quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Complementação à T.S. 6: 12.13 Acerca da Batalha de Apocalipse 19

O Capítulo 19 de Apocalipse (Ap. 19:11-21) é uma batalha espiritual de Cristo contra o Império Romano, vencida pela proclamação da Palavra de Deus:

O Capítulo 19 de Apocalipse não descreve uma vinda física de Cristo como a Segunda Vinda por dois fatos: Primeiro, em lugar algum é descrito que Cristo voltaria em um cavalo. Ele não ascendeu assim e ele retornará como ascendeu [At 1.11]. O cavalo é um emblema de guerra. Segundo, o conflito aqui é espiritual, não físico (diferente do conflito da Segunda Vinda). É uma batalha guerreada e vencida através da Palavra de Deus. É claro pela referência da Palavra como arma que sai da boca do Salvador (Ap 19.15,21). Historicamente, o quinto reino [Reino de Cristo] tomou o lugar do império Satânico pela proclamação da Palavra de Deus. Adams (2000).

Esta batalha de Apocalipse 19 diz respeito à Apocalipse 16.14 (Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso) comparado com Apocalipse 19.19 (E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército). Quando isso aconteceu? Aconteceu quando Roma e suas bestas, aliadas com Satanás, perseguiram duramente a Igreja, representada como o Cordeiro. Mas Jesus, usando-se da sua Igreja, através da proclamação da Palavra de Deus, venceu a besta do Império Romano, e assim o Reino de Cristo tornou-se global!

Portanto, mesmo que pareça chocante, Apocalipse 19:11-21 já se cumpriu na vinda do Senhor Jesus em julgamento contra Roma e suas bestas, para inauguração completa do Reino de Deus, o Reino não feito por mãos de homens, o Reino que durará para sempre. Não é a Segunda Vinda, nem o arrebatamento. Cremos que ocorrerá a segunda vinda e, nela, seremos ‘arrebatados’ (palavra no texto encontrado em 1Tess 4.17). Teremos uma seção só para a volta de Cristo adiante neste livro. Só quero dizer que este trecho não fala da Segunda Vinda.

Mas por que Jesus é chamado em Apocalipse 19 como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores? Porque foi nesse capítulo que simboliza e profetiza a vitória de Cristo sobre o Império Romano, o último império mundial:

Ezequiel 26.7 e Daniel 2.37, por exemplo, chama Nabucodonosor de rei de reis (Dn), rei dos reis (Ez). Mas Cristo destronou o último império satânico, Babilônia (neste caso, é a Roma dos césares), e Daniel fala da coroação de Cristo como verdadeiro, celeste, perfeito e eterno Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, recebendo o Reino do Pai (ancião de dias):

Daniel 7.13-14 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem [Jesus]; e dirigiu-se ao ancião de dias [Deus Pai], e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.

Isso ocorreu na ressurreição e ascensão de Cristo: de acordo com Jay Adams (2000), “pela morte, ressurreição e ascensão de Cristo [33 d.C.], o império romano não foi imediatamente destruído, mas foi substituído legalmente pelo Reino de Deus, e os dias do império romano foram contados [o que indica que sua queda chegaria].”

Apocalipse 19.16 foi, de fato, quando Roma caiu: E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores. Não havia mais nenhum reino mundial. Só o de Cristo:

Daniel 2.44-45 Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos [Ap 19], mas ele mesmo subsistirá para sempre, da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou [em Ap 19] o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação. Amém.

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