quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Aprimoramento no raciocínio (19-2-25 7h20)

Graça e paz a todos!

Mesmo link (atualizado 19-fev-25 7h20):

https://www.mediafire.com/file/ycy0mjv0e4s0lif/18-fev-26+Teologia+Sistemática+Interdenominacional.pdf/file

Sumário atualizado (coloquei: União com Cristo em 10.4, Ordo Salutis em 10.7, O Problema do Mal em 13.9 etc.).

Maior atualizaçao:

13.9 Conclusão: A Soberania de Deus e “o Problema do Mal”

Na conclusão deste capítulo cito Norman Geisler:

“Apesar de a liberdade ser boa em si mesma, ela também proporcionou o potencial para fazermos o mal. Assim, o livre-arbítrio tornou possível o mal. Porém, apesar de Deus ser responsável pela liberdade (o qual tornou possível o surgimento do mal), as criaturas livres são, por si mesmas (por exemplo, “Lúcifer” e Adão), responsáveis pelos seus atos de liberdade (os quais tornam o mal algo real). Deus deu às criaturas livres o poder de escolher, e em vez de escolher obedecer a Deus e seguir o bem, [algumas delas] desobedeceram e utilizaram a liberdade de escolha para dar vazão ao pecado. Como vemos, o mal surgiu do livre-arbítrio das boas criaturas que Deus havia criado.” [Geisler, Norman, Teologia Sistemática, 2010, vol. 2, p. 81].

Deus é Soberano. Tudo Ele pode fazer, e Ele é por Natureza perfeitamente Bom. Consequentemente só faz coisas boas. Deus, eterno e incriado, criou todas as coisas visíveis e invisíveis, mas com anjos e homens criou o potencial de escolha para o mal (Deus requer amor voluntário, lembre-se, amor forçado não é amor), que por si mesmo é uma coisa boa, pois tudo o que Deus faz é perfeito. Com esse potencial, ou seja, livre-arbítrio dos anjos e de Adão e Eva, pôde e pode realmente testar os corações na sua presença. Deus permitiu a queda de Satanás com seus anjos, de onde originou-se o mal, mas nisso Deus teve um propósito. Deus criou o homem reto, mas, assim como o adversário (que também foi criado perfeito), pecou e trouxe o mal à humanidade, à natureza e ao mundo. Não foi Deus que desejou que Satanás e que o homem pecassem, isto é, Deus não desejou os atos maus (Deus é luz, não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta), mas Deus teve um propósito nisso. Satanás e seus anjos, Adão e Eva, pelos seus pecados receberam a morte, mas Deus o permitiu para algo maior. Com esse cenário montado, num mundo regido sob as leis de Deus, ele exaltou a Cristo Jesus dentre a humanidade a um patamar em honra mais elevado que os homens e do que os anjos, pois é Deus. Nele fez um meio de salvação, pelo seu sangue. Deus, neste cenário, desde a eternidade, já ‘conhecia’ a todos os seres humanos futuros e sabia o que estaria no íntimo deles (para que os seres humanos ficassem inescusáveis e para que a eleição fosse imparcial), não limitamos o poder, conhecimento, onisciência e presciência de Deus, que por graça, conhecendo a todos segundo sua onisciência, elegeu alguns desses (conhecidos, estes sim, de modo íntimo e salvífico por Jesus desde a fundação do mundo) aos quais decidiu se revelar segundo Seus critérios ou condições não revelados (ou modo/razão não revelados a nós), pois na Mente de Deus existe um fundamento real para a eleição não revelado na Escritura, isto é, há em Deus um fundamento conhecido somente por Ele, fruto do seu conselho sábio e justo de modo que, logicamente, não é arbitrária nem aleatória que é pela Graça somente, por Cristo somente, pela Palavra somente, através do Espírito Santo, pela providência de Deus Pai, que sabe, forma o futuro e já está lá.

