Mesmo link (atualizado 19-fev-25 7h20):
Sumário atualizado (coloquei: União com Cristo em 10.4, Ordo Salutis em 10.7, O Problema do Mal em 13.9 etc.).
Maior atualizaçao:
13.9 Conclusão: A Soberania de Deus e “o Problema do Mal”
Na conclusão deste capítulo cito
Norman Geisler:
“Apesar de a liberdade ser boa em si mesma, ela também proporcionou o potencial para fazermos o mal. Assim, o livre-arbítrio tornou possível o mal. Porém, apesar de Deus ser responsável pela liberdade (o qual tornou possível o surgimento do mal), as criaturas livres são, por si mesmas (por exemplo, “Lúcifer” e Adão), responsáveis pelos seus atos de liberdade (os quais tornam o mal algo real). Deus deu às criaturas livres o poder de escolher, e em vez de escolher obedecer a Deus e seguir o bem, [algumas delas] desobedeceram e utilizaram a liberdade de escolha para dar vazão ao pecado. Como vemos, o mal surgiu do livre-arbítrio das boas criaturas que Deus havia criado.” [Geisler, Norman, Teologia Sistemática, 2010, vol. 2, p. 81].
Deus é Soberano. Tudo Ele pode fazer, e Ele é por Natureza perfeitamente
Bom. Consequentemente só faz coisas boas. Deus, eterno e incriado, criou
todas as coisas visíveis e invisíveis, mas com anjos e homens criou o potencial
de escolha para o mal (Deus requer amor voluntário, lembre-se, amor forçado não
é amor), que por si mesmo é uma coisa boa, pois tudo o que Deus faz é perfeito.
Com esse potencial, ou seja, livre-arbítrio dos anjos e de Adão e Eva, pôde
e pode realmente testar os corações
na sua presença. Deus permitiu a queda de Satanás com seus anjos, de onde
originou-se o mal, mas nisso Deus teve um propósito. Deus criou o homem reto,
mas, assim como o adversário (que também foi criado perfeito), pecou e trouxe o
mal à humanidade, à natureza e ao mundo. Não foi Deus que desejou que Satanás e
que o homem pecassem, isto é, Deus não desejou os atos maus (Deus é luz, não
pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta), mas Deus teve um propósito nisso.
Satanás e seus anjos, Adão e Eva, pelos seus
pecados receberam a morte, mas Deus o
permitiu para algo maior. Com esse cenário montado, num mundo regido sob as
leis de Deus, ele exaltou a Cristo Jesus dentre a humanidade a um patamar em
honra mais elevado que os homens e do que os anjos, pois é Deus. Nele fez um
meio de salvação, pelo seu sangue. Deus, neste cenário, desde a eternidade, já
‘conhecia’ a todos os seres humanos futuros e sabia o que estaria no íntimo
deles (para que os seres humanos ficassem inescusáveis
e para que a eleição fosse imparcial), não limitamos o poder, conhecimento,
onisciência e presciência de Deus, que por graça, conhecendo a todos segundo
sua onisciência, elegeu alguns desses (conhecidos, estes sim, de modo íntimo e
salvífico por Jesus desde a fundação do mundo) aos quais decidiu se revelar
segundo Seus critérios ou condições
não revelados (ou modo/razão não revelados a nós), pois na Mente de Deus existe
um fundamento real para a eleição não revelado na Escritura, isto é, há em Deus
um fundamento conhecido somente por Ele, fruto do seu conselho sábio e justo de
modo que, logicamente, não é arbitrária nem aleatória que é
pela Graça somente, por Cristo somente, pela Palavra somente, através do
Espírito Santo, pela providência de Deus Pai, que sabe, forma o futuro e já
está lá.
Logo Deus finalizará o seu
trabalho, chegando à conclusão (ou, claro, novo recomeço!),
isto é, eternidade. A queda trouxe morte, sofrimento e pecado a nós. Quem pecou
primeiramente foi Adão, e
nós somos responsáveis pelos nossos pecados no mundo com a liberdade que Deus
deu. Mas, nesse cenário de morte, doenças e tristeza, Deus tem um propósito de
fazer uma colheita, de separar as ovelhas e os bodes, o trigo e o joio pelo Seu
poder. Nesse cenário de morte e pecado, também existe a Graça e o Amor de Deus.
