terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Complementação futura 2 à Teologia Sistemática (aprimorado 18-fev 16h30)

Graça e paz
Voltando com... Lucas 14 melhorado!

26 Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo [verdadeiro, colchetes meus].
27 E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.
28 Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?
29 Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,
30 Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.
31 Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?
32 De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores, e pede condições de paz.
33 Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo. (Lucas 14:26-33 acf)

Lucas 14 ensina que ninguém que não deixou tudo pode ser discípulo verdadeiro e fiel de Jesus. Mas isso pode ser entendido que, conforme a linguagem da parábola, Deus, Aquele que deu a própria exigência para o discipulado e Aquele que chama os homens, capacitando-os para serem discípulos, faz as contas desde a eternidade se a pessoa pela graça deixou ou renunciou tudo o que Ele pediu (o equivalente a ter dinheiro suficiente para construir aquela torre até a conclusão, ou se tomou conselho se com um exército de 10 mil guerreiros vence um de 20 mil), e só essas pessoas que amaram Jesus mais do que pai, mãe etc., levaram a cruz, serão discípulos de Jesus. E um verdadeiro discípulo, fiel e temente a Deus, é sinônimo de um salvo. E todo aquele que, pela graça, segundo a linguagem bíblica crua, renunciou tudo o que Deus pede (v.33) vai perseverar até o fim e alcançar a glorificação (que é equivalente, conforme a parábola, ao fato do exército de 10 mil vencer o de 20 mil, e ao fato da torre ser construída). E Deus, o Rei e arquiteto da parábola (Senhor dos Exércitos e Edificador da Obra), não será escarnecido (cf. Romanos 2.24: “Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa.”). Assim, todos que serão salvos, aqueles que não resistirão ao contato da Palavra de Deus, que serão ou estão sendo constrangidos em seu livre-arbítrio pelo Espírito, estes receberão fé salvadora pela Palavra e pelo testemunho de Cristo, pois renunciarão a tudo o que Cristo pedir, levarão a cruz e serão justificados (isto é, serão discípulos fiéis e bons mordomos) e, baseado também nessa parábola, todos os justificados serão glorificados, ou seja, a Obra de Deus na vida dos discípulos, dos salvos, será completada (conforme v. 30), ecoando Romanos 8.28-30. Amém.


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