Logo Deus finalizará o seu trabalho, chegando à conclusão (ou, claro, novo recomeço!), isto é, eternidade. A queda trouxe morte, sofrimento e pecado a nós. Quem pecou primeiramente foi Adão, e nós somos responsáveis pelos nossos pecados no mundo com a liberdade que Deus deu. Mas, nesse cenário de morte, doenças e tristeza, Deus tem um propósito de fazer uma colheita, de separar as ovelhas e os bodes, o trigo e o joio pelo Seu poder. Nesse cenário de morte e pecado, também existe a Graça e o Amor de Deus. Neste cenário de luto, também existe a vida de Cristo em nós pelo Espírito. Neste cenário de tristeza, existe esperança, e alegria com o nascimento de mais um bebê, alegria ao contemplar os pássaros nas árvores, ao contemplar a lua cheia, ao contemplar uma linda flor. O bebê pode chegar a morrer, mas viverá para Deus. Se viver, ainda que se morrer idoso, estando no Senhor, sua vida inteira estará repleta de alegria e superação. Os pássaros podem perecer, mas não cai um passarinho por terra sem que seja a vontade do Pai. Essa vida engloba morte, mas há nela muita vida, linda vida, vida vinda da mão de Deus, cuja vontade é boa, perfeita e agradável. Deus permite essa vida com provações, e cada um é responsável pelas escolhas e pelo mal que faz: o que o homem semear, isto colherá. Nem todos os pensamentos, motivações e intenções do coração são decretados por Deus, mas no Seu mundo vivemos e existimos, com suas leis e a liberdade recebida. Liberdade de escolha limitada, sim, mas real. Deus permitiu a queda, mas com isso tinha o propósito principal de exaltar a Cristo e trazer o perdão e a reconciliação. Deus permitiu que o mal e o pecado entrassem no mundo, mas Deus é o único que, mesmo sendo Bom, está acima do nosso bem e do nosso mal. Permitiu a queda e criou o potencial para o mal, mas não autor deles. O fim de todas essas coisas na vida dos que amam a Deus é viver em sua vida toda a própria vontade do Senhor Deus, pois todas as coisas, boas e ruins, fáceis e difíceis, belas e feias, vida e morte, paz e guerra cooperam para o bem dos que amam a Deus. Deus está no controle! Ele usa o bem e o mal como quer, pois rege a criação, o seu reino está sobre tudo, e Ele está acima do nosso bem e do nosso mal, e permanece assim sem se contaminar, mas para que só as sementes boas fiquem na peneira através desse teste e sofrimento que às vezes é esta vida. Deus reina sobre toda a sua vida! Até Satanás teve que pedir permissão a Deus para tocar Jó. O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo (Salmo 103.19). Agora, descanse no Senhor se você ama a Deus e permanece fiel no seu caminho, sendo chamado segundo o Seu propósito, que não é simplesmente glorificar todos os eleitos de Deus em Cristo segundo a presciência de Deus Pai, mas, conforme Romanos 8.28-29 (E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque [o apóstolo aqui explica o propósito divino] os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos) e Gênesis 1.27 (E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou), o propósito último de Deus (assim como era no Éden, pois o propósito não foi frustrado) é ter uma família com filhos como Jesus, o que é alcançado em parte já na terra após a justificação e pela santificação, e em plenitude apenas na glorificação. Assim, tal propósito diz que ser salvo não é o fim último da humanidade, não é o objetivo final do ser humano, mas sim ser como Jesus, ser uma família em que Jesus é o irmão mais velho de todos os eleitos e na qual todos são como Ele (respeitando, claro, a personalidade de cada um), portanto não devemos nos contentar em apenas sermos justificados, mas devemos imitá-lo sempre, começando em vida, ou seja, fazer, como Cristo fez em vida, tudo à glória de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. A vida daquele que é fiel é a vontade do Senhor, Soberano sobre o bem e o mal, que é o Eu Sou, ser Absoluto e Subsistente, que está, como o tempo é relativo e criação de Deus, no passado, presente e futuro ao mesmo tempo! Deus é DEUS. Isaías 55:8,9 Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.

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