terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Os 3 ofícios de Cristo e o cristão e o trabalho


4.2 Os Três Ofícios de Cristo

De acordo com Pimentel, Vinícius M. Os Três Ofícios de Cristo. 3 de setembro de 2014. Disponível em: <https://voltemosaoevangelho.com/blog/2014/09/os-tres-oficios-de-cristo/>. Acesso em: Jan. 2026:

“O tríplice ofício de Cristo (“Munus triplex”), o qual ele exerceu tanto em seu estado de humilhação como no de exaltação, está figurado no Antigo Testamento nos ofícios profético, sacerdotal e real – ofícios que eram consagrados através de unção (sendo “ungido” o significado do termo grego “Cristo” e hebraico “Messias”).

Como Profeta, ele nos revela a vontade e a pessoa de Deus. Como Sacerdote, ele é nosso mediador diante de Deus, oferecendo a si mesmo, uma só vez, em sacrifício para satisfazer a justiça divina e nos reconciliar com o Pai e vivendo sempre para interceder por aqueles que se achegam a Deus. Como Rei, ele governa como o vice regente do Pai sobre o mundo, protege o seu povo e conquista sobre seus inimigos.

Ressalta-se que, apesar de vermos tais sombras no Antigo Testamento, não devemos supor que Deus se aproveitou “a posteriori” desses ofícios para ilustrar a obra messiânica, mas que foram decretados antes da fundação do mundo para nos revelar o Cristo. Primeiro vem a realidade eterna do Filho, depois os ofícios terrenos. Ele é o Logos, o Cordeiro que foi morto e o braço direito do Pai antes da fundação do mundo.

Ademais, encontramos esse tríplice ofício em todas as Escrituras:

 

Em Gênesis, Cristo é como:

·        Profeta: a Palavra criadora do Pai (1.3; cf. Jo 1.1-4; Cl 1.16) e o Anjo do Senhor que traz a revelação da vontade e da aliança de Deus (16.7; 31.11-13; cf. 2 Co 1.20)

·        Sacerdote: o sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (14.17-20; cf. Hb 7.17, 22, 24-25), o descendente mediador das bênçãos para todas as famílias da terra (12.1-3, 7; 13.15; 24.7; cf. Gl 3.1-16) e o subtituto provido por Deus para ser sacrificado no lugar da descendência de Abraão (Gn 22.13-14; cf. Jo 3.17 e Hb 2.16)

·        Rei: o Descendente de Judá de quem o cetro jamais se apartará (49.10; cf. Ap 5.5 e Hb 1.8) e que pisa sobre a cabeça da serpente (3.15 ; cf. Cl 2.15).

 

E em Apocalipse, ele é como

·        Profeta: a testemunha fiel (1.5) que traz revelação, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos o que em breve há de acontecer (1.1) e que é digna de abrir os sete selos da revelação do juízo de Deus (6.1).

·        Sacerdote: o Cordeiro que foi morto (5.11) e que, por meio de seu sangue, liberta (1.5) e compra para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação (5.9).

·        Rei: o vitorioso Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi (5.11) e o soberano dos reis da terra (1.5), que possui, reina e governa com cetro de ferro sobre o reino do mundo (2.27; 11.15) e que julga e guerreia com justiça (19.11).

 

Por fim, por estarmos unidos em Cristo, o tríplice ofício de Cristo tem duas implicações. A primeira é aquilo que ele realiza por nós em cada um deles, conforme descrito acima. A segunda, e muitas vezes negligenciadas, é que somos chamados a sermos à imagem do Filho (com as devidas limitações observadas). Somos chamados como

·        Profetas: a ensinarmos tudo aquilo que Deus falou através do Filho nos últimos tempos (Mt 28.18-20), proclamando a mensagem de juízo e salvação do evangelho (Mc 16.15; Rm 2.16; 2Co 2.14-17) e sendo, como igreja, coluna e firmeza da verdade (1 Tm 3.15).

·        Sacerdotes: a cuidarmos um dos outros (Hb 3.13; 10.25) e intercedermos um pelos outros e pelo mundo (Ef 6.18; 1 Ts 5.17; 1Tm 2.1-4), vivendo como um reino sacerdotal (Ex 19.6; 1 Pe 2.9; Ap 5.10)

·        Reis: a levarmos todo pensamento cativo à Cristo (2Co 2.15) e os povos à obediência ao Rei dos reis (Mt 28.18-20; Rm 18.15) e a vivermos como reino sacerdotal (Ex 19.6; 1 Pe 2.9; Ap 5.10), na certeza de que um dia pisaremos sobre a cabeça de Satanás (Rm 16.20), julgaremos os anjos e o mundo (1Co 6.2-3) e nos assentaremos no trono de Cristo (Ap 3.21).”

Amém..

 

8.5 ANEXO – O Cristão e o Trabalho

Nessa seção cito duas fontes sobre a visão minha e da minha esposa sobre o trabalho: trabalho para a glória de Deus - ainda que às vezes possa ser difícil e desanimador. O mundo pode trabalhar excessivamente e/ou amar o dinheiro, ou até tentar de todas as formas ficar rico, mas para Seus filhos Ele deseja que trabalhemos diligentemente para a glória de Deus, até, em geral, seis dias por semana (pelo princípio do Sábado) - pelo menos um para descanso *normalmente*.

A vida dos crentes fiéis é a vontade do Senhor, como nos tempos bíblicos. Aquele que Deus deu muito dinheiro não é porque é muito inteligente / sábio / conhecedor / bom etc. mas Deus o abençoou. Não é comumente assim com os descrentes.

Se Deus abençoar muito alguém Deus vai requerer que a pessoa canalize isso em alguma boa obra: José, no Egito, não foi levantado apenas para ficar rico e cuidar da sua família, mas salvar todo o mundo conhecido, em geral, da fome.

De acordo com o pastor batista Mallet, Marcelo Teixeira (O que Deus diz sobre o trabalho? Disponível em: <https://www.respostas.com.br/o-que-deus-diz-sobre-o-trabalho/. Acesso em: Jan. 2026), 

“A Bíblia diz que trabalhar é bom e necessário. Entretanto, devido ao pecado, tornou-se difícil e árduo.

Quando Deus criou Adão e Eva, ordenou que eles tomassem conta da terra e dos animais (Gênesis 1:28). Esse trabalho era bom e agradável, mas, quando pecaram, a terra ficou amaldiçoada e o trabalho tornou-se duro (Gênesis 3:17-19). 

Trabalhar é um dever?

Sim, a Bíblia ensina que devemos trabalhar para nos sustentar, para sustentar as nossas famílias e, também, para ajudar os outros (Efésios 4:28; 1 Timóteo 5:8).

Não devemos dar lugar à preguiça, porque leva à pobreza e à ruína (Provérbios 6:9-11). O apóstolo Paulo orientando os crentes em Tessalônica, chega a dizer que quem não trabalha também não tem o direito a comer (2 Tessalonicenses 3:10). Todos devem fazer a sua parte para não sobrecarregar uns em detrimento dos outros. Claro que há exceções para algumas pessoas, como, por exemplo, crianças, idosos e pessoas debilitadas fisicamente. No entanto, como regra geral, todos devem contribuir.

As crianças, apesar de não terem a responsabilidade pelo trabalho, também podem ser ensinadas sobre essa necessidade, realizando pequenos serviços domésticos, que não tragam prejuízo à sua saúde, aos estudos e à recreação.

 

Qual deve ser minha atitude perante o trabalho?

É muito fácil ficar desmotivado e desinteressado pelo trabalho, mas Deus quer que tenhamos uma atitude positiva. Quando trabalhamos, não fazemos isso só para ganhar dinheiro ou cumprir tarefas dadas pelo patrão, trabalhamos para glorificar a Deus (1 Coríntios 10:31).

 

Para honrar a Deus no trabalho, a Bíblia ensina que:

Devemos nos empenhar para realizar um trabalho bem feito (devemos dar o melhor e não um "jeitinho" para acabar logo o trabalho) - Eclesiastes 9:10.

Precisamos respeitar os nossos patrões e obedecê-los (desde que não vá contra a vontade de Deus), porque eles são autoridades - 1 Timóteo 6:1-2.

Temos que ser justos com colegas e subordinados (quem é empregador deve ser justo com seus empregados, porque Deus também é justo) - Colossenses 4:1.

É imprescindível desenvolver bons relacionamentos no trabalho (não devemos ser briguentos, nem ficar se queixando do trabalho o tempo todo) - Filipenses 2:14-15.

Demandamos ser honestos e fiéis no trabalho que realizamos (para mostrar que, em Jesus, somos diferentes) - 1 Tessalonicenses 4:11-12.

 

É também importante lembrar de descansar

Deus disse que devemos trabalhar durante seis dias e descansar no sétimo (Êxodo 20:9-10). Também aprovou feriados para O louvarmos e recuperar as forças.