Neste cenário de luto, também existe a vida de Cristo em nós pelo Espírito.
Neste cenário de tristeza, existe esperança, e alegria com o nascimento de mais
um bebê, alegria ao contemplar os pássaros nas árvores, ao contemplar a lua
cheia, ao contemplar uma linda flor. O bebê pode chegar a morrer, mas viverá
para Deus. Se viver, ainda que se morrer
idoso, estando no Senhor, sua vida
inteira estará repleta de alegria e superação. Os pássaros podem perecer, mas
não cai um passarinho por terra sem que seja a vontade do Pai. Essa vida
engloba morte, mas há nela muita vida, linda vida, vida vinda da mão de Deus,
cuja vontade é boa, perfeita e agradável. Deus permite essa vida com provações,
e cada um é responsável pelas escolhas e pelo
mal que faz: o que o homem semear, isto colherá. Nem todos os pensamentos,
motivações e intenções do coração são decretados por Deus, mas no Seu mundo
vivemos e existimos, com suas leis e a liberdade recebida. Liberdade de escolha
limitada, sim, mas real. Deus permitiu a queda, mas com isso tinha o propósito
principal de exaltar a Cristo e trazer o perdão e a reconciliação. Deus
permitiu que o mal e o pecado entrassem no mundo, mas Deus é o único que, mesmo
sendo Bom, está acima do nosso bem e do nosso mal. Permitiu a queda e criou o
potencial para o mal, mas não autor deles. O fim de todas essas coisas na vida
dos que amam a Deus é viver em sua vida toda a própria vontade do Senhor Deus,
pois todas as coisas, boas e ruins, fáceis e difíceis, belas e feias, vida e
morte, paz e guerra cooperam para o bem dos que amam a Deus. Deus está no
controle! Ele usa o bem e o mal como quer, pois rege a criação, o seu reino
está sobre tudo, e Ele está acima do nosso bem e do nosso mal,
e permanece assim sem se contaminar, mas para que só as sementes boas fiquem na
peneira através desse teste e sofrimento que às vezes é esta vida. Deus reina
sobre toda a sua vida! Até Satanás teve que pedir permissão a Deus para tocar
Jó. O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre
tudo (Salmo 103.19). Agora, descanse no Senhor se você ama a Deus e permanece
fiel no seu caminho, sendo chamado segundo o Seu propósito, que não é
simplesmente glorificar todos os eleitos de Deus em Cristo segundo a
presciência de Deus Pai, mas, conforme Romanos 8.28-29 (E sabemos que
todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a
Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque [o apóstolo
aqui explica o propósito divino] os que dantes conheceu também os
predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que
ele seja o primogênito entre muitos irmãos) e Gênesis 1.27 (E criou Deus
o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou), o
propósito último de Deus (assim como era no Éden, pois o propósito não foi
frustrado) é ter uma família com filhos como Jesus, o que é alcançado em parte
já na terra após a justificação e pela santificação, e em plenitude apenas na
glorificação. Assim, tal propósito diz que ser salvo não é o fim último da
humanidade, não é o objetivo final do ser humano, mas sim ser como Jesus, ser
uma família em que Jesus é o irmão mais velho de todos os eleitos e na qual
todos são como Ele (respeitando, claro, a personalidade de cada um), portanto
não devemos nos contentar em apenas sermos justificados, mas devemos imitá-lo
sempre, começando em vida, ou seja, fazer, como Cristo fez em vida, tudo à
glória de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. A vida daquele que é fiel é a
vontade do Senhor, Soberano sobre o bem e o mal, que é o Eu Sou, ser Absoluto e
Subsistente, que está, como o tempo é relativo e criação de Deus, no passado,
presente e futuro ao mesmo tempo! Deus é DEUS. Isaías 55:8,9 Porque os meus
pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus
caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a
terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os
meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário