1. Teologia Ortodoxa e Método de Interpretação das Sagradas Escrituras. Na seção 2.1 e 2.2, e em todo o livro, seguimos a ortodoxia teológica, o que os fiéis escreveram ao longo de mais de 1900 anos.
Também seguimos e interpretamos a Bíblia pelo método que denomino “histórico-gramatical-teológico” (isto é, de fundamentação histórica e gramatical, mas sem desconsiderar a teologia por trás dos versículos – essa interpretação teológica da Escritura é baseada em teólogos como Kevin Vanhoozer). Não interpretamos a Bíblia pelo liberal método histórico-crítico, nem o fantasioso método alegórico usado na idade média (que dizia que cada verso tem quatro significados / níveis diferentes). Além disso, Deus (que é infinito) pode ter escrito alguns versos chave com dois significados legítimos – a isso leia-se, além do significado e sentido imediato do texto, “outro sentido pretendido por Deus, ainda que não plenamente compreendido pelo profeta" (como o “sensus plenior”) – assim eu não limito a Deus ter se revelado em cada verso apenas com um significado com esse pressuposto: por exemplo, Ezequiel 28 serve tanto literalmente para o rei de Tiro, como tipologicamente (ou alegoricamente – não no sentido medieval nem fantasioso, mas conforme a palavra alegoria no sentido bíblico usado por Paulo em Gl 4.24) para Satanás; Ou: Oseias 11.1 fala tanto de Israel como de Jesus: ambos foram chamados do Egito (do Egito chamei a meu filho, citado por Mateus 2:15).
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