Enquanto a preguiça é pecado, o oposto (obsessão pelo trabalho) também é errado. Trabalhar sem parar para ganhar muito dinheiro e não desfrutar dele é uma insensatez. É bom gostar do trabalho, mas, também é preciso ter outros propósitos na vida (Eclesiastes 4:8)."

Amém.

Para complementar o assunto, como concordo com os Puritanos na ética sobre o trabalho, cito também Ryken, Leland. Santos no mundo – Os puritanos como realmente eram, Editora Fiel (1992 apud Revista Impacto, 2011, Disponível em: <https://revistaimpacto.com.br/etica-puritana-do-trabalho/>. Acesso em: Jan. 2026).

Mesmo as pessoas que sabem pouco sobre os Puritanos usam a frase “ética Puritana do trabalho” com confiança. Para a maioria, entretanto, é simplesmente um rótulo de múltiplo alcance para cobrir toda uma classe de males correntes: a síndrome do vício de trabalhar, trabalho escravizador, competitividade, culto do sucesso, materialismo e o culto da pessoa autorrealizada.

 

O “Background”: Divisão Entre Sagrado e Secular

Para entender as atitudes Puritanas em relação ao trabalho, devemos ver o pano de fundo contra o qual estavam reagindo. Durante séculos, foi costume dividir tipos de trabalho nas duas categorias, “sagrado” e “secular”. O trabalho sagrado era realizado por membros de uma profissão religiosa. Todos os outros tipos de trabalho carregavam o estigma de serem seculares.

Esta divisão entre o trabalho sagrado e o secular pode reportar-se ao Talmude Judaico. Uma das orações, obviamente escrita do ponto de vista do escriba, é como segue:

Eu te agradeço, ó Senhor, meu Deus, por me haveres dado minha porção com aqueles que se assentam à casa do saber, e não com aqueles que se assentam pelas esquinas das ruas; pois eu cedo trabalho, e eles cedo trabalham; eu cedo labuto nas palavras da Torah, e eles cedo labutam nas coisas sem importância. Eu me afadigo, e eles se afadigam; eu me afadigo e lucro com isso, e eles se afadigam sem benefício. Eu corro, e eles correm; eu corro em direção à vida por vir, e eles correm em direção ao abismo da destruição.

A mesma divisão de trabalho em categorias de sagrado e secular tornou-se uma característica principal do catolicismo romano medieval. A atitude foi formulada já no quarto século por Eusébio, que escreveu:

Dois modos de vida foram dados pela lei de Cristo à sua igreja. Um está acima da natureza e além do viver humano comum… Inteira e permanente­mente separado da vida habitual comum da humanidade, dedica-se somente ao serviço de Deus… Tal é então a forma perfeita da vida cristã. E o outro, mais humilde, mais humano, permite aos homens… ter mentalidade para a lavoura, para o comércio e os outros interesses mais seculares do que a religião… E um tipo de grau secundário de piedade é atribuído a eles.

Esta dicotomia sagrado-secular foi exatamente o que os Puritanos rejeitaram como ponto de partida para sua teoria do trabalho.

 

A Santidade de Todos os Tipos Legítimos de Trabalho

Foi Martinho Lutero, mais do que qualquer outro, que derrubou a noção de que clérigos, monges e freiras engajavam-se em trabalho mais santo do que a dona de casa e o comerciante. Calvino rapidamente acrescentou seu peso ao argumento.

Como os reformadores, os Puritanos igualmente rejeitaram a dicotomia sagrado-secular. William Tyndale disse que se olhamos externamente “há uma diferença entre lavar louças e pregar a palavra de Deus; mas no tocante a agradar a Deus, nenhuma em absoluto”. Essa rejeição da dicotomia entre trabalho sagrado e secular teve implicações de longo alcance.

Primeiro, considera toda tarefa de valor intrínseco e integra toda vocação com a vida espiritual de um cristão. Torna todo trabalho consequencial, fazendo-o arena para glorificação e obediência a Deus e expressão do amor pessoal (através do serviço) ao seu próximo.

A convicção Puritana quanto à dignidade de todo trabalho tem também o importante efeito de santificar o comum. John Cotton disse isto sobre a habilidade da fé cristã de santificar a vida e o trabalho comuns:

A fé… encoraja um homem em seu chamado por mais simples e difícil que seja… A tais empregos simples um coração carnal não sabe como submeter-se; mas agora a fé havendo-nos convocado, se requer algum emprego simples, encoraja-nos nele. Assim a fé dispõe-se a abraçar qualquer serviço sim­ples que faz parte do seu chamado, no qual um coração carnal ficaria envergonhado de ser visto.

William Perkins declarou que as pessoas podem servir a Deus “em qualquer espécie de chamado, embora seja apenas varrer a casa ou guardar ovelhas”. Nathaniel Mather disse que a graça de Deus “espiritualiza toda ação”; mesmo as mais simples, como “um homem amar sua mu­lher e filho”, tornam-se “atos graciosos”, e o “seu comer e beber são atos de obediência e, portanto, acham-se em grande conta aos olhos de Deus”.

Os Puritanos revolucionaram as atitudes em relação ao trabalho diário quando levantaram a possibilidade de que “cada passo e aspecto do seu ofício é santificado”. O objetivo era servir a Deus, não simplesmente no trabalho no mundo, mas através do trabalho.

 

O Conceito Puritano de Chamado

Uma segunda forte afirmação dos Puritanos, além de declarar a santidade de todos os tipos de trabalho, foi que Deus chama cada pessoa para a sua vocação. Todo cristão, diziam os Puritanos, tem um chamado (1 Co 7.17). Segui-lo é obedecer a Deus. O efeito importante desta atitude é que ela torna o trabalho uma forma de corresponder a Deus.

Para começar, a ênfase Puritana em tais doutrinas como Eleição e Providência tornou fácil afirmarem que cada pessoa tem um chamado em relação ao trabalho. William Perkins, em seu clássico Treatise of The Vocations or Callings of Men (Tratado de Vocações ou Chamados dos Homens), escreveu:

Uma vocação ou chamado é um certo tipo de vida, ordenado e imposto ao homem por Deus, para o bem comum… Toda pessoa de todo grau, estado, sexo ou condição, sem exceção, deve ter algum chamado pessoal e particular em que caminhar.

Um efeito do conceito Puritano de chamado é fazer do trabalhador um mordomo que serve a Deus. Deus, de fato, é aquele que designa às pessoas as suas tarefas. Nesta perspectiva, o trabalho deixa de ser impessoal. Além do mais, sua importância não repousa em si; o trabalho é antes um meio pelo qual uma pessoa vive sua relação pessoal com Deus.

Um outro resultado prático da doutrina do chamado cristão é que leva ao contentamento pessoal no trabalho. Cotton Mather escreveu que:

...um cristão deveria seguir sua ocupação com contentamento... É o favor singular de Deus a um homem que este possa atender à sua ocupação com contentamento e satisfação… Seu negócio neste assunto está entravado com quaisquer dificuldades ou inconveniências? O contentamento sob essas dificuldades não é parte pequena da sua homenagem àquele Deus que o colocou onde você está.

Se todos têm um chamado, como as pessoas podem saber para o quê foram chamadas? Os Puritanos desenvolveram uma metodologia para determinar seu chamado; não mistificaram o processo. Richard Steele, de fato, declarou que Deus raramente chama as pessoas diretamente “nos últimos dias”, e que qualquer um que alega ter tido uma revelação de Deus “deve produzir dons e qualificações extraordinárias, a menos que não passe de presunção e engano”.

Os Puritanos preferiam confiar em tais coisas como “os dotes e inclinações internos”, “circunstâncias externas que podem levar… a um curso de vida em vez de outro”, o conselho de “pais, guardiões e, em alguns casos, magistrados”, e “a natureza, a educação e os dons… adquiridos”. Eles também criam que se as pessoas estivessem no cha­mado certo, Deus as equiparia para realizar seu trabalho: “Quando Deus me convoca para uma posição, ele me dá alguns dons para aquela posição”.

Sobre o assunto de escolha da vocação, Milton, que desde a infância teve um forte cha­mado para ser poeta, escreveu que “a natureza de cada pessoa deveria ser especialmente observada e não desviada noutra direção, porque Deus não pretende todas as pessoas para uma só coisa, mas cada uma para seu próprio trabalho”.

Os Puritanos acreditavam na lealdade a um chamado. Uma vocação não era para ser assumida nem abandonada levianamente. Enquanto os Puritanos em geral não criam que uma pessoa nunca pudesse legitimamente mudar de ocupação, eram claramente cautelosos quanto à prática. William Perkins falou de “uma perseverança nos bons deveres” e alertou contra “ambição, inveja, impaciência”, acrescentando que “a inveja… quando vemos outros co­locados em melhores chamados e condições do que nós… é um pecado comum, e a causa de muita dissensão na comunidade”.

