domingo, 17 de maio de 2026

17/5 Ortotanásia. Complementação à Ética Cristã da Teologia Sistemática Interdenominacional

Ortotanásia

Observação: Embora Deus (e consequentemente a Igreja de Cristo) não aceite suicídio e eutanásia conforme o “Não matarás!” dos Dez Mandamentos falados pela boca de Deus, de acordo com Norman Geisler (Ética Cristã, 2010, págs. 207-208), por outro lado, "a ortotanásia (remover mecanismos artificiais de manutenção à vida) pode ser justificada em alguns casos, inclusive para cristãos, somente quando se trata de: 1. Doença irreversível (deve-se chegar à conclusão de que não há possibilidade de vida, pois todas as situações remediáveis devem ser remediadas); 2. Se quando o paciente esteve consciente tomou alguma decisão da extensão de sua vida com mecanismos artificiais, isso deve ser respeitado; 3. Quando o paciente não pode fazer a decisão por si mesmo, deve-se fazer uma decisão coletiva com concordância entre o pastor, o advogado e os membros da família, depois de orar a Deus. A vontade de Deus pode ser curar, e ele pode estar apenas esperando o nosso pedido (Tiago 4.2, 5.14-15). Se após orações intensas e repetidas, se o estado de saúde da pessoa não melhorar com o auxílio da medicina, e se nem for da vontade de Deus fazer um milagre, precisamos descansar no fato de que a graça de Deus é suficiente (2Co 12.9). Manter pessoas vivas em situações de doença incurável, destinadas a uma morte irreversível, pode ser visto como algo antiético, uma vez que tal ato se opõe ao próprio processo natural da morte que tem sido ordenado por Deus, porque todos precisam morrer (Gn 2.16-17, Rm 5.12), e existem limites para a vida natural (Sl 90.10)." Geisler (2010).


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