Seção 4.3
Para embasar o raciocínio citado
de Bodie Hodge (Cristo, sendo Deus, simplesmente não a recebe [natureza
pecaminosa] pela virtude de que Ele é o Filho de Deus), achando eu que
era mistério oculto cf. Deuteronômio 29.29 (As coisas encobertas pertencem
ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos
para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei), fui
surpreendido pelo Pr. Gilberto Ferraz que me levou a um vídeo na
internet: “The Bible Project: Santidade”
(Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=EEf8lGwWr2k>. Acesso em:
Dez. 2025): com as minhas
palavras: “No tempo da lei quem tocasse em
morto, leproso ou fluxo corporal (ou cometesse pecado) teria que cumprir um
ritual para se aproximar de Deus e corria risco de morte se não estivesse
totalmente purificado, pois Deus é Santo. Por isso Isaías quando viu ao Senhor
pensou que iria morrer, mas o Senhor tocou-o com uma brasa do altar e disse:
“Você está purificado de sua iniquidade”. Da mesma maneira, as águas sanadoras
da visão de Ezequiel por onde passavam purificavam tudo à sua volta (as mesmas
do final de Apocalipse). Pelo mesmo raciocínio, Jesus, o Filho de Deus,
infinitamente Santo, tocou em leproso, também foi tocado pela mulher com fluxo
de sangue (além de ter tocado em defuntos), e ao tocar em Jesus as pessoas
foram purificadas e Jesus não se contaminou. Em resumo, aplicando isso à
concepção miraculosa de Jesus, a infinita santidade de Deus manteve puro o
fruto no ventre de Maria, ainda que ela mesmo fosse pecadora (ela mesmo
confessa precisar do Salvador no evangelho de Lucas cap. 1). Conclusão: a
impureza limitada de Maria jamais mancharia a
infinita pureza de Deus e de Cristo.” Amém!
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