Para resumir, a ideia Puritana de chamado cobria um conjunto de ideias correlatas: a providência de Deus em arranjar tarefas humanas, trabalho como resposta de um mordomo a Deus, contentamento com as tarefas pessoais e lealdade à vocação pessoal. Estas ideias foram ad­miravelmente captadas na exortação de John Cotton de “servir a Deus no seu chamado, e fazê-lo com regozijo, fidelidade e uma mentalidade celeste”.

 

A Motivação e as Recompensas do Trabalho

Desde a época em que Benjamin Franklin proferiu seus provérbios experientes sobre a riqueza como o objetivo do trabalho até nosso próprio século, quando gigantes industriais têm reivindicado que o seu sucesso era prova de que eram os eleitos de Deus, nossa cultura tem visto o trabalho primordialmente como o caminho para as riquezas e posses. Essa ética do trabalho secularizada tem sido atribuída aos Puritanos e a seu precursor Calvino, e tem sido aceita como um axioma de que a ética Puritana baseia-se na riqueza como a recompensa máxima pelo trabalho e a prosperidade como um sinal de santidade.

Mas é nisso que os Puritanos realmente criam? As recompensas do trabalho, de acordo com a teoria puritana, eram morais e espirituais, isto é, o trabalho glorificava a Deus e beneficiava a sociedade. Ao ver o trabalho como uma mordomia para com Deus, os Puritanos abriram o caminho para uma nova concepção das recompensas do trabalho, como no comentário de Richard Steele: “Vocês trabalham para Deus, que certamente os recompensará para contentamento do seu coração”. Que essas recompensas eram primariamente espirituais e morais é abundantemente claro nos comentários Puritanos.

William Perkins afirmou que:

...o principal fim das nossas vidas... é servir a Deus no serviço aos homens nos afazeres de nossos chamados... Alguns homens talvez dirão: O quê, não devemos labutar nos nossos chamados para manter nossas famílias? Respondo: isso deve ser feito; mas esse não é o escopo e a finalidade de nossas vidas. A verdadeira finalidade de nossas vidas é prestar serviço a Deus no serviço ao homem.

Quanto às riquezas que devem vir do trabalho, elas “podem nos capacitar para aliviarmos nossos irmãos ne­cessitados e promover boas obras para a igreja e o Estado” (Richard Baxter).

De acordo com John Cotton, “a fé não pensará que teve um chamado satisfatório a menos que sirva não somente para seu próprio proveito, mas também para o proveito de outros homens”.

O que é notável com respeito a tais frases é a integração entre Deus, a sociedade e o “ego” que convergem no exercício do chamado pessoal. O interesse próprio não é totalmente negado, mas é definiti­vamente minimizado nas recompensas do trabalho.

Ao manter sua visão dos fins morais e espirituais do trabalho, os Puritanos extraíram a conclusão lógica de que esses mesmos objetivos deveriam governar a escolha pessoal de uma vocação. Richard Baxter instou:

Escolha aquele emprego ou chamado no qual você pode ser mais útil a Deus. Não escolha aquele no qual possa ser mais rico ou ilustre no mundo, mas aquele no qual possa fazer maior bem e melhor escapar de pecar. Quando dois chamados igualmente conduzem ao bem público, e um deles tem a vantagem das riquezas, e o outro é mais vantajoso à alma, o último deve ser preferido.

O complemento desta ênfase nas recompensas morais e espirituais do trabalho é a frequente denúncia de pessoas que usam o trabalho para gratificar ambições egoístas. Contrário ao que muitos pensam, a ideia da pessoa “autorrealizada” não atraía os Puritanos, se por “autorrealizada” ­queremos dizer pessoas que alegam ter sido bem-sucedidas por seus próprios esforços e que ostensivamente gratificam suas inclinações materialistas com o dinheiro que ganham.

Baxter falou desdenhosamente da auto exaltação: “Cuidem para que, sob a pretensão de diligência no seu chamado, não sejam inclinados à mentalidade terrena e a cuidados excessivos ou cobiçosos planos de prosperar no mundo”. “Cada homem por si, e Deus por nós todos”, escreveu Perkins, “é vil e diretamente contra o propósito de todo chamado”. Ele, então, acrescentou:

Profanam suas vidas e chamados os que os aplicam à aquisição de honras, prazeres, benefícios, comodidades do mundo etc., pois assim vivemos para outro fim diferente do que Deus indicou, e desse modo servimos a nós mesmos, e, por conseguinte, nem servimos a Deus nem aos homens.

 

Sucesso é Bênção de Deus, Não Algo Conquistado

O Puritanismo e o calvinismo mais comumente consideravam o trabalho como o meio pelo qual as pessoas conquistam seu próprio sucesso e riqueza? É normalmente afirmado que sim, mas procuro em vão pela substanciação da afirmativa. O calvinismo não ensina uma ética de autoconfiança, como ensina nossa ética moderna do trabalho. É, ao contrário, uma ética da graça: quaisquer recompensas tangíveis advindas do trabalho são o dom da graça de Deus.

Calvino mesmo havia negado que o sucesso material é sempre o resultado do trabalho. Era Benjamin Franklin, e não os primeiros protestantes, que tinha a confiança que “cedo dormir e cedo levantar tornam um homem saudável, abastado e sábio”.

De acordo com George Swinnock, o homem de negócios bem-sucedido nunca pode dizer que seus próprios esforços foram responsáveis pelo seu sucesso; muito embora os humanos façam a sua parte ativa, “não há a menor roda na engrenagem da natureza que não dependa de Deus para seu movimento a cada instante”.

É verdade que o estilo de vida Puritano, uma mistura de diligência e frugalidade, tendia a fazer as pessoas relativamente prósperas, ao menos parte do tempo. A coisa importante, porém, é como os Puritanos viam sua riqueza. A atitude Puritana era de que riqueza era um bem social, não uma propriedade pessoal – um dom de Deus, não o resultado de esforço humano somente ou um sinal da aprovação de Deus.

Na ética Puritana, a virtude de trabalho dependia quase completamente dos motivos pelos quais as pessoas o realizavam.

 

Moderação no Trabalho

Uma última herança que os Puritanos legaram na sua visão de trabalho foi a necessidade de um senso de moderação. Eles tentaram em teoria manter uma posição intermediária entre os extremos da ociosidade ou preguiça por um lado e escravismo ao trabalho por outro. Na prática, possivelmente erraram na direção do excesso de trabalho.

Há um ponto no qual a moderna interpretação da ética Puritana está correta – que os Puritanos escarneciam do ócio e louvavam a diligência. Baxter expôs sua rudeza usual na questão da ociosidade: “É suíno e pecaminoso não trabalhar”. Robert Bolton chamou a ociosidade de “a própria ferrugem e o câncer da alma”.

Mesmo a “espiritualidade” não era desculpa alguma para a ociosidade na visão dos Puritanos. Thomas Shepard tinha o seguinte conselho para um zelote religioso que reclamava que os pensamentos religiosos o distraíam enquanto estava no trabalho:

Como é pecado nutrir pensamentos mundanos quando Deus lhe designou um trabalho em empregos espirituais e celestiais, assim é, em alguns aspectos, tão grande pecado fazer-se distrair por pensamentos espirituais [observação minha, Roberto, pensamentos espirituais que distraiam a pessoa] quando Deus lhe põe a trabalhar em empregos… civis.

Parte da repulsa Puritana contra a ociosidade por um lado e o louvor ao trabalho por outro era a convicção de que o trabalho era uma ordenança da criação e, portanto, uma necessidade para o bem-estar humano. “Adão na sua inocência tinha todas as coisas à sua disposição”, escreveu William Perkins, “no entanto, Deus o ocupou num chamado”.

Mas a ética Puritana não levaria inevitavelmente à síndrome do trabalho excessivo? Não, de acordo com os Puritanos. Eles tentaram equi­librar sua diligência com restrições definidas contra o excesso de trabalho. “Cuidado com muitos negócios ou com o planejá-lo demais ou desordenadamente”, advertiu John Preston. Philip Stubbes advertiu que “todo cristão está comprometido pela cons­ciência diante de Deus” a não permitir que “seus cuidados imoderados” ultrapassem “os limites da verdadeira santidade”.

Sobre o assunto de “fazer bicos”, Richard Steele alegou que uma pessoa não deve “acumular dois ou três chamados meramente para aumentar suas riquezas”.

Trabalhar com zelo, mas não dar sua própria alma pelo trabalho era aquilo pelo que lutavam. John Preston expressou-se desta forma:

Você deve lidar com as coisas no mundo e não se corromper por elas, tendo afeições puras, mas quando você tem cobiça desordenada por qualquer coisa, então ela profana seu espírito.

