terça-feira, 30 de maio de 2023

"Teologia Sistemática Interdenominacional" lançada no Clube de Autores e na Amazon Kindle

Prezados, o Espírito me guiou a lançar minha Confissão em formato capa dura no Clube de Autores, 700 páginas. Também publiquei o formato epub no clube de autores (levei mais de 6 horas convertendo o doc pro epub hehe), comprei o ISBN pra ela... E, além disso, está publicado na Amazon Kindle também.

É chamada de Teologia Sistemática Interdenominacional.

Link:

https://clubedeautores.com.br/livro/teologia-sistematica-interdenominacional

https://www.amazon.com.br/dp/B0C71JQVQ5/


Graça e Paz

Roberto

Coração

Como disse Bavinck (2012), o pecado não é material, nem uma substância, mas uma qualidade moral, culpa moral e corrupção moral, mas como disse Hoekema (2018), tanto o pecado e a fé estão no coração, que é o centro do homem, e este é constituído de corpo e alma.

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Explicando o cumprimento do início das profecias de Jesus de Mateus 24.

Acerca de Mateus 24, Jim Gibson nos informa que grande parte de Mateus 24 se cumpriu em poucas décadas após as palavras de Jesus:

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos”. (Mateus 24:4,5)

Menos de dois anos após a ascensão de Jesus, houve um samaritano chamado Dositeu que corajosamente proclamou ser o Messias predito por Moisés. De acordo com o historiador judeu Josefo, doze anos após a morte de Cristo, outro enganador cujo nome era Teudas persuadiu uma multidão a segui-lo até o rio Jordão. Supostamente, o rio se dividiria ao seu comando. Irineu, em seus escritos “Contra as Heresias”, afirmou que Simão, o Mago, o feiticeiro mencionado em Atos 8, afirmou ser o Filho de Deus e criador dos anjos. De fato, durante o reinado de Nero, a história registra que havia tantos impostores que “muitos deles eram presos e mortos todos os dias”.

E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos perturbeis; porque é necessário que todas estas coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino...” (Mateus 24:6,7)

Quando Jesus deu esta profecia, o Império Romano estava experimentando uma paz geral dentro de suas fronteiras. Mas em apenas um curto período de tempo, o império estava cheio de conflitos, insurreições e guerras. O historiador romano Tácito, em seus Anais, registrou os seguintes relatos: “guerra na Armênia”, “comoções na África”, “distúrbios na Alemanha”, “comoções na Trácia”, “intrigas entre os partos” e “a guerra na Grã-Bretanha”. Mesmo entre os judeus, muitos milhares foram mortos em Selência, Alexandria, Síria e Cesaréia durante a revolta judaica de 65/66 d.C. À medida que o tempo se aproximava de 70 d.C., data fatídica da destruição de Jerusalém, o Império Romano foi abalado ao seu próprio fundamento. Notavelmente, 68 d.C. foi referido como o “ano dos quatro imperadores”. Naquele ano, em meio a insurreições e tumultos civis, quatro homens ascenderam ao cargo de imperador.

“...e haverá fomes, pestilências e terremotos em vários lugares. Tudo isso é o princípio das dores.” (Mateus 24:7,8)

A Bíblia registra que houve fome “em todo o mundo, o que aconteceu nos dias de Cláudio César”, que reinou de 41 a 54 d.C. (Atos 11:28). Jerusalém e a Judéia sofreram muito com a fome durante esses anos. Paulo, escrevendo às igrejas em Roma e Corinto, falou sobre coletar ofertas para os “pobres” santos em Jerusalém. Os pobres sofreram mais durante a fome. O historiador romano Tácito escreveu sobre uma “falha nas colheitas e uma consequente fome”. Pestilências, ou seja, doenças muitas vezes se tornam a contrapartida da fome. Corpos doentes, consequência da fome, tornam-se terreno fértil para doenças. Outro historiador romano, Suetônio, registrou que a pestilência em Roma nos dias de Nero causou a morte de 30.000 pessoas em apenas uma temporada. Com relação aos terremotos, a história está repleta de relatos de terremotos que devastaram cidades inteiras. Tácito menciona que havia “doze cidades populosas da Ásia” que foram destruídas como resultado de terremotos. Em 60 d.C., as cidades de Hierópolis, Colosso e Laodicéia foram quase destruídas por um terremoto. Em 63 d.C., Pompéia foi muito danificada por um terremoto. Claro, seu fim final foi da erupção do Monte. Vesúvio em 79 d.C.

Jim Gibson. When Jesus Returns, What Then? Disponível em: <https://johnhartnettdotorg.files.wordpress.com/2020/05/when-jesus-returns-what-then.pdf>. Acesso em: Mai. 2023.

Naquela época, por causa do aumento da iniquidade, o amor de muitos esfriou (Mt 24.12): toda vez na história, quando a iniquidade aumentou, o amor esfriou, assim como nos nossos dias ocorre. Já quando Deus traz avivamentos o amor superabunda.

Mateus 24:29-31, que ocorreu após o evangelho chegar a todo mundo (ver seção 12.9 Acerca do Alcance da Pregação do Evangelho) e após a destruição de Jerusalém (grande tribulação para os judeus, conforme a seção 12.8 Acerca da Grande Tribulação), diz respeito à primeira ressurreição após o julgamento de Israel em 70 d.C., conforme a seção 22 O Tempo Está Próximo. A Primeira Ressurreição. Apocalipse também é um julgamento para Jerusalém (até o cap. 11), e não só para ela, mas também para o Império Romano (até o cap. 19) governado por Satanás, e para a Babilônia e prostituta chamada Roma (Ap 17.18 E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra). Roma matou os santos e apóstolos (Ap 18.20).

Mateus 24.34 deve ser interpretado à luz de Lucas 21.22: todas as coisas que haviam de cumprir na geração de Jesus são relativas aos dias de vingança para com Israel e Jerusalém (Mateus 24.34 “não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. Lucas 21:22 “Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas) além da primeira ressurreição. O Império Romano demorou um pouco mais para ser destruído completamente.......

Livro de escatologia atualizado no smashwords.com:

https://www.smashwords.com/books/view/1046779


domingo, 28 de maio de 2023

Seção 12.11.2 - o império romano abrangia toda a terra? - aprimorada em 1 paragrafo

Para concluir a seção explicaremos Apocalipse 3.10 (Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra): Significa que todas as pessoas do Império Romano, império este que era mundial, sofreriam tentação para adorar o imperador (como Nero, uma das bestas do Império Romano), e receber a marca da besta e ser condenado eternamente. O Senhor deu duras penas eternas para quem o fizesse (quem recebesse a marca da besta), e não podia comprar ou vender em muitos locais se não adorasse o imperador publicamente! Os cristãos foram severamente tentados e muitos foram brutalmente mortos nas diversas perseguições do império até a legalização do cristianismo. Esse versículo acima diz que Deus tinha um compromisso em guardar os seus filhos de cair naquela tentação global (de adorar o imperador e receber a marca da besta) pois, mesmo que eles morressem, o que realmente importa é a vida eterna.

11.1 e 11.6 Pastores, Apóstolos e Evangelismo - atualizado

11.1 complementação

Como a Confissão de Fé de Westminster corretamente expressa: “Só há dois sacramentos ordenados por Cristo, nosso Senhor, no evangelho, ou seja: o Batismo e a Ceia do Senhor [alguns a chamam de Santa Ceia]. Nenhum dos quais pode ser administrado senão por um ministro da Palavra, legalmente ordenado. Mt 28.19; 1Co 11.20,23; 4.1; Hb 5.4.

11.6 Pastores, Apóstolos e Evangelismo

Cremos que os líderes das igrejas locais (Ef 4.11), ou congregações, devem cumprir os pré-requisitos bíblicos das epístolas pastorais de santificação, encontrados em 1Tm 3. Os pastores devem, mais do que tudo, pastorear as ovelhas (Jo 21.15-17).

Os ministérios de Cristo hoje para pregar a Palavra, segundo a Bíblia, são os pastores (Hb 13.7, 13.17, Ef 4.11), bispos (1Tm 3.2ss, At 20.28) ou presbíteros (os apóstolos Pedro e João se intitulavam também presbíteros, 1Pe 5.1, 3Jo 1, ver também 1Tm 5.17). Pastores, bispos ou presbíteros são, na prática, sinônimos, e não hierarquia. O ministério para servir chama-se “diácono” conforme o Novo Testamento, instituído pelo Espírito Santo em Atos. Já acerca das mulheres, a Bíblia fala de mulheres que serviram a Jesus e os apóstolos, portanto a Bíblia permite diaconisas. Acerca de mulheres no ministério da Palavra falo na seção 8.4.2, que a Bíblia não usa a expressão “pastora”, mas “irmã” etc., e, sim, dá o aval para mulheres pregarem a Palavra sem limites.

Acerca dos apóstolos. Cremos que Jesus verdadeiramente apareceu a Saulo no caminho de Damasco, onde as pessoas testemunharam da aparição, ou seja, não foi simplesmente uma visão ou sonho. Além disso, Jesus verdadeiramente intitulou os apóstolos com esse título de apóstolo, de modo que não o fizeram para si mesmos, ou para se mostrar maior do que outro. O ministério do apostolado verdadeiro está fechado, pois Paulo disse: depois apareceu a mim por último, como a um abortivo (1Co 15.8). Se é último, não existe outro.

