segunda-feira, 9 de março de 2026

TEOL.SIST. Atualizada 10h30h 10/mar

https://www.mediafire.com/file/ycy0mjv0e4s0lif/10-mar-26+Teologia+Sistemática+Interdenominacional.pdf/file

Paz. Link acima, PDF. 10/mar 10h30

Resposta 44 no final atualizada


Atualizado:

Frase corrigida (10/mar 10h30):

A essência de Deus, além do significado de Ser Absoluto – o Eu Sou (do qual todas as coisas, substâncias e seres derivam) – conforme indicam claramente o apóstolo João, a Pessoa e o sacrifício de Cristo, o relacionamento com o Espírito diariamente, e o relacionamento com o Pai em oração, é o AMOR (1 João 4.8).


4.1 Cristo, o Verbo de Deus

Jesus, que nunca possuiu natureza pecaminosa sendo, em sua natureza humana, semelhante a Adão antes da Queda nunca pecou. Diferente de Adão, que foi tentado e caiu, Cristo foi em tudo tentado como nós, porém sem pecado. Em perfeita obediência, segundo a sua verdadeira vontade humana em harmonia com a vontade divina, ele resistiu a toda tentação e viveu uma vida perfeitamente santa: nunca falou um palavrão, nunca se irou sem causa. Assim se cumpriu o testemunho citado na Escritura: “Tudo faz bem” (Mc 7.37).


13.1 Glossário do Capítulo

Armínio: Teólogo protestante holandês (1560-1609) cujas ideias foram baseadas primeiramente em Agostinho de Hipona (Agostinho jovem), e do qual surgiu o arminianismo.

Arminianismo: É uma escola de pensamento (linha) teológica, acerca da soteriologia (doutrina da salvação) baseada nos pensamentos de Jacó Armínio e seus seguidores (incluindo os remonstrantes e John Wesley). O arminianismo principal é chamado de FACTS, ou arminianismo de cinco pontos. Muitos que se dizem arminianos hoje não conhecem os escritos de Armínio, e nem, realmente, são arminianistas de cinco pontos, mas muitos negam a depravação total (que diz que cada parte de nosso ser foi corrompida pelo pecado – conforme Paulo, nascemos mortos em delitos e pecados). O arminianismo de coração é a união do arminianismo de Armínio, chamado de arminianismo clássico, com o de Wesley, chamado de arminianismo wesleyano. Acerca do pecado de Adão e consequentemente da humanidade, Deus não o decretou, mas o permitiu.

Teísmo Aberto: É uma linha de pensamento que diz que Deus não conhece o futuro exaustivamente, mas se limita quanto a isso. Não é uma linha ortodoxa nem bíblica. Ainda, não tem ligação com o arminianismo, mas Armínio chegou a escrever uma expressão, citada pelo arminiano Roger Olson, em seu livro “Teologia Arminiana: Mitos e Realidades”, que: “Deus se autolimita na relação com a humanidade”, o que já foi interpretado como um resquício de teísmo aberto. Porém, é importante ressaltar que para Armínio, na minha opinião (especialmente em combate com o determinismo divino rígido), essa autolimitação refere-se ao controle e poder de Deus sobre a vontade humana, e não ao Seu conhecimento do futuro, diferenciando-se assim da heresia do teísmo aberto.

 

Calvino, João: Reformador protestante francês (1509-1564) cujas ideias foram adotadas em Genebra, na Suíça. Baseou-se fortemente em Agostinho de Hipona (Agostinho velho) para seus escritos.

Calvinismo: Linha teológica de grande abrangência no protestantismo cristão, principalmente chamada hoje de TULIP, ou calvinismo de cinco pontos, que se baseia principalmente no determinismo divino e na predestinação de tudo o que ocorre pela soberania e decreto de Deus.

Reformados (ou calvinistas): Pessoas que seguem ou concordam com o calvinismo que teve origem em João Calvino (sintetizando Agostinho velho), e foi aprimorado por seus sucessores.

Compatibilismo teológico e infralapsarianismo: Originalmente o compatibilismo é um argumento filosófico que diz que não há conflito entre determinismo divino e liberdade humana. Na linha calvinista mais saudável (infralapsarianismo), o mesmo da Confissão de Fé de Westminster, Deus decretou a Queda de forma permissiva, utilizando-se de causas secundárias, de modo que a culpa recai inteiramente sobre o homem (ou Deus “decretou permitir” a queda). Ressaltando, se Deus decreta que uma pessoa vai pecar e fazer o mal, a pessoa não pode escapar e acabará pecando e fazendo o mal (todavia, misteriosamente, a pessoa o faz voluntariamente), e quem é culpado fica sendo a própria pessoa pois, segundo Agostinho por exemplo, culpado é quem realiza o ato. A ligação entre o decreto divino e o ato humano são os meios diretos ou indiretos (causas secundárias) que Deus usa para levar o homem a fazer sua vontade na teologia calvinista, o que faz com que Deus não seja o autor do pecado deles na visão calvinista, embora o compatibilismo seja discutível na minha opinião.