 

Sumário

Para um resumo da doutrina de trabalho dos Puritanos, fazemos bem em voltar ao épico de John Milton, Paradise Lost (Paraíso Perdido). Milton incorporou muito do que os Puritanos criam sobre o trabalho em seu retrato da vida de perfeição de Adão e Eva, no Jardim do Éden. Milton repetidamente enfatizou que o trabalho no Paraíso não era apenas agradável, mas também necessário.

Não há melhor sumário da ética Puritana do trabalho do que estas palavras de Adão para Eva em Paradise Lost:

O homem tem seu trabalho diário de corpo ou mente designado, o que declara sua dignidade, e a estima do céu em todos os seus caminhos.

Podemos vislumbrar aqui a crença Puritana sobre Deus como aquele que chama as pessoas a realizar tarefas, sobre a dignidade do trabalho, sobre como a atitude apropriada dirigida aos objetivos do trabalho pode transformar toda tarefa em atividade sagrada."

 


sábado, 3 de janeiro de 2026

Complementação 7 à Teologia Sistemática: Condenação desde a eternidade? LINK.

Download:

https://www.mediafire.com/file/ai729bfvlz6m1t0/2-1-26+Teologia+Sistemática+Interdenominacional+-+Roberto+Fiedler+Rossi+-+Clube+de+Autores.pdf/file

Atualizado 5-jan-26 8h05

10.5.3.3 Romanos 9.22 e 23 ensinam a dupla predestinação? Condenação desde a eternidade?

Romanos 9:21-23 Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição, para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia que para glória já dantes preparou (Romanos 9.22.23).

Parece com uma olhada rápida que Deus ‘predestinou’ os ímpios à perdição, cada um deles, desde a eternidade, para o inferno, assim como defende o calvinismo. Mas vamos olhar com mais calma.

Os versos acima, se com cuidado notados, não ensinam a fatalidade da dupla predestinação, que alguns são rejeitados e ignorados desde a eternidade sem chance de serem salvos. Na eleição à salvação desde a eternidade nós cremos. Mas Deus da chance a todos, conforme a Escritura, clara como cristal, e o Espírito Santo é que testifica. Ora, a diferença do verso 22 (preparados para a perdição) para o 23 (preparados para a glória) é que apenas os eleitos são predestinados: “para glória já dantes [elemento de tempo, colchetes meus] preparou” no v.23, ou seja, desde a eternidade. Os vasos preparados para a perdição no v. 22 não são ditos que são preparados para a perdição num tempo anterior (desde a eternidade) como é falado dos eleitos, e não se acha na Escritura frases como "dantes preparados para a perdição", ou "predestinados para a perdição" etc. Claro que os nomes deles desde a fundação do mundo não estão no livro da vida (Apocalipse 13.8), mas não, a Bíblia não fala de predestinação individual ao inferno desde a eternidade!

Acrescentemos mais dois trechos da Bíblia complementares a Romanos 9 nestes raciocínios: Judas 1:3,4 (“Porque se introduziram furtivamente alguns, os quais já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo”), e Apocalipse 13.8 (“E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”): os vasos preparados para a perdição são pessoas que já estavam inscritas para o juízo final, todavia foram preparadas durante suas vidas por terem rejeitado o Senhor, e Deus, claro, já sabia disso desde a eternidade (Deus já está no futuro), ou seja, sabia que os descrentes que resistem ao Espírito e à Palavra em vida seriam condenados no juízo do último dia pelo próprio pecado (colhendo o que plantaram) contra Sua lei, portanto cada pessoa que rejeita a Palavra e o Espírito sofrerá individualmente o juízo e a condenação eterna futura a qual Deus já conhecia, mas não serão condenados por terem sido predestinadas individualmente, ativamente, ao inferno (como se fosse um decreto forçado de Deus), pois não é bíblico falar em predestinação nem condenação individual ao inferno eterno ou lago de fogo desde a eternidade decretada por Deus.

Deste juízo Deus criou os critérios, baseados na Lei divina, retos e justos – no qual sabe-se que a aprovação é só em Cristo – só entra pessoa perfeita no céu. Como nenhum de nós é perfeito, só podemos ser aprovados no Céu se declarados justos por Cristo, sendo justos e santos pela justiça de Cristo, e não a nossa – isto é ser justificado. Todo justificado irá à glória com Cristo.

As pessoas não são, por isso, excluídas da salvação, ou da eleição, pois, como dito, Deus recebe a todos os que se aproximam Dele em humildade – Deus os espera como Bom Pai, suficiente Salvador, verdadeiro e amoroso Senhor sobre tudo e sobre todos: consequentemente confirma-se o fato de que Deus quer salvar a todos conforme a Escritura, que é inerrante, e não contraditória. Se há contradições, ainda que existam por mais de quinhentos anos na teologia, fruto de tradição, nós que cremos nessa tradição é que estamos errados.

Frisando, as pessoas são condenadas pelo pecado, pela resistência à Palavra e ao Espírito em vida! Deus seriamente quer salvar a todos e chama a todos às bodas, lembre-se das palavras de Jesus!

O apóstolo diz claramente que Deus suportou com muita longanimidade os vasos da ira'. Não diz que fez vasos de ira. Pois se tal houvera sido sua vontade, não teria necessidade de grande longanimidade. Quanto a serem preparados para a perdição, disso é culpado o diabo e os homens, não Deus. Livro de Concórdia, 2016.

Lund e Nelson, em Hermenêutica (2007), afirma sobre Jacó a Esaú:

O uso do amar e aborrecer (ou amar e rejeitar) era para expressar preferência de uma coisa à outra. Tanto é assim que, por exemplo, ao lermos, "Amei a Jacó, e aborreci a Esaú" (Rm 9.13), devemos compreender: preferi Jacó a Esaú. (ver também Dt 21.15; Jo 12.25; Lc 14.26; Mt 10.37).

Isso não quer dizer: “condenei a Esaú desde a fundação do mundo”, tal não é bíblico! Mas, sim, preferi a Jacó, elegi a Jacó.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Complementação à T.S. 6: 12.13 Acerca da Batalha de Apocalipse 19

O Capítulo 19 de Apocalipse (Ap. 19:11-21) é uma batalha espiritual de Cristo contra o Império Romano, vencida pela proclamação da Palavra de Deus:

O Capítulo 19 de Apocalipse não descreve uma vinda física de Cristo como a Segunda Vinda por dois fatos: Primeiro, em lugar algum é descrito que Cristo voltaria em um cavalo. Ele não ascendeu assim e ele retornará como ascendeu [At 1.11]. O cavalo é um emblema de guerra. Segundo, o conflito aqui é espiritual, não físico (diferente do conflito da Segunda Vinda). É uma batalha guerreada e vencida através da Palavra de Deus. É claro pela referência da Palavra como arma que sai da boca do Salvador (Ap 19.15,21). Historicamente, o quinto reino [Reino de Cristo] tomou o lugar do império Satânico pela proclamação da Palavra de Deus. Adams (2000).

Esta batalha de Apocalipse 19 diz respeito à Apocalipse 16.14 (Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso) comparado com Apocalipse 19.19 (E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército). Quando isso aconteceu? Aconteceu quando Roma e suas bestas, aliadas com Satanás, perseguiram duramente a Igreja, representada como o Cordeiro. Mas Jesus, usando-se da sua Igreja, através da proclamação da Palavra de Deus, venceu a besta do Império Romano, e assim o Reino de Cristo tornou-se global!

Portanto, mesmo que pareça chocante, Apocalipse 19:11-21 já se cumpriu na vinda do Senhor Jesus em julgamento contra Roma e suas bestas, para inauguração completa do Reino de Deus, o Reino não feito por mãos de homens, o Reino que durará para sempre. Não é a Segunda Vinda, nem o arrebatamento. Cremos que ocorrerá a segunda vinda e, nela, seremos ‘arrebatados’ (palavra no texto encontrado em 1Tess 4.17). Teremos uma seção só para a volta de Cristo adiante neste livro. Só quero dizer que este trecho não fala da Segunda Vinda.

Mas por que Jesus é chamado em Apocalipse 19 como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores? Porque foi nesse capítulo que simboliza e profetiza a vitória de Cristo sobre o Império Romano, o último império mundial:

Ezequiel 26.7 e Daniel 2.37, por exemplo, chama Nabucodonosor de rei de reis (Dn), rei dos reis (Ez). Mas Cristo destronou o último império satânico, Babilônia (neste caso, é a Roma dos césares), e Daniel fala da coroação de Cristo como verdadeiro, celeste, perfeito e eterno Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, recebendo o Reino do Pai (ancião de dias):

Daniel 7.13-14 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem [Jesus]; e dirigiu-se ao ancião de dias [Deus Pai], e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.

Isso ocorreu na ressurreição e ascensão de Cristo: de acordo com Jay Adams (2000), “pela morte, ressurreição e ascensão de Cristo [33 d.C.], o império romano não foi imediatamente destruído, mas foi substituído legalmente pelo Reino de Deus, e os dias do império romano foram contados [o que indica que sua queda chegaria].”