Grudem (2010), como eu, concorda que o ministério do apostolado está fechado. A Bíblia nos indica como apóstolos os onze fiéis escolhidos por Cristo (Mateus 10.2-4; Simão Pedro, André, seu irmão, Tiago filho de Zebedeu, João, seu irmão, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago filho de Alfeu, Lebeu, apelidado Tadeu (esse é Judas cf. Lucas 6.16), e Simão, o Zelote), mais Matias, no lugar de Judas (Atos 1.23-26), Tiago, irmão do Senhor Jesus (Gálatas 1.19 E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor), Barnabé e Paulo (Atos 14.14 Ouvindo, porém, isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando). Deste modo, poderiam existir outros apóstolos se Jesus os tivesse chamado como tal naquela época.

Os apóstolos tinham autoridade para falar e escrever palavras que eram “palavras de Deus” em sentido absoluto. Não acreditar neles ou desobedecer a eles era o mesmo que não crer em Deus e desobedecer a Deus. Os apóstolos, portanto, tinham autoridade para escrever palavras que se tornaram palavras da Bíblia. Este fato por si só nos sugere que havia algo de singular no ofício de apóstolo, e não esperaríamos que ele continuasse hoje, porque atualmente ninguém pode acrescentar palavras à Bíblia e tê-las na conta de palavras de Deus ou como parte das Escrituras. Grudem (2010).

O verdadeiro chamado para o apostolado é para a formação de doutrina (Atos 2.42), ou seja, os apóstolos, pela sua doutrina, são o fundamento da doutrina das Escrituras para nós, através de Cristo. Acabou a revelação bíblica (doutrina dos apóstolos), inerrante, não tem mais verdadeiro apostolado revelado e chamado por Cristo. Os apóstolos hoje, como missionários, ou como liderança, como bispos de igreja no método episcopal, na maioria das vezes, querem ser superiores aos seus bispos, e estes superiores aos seus pastores. Essa hierarquia não existe na Bíblia. Isso é para engrandecimento próprio, ou, se não for, é vaidade.

Cremos que a Igreja tem a missão de evangelizar, levando a mensagem do evangelho de Jesus Cristo a todas os povos e nações quando Deus der a oportunidade, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, princípios que constituem a grande comissão de Cristo à Igreja em conjunto, Mt 28.19-20. Todos devemos evangelizar através de um bom testemunho, mas cada um tem o seu chamado e o seu dom específico: a missão de ser evangelista propriamente dita, com exceção do evangelismo ao próximo (conhecidos, amigos e familiares), é para aqueles que tem o dom específico de evangelista, segundo Ef 4.11. Não pegue um fardo que Deus não lhe deu, como querer ser missionário ou evangelista de ruas sem ter vocação, mas sirva ao Senhor com seu dom específico (1Pe 4.10-11). Devemos evangelizar, sem que haja contenda.

sexta-feira, 26 de maio de 2023

A TRINDADE.

 

3.4 A Trindade e os Fatos Bíblicos: Citação da Agência de Informações Religiosas (AGIR)

 

Citação longa retirada da AGIR (Manual de Heresiologia da AGIR) apud CACP.APP.BR (2023).

https://www.cacp.app.br/a-trindade-e-os-fatos-biblicos/ 


“O Que os Cristãos Creem Sobre Ela [a Trindade]

Há somente um Deus, e esse Deus existe numa só essência, em três Pessoas:

·       Deus Pai

·       Deus Filho (Jesus Cristo)

·       Deus o Espírito Santo

 

As Pessoas são distintas:

·       O Pai não é o Filho

·       O Filho não é o Espírito Santo

·       O Espírito Santo não é o Pai

 

Deus é um Ser divino absolutamente perfeito, uma essência em três Pessoas. O seu Ser é o que Ele é em relação ao universo que Ele criou. As três Pessoas são assim chamadas porque elas (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) se relacionam entre si de maneira pessoal.

Quando os cristãos dizem que creem num só Deus em três Pessoas, eles não querem dizer com isso:

·       Que exista 1 Deus em 3 Deuses

·       Que existam 3 Pessoas em 1 Pessoa

·       Que existam 3 Pessoas e 3 Deuses

·       Que exista 1 Pessoa em 3 Deuses

 

Ao se referirem à Trindade, os cristãos querem dizer com isso que:

Existe 1 Deus em 3 Pessoas

 

Portanto,

·       O Pai é Deus

·       O Filho é Deus

·       O Espírito Santo é Deus

 

Por Que os Cristãos Creem na Trindade?

Porque a Bíblia claramente ensina que há um único Deus, e que também as três Pessoas são chamadas Deus.