Supralapsarianismo: Linha calvinista cuja ordem dos decretos de Deus leva à conclusão de que Deus decretou o pecado de Adão. Eles também dizem que Deus usa-se de causas secundárias, mas é difícil evitar críticas bem colocadas como as de Jacó Armínio em Obras de Armínio (2015, CPAD). Essa linha tem muita dificuldade em defender que Deus não é autor do pecado de Adão e consequentemente da humanidade, inclusive recebendo críticas de reformados infralapsarianos.

Determinismo fatalista e hipercalvinismo: conceito usado por uma outra linha calvinista (heterodoxa) chamada de hipercalvinismo (nada saudável por sinal) que diz, além de que não precisamos evangelizar com eficácia o mundo, que o decreto de Deus age diretamente no homem sem causas secundárias, por exemplo, Deus nessa linha decretou diretamente o pecado de Adão, e todo o mal do mundo. O homem fica sendo quase uma marionete. Isso não leva a outra conclusão senão que esse conceito é antibíblico pois faz de Deus, além de tudo, o autor do pecado de Adão, e com isso, de toda humanidade.

 

Decretos de Deus: Deus, como Rei, tem decretos, e esses não podem ser revogados nem desobedecidos por ninguém. A Bíblia cita muitas vezes os decretos de Deus.

Liberdade Humana: Como o nome diz, é a capacidade do homem de agir, pensar, e se locomover sem a ajuda de outro, seja essa liberdade limitada ou total.

Livre-Arbítrio: Capacidade de alguém agir contra sua própria natureza, ou seja, arbítrio livre (seja limitado ou não). Exemplo: habilidade de uma pessoa não regenerada, não salva, de ser capaz de fazer uma boa obra, como crer e confiar em Deus para sua salvação (capacitada ou não pelo Espírito): tal é semelhante ao conceito arminiano sobre o estado do homem antes da salvação (embora eles o chamem de livre-arbítrio libertário). O livre-arbítrio foi usado por Adão para pecar, sendo que ele não tinha a natureza pecaminosa. Usado por Satanás no Paraíso para formar o mal no seu interior, sendo que na Criação não havia mal nele, através do potencial do bom livre-arbítrio que recebeu de Deus, pois Deus requer amor voluntário.

Livre-Agência: Capacidade de agir de acordo com sua própria natureza (quem só tem a natureza pecaminosa, e não a natureza divina, só fará o mal; quem só tem, no céu, apenas a natureza glorificada, e não a natureza pecaminosa, não peca mais, só faz boas obras; um cristão nascido de novo tanto faz o bem como peca, pois tem a natureza de Cristo e a pecaminosa).

 

Eleição / Eleger: Diz respeito à escolha, por parte de Deus, desde a eternidade, de indivíduos que morarão com Ele por toda a eternidade. O Novo Testamento enfatiza muitas vezes a expressão “eleitos de Deus”. Jesus é, em Isaías, “o Eleito” (o Escolhido).

Queda de Adão: Ato de Adão pecar (Romanos 5.12), e levar consigo toda a humanidade. Todos pecamos em Adão, e por isso todos nascemos mortos em delitos e pecados (Efésios 2.1, Colossenses 2.13).

Queda de Satanás: Ato de Satanás pecar (logicamente antes de Adão), e levar consigo, pela influência, muitos anjos a pecarem com ele, os quais se tornaram, após juízo divino, anjos caídos, ou demônios.


44. Os cristãos gostam de falar sobre o que Jesus sacrificou. Se Jesus era o Deus que tudo sabe, então quando ele "morreu", ele não sabia que estaria no céu em menos de três dias para governar? Se Jesus está vivo e governando hoje, o que ele sacrificou?

Quem disse que ele não sabia que estaria no céu para Reinar? Claro que sabia! Ele disse ao ladrão que ele estaria no Paraíso com Ele (Lucas 23.43). Ele sacrificou seu corpo mortal, como um cordeiro imaculado (sem mancha nem ruga nem mácula), perfeito, como um sacrifício aprazível a Deus de um homem, como nós (pois por um homem veio o pecado, e tinha que ser um homem o Salvador); todavia, esse homem só poderia ser perfeito se fosse também Deus, porque só um homem que for também Deus pode suportar o peso do pecado, a ira de Deus (para isso, ver o ANEXO B – Catecismo de Heidelberg, pontos 1-19), e nunca pecar. Jesus nunca pecou e, ao contrário de Adão que foi tentado e pecou, Jesus recusou livremente pecar com sua natureza humana (ao vencer as tentações do diabo, por exemplo). Em tudo se submeteu ao Pai, sendo em tudo tentado por nós – embora Jesus, o Filho de Deus, como possui a natureza divina em união hipostática com a humana, ele realmente não podia pecar, pois Deus não peca. Jesus nunca falou um palavrão, nunca se irou sem causa. Ele se sacrificou em nosso lugar, substitutivamente, pela sua Igreja, de todos os tempos, tanto é que o nosso pecado do passado, presente e futuro foi imputado a Ele na cruz, e a justiça de Cristo é imputada a nós, pecadores, quando verdadeiramente nos arrependemos dos nossos muitos pecados, e confiamos em Cristo como nosso Único Salvador.

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