Apocalipse 19.16 foi, de fato, quando Roma caiu: E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores. Não havia mais nenhum reino mundial. Só o de Cristo:

Daniel 2.44-45 Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos [Ap 19], mas ele mesmo subsistirá para sempre, da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou [em Ap 19] o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação. Amém.

Complementação 5 à Teol. Sist. 12.13.1 Selos, Trombetas e Taças de Apocalipse. Seca do Eufrates e Incêndio de Babilônia

final da seção 12.13.1 (2/1/26 13h40)


Complementando: Apocalipse 17-19: Acerca da queda, do juízo e do incêndio de Babilônia (Roma), João, como dito acima, pega elementos do Antigo Testamento que simbolizam diversos tipos de juízo divino e aplica isso pelo Espírito à nova Babilônia, à de Apocalipse (Roma), o último império mundial satânico da estátua que viu Nabucodonosor:

Fuga e vingança: Jeremias 51.6 Fugi do meio de Babilônia [Ap. 18.4b Sai dela, povo meu...], e livrai cada um a sua alma, e não vos destruais na sua maldade; porque este é o tempo da vingança do Senhor [cf. Ap 19.2 Porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta (Babilônia de Ap. 17), que havia corrompido a terra com a sua fornicação, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.]; que lhe dará a sua recompensa (cf. Isaías 48.20 Saí de Babilônia, fugi de entre os caldeus. E anunciai com voz de júbilo, fazei ouvir isso, e levai-o até ao fim da terra; dizei: O Senhor remiu a seu servo Jacó).

Copo de ouro: Jeremias 51.7. Babilônia era um copo de ouro na mão do Senhor, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso as nações enlouqueceram. (cf. Apocalipse 17.2 E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua fornicação. E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra).

Fogo e juízo: Isaías 13.19 E Babilônia, o ornamento dos reinos, a glória e a soberba dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra [julgada, incendiada], quando Deus as transtornou. Jeremias 50.32 Então tropeçará o soberbo, e cairá, e ninguém haverá que o levante; e porei fogo nas suas cidades, o qual consumirá todos os seus arredores. Jeremias 50.40. Como quando Deus subverteu a Sodoma e a Gomorra [com juízo/fogo/incêndio], e as suas cidades vizinhas, diz o Senhor, assim ninguém habitará ali [Babilônia], nem morará nela filho de homem (cf. Ap. 18.9 ...sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio; 18.18 E, vendo a fumaça do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?).

Caiu! Assolada! Lamento! Jeremias 51.8. Num momento caiu Babilônia [cf. Ap. 14.8, 18.2: Caiu, caiu a grande Babilônia], e ficou arruinada [assolada cf. Ap 18.19b]; lamentai por ela [cf. Ap. 18.11 E sobre ela choram e lamentam os mercadores da terra]...

Numa hora, num momento, num dia! Ap 18.19b “porque numa hora foi assolada.” (cf. Isaías 47.1 Desce, e assenta-te no pó, ó virgem filha de Babilônia; assenta-te no chão; já não há trono, ó filha dos caldeus, porque nunca mais serás chamada a tenra nem a delicada. Isaías 47.9 Porém ambas estas coisas virão sobre ti num momento, no mesmo dia, perda de filhos e viuvez; em toda a sua plenitude virão sobre ti, por causa da multidão das tuas feitiçarias, e da grande abundância dos teus muitos encantamentos.)

Até o céu! Jeremias 51.9b ...porque o seu juízo chegou até ao céu [cf. Ap. 18:5 Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela.], e se elevou até às mais altas nuvens.

Saí dela! Jeremias 51.45. Saí do meio dela, ó povo meu, e livrai cada um a sua alma do ardor da ira do Senhor. [cf. Ap. 18.4b Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.].

Isso não quer dizer que o império romano ou a babilônia antiga terminaria num incêndio. Isso quer dizer que esse fogo de Deus é sinal de juízo de Deus.


Complementação 4. Seção 12.21 A Ressurreição e o Juízo Final - atualização 2/1/26

12.21 A Ressurreição e o Juízo Final

No último dia, no dia do Senhor, no momento de Sua vinda, Deus ressuscitará a todas as pessoas, e Jesus reunirá a todos, de todas as nações, diante dele.

 

Ressurreição no último dia

João 6.39,40,44,54, 11.24: Os salvos ressuscitarão no último dia (da Terra, antes que o céu e a terra se enrolem como um livro cf. Apocalipse 20.11 E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles): Os salvos não ressuscitarão no arrebatamento pré-milenista, que seria a “primeira fase” da segunda vinda, bem antes do juízo final, mas no último dia mesmo desse Universo (em hebraico, céus e terra), desses céus e dessa Terra como é hoje!

João 6.39: E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu [salvos], eu perca, mas que o ressuscite no último dia.

João 6.40: Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

João 6.44 Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.

João 6.54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.

João 11.24 Disse-lhe Marta: Eu sei que [Lázaro, salvo] há de ressuscitar na ressurreição do último dia.

Complementação 3 à T.S.: Citação que faltava.

Seção 4.3

Para embasar o raciocínio citado de Bodie Hodge (Cristo, sendo Deus, simplesmente não a recebe [natureza pecaminosa] pela virtude de que Ele é o Filho de Deus), achando eu que era mistério oculto cf. Deuteronômio 29.29 (As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei), fui surpreendido pelo Pr. Gilberto Ferraz que me levou a um vídeo na internet: “The Bible Project: Santidade” (Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=EEf8lGwWr2k>. Acesso em: Dez. 2025): com as minhas palavras: “No tempo da lei quem tocasse em morto, leproso ou fluxo corporal (ou cometesse pecado) teria que cumprir um ritual para se aproximar de Deus e corria risco de morte se não estivesse totalmente purificado, pois Deus é Santo. Por isso Isaías quando viu ao Senhor pensou que iria morrer, mas o Senhor tocou-o com uma brasa do altar e disse: “Você está purificado de sua iniquidade”. Da mesma maneira, as águas sanadoras da visão de Ezequiel por onde passavam purificavam tudo à sua volta (as mesmas do final de Apocalipse). Pelo mesmo raciocínio, Jesus, o Filho de Deus, infinitamente Santo, tocou em leproso, também foi tocado pela mulher com fluxo de sangue (além de ter tocado em defuntos), e ao tocar em Jesus as pessoas foram purificadas e Jesus não se contaminou. Em resumo, aplicando isso à concepção miraculosa de Jesus, a infinita santidade de Deus manteve puro o fruto no ventre de Maria, ainda que ela mesmo fosse pecadora (ela mesmo confessa precisar do Salvador no evangelho de Lucas cap. 1). Conclusão: a impureza limitada de Maria jamais mancharia a infinita pureza de Deus e de Cristo.” Amém!


Complementação à T.S. Seção 8.5. Homem natural, carnal e espiritual em 1Coríntios. Homem exterior e interior em 2Coríntios.

Resumindo

Homem natural: (I Coríntios 2:4-16 acf) 14 Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15 Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. 16 Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.

Homem carnal: continuação do trecho acima (I Coríntios 3:1-3 acf) 1 E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. 2 Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis, 3 Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?

Homem espiritual: 1Coríntios 3:1 (acima) e Gálatas 6.1 Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.

Isso embasa a definição que uso em Romanos 7 (processo de conversão seção 10.3.1): homem natural: nascemos assim, nascemos ignorantes das coisas espirituais, não evangelizado. Homem carnal: este foi chamado em Cristo, evangelizado, com iluminação parcial, pode frequentar igreja como os Coríntios etc., mas ainda não salvo: são meninos/bebês na fé (tomam leite e não alimento sólido) e não maduros (Romanos 7 também fala do homem carnal). Homem espiritual: pessoa (bem mais) madura na fé, nascida de novo, salva, escolhida.


Outro parágrafo aprimorado (mesma seção):

Unindo algumas seções sobre livre-arbítrio (esta (8.5), 10.3.1, 10.3.2, 13.1, 13.6), e complementando (em 2025), falemos de livre-arbítrio e apostasia. Todos temos livre-arbítrio, capacidade de escolha às coisas naturais (música, arte, ciência etc.), e nascem com isso. Já livre-arbítrio / arbítrio “livre” (bem limitado, na verdade) às coisas espirituais é Deus quem renova pela graça preveniente ao contato com o evangelho, o que pode ser perdido pela apostasia (ex. a pessoa voltar à depravação total). Voltando ao assunto, livre-arbítrio é a capacidade de fazer coisas que sua natureza não permite: 1. A natureza do homem carnal não o permite fazer o bem, exceto pela Graça infinita de Deus usando soberanamente o livre-arbítrio da pessoa se Ele assim o tomar, pois esse descrente não tem a natureza de Cristo; 2. A natureza pura de anjos no Céu após a criação e de Adão e Eva no Paraíso não os permitiam pecar, exceto pelo bom livre-arbítrio se rejeitassem o Senhor, pois não tinham a natureza pecaminosa.