 

Há um só Deus:

Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor (Deuteronômio 6:4)

Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não há Deus. (Isaías 44:6)

Não vos assombreis, nem temais; acaso desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas! Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça. (Isaías 44:8)

Eu sou o Senhor, e não há outro. Além de mim não há Deus. (Isaías 45:5a)

 

O Pai é Deus

Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também por ele. (1 Coríntios 8:6)

Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos, e está em todos. (Efésios 4:4-6)

 

O Filho é Deus

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.  Ele estava no princípio com Deus.  Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. (João 1:1-3)

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. (João 1:14)

Eu e o Pai somos um.  Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar.  Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais?  Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. (João 10:30-33)

Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos, e Tomé, com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!  E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente.  Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!  Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram. (João 20:26-29) – É importante ressaltar que nenhuma pessoa ou anjo na Bíblia aceita o título de Deus, ou a adoração devida a Deus, porque isso seria blasfêmia (cf. Paulo e Barnabé em Atos 14); Jesus, no entanto, aceita a declaração e adoração de Tomé, num reconhecimento explícito de que ele é Deus.

E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.  Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo;  mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino. (Hebreus 1:6-8)

Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome,  para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra,  e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses 2:9-11)

(Note que Paulo, em Fl. 2 faz referência a Is 45:23, versículo no qual o profeta apresenta a palavra do Senhor acerca de si próprio. Assim sendo, Paulo entende que Jesus é tanto Deus quanto o Pai.)

Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.  Por mim mesmo tenho jurado; da minha boca saiu o que é justo, e a minha palavra não tornará atrás. Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua.(Isaías 45:22-23)

Confira também as seguintes passagens que demonstram que Jesus é Deus: Is. 7:14; 9:6; Jo. 1:1; 18; 8:58-59; 10:30; At. 20:28; Rm. 9:5; 10:9-13; Cl. 1:15-16; Cl. 2:9; Tt. 2:13; Hb. 1:3; 8; 2 Pe. 1:1; 1 Jo. 5:20.

 

O Espírito Santo é Deus

Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?  Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus. (Atos 5:3-4)

Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.  E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. (2 Coríntios 3:17-18)

 

Mais de 60 Passagens Bíblicas Mencionam as Três Pessoas

Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele.  E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. (Mateus 3:16-17)

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; (Mateus 28:19)

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. (2 Coríntios 13:14)

Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação;  há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;  um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos. (Efésios 4:4-6)

Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos,  não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,  que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador (Tito 3:4-6)

Confira também as seguintes passagens: Jo. 3:34-35; 14:26; 15:26; 16:13-15; Rm. 14:17-18; 15:13-17; 30; 1 Co. 6:11; 17-19; 12:4-6; 2 Co. 1:21-22; 3:4-6; Gl. 2:21-3:2; 4:6; Ef. 2:18; 3:11-17; 5:18-20; Cl. 1:6-8; 1 Ts. 1:1-5; 4:2; 8; 5:18-19; 2 Ts. 3:5; Hb. 9:14; 1 Pe. 1:2; 1 Jo. 3:23-24; 4:13-14; Jd. 20-21.

 

Conceitos Errôneos Sobre a Trindade

Erro 1: “A Palavra ‘Trindade’ não está na Bíblia; a Trindade é uma invenção dos cristãos do 4º século”.

Correção: É verdade que a palavra “Trindade” não está na Bíblia, mas o argumento de que somente palavras que estão na Bíblia representam conceitos bíblicos é ilógico.

Palavras como “encarnação”, “monoteísmo”, “onipresença”, “onipotência” e “onisciência” são apenas alguns exemplos de palavras que não estão na Bíblia, e ainda assim representam conceitos indiscutivelmente ensinados na Bíblia.

A palavra “Trindade” foi usada para explicar o relacionamento eterno entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Muitas passagens bíblicas evidenciam a Trindade (veja acima). Heresias e crenças falsas começaram a se multiplicar nos primeiros anos da Igreja, o que continua a ocorrer hoje. Por isso, os Pais da Igreja primitiva combateram tais erros principalmente em seus escritos, que apresentavam a Trindade como sendo o ensinamento bíblico sobre Deus. Eis aqui uma relação de Pais da Igreja que escreveram sobre a Trindade muito antes do ano 300 d.C. (ou seja, antes do início do 4º século):

 

Data aproximada:

90 d.C.                     Clemente, o terceiro bispo de Roma

90-100 d.C.               Didaquê, ou A Doutrina dos Doze Apóstolos

90 (?) d.C.                Inácio, bispo de Antioquia

155 d.C.                             Justino Mártir, grande apologista e escritor cristão

168 d.C.                             Teófilo, sexto bispo de Antioquia

177 d.C.                             Atenágoras, teólogo

180 d.C.                             Irineu, bispo de Lyon

197 d.C.                             Tertuliano, líder eclesiástico

264 d.C.                             Gregório Taumaturgo, líder eclesiástico

 

Erro 2: “Os cristãos creem que há três Deuses”.

