quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Complementação 2 e 3 à T.S.: Método de interpretação das Escrituras; Citação que faltava.

1. Teologia Ortodoxa e Método de Interpretação das Sagradas Escrituras. Na seção 2.1 e 2.2, e em todo o livro, seguimos a ortodoxia teológica, o que os fiéis escreveram ao longo de mais de 1900 anos. Não me lembro de alguma coisa importante que retirei de uma fonte heterodoxa que esteja neste livro e seja defendida por mim.

Também seguimos e interpretamos a Bíblia pelo método que denomino “histórico-gramatical-teológico” (isto é, de fundamentação histórico-gramatical, mas sem desconsiderar a teologia por trás dos versículos), e não o liberal método histórico-crítico, nem o fantasioso método alegórico usado na idade média (que dizia que cada verso tem quatro significados diferentes). A única exceção nisso é que eu creio que Deus (que é infinito) pode ter escrito alguns versos chave com dois significados (assim eu não limito a Deus ter se revelado em cada verso apenas com um significado com esse pressuposto), por exemplo, Ezequiel 28 serve tanto literalmente para Satanás, como alegoricamente para o príncipe de Tiro; Outro exemplo: Oseias 11.1 fala tanto de Israel como de Jesus: ambos foram chamados do Egito (do Egito chamei a meu filho, citado por Mateus 2:15).

Por que, alguém pode se perguntar, não sigo estritamente o método histórico-gramatical ou gramático-histórico, mas sim adaptei e criei um método chamado histórico-gramatical-teológico? Vou dar um exemplo.

Leia 1Samuel 28 (Saul consulta uma necromante/feiticeira/médium).

Veja que o autor bíblico do final de 1Samuel provavelmente era um servo de Saul, pois Samuel já havia morrido. Isso é comum, assim como Josué deve ter sido o autor do final de Deuteronômio (trecho após a morte de Moisés). A pessoa que escreveu 1Sm 28, leia, está realmente convencida, crendo que Samuel veio dos mortos pela feiticeira. Se eu cresse apenas na gramática e historicidade desse capítulo, sem ver o resto da Bíblia, alguém poderia acreditar, como Augustus Nicodemus acreditou – lembre-se de que ele usa o método gramático-histórico, afirmando loucamente que Samuel realmente voltou da sepultura (Nicodemus, Augustus: Cristianismo Descomplicado, Mundo Cristão, 1ª ed., 2017, pág. 29).

Mas graças a Deus temos a teologia e as outras Escrituras (outros trechos). Não dá para se interpretar a Bíblia apenas historicamente e gramaticalmente desconsiderando a teologia: a Bíblia é um livro teológico.

A Bíblia inteira diz outra coisa: que seria impossível Samuel voltar à vida por uma feiticeira, o relato é duvidoso e estragado pois Saul estava perturbado e sem comer, a profecia do pseudo-Samuel não se cumpriu, Samuel era salvo e estava na Glória etc. (ver “Hernandes Dias Lopes. É possível os mortos se comunicarem com os vivos? EBD. <https://www.YouTube.com/watch?v=ZgUndEF-Eis>. 24 de agosto de 2020.”).

Por isso que meu método de interpretação das Escrituras é a união do modelo histórico-gramatical com a sã teologia, na qual faço um equilíbrio com a história, com as palavras e a gramática do texto, e com a teologia ortodoxa.


Complementação 3: Seção 4.2

Para embasar o raciocínio citado de Bodie Hodge (Cristo, sendo Deus, simplesmente não a recebe [natureza pecaminosa] pela virtude de que Ele é o Filho de Deus), achando eu que era mistério oculto cf. Deuteronômio 29.29 (As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei), fui surpreendido pelo Pr. Gilberto Ferraz que me levou a um vídeo na internet: “The Bible Project: Santidade” (Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=EEf8lGwWr2k>. Acesso em: Dez. 2025): com as minhas palavras: “No tempo da lei quem tocasse em morto, leproso ou fluxo corporal (ou cometesse pecado) teria que cumprir um ritual para se aproximar de Deus e corria risco de morte se não estivesse totalmente purificado, pois Deus é Santo. Por isso Isaías quando viu ao Senhor pensou que iria morrer, mas o Senhor tocou-o com uma brasa do altar e disse: “Você está purificado de sua iniquidade”. Da mesma maneira, as águas sanadoras da visão de Ezequiel por onde passavam purificavam tudo à sua volta (as mesmas do final de Apocalipse). Pelo mesmo raciocínio, Jesus, o Filho de Deus, infinitamente Santo, tocou em leproso, também foi tocado pela mulher com fluxo de sangue (além de ter tocado em defuntos), e ao tocar em Jesus as pessoas foram purificadas e Jesus não se contaminou. Em resumo, aplicando isso à concepção miraculosa de Jesus, a infinita santidade de Deus manteve puro o fruto no ventre de Maria, ainda que ela mesmo fosse pecadora (ela mesmo confessa precisar do Salvador no evangelho de Lucas cap. 1). Conclusão: a impureza limitada de Maria jamais mancharia a infinita pureza de Deus e de Cristo.” Amém!


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