sábado, 30 de maio de 2026

30/5/26 21h35 (10.8) Conclusão da Soteriologia e (12.4) início do Milênio / prisão de Satanás

Ficou lindo! Glória a Deus! Graça e paz a todos!! Essa seção parece um sonho!

PDF: (30/5 21h35)

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EPUB: (30/5 21h35)

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Seção 12.4 (30/5 20h40)

Observação. Ao longo de toda a Escritura, especialmente em Daniel caps. 2, 7, 9, 12, Mateus 24 e em vários capítulos de Apocalipse, capítulos da Bíblia que trabalharemos neste livro, embora Jesus tenha conquistado a vitória definitiva e destronado o império de Satanás na Cruz em 33 d.C. (como diz a Escritura em Col. 2.14-15, “despojando principados e potestades, triunfou na Cruz”, paráfrase minha), e embora o evangelho avance grandemente nos eventos que se seguiram registrados em Atos dos Apóstolos, a aplicação histórica da prisão / selo (ou melhor, limitação) de Satanás e o consequente reino dos fiéis (como a Escritura diz, os santos) no Céu com Cristo ocorrem sempre após uma ‘grande aflição’ de 7 anos (que foi uma guerra terrível, com abomináveis anticristos), na qual até anjos e demônios batalharam segundo as Escrituras. A história registrou essa grande aflição de 7 anos, com duas metades de 3 anos e meio: cujo clímax ocorreu em 70 d.C. com a destruição do templo judaico. Portanto, a prisão de Satanás e o reino dos santos com Cristo tiveram seu início e consolidação segundo as Escrituras e a história em 70 d.C. (que é quase uma geração após a Cruz conforme a contagem bíblica de uma geração sendo de 40 anos cf. Hebreus 3.9-10 e Mateus 24.34), há mais de 1900 anos, e não em 33 d.C.


10.8 Conclusão: Antropologia e Soteriologia; a Cruz dos Teólogos e a Soberania e a Superioridade do Deus Infinito, Todo-Poderoso e Todo-Sábio Juíz sobre cada ser Humano. Dedicatória: Sobre os Ombros de Gigantes

Concluo, após a longa seção 10.7.2 (e após a Tabela 3), que para cada estágio espiritual do ser humano – ser humano natural, carnal e espiritual – há uma particularidade da atuação da graça de Deus: para o homem natural cf. 1Co 2.14, que não pode aceitar nem resistir ao contato da graça, Deus opera irresistivelmente, como defendeu John Wesley (apud Collins, 2010). Para o homem carnal cf. Rm 7, que teve o primeiro contato eficaz com a Palavra, que teve a liberdade de escolha restaurada, Deus o convida graciosamente, chamando a todos internamente pelo Espírito: pode resistir a Deus e ser condenado (Mt 23.37), como defendem os arminianos clássicos por Walls e Dongell (2014). Para o salvo, o homem espiritual, transformado pela graça com o propósito de dar fruto a Deus e ser como Cristo, ou seja, para, guiado pelo Espírito, fazer o bem espiritual (cf. Gálatas 5.22, o fruto do Espírito), pois não vive pecando (1Jo 3.6,9 - é contra sua nova natureza pecar voluntariamente), mas vive uma vida de arrependimento e superação até a Glória, a graça de Deus é constrangedora em Amor e sempre reconquista-nos quando saímos do caminho: podemos resisti-la apenas temporariamente, mas Deus nos reconquista sempre, renovando-nos 'irresistivelmente' em Amor, como defendem os calvinistas com a perseverança dos santos.

O elo que unifica essas diferentes operações da graça, sem comprometer a soberania divina ou a responsabilidade humana, reside no mistério da eleição luterana clássica. Com essa estrutura, esta teologia preserva, sem tentar solucionar de forma puramente racional, a clássica crux theologorum (a cruz dos teólogos), sintetizada na histórica indagação: 'Cur alii, alii non?' (Por que alguns se salvam e outros não, se todos compartilham da mesma culpa e a salvação é unicamente pela graça?).

Enquanto o calvinismo rígido responde a esse dilema limitando a vontade salvífica de Deus por meio da dupla predestinação; enquanto o calvinismo moderado responde a esse dilema pela união racional da graça irresistível e eleição incondicional (pois, ainda que sob uma única via de predestinação (à vida), Deus não chama internamente nem dá verdadeira chance a todos); e enquanto o arminianismo em geral tende a respondê-lo atribuindo a decisão final ao livre-arbítrio humano, a presente proposta interdenominacional mantém o mistério no conselho oculto de Deus:

1.      1. A salvação do eleito é inteiramente obra da graça soberana (manifestada: [1] na atração irresistível do homem natural; [2] na manifestação da eleição eterna na vida do homem carnal - eleição que opera a salvação em Cristo pelo contato eficaz com a Palavra pelo Espírito Santo -, transformando-o em homem espiritual, [3] e também manifestada na preservação do homem espiritual);

2.      2. A condenação do réprobo é da inteira responsabilidade de cada pessoa (por sua resistência voluntária no estágio de homem carnal).

3.      3. Isso silencia a razão humana onde a revelação bíblica preferiu não detalhar e mantém a "Cruz dos Teólogos" e a Soberania do Deus Onisciente e Todo-Poderoso Juíz:

"Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." (Isaías 55:9 acf).


Dedicatória (abaixo dessa Conclusão)

[...]


Obs. Cap. "Outras Obras do Autor" (pág. 700), retirada do Livro.

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