Correção: Os cristãos creem que há somente um único Deus.

Algumas pessoas creem que os cristãos são politeístas (ou seja, que creem em mais de um Deus), porque cristãos se referem ao Pai como sendo Deus, bem como ao Filho e ao Espírito Santo como sendo Deus. Mas os cristãos creem somente em um Deus. A Bíblia afirma claramente que há somente um Deus. Ela, porém, também claramente afirma que o Pai é Deus, que o Filho é Deus, que o Espírito Santo é Deus, e que o Pai não é o Filho nem o Espírito Santo, e que o Filho não é o Espírito Santo. A Bíblia afirma que cada uma das três Pessoas são Deus (e não “deuses”).

Muitas ilustrações foram apresentadas através da história da Igreja para ensinar a doutrina da Trindade. Deus é o único Ser que existe numa só essência e em três Pessoas ao mesmo tempo, e portanto não há nenhuma analogia que seja perfeita. Por exemplo, a analogia de que Deus é como a água, que se apresenta como líquido, sólido (gelo) e vapor é errônea, porque na essência de Deus não há apenas uma Pessoa que meramente se manifesta de três formas diferentes. Existem, sim, três Pessoas distintas. A analogia de que Deus é como um ovo, composto de gema, clara e casca, também é incorreta, porque Deus não possui partes. O que deve ser entendido é que Deus não é nem três deuses (politeísmo), nem um Deus que pode ser dividido em partes (porque há uma só essência), nem uma só Pessoa que meramente se manifesta como Pai, Filho, e Espírito Santo (modalismo).

 

Erro 3: “Jesus não é Deus”.

Correção: Jesus é Deus, a segunda Pessoa da Trindade.

·       Jesus perdoou pecados

·       Todos nós podemos e devemos perdoar pecados cometidos contra nós mesmos, mas nenhum de nós pode perdoar pecados cometidos contra outros; somente Deus tem essa autoridade (cf. Mc. 2:5-12)

·       Jesus, sendo Deus, tem a autoridade de perdoar qualquer pecado.

·       Jesus, sendo homem, pôde receber em si o castigo pelo pecados dos homens.

·       Jesus, sendo Deus, é um sacrifício suficiente (por ser infinito) para o pagamento de todos os pecados de todos aqueles que nele crêem.

·       Jesus, portanto, sendo homem e Deus, tem a autoridade para perdoar pecados, porque ele mesmo pagou pelos pecados.

Confira Rm. 3:21-26; Hb. 2:17; 1 Pe. 1:17-19; 1 Jo. 2:1-2; 4:10; etc.

·       Jesus aceitou ser adorado como Deus, e disse ter a mesma honra e glória do o Pai

Confira Mt. 14:33; 28:17-18; Jo. 5:22-23; 9:38; 17:5; etc.

·       Jesus disse ser o Filho divino de Deus, um título que os judeus corretamente entenderam como sendo uma alegação de igualdade com Deus.

Confira Jo. 5:17-18; 10:30-33; 19:7; etc.

 

 

 


 

 Características Exclusivas de Deus

Características de Jesus

Deus é o criador de todas as coisas (Gn. 1:1; Sl. 102:25; Is. 44:24)

Jesus é o criador de todas as coisas (Jo. 1:3; Cl. 1:16; Hb. 1:2; 10)

Deus é o primeiro e o último (Isa. 44:6)

Jesus é o primeiro e o último (Ap. 1:17; 22:13)

Deus é o Senhor dos senhores (Dt. 10:17; Sl. 136:3)

Jesus é o Senhor dos senhores (1 Tm. 6:15; Ap. 17:14; 19:16)

Deus é imutável e eterno (Sl. 90:2; 102:26-27; Ml. 3:6)

Jesus é imutável e eterno (Jo. 8:58; Cl. 1:17; Hb. 1:11-12; 13:8)

Deus é o Juiz de toda a terra (Gn. 18:25; Sl. 94:2; 96:13; 98:9)

Jesus é o Juiz de toda a terra (Jo. 5:22; at 17:31; 2 Co. 5:10; 2 Tm. 4:1)

Deus é o único Salvador (Is. 43:11; 45:21-22; Os. 13:4)

Jesus é o único Salvador (Jo. 4:42; At. 4:12; Tt. 2:13; 1 Jo. 4:14)

Deus é o Redentor de seu povo especial (Ex. 19:5; Sl. 130:7-8; Ez. 37:23)

Jesus é o Redentor de seu povo especial (Tt. 2:14)

Deus atende às orações daqueles que o invocam, os perdoa e salva (Sl. 86:5-8; Is. 55:6-7; Jr. 33:3; Jl. 2:32)

Jesus atende às orações daqueles que o invocam, os perdoa e salva (Jo. 14:14; Rm. 10:12-13; 1 Co. 1:2; 2 Co. 12:8-9)

Deus é o único que possui glória divina (Is. 42:8; 48:11)

Jesus é o único que possui glória divina (Jo. 17:5)

Deus é adorado por anjos (Sl. 97:7 [note que “deuses” neste versículo é uma expressão hebraica que se refere aos anjos])

Jesus é adorado por anjos (Hb. 1:6)

 

Erro 4: “Jesus é um Deus menor que o Pai”.