Amém

Graça e paz

Roberto

domingo, 7 de setembro de 2025

Correção e aprimoramento da Teologia Sistemática Interdenominacional (7 de setembro de 2025)

Correção e aprimoramento na Teologia Sistemática Interdenominacional (7/set/25 12h00 mediafire)

PDF e epub no fim


Estava escrito na seção 13.9 Conclusão: A Soberania de Deus:

"Agora, descanse no Senhor se você ama a Deus e permanece fiel no seu caminho, sendo chamado segundo o Seu propósito de glorificar todos os eleitos de Deus em Cristo segundo a presciência de Deus Pai."

Correção: o propósito final de Deus a nós não é a glorificação por si só, mas:

Agora, descanse no Senhor se você ama a Deus e permanece fiel no seu caminho, sendo chamado segundo o Seu propósito, que não é simplesmente glorificar todos os eleitos de Deus em Cristo segundo a presciência de Deus Pai, mas, conforme Romanos 8.28-29 (E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque [o apóstolo aqui explica o propósito divino] os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos) e Gênesis 1.27 (E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou), o propósito último de Deus (assim como era no Éden, pois o propósito não foi frustrado) é ter uma família com filhos como Jesus, o que é alcançado em parte já na terra após a justificação e pela santificação, e em plenitude apenas na glorificação. Assim, tal propósito diz que ser salvo não é o fim último da humanidade, não é o objetivo final do ser humano, mas sim ser como Jesus, ser uma família em que Jesus é o irmão mais velho de todos os eleitos e na qual todos são como Ele (respeitando, claro, a personalidade de cada um), portanto não devemos nos contentar em apenas sermos justificados, mas devemos imitá-lo sempre, começando em vida, ou seja, fazer, como Cristo fez em vida, tudo à glória de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. 

Aprimoramento seção 10.2.3
Ora, Deus sabe exatamente quantos aceitarão o seu chamado e descobrirão que são escolhidos de Deus (que é equivalente ao “chamados segundo o propósito” de Romanos 8.28). 

Aprimoramento seção 10.2.1

[Abrindo um colchetes aqui, a teoria da expiação fiel à Escritura, conforme Isaías 53 e todo o Novo Testamento, é a teoria da substituição penal: Cristo tomou o lugar dos pecadores na Cruz, sendo morto por nós (sofrendo a pena de morte pelo pecado da humanidade, por cada um de nós, satisfazendo a justiça de Deus: lembre-se de que o salário do pecado é a morte), e nos concedendo vida eterna e imputando-nos a justiça que vem pela fé (justificação a todo o que crê)].


Aprimoramento seção 11.5 Culto Racional e Avivado: Línguas e Profecia

Deus ainda mostra revelação e sonho, Deus ainda usa seus filhos com profecia como os profetas, mas tudo isso está sujeito à Palavra de Deus, a Suma revelação:

Mateus 2.12: E, sendo por divina revelação avisados num sonho para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro caminho. Mateus 2.22: E, ouvindo que Arquelau reinava na Judeia em lugar de Herodes, seu pai, receou ir para lá; mas avisado num sonho, por divina revelação, foi para as partes da Galileia.



terça-feira, 2 de setembro de 2025

Mensagem breve

Amados irmãos, graça e paz!

Vamos meditar.

Você está servindo a Deus em fidelidade? Se sim, muito bem.

Considerando que esteja, e que esteja praticamente no centro da vontade de Deus, saiba que a vida é breve.

Lembro-me dos meus quatro avós, já falecidos... de ter passado grandes momentos com eles... lembro-me da minha juventude, assim como muitos de vós se lembram, do meu casamento, do meu filho quando era bebê, e... estamos envelhecendo, exatamente como a Bíblia diz.

Onde você quer chegar com seu ministério, ainda que seja limpar bancos da igreja, interceder por outros, servir, abraçar?

Qual o teu objetivo? Você tem objetivos?

Espelha-se nos grandes e famosos líderes cristãos fiéis da atualidade? Mesmo eles, John Macarthur, John Stott e Norman Geisler há pouco nos deixaram.

Você já pode estar começando a perceber que Eclesiastes é real e que o melhor é gozar dos bens do seu trabalho, pois é dom de Deus. Salomão com toda sua glória e sabedoria passou.

A realidade é que a vida na terra e suas realizações não satisfazem, não preenchem - ainda que para Deus.

DEUS é quem nos preenche!


Leia a letra da música da banda Fhop:

Sublime (Espontâneo)

Canção de Fhop Music ‧ 2025


Quem é como Tu, Jesus?

Não há ninguém além de Ti

Que é manso e humilde assim

Não há ninguém igual a Ti

Não há

Maravilhoso, Admirável

Tão sublime

Glorioso

Tua presença

É mais desejável do que o ouro

Melhor que a vida é o Teu amor

Quem é como Tu, Jesus?

Não há ninguém além de Ti

Que é manso e humilde assim

Não há ninguém igual a Ti

Não há

Não há igual

Maravilhoso, Admirável

Tão sublime

Glorioso

Tua presença

É mais desejável do que o ouro

Melhor que a vida é o Teu amor

Maravilhoso, Admirável

Tão sublime

Glorioso

Tua presença

É mais desejável do que o ouro

Melhor que a vida é o Teu amor

o Teu amor

Ah, como espero o dia

Em que verei a face do meu amado

Ah, como espero o dia

Em que a alegria enfim será completa

Ah, como espero o dia

Em que verei a face do meu amado

Ah, como espero o dia

Em que a alegria enfim será completa

Maravilhoso, Admirável

Tão sublime (tão sublime)

Glorioso

A Tua presença

É mais desejável do que o ouro

Melhor que a vida é o Teu amor

Ah, como espero o dia

Em que verei a face do meu amado

Ah, como espero o dia

Em que a alegria enfim será completa (eu espero)

Ah, como espero o dia

Em que verei a face do meu amado

Ah, como espero o dia

Em que a alegria enfim será completa

Maravilhoso, Admirável

Tão sublime

Glorioso

A Tua presença (ai Jesus)

É mais desejável do que o ouro (muito mais)

Melhor que a vida é o Teu amor

Tão sublime

Glorioso

A Tua presença (ai Jesus)

É mais desejável do que o ouro (do que o ouro)

Melhor que a vida é o Teu amor

 

Concluo que se encher de tarefas e ministérios na igreja não nos satisfaz. Cristo nos satisfaz!


"Ah, como espero o dia

Em que verei a face do meu amado

Ah, como espero o dia

Em que a alegria enfim será completa"


Esse é o nosso objetivo!!

Imagine o que Jesus dirá para você depois de sua morte!

Como será esse encontro?

Será glorioso.


20b ...Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte.

21 Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.

22 Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher.

23 Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. (Filipenses 1:20-23 acf)


Sucesso é Jesus dizer: Eu te conheço!

Estar com Cristo na glória é muito melhor do que qualquer coisa daqui, qualquer coisa, qualquer sentimento ou posição. No tempo dele.

Jesus é quem nos satisfaz, na Terra ou no Céu.

Amém


Roberto

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Perdão (Complementação à Teologia Sistemática, seção "3.9 Oração") - correções templo/templos

Graça e paz


1) Seção 3.9 Oração...

assim como nós perdoamos aos nossos devedores; Aquele que não perdoa a seu próximo em alguma ofensa e pecado não é perdoado por Deus (Mateus 6)! Se não somos perdoados por Deus, como alguém assim pode ser salvo? Se nós nos perdoamos uns aos outros, não bloqueamos a bênção, perdão e favor de Deus para nós. O Senhor não quer que vivamos com brigas, mágoas e ressentimentos eternos de coisa alguma, seja no casamento, na família, na vizinhança, igreja, sociedade etc. No momento em que ocorre a desavença é um pouco difícil controlar (perdoar imediatamente no sentido de não ter mais mágoa), mas à medida que passa algum tempo, para mim um ou dois dias, é muito mais fácil perdoar (no sentido de esquecer o que ocorreu), especialmente com o conhecimento de que Deus nos perdoou, e éramos maus, desobedientes e filhos da ira!

Vamos aprofundar e resgatar o sentido mais bíblico de perdoar. Perdoar não é simplesmente ausência de mágoa, mas é muito mais ter uma disposição favorável àquela pessoa, disposição favorável todos os dias (ou melhor, dia após dia), setenta vezes sete, que configura uma atitude que deseja que o ofensor se dê bem, que ora por ele, praticando o amor e mostrando bondade. A mágoa vai sair no tempo certo, mas se você que está machucado(a) quer o bem daquela pessoa que te ofendeu, tem uma disposição favorável a ela, não se vingando ou odiando com raiva, mas agindo com misericórdia e graça pelo Espírito, você já está perdoando aquela pessoa. Só não vá ficar grudado àquela pessoa para não levar mais ofensas e se machucar mais caso o episódio tenha sido recente e caso a pessoa seja tóxica, assim, se possível, tenha uma distância mínima da pessoa para que o coração seja curado de toda mágoa, e os ânimos acalmados, portanto, aproxime-se aos pés de Jesus.


