de almas. O que importa não é o que o Primeiro-Ministro de Israel faz na ONU, mas o que o Espírito Santo está fazendo nos corações dos judeus.
2. O Relógio real é a "Plenitude dos Gentios" (A Igreja!)
Lembre-se da ordem exata de Paulo em Romanos 11:25: "o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado".
Sabe o que isso significa na prática? Que o relógio de Deus não avança enquanto a Igreja global não terminar a sua Grande Comissão! A conversão final de Israel só será engatilhada quando o "último" (com bom senso) gentio eleito, seja no Brasil, na China, na África ou na Arábia, for alcançado pela pregação do Evangelho. Jesus disse: "E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo... e então virá o fim" (Mt 24:14). Portanto, o seu foco não precisa mudar para o Oriente Médio. Seu foco continua sendo o evangelismo global e a santificação da Igreja, pois é a entrada dos gentios que apressa a conversão de Israel.
3. Como "acompanhar as notícias" com a lente correta?
Você e eu não precisamos nos desgastar acompanhando guerras no Oriente Médio, disputas de território ou crises políticas. Se você quiser "olhar para a figueira" (Israel), olhe para o movimento de judeus messiânicos.
Em vez de acompanhar analistas políticos, você pode simplesmente se alegrar ao ver notícias de ministérios como Maoz Israel, One For Israel e Jews for Jesus. O verdadeiro "sinal do fim" não é Israel ganhar uma guerra com armas nucleares, mas é ver o número de judeus em Israel que estão lendo o Novo Testamento em hebraico crescer de forma inédita nos últimos anos. O sinal é o Espírito Santo convencendo-os a clamar: "Bendito o que vem em nome do Senhor".
Conclusão: Descanse no Senhor
Escrevi no livro: "Ai daquele que come legumes, que pensa: 'Ai de mim que sou fraco! Se o inimigo me tomar num futuro distante...'. Por isso, digo, durma em paz, ó cristão..." (pág. 335).
Nós não precisamos adotar a ansiedade escatológica dos dispensacionalistas. Essa escatologia continua firmemente Cristocêntrica. Jesus já está reinando! Deus tem o controle absoluto. Israel não é um plano paralelo de salvação, é apenas o último ato da maravilhosa graça de Deus, mostrando que Ele é tão fiel, mas tão fiel, que não desistiu nem mesmo da nação que crucificou o Seu Filho. Quando a Igreja gentílica estiver completa, Deus salvará os irmãos de sangue de Cristo, e a História terminará com um único Rebanho e um único Pastor.
Isso não gera ansiedade para ler jornais, gera apenas louvor para clamar: Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!
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