Correção: Jesus é consubstancial ao Pai, e igual ao Pai em posição.

Pessoas que negam esse fato normalmente usam os seguintes argumentos (heresias que foram popularizadas por Ário, herege do 4º século que negava a divindade de Jesus):

 

Versículos erroneamente citados para argumentar que Jesus foi criado

Colossenses 1:15: “Se Cristo foi o ‘primogênito de toda a criação’, não foi ele criado?”

Resposta: A palavra “primogênito”, na cultura hebraica antiga e do primeiro século era usada para enfatizar o herdeiro da família, e não necessariamente aquele que nasceu primeiro. Além disso, o contexto impossibilita a ideia de que Paulo teria afirmado nesse versículo que Jesus foi a primeira instância da criação. Paulo afirma nos versículos imediatamente seguintes que “nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste”. Sendo que tudo foi criado por Jesus e para Jesus, e considerando-se que Paulo nos versículos imediatamente anteriores afirma que Deus nos “qualificou” (ou “nos fez idôneos”) a receber a herança por ter nos transferido ao reino do Herdeiro, Jesus, conclui-se que o versículo 15 não pode de maneira alguma estar afirmando que Jesus foi criado.

 

João 3:16: “Se Jesus é o ‘Filho Unigênito’, não foi ele criado?”

Resposta: A palavra grega monogenes, traduzida “unigênito”, tem a ideia de “singular”, “sem igual”, “peculiar”. A mesma palavra é usada pelo autor da epístola aos Hebreus (11:17) para designar Isaque, o “filho unigênito” de Abraão por ser o filho da promessa – ainda que Abraão tivesse outros filhos (Gn. 25:1-6), incluindo Ismael (Gen 16:15-16). A Bíblia também ensina que todos aqueles que recebem Jesus como Senhor e Salvador passam a ser filhos de Deus (Jo. 1:12; 1 Jo. 3:1-2; etc.). Deste modo, é evidente que Jesus é o Filho Unigênito de Deus no sentido de ser singular, e não de ter sido criado.

 

Provérbios 8:22: “Se o capítulo 8 de Provérbios se refere a Jesus, não diz o versículo 22 que ele foi criado?”

Resposta: Provérbios 8 não contém uma descrição literal de Jesus. O autor apresenta, em forma de poesia, uma personificação da sabedoria. Cristo não habitou literalmente com alguém chamado Prudência (v. 12), nem edificou sua casa com sete colunas (Pv. 9:1). O autor simplesmente diz, usando imagens poéticas, que Deus usou da sabedoria para criar o mundo (cf. Pv. 3:19-20).

 

Versículos erroneamente citados para argumentar que Jesus é inferior ao Pai

João 14:28: “Se Jesus diz que ‘o Pai é maior’ que ele, não é Jesus inferior ao Pai?

Resposta: Na sua vida humana na terra, Jesus voluntariamente tomou sobre si nossas limitações humanas (exceto pelo pecado) para nos salvar. Paulo nos diz que Jesus deixou temporariamente sua posição de igualdade com o Pai para se esvaziar ao assumir uma vida humana por nós (Fl. 2:5-8). Após sua ressurreição dos mortos, Jesus voltou para a glória que dividia com o Pai (cf. Jo. 17:5; Fl. 2:9-11). Além disso, Jesus também disse que seus discípulos fariam maiores obras do que ele (Jo. 14:12), e isso obviamente não é razão para se argumentar que Jesus é inferior aos seus discípulos.

 

1 Co. 15:28: “Se Jesus é Deus, por que ele se sujeitará ao Pai?”

Resposta: A própria pergunta já inclui a presunção de que aquele que se sujeita a outro é inferior a ele. Ainda que isso possa ser comumente crido no mundo, é uma ideia falsa. Deus existe em uma só essência, e em três Pessoas. Essas Pessoas, ainda que existam na mesma essência, se relacionam entre si como Pessoas. Deus é um Deus de ordem, e nele há o relacionamento eterno entre as três Pessoas na qual o Pai, ainda que tenha os mesmos atributos (em qualidade e quantidade) das outras Pessoas, tem autoridade suprema no relacionamento.