2) 5.1 Espírito Santo

Como somos habitação do Espírito Santo, somos chamados de templo, morada ou santuário do Espírito Santo. “Templo” do Espírito é no singular conforme a Escritura, e não “templos” (que seria no plural). Nossos corpos são templo ou morada do Espírito Santo individualmente, e também somos templo do Espírito em conjunto com nossos irmãos (em comunidade) cf. Efésios 2.21-22, 1Co 3.16, 1Co 6.19, 2Co 6.16.

[retirada 2 menções a "templos" e colocado "templo" ao longo do livro]


domingo, 3 de agosto de 2025

Complementação número 13 à Teol. Sist.: 13.5 Deus não é Totalmente Presciente se Ele não Decretar Tudo? A Onisciência de Deus

13.5 Deus não é Totalmente Presciente se Ele não Decretar Tudo? A Onisciência de Deus

Citando alguns autores, temos:

Uma grande dificuldade que os arminianos enfrentam nesse ponto é explicar como Deus pode conhecer as escolhas futuras de criaturas verdadeiramente livres. Primeiro, nossa inabilidade em explicar como Deus criou o mundo a partir do nada, ou como fez o Monte Sinai tremer e fumegar, ou como ressuscitou Jesus dos mortos, não nos impede de acreditar com boa razão que Deus agiu dessas formas. Semelhantemente, nossa inabilidade em explicar como Deus pode conhecer as escolhas futuras de agentes livres não deve tornar ilegítima tal crença se a Bíblia atribui a Deus tal conhecimento. Platinga, Alvin, Divine Knowledge. In: Christian Perspectives on Religious Knowledge, ed. C. Stephen Evans e Merols Westphal, Grand Rapids, MI, EUA: Eerdmans (1993, pp. 40-65 apud Walls e Dongell, 2014, p. 59).

É possível que Deus conheça o futuro não por ver o futuro como se desse uma olhada nele, mas conhecendo o futuro diretamente como já presente. Se a presença de Deus habita em todos os lugares (onipresença espacial), então talvez possamos falar de Deus como habitando em todos os tempos: passado, presente e futuro (onipresença temporal). Walls e Dongell (2014).

A presciência de Deus nenhuma outra coisa é senão isso que Deus sabe todas as coisas antes de elas acontecerem, conforme Dn 2.28. A presciência de Deus se estende igualmente sobre os bons e os maus, não sendo, porém, causa do mal nem do pecado (o que, originalmente, procede do diabo e da má e perversa vontade do homem), mas ela apenas regula o mal e lhe fixa limite quanto à duração, fazendo com que tudo, não obstante seja mau em si mesmo, sirva à salvação dos seus eleitos. Livro de Concórdia (2016).

Crawford, T. J., Os Mistérios do Cristianismo, Conferência Baird (1874 apud Murray, Iain H. em Spurgeon versus Hipercalvinismo, 2006) também defende: 1) que o homem é um livre agente; 2) que as suas ações eram conhecidas de antemão pelo Deus onisciente – cada uma delas sustentada pela evidência pertinente à sua natureza e calculada para produzir uma crença completa e indubitável; 3) E além disso, marquem isto – não há conflito entre as suas evidências, haja o que houver [...].

A afirmação de que se Deus antevê ou prevê algo essa realidade tem que ocorrer, como Grudem (2010) afirma, é, com toda certeza, falsa. Isso é um raciocínio humano, da mente humana, que um bom filósofo poderia fazer, mas Deus simplesmente é. EU SOU, disse o Senhor, Ele é muito maior do que nossas teorias humanas. Deus aconselha muitas vezes seus filhos para que não venham a cair em problemas, e Deus muitas vezes mostra-nos os problemas que acontecerão (futuro) se não formos prudentes, sem ao mesmo tempo querer que caiamos neles, sem decretar aquilo como verdade! Se os últimos reis de Judá ouvissem o conselho de Jeremias, da parte do Senhor, para se renderem ao rei Nabucodonosor da Babilônia, muito sangue deixaria de ser derramado, e o cativeiro não teria sido tão amargo (Jeremias 21:8,9 E a este povo dirás: Assim diz o Senhor: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte. O que ficar nesta cidade há de morrer à espada, ou de fome, ou de pestilência; mas o que sair, e se render aos caldeus, que vos têm cercado, viverá, e terá a sua vida por despojo). Deus nos dá *alertas* e fala sobre *possibilidades* que podem acontecer caso sejamos obedientes ou não, ainda que, claro, Deus sabe qual caminho tomaremos, se realmente seremos obedientes ou não aos conselhos de Deus, sejam esses conselhos ditos por meios ordinários ou sobrenaturais.

Estava eu lendo a Bíblia em 2025 e vi que se em Sodoma, e Tiro e Sidom Jesus tivesse operado milagres como operou em Cafarnaum e Betsaida etc. há muito teriam se convertido. Deste modo, Deus sabe o que ocorreria se eu nascesse em outro país, em outra cultura, ou seja, Deus é verdadeiramente Onisciente e conhece em Sua Mente todas as possíveis realidades, as livres escolhas e suas consequências - e assim rege o futuro e o melhor futuro nesta terra (estou me referindo ao período antes da vinda de Jesus) é o que realmente ocorre - claro que este melhor futuro é o em que suas ovelhinhas são alcançadas por Cristo, e não ter uma vida sem sofrimento. Deus converte até o mal em bem. Amém.

Por isso, procurei uma base na Internet sobre o conhecimento médio de Deus além deste que percebi. Claro que não sou "molinista", calvinista ou arminiano, mas é um fato que Deus sabe TUDO, que nada é impossível a Ele conforme a Escritura, e também conhece livres escolhas antes mesmo delas acontecerem, invalidando a afirmação calvinista - afirmaram a mim no passado que Deus não conhece o futuro que não decreta - total mentira, caixinha teológica na qual colocaram o Senhor dentro em suas mentes. Obviamente, outras coisas do calvinismo etc. são saudáveis.

Citação do GotQuestions (2025) sobre conhecimento médio de Deus:

“Por exemplo, Jesus diz explicitamente, duas vezes, que sob diferentes circunstâncias certas pessoas teriam feito uma escolha livre diferente de se arrepender ou não (Mateus 11:21-23; Lucas 10:13). Jesus também se refere a diferentes resultados sob diferentes circunstâncias (Mateus 26:24; João 14:2). Deus também faz referência a diferentes escolhas levando a diferentes resultados no Antigo Testamento (Êxodo 9:15; Isaías 48:17-19). Além disso, a Bíblia afirma claramente que Deus permite que façamos escolhas contrárias às Suas preferências (Mateus 23:37; 2 Pedro 3:9; Salmos 5:10; Isaías 30:1).”

 

Continuando o raciocínio dessa seção e da “10.5.3 Reflexão” (da Eleição), temos:

21 Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. 22 Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. 23 E tu, Cafarnaum, que foste erguida até ao céu, serás abatida até ao inferno; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. 24 Eu vos digo, porém, que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti. (Mateus 11:21-24 acf)

1.       Deus quer que todos se salvem (de acordo com seus critérios, sendo o principal crer em Jesus Cristo e tudo o que isso significa).

2.       Deus opera, cria, e leva o Universo ao melhor futuro, à melhor realidade em todas as épocas, que é certamente a condição de todos os seus eleitos serem alcançados pelo Senhor e salvos.

3.       Sodoma, Tiro e Sidom foram, de acordo com o Senhor Jesus, em geral condenadas por Deus pelas suas iniquidades, mas se Jesus tivesse feito milagres e prodígios ali, há muito teriam se convertido. Não devemos nos esquecer do tamanho da iniquidade destas cidades, especialmente da região de Sodoma.

4.       A explicação é que eram outras alianças, outro tempo: aliança própria para o mundo antigo, e não a plena aliança em Cristo, com a qual vieram tais prodígios para cumprir as profecias referentes ao Messias.

5.       Por isso o relacionamento de Deus com a humanidade é por meio de alianças: desde a queda de Adão elas operam pela graça e pela fé, para o fim de Deus se relacionar adequadamente com a humanidade. Não é lógico “inverter alianças” para converter alguns: não existe “multiverso”. Devemos nos sujeitar às regras de Deus de cada época, e de cada aliança. Ele é Deus e rege o Universo, e quem nós somos?

6.       Voltemos à comparação de Sodoma com Cafarnaum. Lembre-se da intercessão de Abraão a Deus: se houvesse dez justos em Sodoma ela não seria condenada. Portanto, não havia.

