Lucas 14 ensina que ninguém que
não deixou tudo pode ser discípulo verdadeiro e fiel de Jesus. Mas isso pode
ser entendido que, conforme a linguagem da parábola, Deus, Aquele que deu a própria exigência
para o discipulado e Aquele que chama os homens, capacitando-os para serem
discípulos, faz as contas desde a
eternidade se a pessoa pela graça deixou ou renunciou
tudo o que Ele pediu (o equivalente a ter
dinheiro suficiente para construir aquela torre
até a conclusão, ou se
tomou conselho se com um exército
de 10 mil guerreiros vence um de 20 mil), e só essas
pessoas que amaram Jesus mais do que
pai, mãe etc., levaram a cruz, serão
discípulos de Jesus. E um verdadeiro discípulo, fiel e temente a Deus, é
sinônimo de um salvo. E todo aquele que,
pela graça, segundo a linguagem bíblica crua, renunciou tudo o que Deus pede
(v.33) vai perseverar até o fim e alcançar a glorificação (que é equivalente,
conforme a parábola, ao fato do exército de 10 mil vencer o de 20 mil, e ao fato da
torre ser construída). E Deus, o Rei e
arquiteto da parábola (Senhor dos Exércitos e Edificador da Obra), não será
escarnecido (cf. Romanos 2.24: “Pois, como está escrito, o nome
de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa.”).
Assim, todos que serão
salvos, aqueles que não resistirão ao
contato da Palavra de Deus, que serão ou estão sendo
constrangidos em seu livre-arbítrio pelo Espírito, estes receberão
fé salvadora pela Palavra e pelo testemunho de Cristo, pois renunciarão
a tudo o que Cristo pedir, levarão a cruz e
serão justificados (isto é, serão discípulos fiéis e
bons mordomos) e, baseado também
nessa parábola, todos os justificados serão glorificados, ou seja, a Obra de Deus na vida
dos discípulos, dos salvos, será completada (conforme v. 30),
ecoando Romanos 8.28-30. Amém.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Complementação futura 2 à Teologia Sistemática (aprimorado 18-fev 16h30)
Graça e paz
Voltando com... Lucas 14 melhorado!
26 Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo [verdadeiro, colchetes meus].
27 E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.
28 Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?
29 Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,
30 Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.
31 Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?
32 De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores, e pede condições de paz.
33 Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo. (Lucas 14:26-33 acf)
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