Tal princípio pode ser visto nos relacionamentos dentro da Igreja (Hb. 13:17), e no mundo (1 Pe. 2:13), na qual todos os seres humanos devem se submeter às estruturas de autoridade determinadas por Deus, ainda que sejam todos iguais em sua essência humana. Dessa forma, fica claro que na economia de Deus, Jesus é ao mesmo tempo Deus Todo-Poderoso, e, sendo a segunda Pessoa da Trindade, se submete ao Pai sem ser inferior a Ele.

 

Mc. 13:32: “Se Jesus é Deus, como podia ele não saber quando voltaria?”

Resposta: Como vimos acima, Jesus tomou sobre si as limitações da natureza humana (cf. Fl. 2:5-8). Ainda que ele seja o eterno Deus, ele se fez carne (Jo. 1:1; 14). Isso, é claro, gera paradoxos (e não contradições). Enquanto Deus, Jesus é eterno, imortal, e autossuficiente. Enquanto homem, Jesus nasceu, morreu, precisava comer, dormir, se cansava, etc.

Jesus por vezes fez uso de seus atributos divinos enquanto era homem, como por exemplo, ao andar sobre as águas ou prever acontecimentos futuros. Alguns creem que Jesus só teve tais capacidades pelo poder do Espírito Santo, e não por uso eventual de seus atributos divinos. De uma maneira ou de outra, o fato de que Jesus preferiu enfatizar que sua natureza humana não sabia o dia de sua volta (conhecimento que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade (cf. At. 1:7), e não para os homens) não gera nenhum problema sobre sua divindade, tanto quanto o fato de que ele, enquanto homem, precisava respirar oxigênio para sobreviver.

 

Erro 5: “O Pai, o Filho, e o Espírito Santo são apenas diferentes títulos de Jesus, ou três maneiras diferentes das quais Deus se manifesta”.

Correção: A Bíblia claramente ensina que o Pai, o Filho, e o Espírito Santo são três Pessoas distintas.

Algumas pessoas pensam que a doutrina da Trindade contradiz a verdade de que há somente um Deus. Eles argumentam que somente Jesus é o Deus verdadeiro, e que portanto Jesus é “o nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo” (Mt. 28:19), e não somente o nome do Filho. Ainda que seja absolutamente verdadeiro que há apenas um Deus, devemos aceitar a definição bíblica desse conceito. A Bíblia deixa claro que o Pai, o Filho, e o Espírito Santo são Pessoas distintas:

·       O Pai envia o Filho (Gl. 4:4; 1 Jo. 4:14)

·       O Pai envia o Espírito (Jo. 14:26; Gl. 4:6)

·       O Filho não fala por si mesmo, mas segundo o que o Pai ensinou (Jo. 8:28; 12:49)

·       O Espírito não fala por si mesmo, mas para a glória do Filho (Jo. 16:13-15)

·       O Pai ama o Filho, e o Filho ama o Pai (Jo. 3:35; 5:20; 14:31)

·       O Pai e o Filho são duas testemunhas, não uma única (Jo. 5:31-37; 8:16-18)

·       O Pai e o Filho glorificam um ao outro (Jo. 17:1, 4-5), e o Espírito glorifica o Filho (Jo. 16:14)

·       O Filho é nosso Advogado junto ao Pai (1 John 2:1)

·       O Filho e o Pai enviam o Espírito, que é o outro Consolador (Jo. 14:16, 26)

·       Jesus não é o Pai, mas o Filho do Pai (2 Jo. 3)

Em Mt. 28:19, Jesus não está se identificando como o Pai, Filho e o Espírito Santo. Ele está na verdade dizendo que o batismo cristão identifica uma pessoa como um crente no Pai, no Filho que o Pai enviou para morrer por nossos pecados, e no Espírito Santo que o Pai e o Filho enviam para habitar nos nossos corações.

 

Erro 6: “Jesus não era inteiramente Deus e inteiramente homem”.

Muitas pessoas, através da história, tiveram dificuldade em entender ou aceitar que Jesus seja inteiramente Deus, e ao mesmo tempo inteiramente homem. Alguns tentaram resolver esse paradoxo alegando que Jesus foi um mero homem através do qual Deus se comunicou, ou que ele era Deus e que somente tinha uma aparência de ser humano, ou outras crenças menos “complexas”.

É verdade que a ideia de que Deus se tornou homem em Jesus é impossível de ser compreendida inteiramente, porque nossas mentes são finitas. Isso, por outro lado, não significa que a ideia seja inteligível. Além disso, ela é claramente ensinada na Bíblia. A encarnação é a maior prova de que nada é demasiadamente difícil para Deus (cf. Gn. 18:14; Lc. 1:37).