7.       Como o povo de Sodoma e região (em geral) - além de Tiro e Sidom - não se converteu na antiga aliança segundo os padrões de Deus apropriados para o devido tempo deles eles serão condenados no juízo final. Porém, como Deus sabe tudo e até que tais ímpios se converteriam apenas na presença dos prodígios e da glória manifesta do Messias em seu ministério, conversão que não é humanamente nem cronologicamente possível segundo os homens, Deus vai tratá-los com menos rigor no dia do juízo do que Cafarnaum, que viu as maravilhas de Jesus, e não se converteu.

8.       Acrescenta-se a isto que a pior prática pecaminosa não é semelhante ao que fazia Sodoma, pois esse pecado Deus pode perdoar, e dele libertar, mas o pior pecado foi o de Cafarnaum, a incredulidade, a blasfêmia do Espírito Santo, que é feita com o coração endurecido, com malícia intencional (não estou falando de ignorância) contra a mensagem do evangelho. Lembre-se, existem graus de pecado: "pecadinho" não é igual "pecadão".

9.       Além disso, Deus não julgará nem condenará a todos no juízo final da mesma maneira (com mesmo castigo), pois julgará a cada um retamente. A quem mais foi dado (prodígios e milagres do próprio Salvador em Cafarnaum e Betsaida), mais será cobrado.

10.   Consequentemente, a quem menos luz foi dada (cidade de Sodoma, Tiro e Sidom), menos será cobrado no dia do juízo. Isso não quer dizer juízo leve, de forma alguma! Pecado contra um Deus eterno merece a condenação eterna, segundo Sua própria e justa lei.

47 E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; 48 Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá. (Lucas 12:47-48 acf)

Concluímos que o juízo do Senhor será perfeito. Ele julga e peleja com justiça! Vai considerar todos os detalhes, todas as ações e palavras, todas as vidas humanas, todos os tempos e todas as alianças para dar a devida recompensa a cada um. Ele é imparcial. O juízo do Senhor transcende o tempo e o espaço. O juízo do Senhor examina os intentos dos corações e não se esquece de nenhum deles. O juízo do Senhor considera tudo! A justiça da Terra é falha e imperfeita. Mas o meu e nosso Juiz é Jesus Cristo, o Justo. Ora vem, Senhor Jesus!

Como escrevi numa seção sobre os decretos de Deus na teologia ainda creio: Não chegamos aos Seus pés, imagine à Sua Mente! O que é um computador quântico (ainda que não tivesse erro) de bilhões de dólares para Deus? Inteligência Artificial? Esse poder de processamento é menos do que nada para Deus! O Universo é o Seu trono e a própria Terra apoio dos Seus pés! Ele chama as estrelas – cada uma – pelos seus nomes! Ele é o EU SOU! Deus É! Ele é aquele que É! Ele é a própria realidade absoluta! Tudo o que o ser humano fez ou é não passa de sombra comparado à realidade divina, toda a glória humana não chega “à unha do pé” de Deus! Quem conhece a Sua Mente? Quem lhe deu conselho? Quem lhe instruiu ou aconselhou? Quem conhece a glória de Deus? Só Cristo, o Cordeiro de Deus, é o próprio resplendor da glória de Deus, a Sabedoria de Deus conforme o apóstolo - além do Espírito - é quem conhece a Mente de Deus! A teologia e a filosofia com todos os seus milênios de existência não alcançam nem os pés de Deus, mas, conjecturando, O vemos ao longe. Amém. Soli Deo Gloria!


sábado, 2 de agosto de 2025

Complementação 11 à Teologia Sistemática Interdenominacional: Mensagem: quantidade de salvos vivos na vinda do Senhor

Seção 12.19 será aprimorada:

Faremos um parêntesis com uma mensagem não doutrinária aqui. Quantos foram salvos do dilúvio? Oito pessoas! Noé, seus 3 filhos, e as 4 esposas! Há estimativas que o mundo antediluviano tinha milhões de habitantes! Supondo que seja de um milhão de ímpios no passado (sejamos conservadores), com oito salvos. Isso totaliza aproximadamente 0,0008% de salvos. E hoje? Bilhões de habitantes! Talvez a proporção de salvos na humanidade de hoje seja parecida com a dos dias de Noé, será? Supondo 8,235 bilhões de pessoas na terra hoje (agosto de 2025), e uma razão de “salvos divido pelos não salvos” de 0,0008%, totalizaria hipoteticamente nesse cenário fantasioso quase 70 mil salvos vivos na vinda do Senhor (multiplique 8.235.000.000 por 0,000008). Só a Igreja Batista tem mais de 125 milhões de membros. Agora venho perguntar, você é realmente salvo hoje? Você está na lista dos santos de Deus, ou seja, você é claramente separado dos costumes do mundo? Você possui o testemunho interno do Espírito Santo que você é filho de Deus, você produz o fruto do Espírito santo? Você é nascido de novo? Como disse um certo pregador, tantas igrejas, com tão poucos crentes verdadeiros, tão poucos nascidos de novo! Citemos esse lindo parágrafo de Grudem (2010): “Será que hoje confio em que Cristo perdoará os meus pecados e me levará inculpável ao céu, para a eternidade? Será que tenho no meu coração a fé de que ele já me salvou? Se eu fosse morrer hoje à noite e comparecesse perante o tribunal de Deus, e se ele me perguntasse por que haveria de me admitir no céu, será que eu pensaria nas minhas boas ações, confiando nelas, ou sem hesitar diria que confio nos méritos de Cristo, com absoluta certeza de que ele é o meu pleno Salvador?” Se queres realmente saber, e se acreditas em revelações divinas em sonhos, tenho uma fonte bem próxima da qual num sonho dois anjos vieram e falaram-lhe que apenas 1% dos que se dizem crentes/cristãos são realmente salvos hoje. Isso, na minha interpretação, fala dos cristãos em geral, incluindo os nominais (e não praticantes), que são em torno de 2 bilhões de pessoas. Totalizaria, se essa interpretação for correta, 20 milhões de salvos na vinda do Senhor (não contando os que já estão com Cristo). Bem melhor do que os assustadores 70 mil salvos do raciocínio anterior, não? 20 milhões de pessoas é muita gente sim, mas não comparado à quantidade dos membros de denominações (como dito, só a Igreja Batista tem mais de 100 milhões de membros). De fato, poucos os crentes hoje que são salvos, muitos teólogos concordam comigo, e não é culpa de Deus! Muitos são frequentadores de igreja que não renunciaram a tudo o que Cristo lhes pediu. Muitos ainda não confiam em Cristo para a salvação. Muitos presos em heresias de perdição. Muitos estão experimentando o evangelho e não se entregaram de corpo e alma a Cristo. Muitos não querem o Cristo da Bíblia, mas o seu Jesus, do seu modo, do seu jeito... Vigiemos e façamos firme nossa eleição e vocação no Senhor. O Senhor recebe todos quantos se chegam a Ele em humildade e coração quebrantado, em fé e arrependimento, especialmente numa comunidade de fé saudável e cristocêntrica. Não somos igreja sozinhos, mas a Igreja é uma comunidade, Igreja é assembleia (ajuntamento) de pessoas com mesma fé: somos chamados a nos unirmos com os nossos irmãos em comunidade. Isolados não somos Igreja. Resumindo, tema ao Senhor, entregue seu coração e se converta de corpo e alma ao Senhor em arrependimento e fé, e o Senhor te receberá como Filho adotado Dele, para sempre justificado, adotado, e gerado de novo como nova criatura pela semente incorruptível da Palavra. Amém.


Seção 12.14:

...(segundo algumas fontes a Igreja Católica Apostólica Romana matou milhões de pessoas durante a Inquisição, embora hoje em dia os historiadores modernos seculares não acreditem mais nisso).


Amém.

Graça e paz,

Roberto Fiedler Rossi

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Complementação à TS. 10 - Pilares da Teologia Sistemática Interdenominacional.

 Graça e paz irmãos.

Há anos uso os pilares para interpretar e abordar a Bíblia: 1. Teologia ortodoxa (incluindo o método histórico-gramatical); 2. Fé e oração; 3. Pesquisa (tradição teológica ortodoxa, o que o Espírito Santo revelou a outros) e 4. "Lógica" para minhas obras. Curiosamente, pela providência divina, durante minhas aulas do mestrado, achei um teólogo famoso e bem conceituado que defendeu o uso da lógica e sistematização para a construção das teologias sistemáticas:

O teólogo Geerhardus Vos, em “The Idea of Biblical Theology as a Science and as a Theological Discipline,” in Redemptive History and Biblical Interpretation: The Shorter Writings of Geerhardus Vos, ed. Richard B. Gaffin Jr. (Phillipsburg, NJ: P&R Publishing, 2001, p. 23)  observou a ideia que no caso da Teologia Sistemática [em geral], o princípio construtivo é sistemático e lógico.

Em outras palavras, o princípio é o da construção lógica, mas, claro, com a lógica sujeita à revelação divina.

Deus abençoe, Roberto