Ficou lindo! Glória a Deus! Graça e paz a todos!! Essa seção parece um sonho!
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Seção 12.4 (30/5 20h40)
Observação. Ao longo de toda a Escritura,
especialmente em Daniel caps. 2, 7, 9, 12, Mateus 24 e em vários capítulos de
Apocalipse, capítulos da Bíblia que trabalharemos neste livro, embora Jesus
tenha conquistado a vitória definitiva e destronado o império de Satanás na
Cruz em 33 d.C. (como diz a Escritura em Col. 2.14-15, “despojando
principados e potestades, triunfou na Cruz”, paráfrase minha), e embora o
evangelho avance grandemente nos eventos que se seguiram registrados em Atos
dos Apóstolos, a aplicação histórica da prisão / selo (ou melhor, limitação) de
Satanás e o consequente reino dos fiéis (como a Escritura diz, os santos) no
Céu com Cristo ocorrem sempre após uma ‘grande aflição’ de 7 anos (que foi uma
guerra terrível, com abomináveis anticristos), na qual até anjos e demônios
batalharam segundo as Escrituras. A história registrou essa grande aflição de 7
anos, com duas metades de 3 anos e meio: cujo clímax ocorreu em 70 d.C. com a
destruição do templo judaico. Portanto, a prisão de Satanás e o reino dos
santos com Cristo tiveram seu início e consolidação segundo as Escrituras e a
história em 70 d.C. (que é quase uma geração após a Cruz conforme a contagem bíblica
de uma geração sendo de 40 anos cf. Hebreus 3.9-10 e Mateus 24.34), há mais de
1900 anos, e não em 33 d.C.
10.8 Conclusão:
Antropologia e Soteriologia; a Cruz dos Teólogos e a Soberania e a
Superioridade do Deus Infinito, Todo-Poderoso e Todo-Sábio Juíz sobre cada ser
Humano. Dedicatória: Sobre os Ombros de Gigantes
Concluo, após a longa seção
10.7.2 (e após a Tabela 3), que para cada estágio espiritual do ser humano –
ser humano natural, carnal e espiritual – há uma particularidade da atuação da
graça de Deus: para o homem natural cf. 1Co 2.14, que não pode aceitar nem
resistir ao contato da graça, Deus opera irresistivelmente, como defendeu John
Wesley (apud Collins, 2010). Para o homem carnal cf. Rm 7, que teve o
primeiro contato eficaz com a Palavra, que teve a liberdade de escolha
restaurada, Deus o convida graciosamente, chamando a todos internamente pelo
Espírito: pode resistir a Deus e ser condenado (Mt 23.37), como defendem os
arminianos clássicos por Walls e Dongell (2014). Para o salvo, o homem
espiritual, transformado pela graça com o propósito de dar fruto a Deus e ser
como Cristo, ou seja, para, guiado pelo Espírito, fazer o bem espiritual (cf.
Gálatas 5.22, o fruto do Espírito), pois não vive pecando (1Jo 3.6,9 - é contra
sua nova natureza pecar voluntariamente), mas vive uma vida de arrependimento e
superação até a Glória, a graça de Deus é constrangedora em Amor e sempre
reconquista-nos quando saímos do caminho: podemos resisti-la apenas
temporariamente, mas Deus nos reconquista sempre, renovando-nos
'irresistivelmente' em Amor, como defendem os calvinistas com a perseverança
dos santos.
O elo que unifica essas
diferentes operações da graça, sem comprometer a soberania divina ou a
responsabilidade humana, reside no mistério da eleição luterana clássica. Com
essa estrutura, esta teologia preserva, sem tentar solucionar de forma
puramente racional, a clássica crux theologorum (a cruz dos teólogos),
sintetizada na histórica indagação: 'Cur alii, alii non?' (Por que
alguns se salvam e outros não, se todos compartilham da mesma culpa e a
salvação é unicamente pela graça?).
Enquanto o calvinismo rígido
responde a esse dilema limitando a vontade salvífica de Deus por meio da dupla
predestinação; enquanto o calvinismo moderado responde a esse dilema
pela união racional da graça irresistível e eleição incondicional (pois, ainda
que sob uma única via de predestinação (à vida), Deus não chama internamente
nem dá verdadeira chance a todos); e enquanto o arminianismo em geral
tende a respondê-lo atribuindo a decisão final ao livre-arbítrio humano, a
presente proposta interdenominacional mantém o mistério no conselho oculto de
Deus:
1. 1. A salvação do eleito é inteiramente obra
da graça soberana (manifestada: [1] na atração irresistível do homem natural; [2] na manifestação da eleição eterna na vida do
homem carnal - eleição que opera a salvação em Cristo pelo contato eficaz com a
Palavra pelo Espírito Santo -, transformando-o em homem espiritual, [3] e
também manifestada na preservação do homem espiritual);
2.
2. A condenação do réprobo é da inteira
responsabilidade de cada pessoa (por sua resistência voluntária no estágio de
homem carnal).
3.
3. Isso silencia a razão humana onde a revelação
bíblica preferiu não detalhar e mantém a "Cruz dos Teólogos" e
a Soberania do Deus Onisciente e Todo-Poderoso Juíz:
"Porque assim como os
céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do
que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos
pensamentos." (Isaías 55:9 acf).
Dedicatória (abaixo dessa Conclusão)
[...]
Obs. Cap. "Outras Obras do Autor" (pág. 700), retirada do Livro.
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