 

Correção 1: A Bíblia claramente ensina que Jesus é inteiramente homem.

Alguns exemplos:

·       Após seu nascimento, Jesus cresceu fisicamente, intelectualmente, socialmente e espiritualmente (Lc. 2:40, 52)

·       Jesus se cansava; dormia; suava; tinha fome e sede; Jesus sangrou e morreu; seu corpo foi depositado num túmulo (Mt. 4:2; 8:24; Lc. 22:44; Jo. 4:6-7; 19:28-42)

·       Após ressuscitar dos mortos, Jesus comeu e bebeu com outras pessoas, e lhes mostrou suas cicatrizes, permitindo que eles tocassem seu corpo (Lc. 24:39-43; Jo. 20:27-29; At. 10:41)

 

Correção 2: A Bíblia claramente ensina que Jesus é inteiramente Deus.

Alguns exemplos: Jesus fez na terra o que somente Deus poderia fazer:

·       Ele comandou as forças da natureza (Mt. 8:23-27; 14:22-33)

·       Ele perdoou pecados (Mc. 2:1-12)

·       Ele alegou ser superior à Lei de Moisés (Jo. 5:17-18)

·       Ele deu vida a quem ele desejasse (Jo. 5:19-23)

·       Paulo disse que Deus comprou a Igreja com seu próprio sangue (At. 20:28)

·       Paulo também disse que os poderosos deste século crucificaram o Senhor da Glória (1 Co. 2:8)

·       Em Jesus habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade (Cl. 2:9)

 

Teólogos cristãos da Igreja primitiva, nos dois primeiros séculos, escreveram muitas obras para defender o cristianismo de todo tipo de ataque, como por exemplo:

Perseguição por parte do Império Romano. Até o início do quarto século, por muitas vezes o cristianismo foi duramente perseguido.

Heresias que contradiziam crenças cristãs básicas, especialmente a natureza divina de Jesus e a natureza de Deus.

 

Referências Importantes

Atributos Divinos

Pai

Filho

Espírito Santo

Eterno

Rm. 16:26-27

Ap. 1:17

Hb. 9:14

Criador de tudo

Sl. 100:3

Cl. 1:16

Sl. 104:30

Onipresente

Jr. 23:24

Ef. 1:23

Sl. 139:7

Onisciente

1 Jo. 3:20

Jo. 21:17

1 Co. 2:10

Opera sobrenaturalmente

Ef. 1:5

Mt. 8:3

1 Co. 12:11

Concede vida eterna

Gn. 1:11-31;

Jo. 5:21

Jo. 1:14

Jo. 5:21

Rm. 8:10-11

Jo. 3:8

Fortalece os crentes

Sl. 138:3

Fl. 4:13

Ef. 3:16

 

20 Erros Comuns às Heresias Antitrinitárias

·       Elas alegam que a doutrina da Trindade ensina a existência de três deuses.

·       Elas presumem que um ser tem de existir sempre em uma pessoa – até mesmo no caso de Deus.

·       Elas alegam que a doutrina da Trindade ensina que as três Pessoas são três “partes” de Deus.

·       Elas fazem objeção ao uso de termos extrabíblicos como “Trindade” e “três Pessoas”.

·       Elas alegam que a doutrina da Trindade foi formulada muito tempo depois da época do Novo Testamento.

·       Elas procuram citar Pais da Igreja do segundo século para provar suas alegações.

·       Elas alegam que a doutrina da Trindade tem origem histórica no paganismo, em tríades de deuses.

·       Elas culpam a filosofia grega pela doutrina trinitária da igreja primitiva.

·       Elas afirmam que a Igreja se tornou apóstata logo após a morte dos apóstolos.

·       Elas dizem que estão restaurando o ensinamento original do Novo Testamento sobre Deus.

·       Elas normalmente veem o texto do Novo Testamento em grego como tendo sido corrompido.

·       Elas negam que o Filho é Deus Todo-Poderoso.

·       Elas negam que o Espírito Santo é uma Pessoa divina distinta.

·       Elas citam eruditos bíblicos liberais para apoiar suas interpretações revisionistas.

·       Elas veem a doutrina da Trindade como sendo contraditória e sem sentido.

·       Elas enfatizam a ideia de que os Judeus não tinham nenhum conhecimento da Trindade.

·       Elas concluem que a submissão do Filho para com o Pai significa desigualdade e inferioridade.

·       Elas estressam a perseguição histórica de antitrinitários para desacreditar a doutrina da Trindade.

·       Elas rejeitam ou modificam radicalmente a doutrina da salvação somente pela graça.

·       Elas rejeitam ou modificam radicalmente a doutrina da punição eterna.”

Extraído do MANUAL DE HERESIOLOGIA DA AGIR apud CACP (2023).