domingo, 17 de maio de 2026

17/5 corrigido: Salvação de pessoas que nunca ouviram falar do evangelho

5. Salvação de pessoas que nunca ouviram falar do evangelho nos tempos do Novo Testamento ou não conheceram o testemunho do Deus de Israel no tempo do Antigo Testamento.

Rm 2.13-16 Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os; No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho. QUANDO os gentios, especialmente antes da primeira vinda de Cristo, que não conhecem o pecado pela lei [mosaica], e assim não têm lei [divina como base], fazem naturalmente as coisas que são da lei [de Deus – Bíblia], não tendo eles lei [de Deus], para si mesmos são lei [norma, regra]. Os quais mostram a obra da lei [amor ao próximo e a Deus, pois o fim da lei é o amor, conforme Jesus disse] escrita em seus corações, através do conhecimento e do senso comum da consciência, quer acusando-os, quer defendendo-os. Complementando com Romanos 1.20 [Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis], se, pela revelação de Deus na natureza crerem em Deus, o Criador, e seguirem a sua consciência, serão justificados pela fé (hão de ser justificados cf. Rm 2.13). O versículo deixa implícito que não serão justificados em suas vidas terrenas, mas no dia do juízo (Rm 2.16 no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho). Serão justificados, por esse entendimento, todos os que, com sinceridade, sem conhecimento da lei de Deus, sem conhecimento da graça e do Nosso Senhor Jesus Cristo, pela graça infinita de Deus, seguem as boas pistas da sua consciência que veio de Deus. Estes, que obedecem à consciência, que obedecem aos dez mandamentos, que quando erram se arrependem, sem conhecer o Senhor pela revelação especial (Palavra de Deus), mas pela revelação natural crerem (especialmente falando acerca de uma minoria em povos não alcançados durante toda a história), serão salvos naquele dia. Se algum desses ouvisse falar sobre a Palavra e sobre o Evangelho de Cristo, Deus sabe que eles o aceitariam, pois escolhidos são de Deus. Ainda que falte, talvez, pregadores e missionários, essas pessoas não deixarão de ir ao céu, pois Deus é justo e bom, não ignorando alma nenhuma à perdição. Então, se alguém porventura disser: “não mato, não roubo, não minto, não adultero... será que o Senhor me aceitará no dia do juízo?” Não. Você que conhece a Deus, já ouviu falar na Bíblia, e não o obedeceu em Cristo, não é como um deles. A salvação não é pelas obras, obediência, rituais, sacrifícios ou caridade, é pela fé em Cristo. Todavia, assim como o Senhor não condena bebês que falecem ao inferno, ao Senhor também aprouve ter misericórdia de alguns dentre a humanidade que nunca ouviu falar de Cristo ou da Bíblia, em Cristo: Porque dele [de Cristo] e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. Romanos 11.36.

Por que eu coloquei este tópico aqui sobre a salvação de uma pequeníssima minoria? Pois, assim como ocorre contra o calvinismo, em que muitos teólogos sentem-se mal com a teoria da condenação de ímpios pelo mero conselho e determinação da parte divina por parte da teoria calvinista, alguns também sentem-se mal ao pensar sobre uma eventual condenação de uma pequeniníssima minoria que nunca ouviu falar de Deus e do evangelho, ainda que a pessoa respondesse bem à graça preveniente infinita de Deus que vem da Cruz do Calvário. Assim, sabendo que Deus é justo e bom, e não condena ninguém injustamente, Ele é imparcial, a consciência destas pessoas pode descansar em paz sabendo que, por exemplo, mesmo sem missionário nas Américas até a época de Cristóvão Colombo, creio que o Senhor certamente salvou alguns índios crentes da condenação eterna, por Jesus Cristo (Rm 2.16), nosso Senhor.

O evangelho, segundo a Bíblia, nunca foi pregado a Abraão, senão pelo contato do próprio Deus. É disso que falamos. E Abraão foi salvo pela fé, alcançado pela graça infinita de Deus.

Cristo continua sendo, mesmo nessas exceções, o único mediador, e essa a aplicação é extraordinária, não o caminho normal ou ordinário.

Obras de Armínio (2015, p. 301): Não é heresia nem erro dizer: “Mesmo sem esses meios [ordinários, isto é, a pregação da Palavra], Deus pode converter algumas pessoas.”

A salvação de povos que nunca ouviram falar de Cristo permanece um mistério, mas se Deus não condena inocentes, e sempre age com imparcialidade, e quer que todos sejam salvos, eu creio firmemente nessa seção, embora os mecanismos teológicos, a explicação de como isso acontece, não estejam tão claros na Escritura a meu ver.

Assim, também, na ordem de Deus a destruir totalmente os cananeus, a vida deles na terra foi terminada, mas provavelmente alguns poucos (falo dos bebês, pelo menos) foram admitidos à vida eterna, e os injustos, que já iriam à condenação eterna, simplesmente foram antes da hora que esperavam. Quando Deus interrompe a vida de alguém aqui na terra, isso não quer dizer que irá mudar o seu destino eterno. Se Deus recolhe algum jovem, por exemplo, o destino dele traçado já durante sua vida pelas suas escolhas simplesmente é alcançado antes do tempo em que ele esperava. Não há injustiça da parte de Deus, que dá a vida e tira a vida quando quer. Porém, se muitos rejeitam a Palavra, não importa se morrerão jovens ou velhos, se a condenação permanece. Importa viver o hoje, e hoje se converter dos maus caminhos, para que, ainda que Deus recolha jovem [Estêvão e Tiago], idoso de morte não natural [Pedro e Paulo] ou de morte natural [João], esteja na multidão celeste adorando a Deus na outra vida. A nossa vida é de poucos anos, mas a eternidade é para sempre. Imagine um “trilhão” de anos, com alegria, adoração e novidades todos os dias que Deus nos surpreenderá (se for uma eternidade contínua). E se for um momento de plenitude infinita, sem ter um tempo corrido, imagine viver, no céu (quando falamos céu queremos dizer “novos céus e nova terra”), modelando o espaço-tempo como bem entender com a capacidade que Deus deu! Amém. Esta vida é um “teste” a todos, e Cristo venceu, e Nele somos mais do que vencedores. E esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. 1Jo 5.4.

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